Thundarr the Barbarian

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Thundarr the Barbarian
Thundarr, o bárbaro ou Os Bárbaros (BR)
Informação geral
Formato
Criador(es) Steve Gerber
Joe Ruby
Ken Spears
Produção
Produtor(es) Ruby-Spears
Exibição
Transmissão original 1980
N.º de temporadas 2
N.º de episódios 21

Thundarr the Barbarian (No Brasil: Thundarr, o bárbaro[1] ou Os Bárbaros)[2] foi um desenho animado produzido pela empresa Ruby Spears no começo dos anos 80. Conta a história do bárbaro chamado Thundarr em uma Terra devastada por uma guerra nuclear e as suas aventuras. Thundarr era ajudado pela feiticeira Ariel e por Ookla.

O design de personagens foi feito por duas lendas: Alex Toth e Jack Kirby, além dos roteiristas Martin Pasko e Steve Gerber[3] [4] .

Enredo[editar | editar código-fonte]

Em 1994, um gigantesco meteoro, vindo do espaço sideral, passa entre a Lua e a Terra, partindo a Lua ao meio, provocando uma destruição em massa. A raça humana é levada à ruína. Dois mil anos depois, a Terra renasce, um novo e estranho mundo ergue-se do caos, um mundo selvagem, dominado pela tecnologia e pela feitiçaria. Mas um homem consegue se libertar das prisões, livre, esse ex-escravo decide combater as forças do mal que dominam a humanidade.

A nova Terra[editar | editar código-fonte]

Após a hecatombe devido o cataclisma causado pelo asteróide, os poucos humanos passam 2000 anos para restabelecer uma nova sociedade. A Terra é dominada por tiranos que usam ou poder militar ou feitiçaria para dominar pequenas áreas de terra (algo como uma segunda era medieval). Esses tiranos em algumas ocasiões lutam entre si para dominar outros territórios, ou tentam usurpar áreas dominadas por comunidades pacíficas sem fins bélicos. O cenário pós-apocalíptico criava um ambiente peculiar a série. Todos cenários da série era possível ver antigos monumentos como a Estátua da Liberdade e o relógio Big Ben. Também podiam ser vistos ruínas de navios, submarinos, aviões, carros, prédios destruídos etc.

Outra peculiaridade que tornava Thundarr uma série única, era a Lua dividida em duas partes devido a influência da gravidade do meteoro que passou rente a Terra.

A série Thundarr - O bárbaro foi muito influenciada pelo medo da humanidade de uma iminente guerra nuclear devida a guerra fria. Esse fim do mundo próximo perpetrou uma paranóia apocalíptica na qual acabou influenciando livros, filmes e seriados de TV.

Tecnologia[editar | editar código-fonte]

Após a hecatombe, a humanidade voltou a um nível tecnológico medieval. Restos da antiga civilização humana ainda podia ser vislumbrada entre os destroços. No universo de Thundarr, toda essa tecnologia obsoleta e perdida entre os destroços era totalmente ignorada pela maioria esmagadora da humanidade. Pouquíssimas pessoas, em geral os magos, tinham algum conhecimento e acesso à "tecnologia dos antigos" melhorando-a em benefício próprio ou com propósitos de dominação e hegemonia. Entre os personagens principais, somente Ariel tinha um vasto conhecimento do mundo antes da hecatombe.

Magia[editar | editar código-fonte]

Os governantes da Terra pós-cataclismo eram em geral os magos, bruxos e feiticeiros que impunham terror e dominação sobre os mais fracos, através de seus vastos poderes místicos. Nessa sociedade dominada pela magia, os humanos eram tratados como escravos e os mutantes e monstros se tornaram servos fiéis dos magos reinantes. Os poucos grupos livres de humanos viviam escondidos, temendo ser capturados pelos bruxos. Embora os recursos tecnológicos fossem utilizados constantemente, era a magia a fonte principal de poder nessa era futurista.

Personagens[editar | editar código-fonte]

Thundarr - Corajoso, justo, um tanto selvagem e impaciente, era um bárbaro humano errante e ex-escravo que se aventurava por várias terras. Aparentemente, a meta básica de Thundarr era sobreviver num mundo hostil. Entretanto, o seu senso de igualdade e liberdade o levaram a se envolver constantemente em lutas contra a opressão e tirania perpetrada pelos bruxos e magos que ambicionavam poder e hegemonia nessa Terra futurista. Como arma possuía a SUNSWORD, uma espada mágica capaz de repelir ataques energéticos ou cortar elementos ultrarresistentes. Sua arma era claramente uma alusão ao Sabre de luz em Star Wars. O personagem foi inspirado no personagem Conan - O bárbaro. Sua marca registradas eram as expressões "Demon Dog!" e "Ariel, Ookla, ride!"

Princesa Ariel - Bela, culta e gentil, é uma grande feiticeira humana e o contraponto de Thundarr na série, no que se refere à impaciência e brutalidade do amigo. Aliás, Ariel fazia questão de ser chamada de feiticeira e não de bruxa. Era filha adotiva do poderoso mago tirano que escravizou Thundarr no passado e abandonou a fortaleza de seu padrasto para acompanhar o bárbaro em suas aventuras. Detentora de diversas habilidades místicas, como criar esferas e pontes de energia, campos de contenção e escudos, tinha uma fraqueza: sua magia não funcionava se suas mãos estivessem presas. Tinha um grande conhecimento da tecnologia e da história antes da destruição da Terra, adquirido nas bibliotecas da fortaleza de seu padrasto.

