Tigre-siberiano

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Tigre siberiano

Tigre siberiano
Estado de conservação
Status iucn3.1 EN pt.svg
Em perigo
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Carnivora
Família: Felidae
Género: Panthera
Espécie: P. tigris
Subespécie: P. t. altaica
Nome trinomial
Panthera tigris altaica
Temminck, 1844
Distribuição geográfica
Extremo leste da Rússia, próximo ao Rio Amur
Extremo leste da Rússia, próximo ao Rio Amur

O tigre-siberiano (Panthera tigris altaica), também conhecido como tigre-de-amur, é uma das 6 subespécies de tigre ainda existentes. É a subespécie de tigre mais setentrional e a maior de todas. Habita áreas próximas ao Rio Amur, na Sibéria, extremo leste da Rússia e pequena área no nordeste da China.

Características[editar | editar código-fonte]

Tigre siberiano, o maior felino selvagem do mundo.
Característica De Até
Altura (cernelha) 1,12 m 1,20 m
Comprimento (fêmea) 2,50 m 2,70 m
Comprimento (macho) 2,80 m 3,20 m
Comprimento da cauda 91 cm 1,10 m
Peso (fêmea) 120 kg 170 kg
Peso (macho) 200 kg 310 kg

De todos os felinos existentes na natureza, o tigre-siberiano é o maior.[1] Os machos podem chegar a pesar mais de 306 quilos, ter mais de 3,15 metros de comprimento e medir até 1,20 metros na altura do ombro (cernelha). O maior tigre-siberiano de cativeiro pesava 423 kg em outubro de 1986, mas chegou a alcançar 465 kg antes de sua morte em 1999; tinha mais de 3,32 metros de comprimento, era um macho de 9 anos chamado "Jaipur"[2] [3] ; já um dos maiores tigres siberianos selvagens foi um macho com 3,30 metros de comprimento, que foi caçado e morto em 1943; o tigre siberiano selvagem maior e mais pesado, foi um exemplar macho caçado nas montanhas de Sijote-Alin, em 1950, na Rússia, ele pesava 384 kg e tinha 3,48 metros de comprimento.

Em relação às outras subespécies de tigre, têm uma pelagem mais grossa e mais clara, devido ao clima frio do lugar onde vive, onde os invernos são rigorosos e com neve. Seu habitat consiste de florestas de coníferas conhecidas como taiga, e suas presas são alces, javalis, renas e cervos. Em casos raros, chegam a caçar ursos-pardos. [4]

Comportamento[editar | editar código-fonte]

Presas do tigre-siberiano.

O tigre-siberiano é um caçador solitário e de hábitos noturnos. Caça à noite ou ao amanhecer enquanto que reserva o resto do tempo para dormir. Pode percorrer de 10 km a 20 km de distância em uma só noite. Chega a alcançar uma velocidade de até 80 km/h e pode saltar a uma altura de 5 a 6 metros, é capaz de escalar árvores, mas não as pequenas e frágeis. Aproxima-se de sua presa sem ser percebido e, quando se encontra a mais ou menos 20 metros de distância, abaixa-se, caminha quase que se arrastando pelo solo durante um trecho, salta para frente e tenta morder o pescoço da vítima enquanto a imobiliza pelos ombros ou pelas costas.

Cada tigre é responsável pela morte correspondente à média entre 40 e 50 presas durante um ano. É capaz de matar um búfalo e arrastá-lo por centenas de metros. Em geral não atacam o homem.[5]

Relação com os humanos[editar | editar código-fonte]

O tigre é muito respeitado pelos povos nativos da região, tal como no resto da Ásia. O povo Udege refere-se ao tigre como o Amba (grande soberano/ grande rei). Também o consideram o protetor da planta médica, ginseng. Ataques de tigres-siberianos a seres humanos, apesar da proximidade, são raros, sendo a maioria deles causada quando um tigre é surpreendido e sente-se ameaçado.

Situação atual[editar | editar código-fonte]

Tigre-siberiano no Zoo de Detroit.

Até o começo do século XX os tigres-siberianos viviam espalhados pela Manchúria (região nordeste da China), sudeste da Sibéria, Coreia e nordeste da Mongólia.

