Tianguá

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Município de Tianguá
"A capital da Ibiapaba"
Matriz da Igreja Católica de Tianguá

Matriz da Igreja Católica de Tianguá
Bandeira de Tianguá
Brasão de Tianguá
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 31 de julho de 1890 (123 anos)
Fundação 1890
Gentílico tianguaense
Prefeito(a) Jean Nunes Azevedo (PROS)
(2013–2016)
Localização
Localização de Tianguá
Localização de Tianguá no Ceará
Tianguá está localizado em: Brasil
Tianguá
Localização de Tianguá no Brasil
03° 43' 55" S 40° 59' 31" O03° 43' 55" S 40° 59' 31" O
Unidade federativa  Ceará
Mesorregião Noroeste Cearense IBGE/2008 [1]
Microrregião Ibiapaba IBGE/2008 [1]
Municípios limítrofes Norte: Viçosa do Ceará e Granja, Leste: Frecheirinha, Coreaú e Moraújo, Sul: Ubajara, Oeste: São João da Fronteira (estado do Piaui)
Distância até a capital 310 km
Características geográficas
Área 908,893 km² [2]
População 68 901 hab. IBGE/2010[3]
Densidade 75,81 hab./km²
Altitude 775 m
Clima tropical de altitude
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,657 médio PNUD/2010 [4]
PIB R$ 451 211,000 mil IBGE/2010[5]
PIB per capita R$ 6 548,68 IBGE/2010[5]
Página oficial

Tianguá é um município brasileiro do estado do Ceará. Localiza-se na microrregião da ibiapaba, Mesorregião do Noroeste Cearense.

Toponímia[editar | editar código-fonte]

O topônimo "Tianguá", segundo o livro "Tianguá... Raízes de sua história e de sua cultura", página 99, é um termo aportuguesado dos vocábulos tupi "Tyanha" (gancho) e "Guaba" (a água), que quer dizer: o gancho (forquilha) que prende as águas, em alusão ao rio Tianguá (riacho que passa ao sul da cidade) e seus afluentes (bifurcações).

História[editar | editar código-fonte]

O atual município de Tianguá era parte integrante do território da Villa Viçosa Real da América, antiga aldeia tabajara chefiada pelo morubixaba Irapuã (Mel Redondo), desbravada por corsários franceses vindos do Maranhão no ano de 1590 que sob a liderança de Adolf Montbille fundaram a Feitoria da Ibiapaba. Em 1603-1604 o açoriano Pero Coelho de Sousa e Martim Soares Moreno, patrocinados pelo Governador Diogo Botelho, expulsaram os franceses da cuesta ibiapabana, abrindo caminho para - em 1607 - os missionários da Companhia de Jesus, Francisco Pinto e Luís Figueira, catequizarem os selvícolas da grande nação Tabajara. Os padres Francisco Pinto e Luis Figueira foram testemunhas oculares da passagem do Cometa Halley pelos céus da Ibiapaba naquele ano (1607), fato registrado no documento "Relação do Maranhão" enviado ao superior da missão o padre Claudio Acquaviva em São Luis do Maranhão. Esse foi o 1º registro da passagem do Cometa Halley em terras do Novo Mundo. No ano de 1655, para se opor a nascente República de Cambressive (vide-internet Cambressive "Ouro Vermelho:A Conquista dos Índios Brasileiros Vol. 27 - Página 454" e "Abya-Yala: escenas de una historia india de América - Página 215") estabelecida na Serra Grande por Antônio Paraupaba que chefiava cerca de quatro mil índios protestantes remanescentes da colônia Nova Holanda destituída após a assinatura do Tratado de Taborda firmado entre os portugueses e a Companhia Holandesa das Índias Ocidentais, o padre Antonio Vieira fundou a Missão Jesuítica da Ibiapaba, sob a liderança dos missionários Antonio Ribeiro e Pedro Pedroso, tendo como sede a então aldeia de Mel-Redondo, hoje cidade de Viçosa do Ceará, de cujo território Tianguá era parte integrante. O próprio padre Antonio Vieira veio visitar a Ibiapaba em 1660, tamanha era sua importância para a Companhia de Jesus e para o catolicismo.

