Theodore Kaczynski

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Theodore J. Kaczynski
Nascimento 22 de Maio de 1942
Chicago, Illinois (Estados Unidos)
Ocupação prisioneiro, matemático, escritor, ativista anticivilização

Theodore John "Ted" Kaczynski (Chicago, Illinois, 22 de maio de 1942), também conhecido como Unabomber, é um prisioneiro norte-americano, um matemático por formação, escritor e ativista anticivilização, condenado à prisão perpétua como terrorista por promover uma série de atentados a bomba que mataram três pessoas e feriram outras 23.

Quando criança, Kaczynski já se destacava como um prodígio intelectual, e, desde muito jovem, também se destacou em seus estudos acadêmicos. Kaczynski foi aceito na Universidade Harvard aos 16 anos de idade, onde concluiu sua graduação em 1962; em seguida, obteve um doutorado (PhD) em Matemática pela Universidade de Michigan. Depois disso, aos 25 anos de idade, Kaczynski se tornou um professor assistente na Universidade da Califórnia, no "campus" de Berkeley, mas renunciou ao cargo dois anos depois.

Em 1971, Kaczynski se mudou para uma cabana isolada, sem eletricidade ou água encanada, em Lincoln, Montana, onde viveu como um eremita, desenvolvendo habilidades de sobrevivência num esforço por se tornar plenamente autossuficiente. Acuado pela destruição dos espaços naturais que se encontravam em torno de sua cabana, provocada pelo desenvolvimento econômico e o avanço da ocupação territorial, Kaczynski decidiu iniciar uma campanha de ataques com bombas àqueles que considerava responsáveis por essa destruição: cientistas, engenheiros, executivos, etc. De 1978 a 1995, Kaczynski enviou 16 bombas a alvos específicos, incluindo renomados cientistas, universidades e companhias aéreas, matando três pessoas e ferindo outras 23.

Antes da identidade Kaczynski ser conhecida, o FBI usou o título "UNABOM" para se referir ao seu caso, o que resultou na mídia passar a chamá-lo "The Unabomber". Em 24 de abril de 1995, Kaczynski enviou uma carta ao The New York Times na qual se comprometia "a desistir do terrorismo" se o "Times" ou o The Washington Post publicasse um manifesto atribuído a um grupo que se chamaria Freedom Club. Os dois jornais publicaram o manifesto em 19 de setembro de 1995. Nesse manifesto, chamado Industrial Society And Its Future (também conhecido como "Unabomber Manifesto"), Kaczynski reconhece que aqueles atentados foram extremos, porém argumenta que foram necessários para atrair a atenção do público para a derrocada da liberdade humana provocada pelas tecnologias modernas, as quais exigem uma organização em larga escala que reduz a capacidade de atuação individual.

Apesar dos esforços investigativos do FBI, que declarou Kaczynski como um "terrorista doméstico", ele não foi preso como resultado dessa investigação. Na realidade, foram seu próprio irmão e a esposa deste que reconheceram o estilo de escrita de Kaczynski no texto do manifesto, e avisaram o FBI. O tribunal nomeou os advogados de Kaczynski, mas este acabou por recusá-los, pois eles queriam alegar insanidade para evitar a pena de morte, e Kaczynski não quis se declarar insano. Quando se tornou claro que o prolongamento daquele julgamento implicaria uma maior exposição de Kaczynski nas cadeias nacionais de televisão, o tribunal aceitou um acordo de confissão, pelo qual Kaczynski se declarou culpado, sendo assim sentenciado à prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional.

Alguns intelectuais anarquistas chegaram a sair em sua defesa, como o norte-americano John Zerzan e o inglês John Moore, os quais mantiveram, porém, diversas reservas sobre suas ações e ideias.


Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Unabomber

Livros[editar | editar código-fonte]

  • Industrial Society And Its Future. The New York Times e The Washington Post, 1995.
  • (The) Road to Revolution. Éditions Xenia, 2008. ISBN 978-2-88892-065-6
  • Technological Slavery. Feral House, 2010. ISBN 978-1-932595-80-2
  • A Sociedade Industrial e Seu Futuro.

Ensaios[editar | editar código-fonte]

  • Golpeie Onde Dói Mais
  • Moralidade e Revolução
  • O Navio dos Tolos
  • Quando a Não Violência É um Suicídio
  • A Revolução por Vir

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]