Em 1905 foram encontrados tigres na região do rio Aldan, a 60 graus de latitude de norte, mesma latitude de cidades como São Petersburgo, Oslo, Uppsala e Estocolmo. Também foram vistos tigres cruzando no inverno o estreito da Tartária, chegando até a ilha Sacalina.

Porém tal situação começou a mudar na primeira década do século XX, quando passou a ser brutalmente caçado em meio a construção das ferrovias Transiberiana e Transmanchuriana, e nos anos 1920 foram extintos da Coreia do Sul. Como resultado seus números foram reduzidos a não mais do que 30 indivíduos na época da Segunda Guerra Mundial.

Em 1947 passaram a ser protegidos por lei pelo governo soviético e os tigres recuperaram parte de seu número original.

Tigres siberianos do zoo parque de Harbin, na China.

No dia 25 de dezembro de 1991 a União Soviética, após uma longa crise política, deixou de existir, e a fiscalização das fronteiras ficou muito enfraquecida. Como resultado muitos caçadores vindos de países vizinhos tais como China, Coreia do Sul e Japão atravessaram as fronteiras e os números dos tigres foram reduzidos para 200 em 1994. Porém com o esforços conservacionistas e de patrulhas anti-caça, seus números subiram para entre 300 a 400 em 2004.[6] Atualmente se encontram restritos à região dos montes Sikhote Alin, no sudeste da Sibéria, perto das fronteiras com a China e a Coreia do Norte.

Segundo um estudo, realizado pela Sociedade para a Conservação da Vida Selvagem (WCS), os tigres siberianos, os maiores do mundo, podem desaparecer. A pesquisa mostra que a população restante da espécie diminuiu consideravelmente nos últimos quatro anos. Em 2005, cerca de 500 indivíduos habitavam as 16 áreas monitoradas por uma programa. Hoje, apenas 56 animais estão confirmados nesses mesmos lugares.[7]

As grandes ameaças que pairam para com os tigres-siberianos hoje em dia são o comércio de órgãos na medicina chinesa e a destruição de seu habitat. A Sibéria concentra grandes áreas de florestas e isso é um grande atrativo para empresas madeireiras.

Distribuição geográfica[editar | editar código-fonte]

Originário da Sibéria oriental, há 20 ou 30 mil anos, conquistou o vasto território que hoje ocupa no continente asiático. Caçado até ser praticamente eliminado das selvas, hoje está entre os animais com maior risco de extinção.[8]

O território do tigre siberiano limita-se a uma pequena região no sudeste da sibéria.

Tigre siberiano branco[editar | editar código-fonte]

Muitos confundem e acham que existem tigres siberianos brancos, pois esta cor daria uma melhor camuflagem ao grande felino na neve. Porém, não existem tigres siberianos brancos.

Os tigres brancos que conhecemos são todos pertencentes a subespécie Tigre-de-bengala.

Mas, há alguns casos extremamente raros em que filhotes híbridos de tigre-siberiano com tigre-de-bengala nasceram brancos, mas estes filhotes com certeza herdaram os genes da coloração branca de seus pais tigre-de-bengala.

Tigre siberiano na cultura popular[editar | editar código-fonte]

  • Amba, que significa "grande rei" ou "grande soberano", um espírito da natureza, presente nas lendas da cultura popular asiática.
  • Personagens de todos os volumes da saga literária "Saga Condenados", da autora brasileira Fernanda Marinho.

Referências

  1. Tigre Siberiano, Hitória do Tigre felinos.mundoentrepatas (23 junho 2012).
  2. Carwardine, Mark. Animal Records. [S.l.]: Sterling Publishing Company, 2008. p. 41. ISBN 1402756232
  3. Donald McFarlan, Norris McWhirter. Guinness Book of World Records. [S.l.: s.n.], 1990. p. 49. ISBN 0553284525
  4. Tigre Siberiano portalsaofrancisco.com (abril de 2012).
  5. http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/animais/tigre-siberiano.php
  6. The IUCN Red List of Threatened Species. Panthera tigris ssp. altaica (em inglês).
  7. O maior tigre do mundo corre grande risco de extinção (em português) National Geographic (26 de novembro de 2009). Visitado em 30-11-2009.
  8. http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/animais/tigre-siberiano.php

Ligações externas[editar | editar código-fonte]