A colonização das terras que deram origem a cidade de Tianguá (perímetro urbano) foram apossadas em 1854 a partir da 1ª Lei de Terras do Brasil (Lei nº 601 de 18.09.1850 regulamentada pelo Decreto Imperial nº 1.318 de 1854), quando o capitão português João Batista Leal, fiscal das terras devolutas junto a câmara de Viçosa do Ceará, registrou em seu nome o então sítio Chapadinha. Com a morte da esposa de João Batista Leal em 1855, as terras do sítio Chapadinha foram partilhadas entre seus herdeiros: Joaquim, Bonifácio, Manoel e Francisco Batista Leal, sendo que os dois primeiros venderam seus quinhões hereditários aos senhores Manuel Nogueira da Costa (pai do deputado Luís Januário Lamartine Nogueira) e Francisco Ferreira Lima, que juntamente com os descendentes de João Batista Leal, iniciaram o povoamento do sítio. Manoel Batista Leal, Francisco Batista Leal, Manoel Nogueira da Costa, Francisco Ferreira Lima, o herói da Guerra do Paraguai Joaquim Frederico Kiappe da Costa Rubim (pai do Almirante Rubim) e outros, foram os primeiros moradores do povoado de Barrocão, o Cel. Manoel Francisco de Aguiar (pai do Monsenhor Agesilau de Aguiar), só veio morar em Tianguá no ano de 1878, fugindo da terrível seca que assolava o Ceará naquele ano (1877-1879).

Evolução político-administrativa[editar | editar código-fonte]

Pela resolução nº 1280 de 28 de setembro de 1869, foi criado o Distrito de Paz na povoação de Barrocão do município de Viçosa do Ceará: "O Desembargador João Antônio de Araújo Freitas Henriques, presidente da Província do Ceará, faço saber a todos os seus habitantes que a Assembléia Provincial decretou e eu sancionei a resolução seguinte: art. 1º fica criado um distrito de paz na povoação de Barrocão do município de Vila Viçosa. art. 2º servirão de limites ao novo distrito os riachos de Guatiguaba e Tapera-Acima (...). Palácio da Província do Ceará, 28 de setembro de 1869. (a) João Antonio de Araújo Freitas Henriques - Presidente da Província".

Em 22 de julho de 1871 o distrito foi extinto, porém restaurado em 30 de julho de 1873 pela Resolução nº 1.531. Instituído e extinto algumas vezes, teve sua condição de distrito regularizada em 1882, pela Lei nº 1.978. O município foi criado em 31 de julho de 1890, pelo Decreto Estadual nº 33, ainda com a mesma denominação de Barrocão, sendo instalado em data de 12 de agosto daquele ano. Em 9 de setembro de 1890, o município passou a chamar-se Tianguá, por empenho pessoal do coronel Manoel Francisco de Aguiar, junto ao Governador do Ceará, Luís Antônio Ferraz. A vila de Tianguá foi elevada à categoria de cidade em 1938, através do Decreto-Lei nº 448 de 20 de setembro daquele ano.

Religião[editar | editar código-fonte]

A cidade de Tianguá surgiu em torno de uma pequena capela católica feita de taipa e coberta com palhas de babaçu, erigida em louvor a Senhora Santana no início da segunda metade do século XIX. O historiador viçosense Edgar Bezerril Fontenele, em artigo publicado no Jornal O Povo de 27/11/1986 diz que João Batista Leal:"edificou um salão de paredes de barro coberto de palhas de babaçu, não para festas mundanas, mas religiosas. Nele colocou um nicho com a imagem de Santana de cuja santa era grande devoto. Cotidianamente, ao cair da tarde, depois do trabalho, Batista Leal reunia no salão toda a sua família. Rezavam o rosário e cantavam a ladainha da mãe de Deus. Aos domingos lia trechos da Bíblia. Na antevéspera do dia de Santana, festejavam a data novena e leilões. Reunia grande número de fiéis para homenagear Santana. Uns construiam barracas para festa, outros faziam negócios. Em breve Barrocão tornou-se um povoado". No ano de 1860, Manuel Nogueira da Costa e sua esposa dona Florência da Ressurreição Viana, doaram 23 mil reis de terras ao patrimônio de Santana, e em 1886, por ocasião da criação do curato de Santana da Ibiapaba, Francisco Batista Leal, Manoel Batista Leal, Francisco Ferreira Lima, Manoel Francisco de Aguiar e suas respectivas esposas, doaram ao dito patrimônio a importância de 120 mil reis nas terras do sítio Chapadinha do Barrocão. O curato de Santana da Ibiapaba foi criado em 27 de novembro de 1886 através de provisão firmada por Dom José Joaquim Vieira, bispo do Ceará, sendo seu primeiro cura o padre José Thomaz de Albuquerque.

