Timbiras

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Município de Timbiras
Bandeira de Timbiras
Brasão de Timbiras
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 5 de abril
Fundação 5 de abril de 1920
Gentílico timbirense
Prefeito(a) Frabrizio Araujo (PRB)
(2013–2016)
Localização
Localização de Timbiras
Localização de Timbiras no Maranhão
Timbiras está localizado em: Brasil
Timbiras
Localização de Timbiras no Brasil
04° 15' 18" S 43° 56' 27" O04° 15' 18" S 43° 56' 27" O
Unidade federativa  Maranhão
Mesorregião Leste Maranhense IBGE/2008[1]
Microrregião Codó IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes Codó, Coroatá, Vargem Grande e Chapadinha
Distância até a capital 316 km
Características geográficas
Área 1 486,479 km² [2]
População 28 007 hab. IBGE/2010[3]
Densidade 18,84 hab./km²
Altitude 35 m
Clima Equatorial
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,524 baixo PNUD/2000[4]
PIB R$ 55 328,887 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 2 058,06 IBGE/2008[5]
Página oficial

Timbiras é um município brasileiro do estado do Maranhão.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Timbiras tem uma área de 1.486 km² e uma população de 54.321 habitantes, segundo o último Censo IBGE/2010.

Localização[editar | editar código-fonte]

Localiza-se na mesorregião do Leste Maranhense, mais especificamente na microregião de Codó, a 316 quilômetros da capital São Luís, à margem direita do rio Itapecuru. Sua sede está a 4°15’18”LS e 43°56’27”LW e a uma altitude média de 49 metros acima do nível do mar.

Divisão Política[editar | editar código-fonte]

A zona urbana do município apresenta sua maior parte à margem direita do Itapecuru, ficando a trizidela, que constitui principalmente o bairro São Sebastião, do lado esquerdo.

A zona rural compreede mais de cem povoados, sendo os principais: Flores, Lagoa Preta, Axixá, Campestre, Sete, Chapéu, Centrinho, Lagoa Grande, Mata Fome, Bacaba, Poço do Boi, São José, etc

Relevo[editar | editar código-fonte]

O relevo é de baixas altitudes, destacando-se alguns morros típicos da região do Vale do Rio Itapecuru. As formas mais significativas do relevo são os morros, chapadas e serras.

Os principais morros são: morro do Capitão (220 metros de altitude), situado no bairro São Sebastião; morro Conduru (215 metros de altitude), localizado a 13 quilômetros da sede, em 1947, passou a ter mais um nome, morro Quebrado; morro da Bela Vista (120 metros de altitude), mede aproximadamente 630 metros de comprimento e nele se localizam a estação de tratamento de água da CAEMA e a torre retransmissão de sinal de televisão.

A serra mais importante é a da Cangalha, na parte setentrional do município. A chapada de destaque é a do Socó.

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

A rede hidrográfica é constituída por rios, riachos, igarapés e lagoas.

Além do rio Itapecuru podemos destacar os rios Pirapemas, que corta o município de sudeste para noroeste, na divisa com o município de Chapadinha; Guará, que também fica na fronteira com Chapadinha, rio Guanaré, na fronteira entre Timbiras e Vargem Grande e rio Curimatá, que é um afluente do Pirapemas.

Os riachos mais importantes são: Carro Quebrado, Pimenta e Rabo do Gato.

Os principais igarapés são:

  • Bom Boi, que nasce no povoado Bom-Fim, no município de Codó e desemboca no rio Itapecuru na altura do povoado Deserto. Na época da criação do município de Timbiras, foi designado como ponto de limite com o vizinho município de Codó.
  • São Bernardo, com uma extensão de cinco quilômetros, nasce no lugarejo Centrinho dos Lopes e desemboca no Rio Itapecuru já zona urbana, limitando o Bairro Anjo da Guarda com o centro da cidade.
  • Santarém é o mais importante de todos, nasce num brejo de juçaras e buritis na localidade Finca-Pés, e também desemboca no itapecuru já na zona urbana, definindo o bairro Santarém.
A curva do rio e a avenida com a ponte formam o arco e a flecha dos índios timbiras.

Rio Itapecuru[editar | editar código-fonte]

É o principal rio que banha o município. A população depende dele quase que absolutamente, pois toda a água potável distribuída na cidade é proveniente desse rio.

