Tijucas

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Município de Tijucas
Centro de Tijucas e foz do rio Tijucas, vistos da janela de um avião

Centro de Tijucas e foz do rio Tijucas, vistos da janela de um avião
Bandeira de Tijucas
Brasão de Tijucas
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 13 de junho
Fundação 13 de junho de 1860
Gentílico tijuquense
Lema Tijucas, terra de boas energias
Prefeito(a) Valério Tomazi (PMDB)
(2013–2016)
Localização
Localização de Tijucas
Localização de Tijucas em Santa Catarina
Tijucas está localizado em: Brasil
Tijucas
Localização de Tijucas no Brasil
27° 14' 27" S 48° 38' 02" O27° 14' 27" S 48° 38' 02" O
Unidade federativa  Santa Catarina
Mesorregião Grande Florianópolis IBGE/2008 [1]
Microrregião Tijucas IBGE/2008 [1]
Municípios limítrofes Porto Belo, Itapema, Camboriú, Canelinha, São João Batista, Biguaçu, Governador Celso Ramos
Distância até a capital 45 km
Características geográficas
Área 276,622 km² [2]
População 29,973 hab. Censo IBGE/2010[3]
Densidade 0,11 hab./km²
Altitude 2 m
Clima subtropical
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,76 alto PNUD/2010[4]
PIB R$ 506 951,800 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 17 407,86 IBGE/2008[5]
Página oficial

Tijucas é um município do Estado de Santa Catarina, no Brasil. Localiza-se a uma latitude 27º14'29" sul e a uma longitude 48º38'01" oeste, estando a uma altitude de 2 metros. Sua população estimada em 2014 era de 34 628 habitantes. Possui uma área de 278,91 quilômetros quadrados.

Topônimo[editar | editar código-fonte]

"Tijucas" é uma referência ao rio Tijucas, que banha a cidade. "Tijucas" é um vocábulo originário da língua tupi: significa "água de mangue", pela junção de ty (água, rio) e îuka (mangue).[6]

História[editar | editar código-fonte]

Por volta do ano 1000, a maior parte do atual litoral brasileiro foi invadida por povos tupi-guaranis procedentes dos vales dos rios Madeira e Xingu, afluentes da margem direita do rio Amazonas. Eles expulsaram os habitantes anteriores, que falavam línguas macro-jês, para o interior do continente. No século 16, quando chegaram os primeiros europeus ao atual litoral catarinense, este estava ocupado pela nação tupi-guarani dos carijós.[7]

Em 1530, o navegador veneziano Sebastião Caboto, a serviço da Espanha, descobriu a foz do rio Tijucas. Em 4 de maio de 1848, foi criada a freguesia de São Sebastião da Foz do Tijucas Grande, bem como a paróquia com a mesma denominação. Tijucas (na época, São Sebastião da Foz do Rio Tijucas) recebeu status de município pela lei provincial n.º 464 de 4 de abril de 1859.[8] [9] Na década de 1870, começou a imigração italiana na região.[10]

Geografia[editar | editar código-fonte]

Localização[editar | editar código-fonte]

Tijucas está localizada às margens da rodovia BR-101 numa bela planície do litoral catarinense. É o principal acesso para a rodovia SC-401, caminho para as cidades de Canelinha, São João Batista e Nova Trento. Sua localização privilegiada faz, da cidade, uma grande vitrine durante as temporadas de verão. Ao norte, em uma faixa de 30 quilômetros, encontra-se Balneário Camboriú, e, ao sul, numa faixa de 50 quilômetros, está Florianópolis. A proximidade é maior ainda no caso de outras famosas cidades turísticas, como Itapema, Porto Belo e Bombinhas.[11]

Distâncias[editar | editar código-fonte]

Balneário Camboriú: 35 km; Biguaçu: 31 km; Brusque: 35 km; Itajaí: 43 km; Navegantes: 45 km; Florianópolis: 50 km; Blumenau: 95 km; Joinville: 133 km; Lages: 266 km; Jaraguá do Sul: 225 km; Chapecó: 569 km; Itapiranga: 698 km; Santuário Santa Paulina (Nova Trento): 35 km.