A bênção para a construção da capela (em alvenaria) data de 13 de maio de 1882, sendo que em 1884 os trabalhos não tinham sido concluídos, conforme ressalta o historiador Antônio Bezerra de Menezes que naquele ano empreendia viagem pelo interior do Ceará, e de passagem pelo Barrocão relatou o seguinte: "consta de poucas casas em quadro e tem uma pequena capela não concluída". Naquela ocasião, uma imagem de Senhora Sant'Ana (com 69 cm de altura) foi trazida de Portugal para a nova capela. Com o passar dos tempos, a imagem foi substituída por outra de tamanho maior. A paróquia de Santana foi instituída em 15 de maio de 1915 pelo bispo do Ceará Dom Manoel da Silva Gomes, cujo secretário particular era o padre Agesilau de Aguiar, que interferiu diretamente na criação da freguesia. Em 1936 Monsenhor Doutor Agesilau de Aguiar contratou com mestre Pedro Emigidio de Oliveira a ampliação da capela, que consistia na construção da torre-mor e dos torreões leterais, além da ampliação da nave central. O projeto arquitetônico foi concebido pelo próprio Monsenhor Aguiar, inspirado no prédio da Fundação Oswaldo Cruz (pavilhão mourisco) no Rio de Janeiro, que por sua vez foi inspirado no Palácio de Alhambra na Espanha. No ano de 1957 o então padre Tibúrcio Gonçalves de Paula assumiu a paróquia, mandando demolir uma parede da igreja para reformá-la. Na ocasião, foi encontrada ali a santa que havia sido substituída pela maior. A reforma empreendida por Monsenhor Tibúrcio eliminou do cenário arquitetônico de Tianguá, os últimos resquícios da primitiva capela de biqueiras coloniais construída em 1882.

A Igreja Católica Apostólica Romana tem três cultos distintos: Culto de Latria, culto de Dulia e culto de Hiperdulia.

Diocese de Tianguá[editar | editar código-fonte]

Em 13 de março de 1971 foi criada a Diocese de Tianguá, pelo Papa Paulo VI, juntamente com as Dioceses de Itapipoca e Quixadá, pela Bula “Qui summopere”. Dia 22 de agosto é empossado o seu 1° bispo, Dom Timóteo Francisco Nemésio Pereira Cordeiro OFMCap (1971 - 1990). Depois de 19 anos à frente da Diocese, Dom Timóteo falece dia 20 de março de 1990. Em 24 de junho de 1991, toma posse o segundo e atual bispo de Tianguá, Dom Francisco Javier Hernández Arnedo[6] OAR. A jurisdição eclesiástica da atual Diocese de Tianguá abrange, além do antigo território da Missão Jesuítica da Ibiapaba, o sertão de Granja e o litoral de Camocim.

Igrejas Protestante[editar | editar código-fonte]

A cidade de Tianguá, erguida sobre o altiplano ibiapabano em meados do século XIX, nasceu e viveu sob a égide do catolicismo romano até o começo da década de 1940 quando os primeiros crentes se estabeleceram na região e iniciaram o evangelismo. Contrariando as palavras do bispo de Sobral (de cuja diocese Tianguá fazia parte), Dom José Tupinambá da Frota, que se vangloriava por não ter em seus domínios eclesiásticos nenhum templo protestante, o ano de 1942 marcou o início do proselitismo evangélico em Tianguá, ocasião em que Maria Medeiros de Albuquerque (irmã Mosa) e o Homero Portela Moita, começaram a difundir a doutrina pentecostal entre os tianguaenses.

No censo geral do Brasil realizado em 1950 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o quadro religioso da cidade de Tianguá era o seguinte: católicos romanos 20.902 (10.246 homens e 10.656 mulheres), protestantes 58 (29 homens e 29 mulheres), espíritas 3 (2 homens e 1 mulher), outras religiões 2, sem religião 11 (7 homens e 4 mulheres) e sem declaração 13 (4 homens e 9 mulheres).