Às suas margens desenvolve-se uma agricultura de subsistência conhecida pelo termo vazante. Essa técnica vem sendo questionada pelos riscos de degradação da mata ciliar.

O rio é ainda fonte de lazer principalmente no verão quando se instalam as barracas na sua margem direita, próximo a ponte que liga o bairro São Sebastião à sede do município. Nesse período aumenta a freqüência de banhistas, vindos das cidades vizinhas, Codó e Coroatá, mas também pelo timbirenses que estudam ou trabalham fora e que retornam para passar suas férias.

Clima[editar | editar código-fonte]

O clima predominante é o tropical, caracterizado por um período chuvoso de dezembro a maio, com níveis pluviométricos mais acentuados entre janeiro e abril. De julho a novembro o município passa por um período de estiagem. A temperatura média é de 27 graus Celsius.

Vegetação[editar | editar código-fonte]

Na região predomina a floresta tropical de transição, sendo a maior parte da área do município coberta pelas matas de cocais, com incidência quase absoluta da palmeira de babaçu e cerca de 20% coberta de mata nativa ainda virgem ou pouco degradada.

História[editar | editar código-fonte]

Os Primeiros Habitantes[editar | editar código-fonte]

Darcy Ribeiro em expedições realizadas entre 1949 e 1954, atestou a existência dos Urubu-Kaapor, do tronco Tupi, no noroeste do Maranhão e sudeste do Pará. Os estudos incluíram ainda os timbiras, guajajaras, tembés, guarás, canelas. Os estudos de Darcy Ribeiro se deram ao longo dos rios Gurupi e Pindaré. Quanto à região dos Cocais não parecem ter permancido aqui muito tempo, mas pelo menos por essa região passaram temporariamente, em fuga dos massacres sofridos na época.

Urubu, o Primeiro Nome[editar | editar código-fonte]

O município, ao longo de sua História recebeu vários nomes: Urubu, Porto dos Urubus, Monte Alegre e finalmente Timbiras.

Urubu era uma povoação à margem direita do rio Itapecuru, pertencente ao município de Codó, onde antigamente havia uma aldeia de índios. Segundo consta, o nome se justificava pela grande presença dessa ave no local, mais especificamente no povoado Sardinha, a dois quilômetros de onde hoje é a sede. No entanto, parece ser mais lógico crer que o nome deriva da presença da tribo de índios do mesmo nome, os urubus.

O local passou a ser ponto de referência para os viajantes que por ali passavam navegando pelo Itapecuru, motivo pelo qual recebeu o nome de "Porto dos Urubus". Depois de alguns anos chegaram à região as primeiras famílias descendentes de portugueses e italianos, chefiados pelo Senhor Têta de Araújo, que conservaram o nome Urubu para a localidade.

Ali se estabeleceu a freguesia de Santa Rita dos Urubus, através da Lei Provincial nº 13, art. 1º, § 2°, de 8 de maio de 1835. Mas segundo o historiador Ribeiro do Amaral, a Comarca e a vila de Santa Rita dos Urubus foram criadas na mesma data, em 1836.

As terras onde hoje se localiza a sede do município eram habitadas por índios timbiras. Os moradores de Porto dos Urubus se mudaram para este local por causa das enchentes do Itapecuru que inundavam constantemente o povoado original. Porto dos Urubus, que apesar de tudo facilitava a penetração para o interior, continuou tendo a sua importância e passou a ser chamado por seu primeiro nome, o do povoado extinto, Sardinha.

Em 1836, foi criada a sede da Comarca de Urubu e dois anos depois, por influência do ex-regente do Império Bráulio Muniz, foi transferida a sede da Comarca para a vila de Codó. A transferência foi determinada pela Lei Provincial nº 68, de 21 de julho de 1838. Com essa ação a comarca foi elevada à categoria de vila. Mas com a mudança da sede da comarca, a vila entrou em decadência.

Monte Alegre[editar | editar código-fonte]

Em 1900 chegaram à região e aí fixaram residência alguns frares capuchinhos e franciscanos, que trocaram a denominação do local para Monte Alegre, em 1920, dizendo não haver mais nenhuma razão para a adoção do nome Urubu, que achavam pejorativo.

Desmembramento e Redução da Vila[editar | editar código-fonte]

O território passou oficialmente à condição de Vila Monte Alegre quando foi desmembrado do município de Codó e de reduzida parte do município de Coroatá através do Decreto-Lei estadual nº 921 de 5 de abril de 1928, por determinação do então Interventor do Maranhão, Urbano Santos da Costa Araújo.