Ookla - Da raça dos Moks - Uma alusão ao personagem Chewbacca o wookie de Star Wars - Ookla não falava a língua dos humanos, emitindo vários grunhidos animalescos. Pelo que se nota, Thundaar e Ariel eram os únicos humanos que entendiam perfeitamente o que Ookla falava. O mok, por sua vez, entenda a língua dos humanos. Outras peculiaridades eram sua força sobrehumana, seus modos desastrados e uma leve influência felina em seus traços (chegando a ter uma juba aludindo um leão). Sua montaria era um estranho animal, diferente de Ariel e Thundarr que montavam cavalos normais. O nome Ookla foi sugerido por Martin Pasko que ao dirigir, passou pela UCLA (Universidade da California, Los Angeles). E ele disse: "Por que não Ucla?". Aliás, a inclusão do personagem Ookla foi uma exigência da produtora, pois o autor Esteve Gerber não gostava da ideias, por isso não havia criado um nome para ele.

Inimigos[editar | editar código-fonte]

As principais ameaças enfrentadas por Thundarr e seus companheiros eram os poderosos magos tiranos que contavam, além de sua magia, com a tecnologia do futuro e a ajuda de vários mutantes e monstros em seus propósitos malignos. Dentre muitos, podemos citar lobisomens, homens-bestas dos mais variados tipos, humanoides, robôs e outros. Os inimigos mais memoráveis de Thundarr:

Gemini: o único vilão a aparecer em mais de um episódio. O terrível feiticeiro Gemini usava um capacete estranho que escondia suas duas faces que se alternavam entre uma feição humana normal e um rosto maléfico de voz cavernosa e assustadora. Na sua primeira aparição tinha um séquito de homens-rato como capangas e foi aparentemente destruído pelo artefato conhecido como Pérola Negra. Porém, retornou na segunda temporada usando o disfarce de uma múmia, Janus, auxiliado por homens-gavião, para se vingar dos heróis. Encontrou seu fim ao cair num poço com líquido petrificante que o transformou numa estátua. Seu visual foi notadamente desenvolvido por Kirby, lembrando em alguns aspectos o vilão dos quadrinhos Darkseid .

Argoth: O bruxo de mil olhos, inspirado certamente no ser mitólico Argos. Queria tornar Ariel sua rainha, enviando um ciclope para capturá-la e eliminar Thundarr e Ookla. Foi tragado por um lago de areia movediça ao combater os heróis numa floresta encantada capaz de anular a magia de qualquer feiticeiro.

Mindok: Mago que teve o corpo destruído e transferiu sua mente para um exoesqueleto robótico. Pretendia criar um novo corpo indestrutível e, para tanto, despertou uma equipe de cientistas do Século XX que estava em animação suspensa. Nesse episódio é onde se nota a maior influência de Jack Kirby no design de personagens e cenários.

Skullis: Uma cabeça monstruosa confinada em uma redoma, carregada por sinistros servos encapuzados e escoltada por construtos de pura magia. Seu objetivo era usar pobres humanos hipnotizados na sua guerra contra o rival Octagon, um bruxo com tentáculos no lugar dos braços e capaz de lançar fogo pela boca. Entretanto, ambos os vilões foram derrotados por Thundarr.

Circe: Uma das poucas vilãs que figuraram na série, Circe era uma velha bruxa presa por uma maldição numa remota ilha e em um corpo decrépito. Viu na chegada de Ariel e seus amigos a chance de se libertar e quase consegue seu intento ao trocar de corpo com a princesa. Foi derrotada e transformada em uma estátua de pedra.

Vasttarr: Talvez o mais poderoso mago da série, pois não pôde ser derrotado nem mesmo por Thundarr e seus amigos. A única maneira de derrotá-lo seria através da concretização de uma antiga profecia, a qual falava de três mulheres que, reunidas, poderiam por fim ao reinado de tirania de Vasttarr. A história e a própria dinâmica do episódio sugeriam que a produtora do desenho pretendia lançar as novas personagens como uma série inédita, talvez em substituição à atual, embora isso nunca tenha se confirmado.

Vale mencionar a ameaça alienígena de um dos episódios mais climáticos da série. Vinda do espaço, a criatura cai nas imediações geladas de uma vila de humanos e se mostra não apenas imune à Sunsword de Thundarr e à magia de Ariel, mas também um vampiro das estrelas. Ironicamente, após abduzir todos os humanos da vila, o alien é derrotado pelos espirros de um Ookla gripado!

Episódios e localidades[editar | editar código-fonte]

Os episódios de Thundarr mostravam muitas vezes versões decaídas de locais existentes no presente. Abaixo, um parâmetro deles.

Temporada 1 (1980-1981)

Temporada 2 (1981-1982)

Referências

  1. (08/01/1984) "Programação Canal 4". Jornal do Dia (1093).
  2. Visão Geral - História da Animação Universidade Católica de Brasília.
  3. TERRACE, Vincent. Encyclopedia of Television Series, Pilots and Specials: 1974–1984. New York Zoetrope, 1985. P. 419 (em inglês)
  4. EURY, Michael. The Krypton Companion. TwoMorrows Publishing, 2006. P. 158

Ligações externas[editar | editar código-fonte]