Theodor Wiederspahn

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Theodor Alexander Josef Wiederspahn, mais conhecido como Theo Wiederspahn (Wiesbaden, 19 de fevereiro de 1878Porto Alegre, 12 de novembro de 1952) foi um arquiteto alemão que executou muitas obras no Brasil.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Edifício Ely

Formou-se na Escola de Construção de Wiesbaden em 1894 e migrou para o Brasil em 1908, para trabalhar na Viação Férrea, o que acabou não acontecendo por problemas de contrato. Passou, então, a trabalhar como arquiteto no escritório de engenharia de Rudolf Ahrons, um porto-alegrense que havia se formado em Engenharia Civil na Escola Politécnica de Berlim, em 1903. Wiederspahn lá trabalhou até 1914, quando a firma foi fechada por causa da Primeira Guerra Mundial. Após a guerra, ele fundou sua própria firma, que faliu em 1930, por causa da crise que assolou a economia mundial naquela época.

Em 1933, com a exigência do registro profissional, Theo foi rebaixado para a categoria de "construtor licenciado", passando então, a trabalhar para a Igreja Evangélica de Confissão Luterana, onde teve suas atividades novamente interrompidas durante a Segunda Guerra Mundial.

Abriu escritório na cidade de Novo Hamburgo (RS), onde foi responsável por algumas obras residenciais, e pela construção do prédio da Sociedade Frohsin (hoje Aliança).

Theo teve tanta visibilidade e tanta fama que ainda hoje é lembrado como o maior arquiteto gaúcho de todos os tempos. Por isso, atraiu muita inveja, ciúme e despeito. Por ser de origem alemã, mesmo estando perfeitamente integrado à vida dos pampas, sofreu perseguições políticas durante a segunda guerra. Por causa do desgosto e muito ressentido pelo tratamento que recebera, acabou entrando em depressão.

Morreu com 73 anos.

Obras[editar | editar código-fonte]

Memorial do RS

Theodor Wiederspahn deixou sua marca e estilo em vários prédios e residências conhecidos e históricos de Porto Alegre, como:

Possivelmente ele seja o autor também do traçado básico da atual Catedral Metropolitana de Porto Alegre. Segundo o relato de Günter Weimer, o desenho da Catedral se originou de um concurso, do qual participaram Theo Wiedersphan, Johan Ole Baade e Jesús Maria Corona. Corona foi o vencedor com um projeto para uma vasta catedral neogótica com cinco naves e torres de 72 m de altura, com uma cripta em estilo manuelino. Entretanto, o projeto encontrou críticas de todos os lados, especialmente da Escola de Engenharia, o que levou ao seu abandono. O fato de seu autor ter fama de anarquista também não ajudou. Os outros dois premiados, Wiederspahn e Baade, eram ambos protestantes, o que pode ter gerado resistências dentro da Igreja Católica. Assim, por razões várias, nenhum era aproveitável, e o Arcebispo remeteu os projetos para Roma e solicitou ao arquiteto da Cúria Romana, Giovanni Battista Giovenale, que procedesse a uma revisão, e por isso hoje o projeto usualmente é creditado a Giovenale. Mas Günter Weimer afirma o trabalho de Giovenale se limitou a uma revisão sumária, usando largamente o projeto apresentado por Wiederspahn, e entregando a maior parte do trabalho técnico para o tcheco Josef Hruby [2] .

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. O palacete da Acampamento, Matheus Rivé, 19 de junho de 2006
  2. Weimer, Günter. Construtores Italianos no Rio Grande do Sul. In Dal Bó, Juventino; Iotti, Luiza Horn & Machado, Maria Beatiz Pinheiro (orgs). Imigração Italiana e Estudos Ítalo-Brasileiros: Anais do Simpósio Internacional sobre IMigração Italiana e IX Fórum de Estudos Ítalo-Brasileiros. Caxias do Sul: EDUCS, 1999. p.347.