Primeira Decadência da Vila[editar | editar código-fonte]

Em 22 de abril de 1831, através do Decreto-Lei nº 75, Urbano Santos, ainda na condição de Interventor do Maranhão, alegando que o município criado não possuía rendimento à altura exigida para permanecer autônomo, voltou a submetê-lo à subordinação de Codó.

Autonomia do Povoado Monte Alegre[editar | editar código-fonte]

A partir de 1918 com o aumento da população, o desenvolvimento do comércio e o crescimento da produção agrícola, sentiu-se a necessidade da autonomia do povoado.

O processo de emancipação teve início através do Projeto nº 40, do Congresso do estado do Maranhão, publicado no Diário Oficial nº 70, de 27 de março de 1920. A Lei nº 921, de 5 de abril de 1920, sancionada por Urbano Santos, já na condição de Presidente do estado do Maranhão, elevou à categoria de vila a povoação Monte Alegre e à de município a zona ocupada pelo 6º Distrito Policial de Codó. A lei definiu ainda os limites do novo município.

Monte Alegre e a União dos Partidos Políticos[editar | editar código-fonte]

Quando Monte Alegre foi impedido de ser município,de acordo com o decreto acima citado, existiam na localidade dois partidos políticos: o Magalhenista, do governo, e o Republicano,de oposição. Os magalhenistas eram liderados pelo Coronel Benedito Brandão Melo e Alvim, enquanto os republicanos tinham como líder o Sr. Francisco Jocker Ribeiro. Pelo interesse comum, os dois se uniram para juntos aos poderes públicos lutarem pela restauração da autonomia do município, o que acabaram conseguindo quando da promulgação do Decreto-Lei nº 144, de 27 de julho de 1931.

Segunda Decadência de Monte Alegre[editar | editar código-fonte]

Com a restauração do município, foi nomeado interventor municipal o Sr. Benedito Brandão de Melo e Alvim, que pouco governou, sendo exonerado do cargo em 1933. Em 16 de julho daquele ano o Decreto-Lei nº 539 suprimiu de novo a qualidade de município de Monte Alegre. Veio então nova luta política pela autonomia, que enfim obete êxito através da Lei nº 837, de 3 de julho de 1935.

Timbiras, o Novo Nome do Município[editar | editar código-fonte]

Com as mudanças da situação política da localidade, a luta pela criação do município de Monte Alegre logrou mais uma vitória: a elevação à categoria de cidade através do Decreto-Lei nº 45, de 29 de março de 1938.

Acreditava-se que a localidade fora habitada inicialmente pela tribo dos timbiras, ou que, na menor das hipóteses, essa tribo acampara algum tempo no local. Essa lembrança inspirou a ideia de mudar-se mais uma vez e em definitivo o nome do município. O Decreto-Lei nº 820, de 30 de dezembro de 1943 determinou que Timbiras fosse a partir de então o nome do município.

A palavra Timbira, segundo Curt Nimuendaju, o etnólogo pioneiro no estudo desses povos, diz que se for de origem tupi, a palavra pode significar "os amarrados" (tin = amarrar, pi'ra = passivo), uma referência às inúmeras fitas de palha ou faixas trançadas em algodão que usam sobre o corpo: na testa, no pescoço, nos braços, nos pulsos, abaixo dos joelhos, nos tornozelos. Os índios Kaapor discriminavam os Timbira chamando-os pejorativamente de “comedores de cobra". Segundo o Dicionário Tupi-Guarani o topónimo Timbira significa: o amarrado; o escravo.

Política[editar | editar código-fonte]

Administradores Municipais[editar | editar código-fonte]

