Tilápia

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Tilapia buttikoferi1.jpg

Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Actinopterygii
Ordem: Perciformes
Família: Cichlidae
Subfamília: Pseudocrenilabrinae
Gêneros
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Tilápia, conhecida em Angola por Cacusso[1] e no Brasil como Saint Peter[2] , é o nome comum dado a várias espécies de peixes ciclídeos de água doce pertencentes à sub-família Pseudocrenilabrinae e em particular ao gênero Tilapia. São nativos da África, mas foram introduzidas em muitos lugares nas águas abertas da América do Sul e sul da América do Norte e são agora comuns na Flórida, Texas e partes do sudoeste dos Estados Unidos, sul e sudeste do Brasil. No sudeste esta espécie é um dos principais peixes da pesca artesanal, principalmente no Rio Grande, Estado de Minas Gerais[3] .

Tilápias são fáceis de manter em aquário, já que lhes é suficiente o espaço neles. Eles reproduzem facilmente e crescem rápidamente, mas são perigosos para qualquer outro peixe pequeno. A maioria das espécies são reprodutores de superfície mas alguns protegem a cria na boca.

As tilápias são peixes criados para alimentação humana, sendo a sua carne bastante apreciada, pois é leve e saborosa. Em algumas regiões o peixe é colocado nos arrozais, depois de plantado o arroz, onde cresce até ao tamanho pronto para consumo(12–15 cm), na mesma época em que o arroz está pronto para a colheita.

A tilápia-do-Nilo foi um dos primeiros peixes a serem criados em aquicultura pelos antigos Egípcios (4000 anos).

A tilápia é um excelente controle biológico para alguns problemas de infestações de plantas aquáticas. Eles preferem plantas aquáticas que flutuam, mas também consomem algumas algas fibrosas.

É um peixe adaptável à água salgada.[4]

Reprodução[editar | editar código-fonte]

A tilápia Anderson prepara o ninho numa área limpa, em água rasa onde a quantidade de oxigênio é abundante. A fêmea deposita os ovos no ninho, que são fertilizados pelo macho, de uma dúzia até mais de 2000. Altamente prolífera, pode gerar 4 desovas/ano, em águas com a temperatura ideal.

A maioria das espécies protegem sua cria na boca, onde são chocados. Isso ajuda os ovos a ficarem oxigenados e os previne de serem atacados por bactérias, fungos e demais predadores.

Géneros e espécies[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Agropecuária. info-angola.ao. Página visitada em 8 de Maio de 2012.
  2. Revista Pesca & Cia
  3. Azevedo-Santos, V. M.; Costa-Neto, E. M.; Lima-Stripari, N. 2010. Concepção dos pescadores artesanais que utilizam o reservatório de Furnas, Estado de Minas Gerais, acerca dos recursos pesqueiros: um estudo etnoictiológico. Revista Biotemas, 23 (4): 135-145
  4. www.caunesp.unesp.br