Timbó (planta)

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Timbó, também conhecido como guaratimbó, timbosipo, timbó iurari, cururu-apé, mafone, cipó-timbó, timbó-cipó, é um cipó trepador muito conhecido no norte do Brasil, "tingui na Paraíba" Nordeste. Entre as plantas identificadas com essa sinonímia encontram-se os agentes ictiotóxicos Paullinia pinnata L. Paullinia grandiflora St. Hill (Sapindaceae) e a Tephrosia toxicaria Sw. - Leg. Sapind -(Timbó de Caiena).1

Genericamente pode ser a designação comum a várias plantas das família das leguminosas e das sapindáceas, geralmente as com casca e/ou raízes que possuem uma seiva tóxica, e que por isso são utilizadas pelos nativos para tinguijar (regionalismo usado no Norte e Nordeste para o ato de intoxicar peixes jogando pedaços de timbó ou tingui esmagados na água. Os peixes começam a boiar e podem ser facilmente apanhados à mão. Deixados na água, recuperam-se, podendo ser consumidos sem inconveniente). De haste flexível e pegajosa, quadrangular, com galhos finos e levemente empubescidos (com pêlos), possui flores brancas miúdas, em forma de espigas. O fruto é uma cápsula que se assemelha a uma pêra.

Segundo Robert F. Heizer 2 o uso de venenos vegetais de pesca é provavelmente um velho e arraigado hábito cultural, seu uso estende-se para algumas regiões da América Central até o norte do México e em algumas regiões da América do Norte (Leste do Mississípi e Califórnia). Estima que no mundo cerca de 140 espécies são utilizdas como veneno de pesca com aproximadamente 340 nomes. Entre a lista de dezenas de plantas que apresenta conhecida como Timbó incluem-se: Derris ellptica guianensis (timbó de mata, t. cipó, t. açu, timborana); Enterolobium timbouva (timbó-uba, timborá); Paullinia australis (timbó); Paullinia meliafolia (timbó peba); Psidia carthagenensis (timbó, timbó boticário); Serjania ichthyctona (timbó de peixe); Serjania piscatoria (tingi, tingui de peixe) entre outras. Um estudo da sua sinonímia, uso étnico e toxico-farmacológico ainda está por ser realizado.

O termo pode remeter mais específicamente à árvore Piscidia erythrina, da subfamília papilionoídea, nativa da Martinica. Essa espécie também possui casca utilizada para tinguijar, além de flores brancas com pintas purpúreas e vagens lineares.

É uma planta narcótica e venenosa, que não se utiliza internamente. Externamente se utiliza o timbó, em forma de compressas para aliviar dores.

As suas raízes são também utilizadas no tratamento do fígado, afecções nervosas, ovários, cólicas uterinas, prisão de ventre, dores de cabeça. Os homeopatas a utilizam para tratar diversas moléstias.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Plantamed - plantas_suspeitas
  2. Heizer, Robert F. . Venenos de pesca in: Ribeiro Darcy (Ed.) Suma etnológica brasileira, Edição atualizada do Handbook of South American indians (3 v) Vol. 1 Etnobiologia. RJ, Vozes, FINEP, 1986