O ano de 2012 marcou os 70 anos da presença evangélica em Tianguá, sendo a Igreja Assembléia de Deus Ministério Templo Central a pioneira na cidade. Ao longo dos seus setenta anos de história, a IEAD acompanhou de perto o desenvolvimento da cidade e viu a pequena Tianguá da década de 1940 abrir seus braços para abraçar os horizontes da Ibiapaba. Hoje com aproximadamente 70 mil habitantes, Tianguá é o núcleo populacional mais importante da Serra Grande, onde a Igreja Assembleia de Deus se faz presente com 21 Congregações. Segundo o Censo Demográfico de 2010 (IBGE), a população evangélica no Brasil passou de 15,4% da população brasileira em 2000, para 22,2% em 2010, o que dá um crescimento de 6,8 pontos percentuais nos últimos dez anos, e atualmente representa 42,3 milhões de pessoas—sendo esta a segunda religião com o maior número de adeptos no país.

Prefeitos[editar | editar código-fonte]

Agricultura[editar | editar código-fonte]

No município de Tianguá, assim como na maior parte da Serra da Ibiapaba, é muito comum o plantio da cana de açúcar, batata-doce, caju, morango, tomate e pimentão, além de outras frutas e hortaliças.

Em sua sede está localizada a CEASA, onde é comercializada a maioria da produção de hortaliças e frutas da Ibiapaba e regiões vizinhas para vários estados Brasileiros.

Geografia[editar | editar código-fonte]

O município de Tianguá divide-se em três áreas distintas: chapada (cuesta da Ibiapaba), carrasco e sertão.

Relevo[editar | editar código-fonte]

Localizada no Planalto da Ibiapaba, caracterizado por areias quatzosas distróficas - 391,41 km² ou 60,45%, solos litólicos - 44,94 km² ou 6,94%, latossolo vermelho-amarelo - 112,86 km² ou 17,43%, planossolo solódico - 2,14 km² ou 0,33% e podzólico vermelho-amarelo - 96,15 km² ou 14,85%.

Clima[editar | editar código-fonte]

Varia de tropical semi-árido brando e tropical quente úmido com precipitação média anual de 1.522mm e chuvas de janeiro a maio.

Vegetação[editar | editar código-fonte]

Carrasco e Floresta subperenifólia tropical pluvio-nebular.

Eventos[editar | editar código-fonte]

Os principais eventos culturais de Tianguá são:

  • Festejos de Nossa Senhora Santana (17 a 26/07)
  • Festa de São Francisco de Assis(04/10)
  • Aniversário da cidade (31/7)
  • Shows e Apresentações Públicas
  • Carnaval
  • Festival de Quadrilhas Juninas do Nordeste Festival de quadrilhas(Junho/Julho)

Divisões administrativas[editar | editar código-fonte]

O município de Tianguá está subdividido em cinco unidades, sendo a sede e mais quatro distritos: Arapá, Pindoguaba, Caruataí e Tabaínha.

Arapá[editar | editar código-fonte]

Distrito criado pelo Decreto Estadual nº 1.156 de 4 de dezembro de 1933 com o cognome Riachão, em 20 de dezembro de 1938, pelo Decreto-Lei nº 448 passou a chamar-se Uberaba, e finalmente em 30 de dezembro de 1943, pelo Decreto Estadual nº 1.114 foi denominado de Arapá, nome com o qual permanece até hoje. Em 1963 o Distrito de Arapá foi elevado à categoria de Município com o nome de Monsenhor Aguiar, porém, com a Revolução de 1964 sua criação foi suprimida. O Distrito (e a vila) recebeu este nome em homenagem ao grande chefe indígena Arapá, que habitava na Serrinha de Dom Simão no período da colonização cearense. Arapá ou Arapapá é um vocábulo tupi que significa: ave que tem o bico largo em formato de colher, espécie de socó que vive à beira dos rios.

Pindoguaba[editar | editar código-fonte]

Distrito criado pelo Decreto-Lei nº 448 de 20 de dezembro de 1938 com a denominação de Palmeirinha, nome retificado para Pindoguaba pelo Decreto Estadual nº 1.114 de 30 de dezembro de 1943. Pindoguaba é um termo aportuguesado dos vocábulos tupi "pindoba" (palmeira) e "guaba" (o lugar), ou seja: o lugar das palmeiras.

Caruataí[editar | editar código-fonte]

Distrito criado pelo Decreto Estadual nº 1.156 de 4 de dezembro de 1933 com o nome de Nova Olinda, a partir de 1938 passou a chamar-se Pitanga, nome que foi substituído em 1943 para Caruataí. O nome Caruataí ou Caraguatay, é um termo da língua tupi que significa: Rio dos Caruás.