1920 - 1921: Coronel Idelfonso Moreira dos Santos

1921 - 1922: Olympio Palhano

1922 - 1924: Manoel Burgos da Cruz

1924 - 1927: Paulo Soares

1927 - 1930: Pedro Mesquita

1930 - 1931: Coronel Miguel Ewerton Mesquita

1931 - 1932: Capitão Manoel Machado

1932 - 1933: Major Benedito Brandão de Melo e Alvim

1933 - 1934: Coronel Manoel Machado

1934 - 1935: Custódio Bogéa

1935 - 1935: Coronel Benedito Brandão de Melo e Alvim

1935 - 1936: José Martins Carneiro

1936 - 1936: Ariosvaldo Guimarães Gayoso

1936 - 1936: Valdemar Labre de Lemos

1936 - 1936: Antenor Bogéa

1936 - 1937: Raimundo Rodrigues de Mota Andrade

1937 - 1942: Catulo Bogéa de Melo e Alvim

1942 - 1943: Manoel Sousa Ribeiro

1944 - 1945: Abimael Esser Bezerra Ribeiro

1945 - 1946: Ricardo Pereira Nunes

1946 - 1946: Antônio Isaías Pereira

1947 - 1951: Antôno Rivas Ribeiro

1952 - 1953: Juiz Pedro Paulo Cavalcante

1954 - 1955: Lauro Pereira da Silva

1955 - 1955: Silvestre Freitas de Arruda

1955 - 1956: Lauro Pereira da Silva

1956 - 1956: Antônio Isaías Pereira

1956 - 1956: Raimundo Martins Carneiro

1957 - 1957: Antônio Rivas Ribeiro

1957 - 1960: Catulo Bogéa de Melo e Alvim

1961 - 1965: Lauro Pereira da Silva

1966 - 1969: Victoriano Abdalla

1970 - 1972: Robson de Jesus França

1973 - 1976: Victoriano Abdalla

1977 - 1982: José Maria Frazão de Melo e Alvim

1983 - 1988: Victoriano Abdalla

1989 - 1992: Francisco das Chagas Rodrigues

1993 - 1996: Francisco de Sousa Araújo (Chico do Foto)

1997 - 2000: Robson Antônio de Melo Alvim França

2001 - 2002: Robson Antônio de Melo Alvim França

2002 - 2002: Wilson Gonçalves Vieira (interino)

2002 - 2004: Robson Antonio de Melo Alvin França

2005 - 2008: Dirce Maria Coelho Xavier

2009 - 2012: Raimundo Nonato da Silva Pessoa

2012 - 2012: Eduardo Luz e Silva Neto (Vice)*

2013 - 2016: Carlos Fabrízio Sousa Araújo

  • No período de 5 a 10 de Dezembro de 2012, Eduardo Luz e Raimundo Nonato Pessoa alternaram-se à frente da Prefeitura Municipal por determinação da justiça.

Manifestações Culturais[editar | editar código-fonte]

Religião[editar | editar código-fonte]

Em Timbiras temos representantes das religiões Catolicismo, evangélicos e cultos afros, como umbanda.

Na sede fica a igreja de Nossa Senhora dos Remédios, padroeira do município e a capela de Santa Rita de Cássia. Os templos evangélicos mais tradicionais pertencem à igreja Congregação Cristã no Brasil, Assembleia de Deus, Igreja Batista, Igreja Adventista e Igreja Universal do Reino de Deus.

A Igreja da Matriz, principal templo católico de Timbiras, localizado no centro da cidade.

O calendário religioso católico, adotado pela maioria da população, compreende:

  1. 22 de maio: Festejos de Santa Rita de Cássia. Justifica-se a festa pelo fato de ter sido essa a santa de devoção da senhora Raimunda Frazão de Melo e Alvim, responsável pela construção da capela de mesmo nome.
  2. 31 de agosto: Festejos de São Raimundo Nonato. Festa muito popular que a cada ano aglomera mais adeptos. Realizam caminhadas em honra ao santo. A culminância é a caminhada da Fazenda Glória até a igreja Matriz, onde é celebrada a missa.
  3. 22 de outubro: Festa de Nossa Senhora dos Remédios. Inclui novenas, terços, procissões e quermesse.

Conhecimento nacional[editar | editar código-fonte]

Conhecida nacionalmente pelas brigas de facão constantemente na cidade. Mas graças a Deus isso já acabou.

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Visitado em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 de outubro de 2002). Área territorial oficial Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Visitado em 5 de dezembro de 2010.
  3. Censo Populacional 2010 Censo Populacional 2010 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Visitado em 11 de dezembro de 2010.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil Atlas do Desenvolvimento Humano Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Visitado em 11 de outubro de 2008.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Visitado em 11 de dezembro de 2010.
  • IBGE - Cidades@
  • [1]
  • Timbiras - A Vida e o Progresso Simbolizam um Ideal

Prefeitura Municipal de Timbiras, 1992.

Organização: Ivanilton José de Ribamar Paiva Frazão

  • Timbiras - Uma Pérola na Ribeira do Itapecuru

Autor: Joseh Carlos Araujo.

Editora: UEMA, 2006

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