The Variation of Animals and Plants under Domestication

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The Variation of Animals and Plants under Domestication
Darwin Variation 1868 title page.jpg
A primeira página da primeira edição
Autor (es) Charles Darwin
Idioma inglês
País  Reino Unido
Assunto Seleção artificial
Editor John Murray
Lançamento 30 de janeiro de 1868
Páginas Vol 1: viii,411 pp +43 img
Vol 2: viii,486 pp

The Variation of Animals and Plants under Domestication é um livro escrito por Charles Darwin e publicado em janeiro de 1868.

Uma grande parte do livro contém informações detalhadas sobre a domesticação de animais e plantas, mas há também uma descrição da teoria de Darwin sobre a hereditariedade, que ele chamou de pangênese, no capítulo XXVII.

Background[editar | editar código-fonte]

Darwin estivera trabalhando por dois anos em seu "grande livro" sobre a seleção natural, quando em 18 de junho de 1858 ele recebeu um malote de Alfred Wallace que estava vivendo no Borneu.[1] Dentro do pacote havia um manuscrito de vinte páginas que descrevia um mecanismo evolucionário que era similar à teoria do próprio Darwin. Pressionado para publicar suas ideias, Darwin começou a trabalhar em um "resumo" de seu Natural Selection, que seria publicado em novembro de 1859 como Sobre a origem das espécies.[2] Na introdução ele anunciava como em uma publicação futura ele esperava fornecer "em detalhe todos os fatos, com referências, sobre os quais se fundamentam minhas conclusões".[3]

Em 9 de janeiro de 1860, dois dias após a publicação da segunda edição do Origens, Darwin voltou a seu manuscrito original Natural Selection e começou a expandir os dois primeiros parágrafos sobre "Variação sob domesticação".[4] Ele possuía uma ampla coleção de notas adicionais e na metade de junho havia escrito os rescunhos para uma introdução e para dois capítulos sobre a domesticação de pombos que terminaria por fazer parte do A variação de animais e plantas dometicados. Aparentemente, Darwin considerara a elaboração do livro cansativa e escreveu em sua autobiografia que ele havia sido "tentado a publicar outros assuntos que à época me interessavam mais."[5] No seguinte mês de julho (1861) ele começou a trabalhar em um livro diferente, o Fertilização das orquídeas, que seria publicado em maio de 1862.

Darwin continuou a coletar dados. Suas experiências empíricas estavam limitadas às plantas mas ele foi capaz de coletar informações de outras pessoas por meio de cartas e até mesmo fazer com que algumas destas conduzissem experiências para ele.[6] [7]

Apesar de longos períodos de doença, ele obteve progressos e em março de 1865 escreveu a seu editor, John Murray, dizendo que "Quanto ao presente livro tenho 7 capítulos prontos para a publicação e todos os demais bastante adiantados, com exceção do último e conclusivo" (o livro seria publicado com 28 capítulos).[8] Na mesma carta ele discutia a respeito das ilustrações para o livro.

Darwin estivera ponderando por vários anos a respeito da teoria da hereditariedade.[9] Em maio de 1865 ele enviou um manuscrito a seu amigo Thomas Huxley esboçando sua teoria, chamada de pangênese, e perguntando se ele deveria publicá-la. Na carta que acompanhava o manuscrito, Darwin escreveu "É uma hipótese apressada e crua, mas ainda sim tem sido uma satisfação considerável à minha mente, e posso sustentá-la com uma boa coleção de fatos."[10] Huxley indicou as semelhanças entre a pangênese e as teorias de Georges Louis Leclerc e do naturalista suiço Charles Bonnet mas por fim encorajou Darwin a publicá-la: "Alguém que estiver vasculhando teus papéis daqui a meio século irá encontrar a pangênese e dizer 'vejam esta fabulosa antecipação de nossas teorias modernas - e este imbecil, Huxley, dizendo-lhe que não deve publicá-las'".[11]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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