Tabaínha[editar | editar código-fonte]

Distrito criado em 1933 com a denominação de Santa Luzia, e somente a partir de 1948 passou a denominar-se Tabaínha. Tabaínha é um misto da palavra tupi "Taba" (aldeia), com o sufixo diminutivo português "inha", que literalmente quer dizer: Taba Pequena, Aldeiazinha ou Aldeiola.

Turismo[editar | editar código-fonte]

  • Açude Jaburu: O açude forma uma prainha, utilizada pela população para lazer nos finais de semanas, chegando a receber centenas de pessoas oriunda das mais diferentes e distantes cidades da região. O local oferece uma excelente opção para a prática da pesca esportiva, contando com variadas espécies de peixes, destacando-se o tucunaré. Situado a 20 km da sede do município, acesso pela BR-222.
  • Balneário da Santa Rosa (barragem): Formação rochosa, com uma entrada como se fosse uma gruta. Tem uma cachoeira pequena, propícia ao banho. Situada na sede do município.
  • Cabeça da Nega: Formação rochosa, em cujo caminho pode-se encontrar olhos d’água, um mirante de onde se pode avistar a cidade de Viçosa do Ceará. Presença de engenho, casas de farinha e uma capelinha, onde se realizam novenários. Situada a 12 km sede do município.
  • Cachoeira Cana Verde: Queda d’água que se desprende a 30mts de altura, abrigando um mirante, proporcionando uma visão completa do sertão. Situada a 16 km sede do município, com acesso pela BR-222.
  • Cachoeira São Gonçalo - Sete Quedas: Encontro das cachoeiras, devido à formação em batentes, onde o caminho das águas se mistura com a fauna e flora. Situada a 3 km da sede do município. Acesso pela CE-187.
  • Cascata: A cascata é uma queda d’água que cai em uma piscina natural, onde é represada. Localizada na metade da subida da serra da Ibiapaba. O acesso é feito pela BR-222.
  • Casarão do Sítio Cajueiro - Localizado no sítio Cajueiro, cerca de 9 km da cidade de Tianguá. Considerado o patrimônio arquitetônico mais antigo de Tianguá, foi construído no ano de 1880 pelo Major João Francisco de Souza, é o símbolo vivo da cafeocracia Ibiapabana. O Casarão do Sítio Cajueiro foi palco do assassinato de João de Souza pelos irmãos Brazilino, no ano de 1911.
  • Monumento ao Cristo ressuscitado: Estátua de 16 metros localizada no topo da Chapada da Ibiapaba, no alto do Morro da Ressurreição, trecho compreendido entre a parada do Pavão e a do Morro do Sombrinho, na subida da serra, podendo ser visualizada de todo o sertão do sopé da serra. A estátua, idealizada por Monsenhor Tibúrcio Gonçalves de Paula, uma das maiores obras artificiais da zona norte cearense, tem base de sustentação de 4x4m/16m2, com altura de base de 1,60m, altitude de 600m do nível do mar e com distância de 6 km via BR 222.
  • Paredões do Janeiro: Há corredores originados de formações rochosas, abriga cachoeiras e bicas naturais. Um cenário de indescritível beleza. Situada a 5 km sede do município.
  • Reserva Ecológica Cachoeira da Floresta: Reserva particular, com natureza exuberante, destacando-se as várias cachoeiras. Possui seis trilhas e um "pesque-não-pague". É permitido o banho. Podem ser praticadas as atividades de rappel e tirolesa. São 250 hectares de área preservada (de propriedade do Serra Grande hotel). Situada a 12 km da sede do município. Acesso em parte pela BR-222.
  • Sítio do Bosco: Um dos melhores campings do estado. Dispõe de piscina de água mineral, rampa de voo livre, área reflorestada, estacionamento interno, chalés, mirantes com 750m de altitude, vista panorâmica, clima noturno variando entre 15° e 20°, barzinho, restaurante e trilhas que levam a uma caverna, antiga morada dos índios tremembés, que lá viveram há quatro séculos. Nos meses de Junho à Novembro, no período de Lua cheia, acontece mensalmente o já tradicional "Luau da Montanha".
  • Trilha da Cachoeira da Mangabeira: Fica no mirante chamado "Espelho da Vida", pois tem uma visão geral da serra. Do mirante até a cachoeira o acesso é difícil, pois se passa entre dois paredões bastante estreitos. São duas quedas d’água, com vegetação de mata tropical e úmida. A fauna é bastante rica, com gatos do mato, onças, canários, bem-te-vis, macacos-prego etc. Situada a 5 km da sede do município.
  • Trilha da Cachoeira do Marinema de Baixo: Existem duas trilhas, uma mais leve, adequada para turistas de todas as idades, e outra mais pesada, com descida de cordas. Durante o percurso da trilha, pode-se encontrar quedas d’água, encontro de rios e árvores centenárias ( babaçu etc.)
  • Trilha da Espia: Localizada na encosta da Serra, caracteriza-se pelas formações rochosas. Possui uma cachoeira que cai entre dois paredões de pedra, chamada "Rocha da Rosa". A trilha é de 1 km e 70% dela é plana. Na cachoeira que existe na trilha, a água não é Rio perene; existe afluência do mês de outubro a julho. Está situada a 5 km da sede do município.
  • Trilha da Transumância: caminho que liga a serra ao sertão, feito em pedras e utilizado pelos primeiros colonizadores. A trilha abriga a cachoeira do Pinga. Ao longo do caminho pode-se encontrar diversos engenhos e alambiques. Situada a 9 quilômetros da sede.
  • Trilha do Pinga: Possui quedas d’água que se assemelham a degraus. A vegetação é de mata úmida. A trilha é como uma espécie de funil. Situada a 5 km da sede do município. Acesso em estrada vicinal em bom estado de conservação.

