Tigre-siberiano

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P.t.altaica Tomak Male.jpg

Estado de conservação
Status iucn3.1 EN pt.svg
Em perigo
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Carnivora
Família: Felidae
Género: Panthera
Espécie: P. tigris
Subespécie: P. t. altaica
Nome trinomial
Panthera tigris altaica
Temminck, 1844
Distribuição geográfica
Panthera tigris altaica dark world.png

O tigre-siberiano (Panthera tigris altaica) é a subespécie de tigre mais setentrional,uma das 5 subespécies de tigre ainda existentes hoje e a maior de todas.

Características[editar | editar código-fonte]

De todos os felinos existentes na natureza, o tigre-siberiano é o maior.[1] Os machos podem chegar a pesar mais de 300 quilos, ter mais de 3,15 metros de comprimento e medir 1,20 metros na altura do ombro (cernelha). Na natureza o maior tigre-siberiano já encontrado pesava 389 quilogramas e 3,30 metros de comprimento, enquanto que o em cativeiro pesava 423 quilos.

Em relação às outras subespécies de tigre, têm uma pelagem mais grossa e mais clara, devido ao clima frio do lugar onde vive, onde os invernos são rigorosos e com neve. Seu habitat consiste de florestas de carvalhos e suas presas são alces, javalis, renas e cervos. Em casos raros, chegam a caçar ursos-pardos. [2]

Comportamento[editar | editar código-fonte]

O tigre-siberiano é um caçador solitário e de hábitos noturnos. Caça à noite ou ao amanhecer enquanto que reserva o resto do tempo para dormir. Pode percorrer de 10 km a 20 km de distância em uma só noite. Chega a alcançar uma velocidade de até 80 km/h e pode saltar a uma altura de 5 a 6 metros, é capaz de escalar árvores, mas não as pequenas e frágeis. Aproxima-se de sua presa sem ser percebido e, quando se encontra a mais ou menos 20 metros de distância, abaixa-se, caminha quase que se arrastando pelo solo durante um trecho, salta para frente e tenta morder o pescoço da vítima enquanto a imobiliza pelos ombros ou pelas costas.

Tigre Siberiano

Cada tigre é responsável pela morte correspondente à média entre 40 e 50 presas durante um ano. É capaz de matar um búfalo e arrastá-lo por centenas de metros. Em geral não atacam o homem.[3]

Relação com os humanos[editar | editar código-fonte]

O tigre é muito respeitado pelos povos nativos da região, tal como no resto da Ásia. O povo Udege refere-se ao tigre como o Amba (grande soberano). Também o consideram o protetor da planta médica, ginseng. Ataques de tigres-siberianos a seres humanos, apesar da proximidade, são raros, sendo a maioria deles causada quando um tigre é surpreendido e sente-se ameaçado.

Situação atual[editar | editar código-fonte]

Até o começo do século XX os tigres-siberianos viviam espalhados pela Manchúria (região nordeste da China), sudeste da Sibéria, Coreia e nordeste da Mongólia.

Em 1905 foram encontrados tigres na região do rio Aldan, a 60 graus de latitude de norte, mesma latitude de cidades como São Petersburgo, Oslo, Uppsala e Estocolmo. Também foram vistos tigres cruzando no inverno o estreito da Tartária, chegando até a ilha Sacalina.

Porém tal situação começou a mudar na primeira década do século XX, quando passou a ser brutalmente caçado em meio a construção das ferrovias Transiberiana e Transmanchuriana, e nos anos 1920 foram extintos da Coreia do Sul. Como resultado seus números foram reduzidos a não mais do que 30 indivíduos na época da Segunda Guerra Mundial.

Em 1947 passaram a ser protegidos por lei pelo governo soviético e os tigres recuperaram parte de seu número original.

casal de tigres siberianos

No dia 25 de dezembro de 1991 a União Soviética, após uma longa crise política, deixou de existir, e a fiscalização das fronteiras ficou muito enfraquecida. Como resultado muitos caçadores vindos de países vizinhos tais como China, Coreia do Sul e Japão atravessaram as fronteiras e os números dos tigres foram reduzidos para 200 em 1994. Porém com o esforços conservacionistas e de patrulhas anti-caça, seus números subiram para entre 300 a 400 em 2004.[4] Atualmente se encontram restritos à região dos montes Sikhote Alin, no sudeste da Sibéria, perto das fronteiras com a China e a Coreia do Norte.

Segundo um estudo, realizado pela Sociedade para a Conservação da Vida Selvagem (WCS), os tigres siberianos, os maiores do mundo, podem desaparecer. A pesquisa mostra que a população restante da espécie diminuiu consideravelmente nos últimos quatro anos. Em 2005, cerca de 500 indivíduos habitavam as 16 áreas monitoradas por uma programa. Hoje, apenas 56 animais estão confirmados nesses mesmos lugares.[5]

As grandes ameaças que pairam para com os tigres-siberianos hoje em dia são o comércio de órgãos na medicina chinesa e a destruição de seu habitat. A Sibéria concentra grandes áreas de florestas e isso é um grande atrativo para empresas madeireiras.

Distribuição geográfica[editar | editar código-fonte]

Presas do Tigre siberiano

Originário da Sibéria oriental, há 20 ou 30 mil anos, conquistou o vasto território que hoje ocupa no continente asiático. Caçado até ser praticamente eliminado das selvas, hoje está entre os animais com maior risco de extinção.[6]

O território do tigre siberiano limita-se a uma pequena região no sudeste da sibéria.

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]