Thema de Charsianão
Charsianão (em grego: Χαρσιανόν; transl.: Charsianón) era o nome de uma fortaleza bizantina e de um thema (província civil-militar) na região da Capadócia, na Anatólia central.
História [editar]
A fortaleza de Charsianão foi mencionada pela primeira vez em 638 durante a primeira onda das conquistas muçulmanas e foi, supostamente, batizada em homenagem a um general de Justiniano I chamado Charsios. Os árabes tomaram-na pela primeira vez em 730 e ela permaneceu um local fortemente contestado entre as potências nas guerras bizantino-árabes do século seguinte1 . No início do século IX, a fortaleza se tornou o centro de uma kleisoura, um distrito fortificado de fronteira com administração independente. Em algum momento entre 863 e 873, a região foi elevada a thema, incorporando territórios dos themata vizinhos (Bucelário, Armeníaco e Capadócio)1 2 . Ele aparecia na camada intermediária da hierarquia dos themata, com o seu strategos recebendo um salário anual de dez quilos de ouro e comandando, segundo fontes árabes, 4 000 homens e quatro fortalezas1 .
No início do século X, o Thema Charsianão se tornou uma importante base de poder para a aristocracia militar proprietária de terras, com os grandes clãs dos Argiros e dos Maleinos mantendo ali as suas residências e propriedades. Após 1045, um grande número de armênios, incluindo o antigo rei Gagik II (r. 1042-1045), se estabeleceram ali, o que levou a conflitos com os bizantinos locais. O thema foi perdido para os turcos seljúcidas após a Batalha de Manziquerta em 10711 . Gagik II aparece como último doux de Charsianão em 1072–10732 .
Referências
- ↑ a b c d Kazhdan 1991, p. 415.
- ↑ a b McGeer, Nesbitt & Oikonomides 2001, p. 107.
Bibliografia [editar]
- The Oxford Dictionary of Byzantium (em inglês). New York, New York and Oxford, United Kingdom: Oxford University Press, 1991. ISBN 978-0-19-504652-6
- Catalogue of Byzantine Seals at Dumbarton Oaks and in the Fogg Museum of Art, Volume 4: The East (em inglês). Washington, District of Columbia: Dumbarton Oaks Research Library and Collection, 2001. ISBN 0-88402-282-X