Cultura[editar | editar código-fonte]

  • Biblioteca-Pólo Municipal Deputado Leôncio de Aguiar Vasconcelos: Com um grande acervo, a biblioteca propõe-se a pesquisa, incentivando estudantes, professores e população em geral ao habito da leitura. Possui internet e diversos recursos didáticos para o público infantil, além de um acervo de aproximadamente 2.200 livros.
  • Casa da Memória José Evangelista de Vasconcelos: Pequeno museu com acervo mobiliário, fotografias e objetos das famílias ilustres do município. Este projeto se deu na década de 90 através de um ato do poder público municipal. O objetivo principal é o resgate da história, dos costumes, e das tradições culturais da cidade.
  • Catedral (Paróquia de Sant'ana): Inaugurada em 13 de maio de 1882. Com a criação da Diocese em 13 de maio de 1971, ficando Tianguá como sede do bispado, a antiga Matriz foi elevada a categoria de Catedral e é considerada por todos os que a visitam o cartão-postal da cidade.
  • Convento (Seminário São José): 1º Seminário do Município e de toda região. Composto por um casarão, uma capela e um imenso bosque de área verde. Local calmo e silencioso, com belos jardins e pátios internos. Prédio de estrutura arquitetônica e fachada de pedras. Foi construído pelos franciscanos na primeira metade do século XX, tendo por muito tempo funcionado como internato para meninos. Atualmente funciona como seminário São José, Centro de Treinamento da Diocese de Tianguá e abriga também a residência episcopal, cujas instalações datam da década de 1990.
  • Igreja São Francisco: Uma igreja modesta, com imagens sacras simples, de gesso e madeira. Situada na sede do município.

Meios de comunicação[editar | editar código-fonte]

Existem em Tianguá várias emissoras de rádio, entre as quais se destacam:

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências bibliográficas

  1. a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 de outubro de 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 de dezembro de 2010.
  3. Censo Populacional 2010. Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
  4. Ranking IDH-M Ceará. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2010). Página visitada em 09 de setembro de 2013.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 09 de setembro de 2013.
  6. Site da Diocese de Tianguá. Diocese de Tianguá - Quem somos. Página visitada em 09/12/2012.
  7. Site Oficial da Rádio Santana. Página acessada em 23/02/2011
  8. Associação Cearense de Emissoras de Rádio e Televisão. Emissoras de rádio da Região Norte do Ceará associados à ACERT. Página visitada em 20/02/2012.
  9. Serrana FM 98,7Mhz. Página visitada em 20/02/2012.
  10. Rede SomZoomSat. Página visitada em 19/02/2012.
  • Enciclopédia dos Municípios Brasileiros. Volume XVI. Rio de Janeiro, IBGE, 1959. Páginas 534/538.
  • Tianguá... Raízes de sua história e de sua cultura. Tianguá 2007 - Gráfica e Editora Norte Ltda. Autores: João Bosco Gaspar, Antonia Nilene Portela de Sousa e Antonia Angelita Fontenele Magalhães.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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