Administração[editar | editar código-fonte]

O município de Tijucas é dividido em 9 bairros que formam a chamada Zona Urbana da cidade, e em 7 localidades que formam a Zona Rural da cidade, totalizando, assim, 16 comunidades diferentes dentro da cidade. A zona urbana da cidade de Tijucas é formada pelos bairros: Areias; Centro; Joaia; Pernambuco; Praça; Santa Luzia; Sul do Rio; Universitário (o que mais cresce em população devido a novos loteamentos); XV de novembro. As comunidades que formam a zona rural de Tijucas são: Campo Novo; Itinga; Morretes; Oliveira; Terra Nova; Timbé, todas estas com boa produção agropecuária. Também há o bairro rural de Nova Descoberta, o maior em população (cerca de 2.000 habitantes) e área fora da área urbana municipal, caracterizado por várias olarias e extração de minérios para a construção civil, além da pecuária, mostrando uma boa força econômica. [11] Hoje cerca de 17% da população mora em áreas rurais.[12]

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Rodovias

O municipio é cortado perpendicularmente pela rodovia BR 101 e pela SC 410, tornando um importante entroncamento rodoviário, o que aliado a suas terras planas e ainda vazias chama a atenção de grandes empresas e investidores de olho nos mercados consumidores do Vale do Itajaí e da Grande Florianópolis.

O municipio tem suas estradas municipais relativamente bem planejadas, embora muitas em estado de conservação precária, especialmente nas partes mais antigas do municipio e no interior. Sofre com problemas do transito pesado no centro da cidade, além de ser cortado pela rodovia SC 410, uma das mais precárias e perigosas de Santa Catarina[13] . Entretanto nos ultimos anos a administração municipal vem tentando fazer melhorias neste quesito, e há a expectativa da construção de um contorno viário que ligue a BR 101 diretamente a SC 410 tirando o movimento de caminhões da sede.

ECONOMIA

A economia do municipio durante um bom tempo esteve estagnada e dependente de pequenas olarias e da produção de cana de acuçar para a antiga USATI[14] . Entretano, despertou com a instalação da Cerâmica Portobello em 1979 e sua grande ampliação em 1987[15] e posterior internacionalização na década de 1990, atraindo novos trabalhadores e investidores à cidade.

A economia de Tijucas tem seu alicerce na produção de insumos para a construção civil, como produtos cerâmicos, extração de minérios e madeira de reflorestamento, contando ainda com a presença de empresas de logísticas prestadoras de serviço em especial a Portobello. Vem desde meados da década de 2000 apresentando um bom crescimento econômico, baseado em um tripé de terras bem localizadas e amplas, expansão dos balneários turisticos próximos e incentivo a construção civil pelo Governo Federal.

O atual crescimento econômico[12] é visível pelo próprio crescimento populacional, de cerca de 4% ao ano entre 2000 e 2010, causado pela vinda de trabalhadores aos novos empreendimentos instalados na cidade e também a fuga de outras cidades do litoral catarinense pelos seus imóveis mais caros, dando origem a novos loteamentos na sede municipal ( e também a algumas áreas de favelização), além da instalação de novas empresas, crescimento este garantido por fatores como terras mais baratas, amplas e planas entre os dois grandes pólos de desenvolvimento catarinense (Vale do Itajaí e Grande Florianópolis), incentivos federais para a construção civil desde 2005 (plano Minha Casa Minha Vida e redução de tributos para insumos da construção civil[16] ), assim como a proximidade com balneários do Norte Catarinense, como Porto Belo, Itapema, e Balneário Camboriú, que crescem a 7% ao ano em sua população, um dos maiores do Brasil.[17]

Educação e Desenvolvimento Social[editar | editar código-fonte]

Tijucas hoje conta com 25 escolas e centro educacionais municipais, sendo três de 1ª à 8ª série; doze de 1ª à 4ª série; duas de ensino pré-escolar, que contam com crianças de 4 e 5 anos; oito creches para crianças de 1 a 4 anos de idade. Além disso, tem-se quatro escolas estaduais, onde pode-se concluir todo o período escolar e mais cinco escolas particulares. A Univali é a instituição de ensino superior com Campus na cidade, e o Senai é a instituição voltada para a formação técnica do cidadão.[18]

Após a realização do ENEM no ano de 2010 e a divulgação dos resultados, o panorama da educação no município de Tijucas revelou alguns dados: O SENAI teve a maior média no ensino médio, contando com a nota 628,28, sendo também, a maior nota de toda a região do Vale do Itajaí. Nenhuma escola pública obteve melhor desempenho do que as particulares no Município. A Escola de Educação Básica Cruz e Souza, colégio estadual, teve o pior desempenho do ENEM na cidade, contando com apenas 502 pontos de média. Este último, considerado um panorama preocupante.[19] Também, o municipio apresenta um problema estrutural na questão da evasão escolar, pois apenas 42% dos jovens entre 18 e 20 anos concluem o ensino médio, abaixo da média catarinense de 54%.[12] Também comprova o baixo nível educacional do municipio o fato de 76% dos jovens entre 18 e 24 anos não frequentar nenhum banco escolar ou acadêmico.

O índice IDHM de desenvolvimento social continua mais baixo que a média catarinense, embora o crescimento econômico da ultima década tenha melhorado a renda municipal, projetando-se em perspectiva de avanço no indice de desenvolvimento social.[12] . A taxa de vulnerabilidade social é de cerca de 30%, número ainda alto, constituído por mães solteiras sem o ensino fundamental completo, analfabetos, idosos sem previdência social, desabrigados por problemas sociais.[12]

Cultura[editar | editar código-fonte]

A cidade possui grandes casas antigas, algumas com mais de 100 anos, como é o Casarão da Família Gallotti. O casarão é uma das mais antigas moradas nobres do início do século XX no Estado. Todo o material para a construção da casa, que ficou pronta em 1898, veio da Europa e teve, como primeiros moradores, a matriarca Chiquinha Gallotti e sua família, que dominavam a economia da região trabalhando com embarcações e a comercialização de madeiras nativas, entre outras atividades comerciais.

Uma vez ao ano, é realizada, em frente à Igreja Matriz, uma grande festa: a festa do Divino Espírito Santo. A festa conta com a presença de pessoas da região, como as cidades de Canelinha, Itapema, São João Batista, entre outras. Em época de natal, podemos até ver um presépio vivo sendo encenado na frente da igreja. É uma cidade com clima amistoso e cultura açoriana. Ultimamente, está se investindo em espetáculos musicais, apresentando-se, geralmente nas épocas de final de ano, vários festivais de bandas.

O réveillon popular de Tijucas é outro marco cultural da cidade. Evento inaugurado em 2009 e promovido pela prefeitura municipal, conta com mais de 15 minutos de queimas de fogos, que acontecem na beira e até mesmo dentro do Rio Tijucas. O evento ainda conta com atrações musicais de todos os tipos, municipais, estaduais, nacionais e internacionais.

Esportes[editar | editar código-fonte]

O Esporte é um dos principais investimentos da atual administração municipal de Tijucas. Através da Fundação Municipal de Esportes (FME) realiza 10 eventos esportivos anuais, com a prática de mais de 20 modalidades esportivas diferentes. Dando destaque para o Futebol de Campo, que é considerado o mais forte campeonato amador de toda a região de Vale do Itajaí e Costa Esmeralda. O Futebol tem apoio no município em várias modalidades, tendo início no Futsal sub-14, passando por Futsal e Futebol de Campo sub-17, até chegar ao "modo livre". A Olimpíada Tijuquense também é um evento forte, contando com nada mais nada menos do que 14 modalidades. Hoje a FME conta com mais de mil e duzentos atletas inscritos, tendo idades entre 15 e 80 anos.[20]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Visitado em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Visitado em 5 dez. 2010.
  3. Censo Populacional 2010 Censo Populacional 2010 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Visitado em 11 de dezembro de 2010.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil Atlas do Desenvolvimento Humano Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2010). Visitado em 15 de fevereiro de 2014.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Visitado em 11 dez. 2010.
  6. NAVARRO, E. A. Método moderno de tupi antigo: a língua do Brasil dos primeiros séculos.3ª edição. São Paulo. Ática. 2005. 463p.
  7. BUENO, E. Brasil: uma história. 2ª edição. São Paulo. Ática. 2003. p. 19.
  8. Tijucas - Santa Catarina - Histórico IBGE (Mongrafia n.º 123 Ano: 1957) (1957 (última atualização: 28/03/2002)). Visitado em 16/05/2013.
  9. Fatos históricos Prefeitura Municipal de Tijucas. Visitado em 16/05/2013.
  10. Tyuco imóveis. Disponível em http://www.tyucoimoveis.com.br/especiais/conheca-tijucas-seu-historico-e-caracteristicas. Acesso em 12 de dezembro de 2013.
  11. a b http://tijucas.sc.gov.br/tijucas/Localizacao
  12. a b c d e http://atlasbrasil.org.br/2013/perfil/tijucas_sc
  13. http://ndonline.com.br/florianopolis/noticias/32496-rodovia-sc-411-registra-mais-um-acidente-com-morte.html
  14. http://www1.an.com.br/2005/jul/24/0ecc.htm
  15. http://pt.wikipedia.org/wiki/Portobello_S.A.
  16. https://www.google.com.br/?gfe_rd=cr&ei=qliTU9OLLcqU8Qejk4GQDA#q=redu%C3%A7%C3%A3o+de+tributos+para+constru%C3%A7%C3%A3o+civil
  17. http://osoldiario.clicrbs.com.br/sc/noticia/2013/08/populacao-do-litoral-norte-cresce-acima-da-media-catarinense-segundo-ibge-4252880.html
  18. http://tijucas.sc.gov.br/secretarias/Secretaria-de-Educacao-e-Cultura/Unidades-escolares
  19. http://g1.globo.com/vestibular-e-educacao/noticia/2011/09/enem-2010-tem-somente-13-escolas-publicas-entre-cem-melhores.html
  20. http://tijucas.sc.gov.br/secretarias/Fundacao-Municipal-de-Esportes

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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