Timor Português
| Timor Português Timor Português |
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Colónia Portuguesa |
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| Timor Português | |||||
| Continente | Ásia | ||||
| Capital | Díli | ||||
| Língua oficial | Português | ||||
| Governo | Colónia | ||||
| Chefe de Estado | |||||
| • 1511–1521 | Manuel I | ||||
| • 1974-1975 | Francisco da Costa Gomes | ||||
| Período histórico | Imperialismo | ||||
| • 1596 | Fundação | ||||
| • 1975 (de-facto)/2002 (de-jure) | Dissolução | ||||
| Moeda | Pataca Timorense Escudo de Timor |
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Timor Português era o nome pelo qual Timor-Leste era conhecido quando era colónia portuguesa (1596-1975). Durante grande parte desse período, Portugal partilhou a ilha de Timor com as Índias Orientais Holandesas, hoje Indonésia. Para além disso, Portugal controlou ainda, nas imediações da ilha, e a ela sujeita, a ilha das Flores, no arquipélago de Sunda.
O Tratado de Lisboa de 20 de abril de 1859 entre os reinos de Portugal e dos Países Baixos[1] conduziu à demarcação das possessões portuguesas e neerlandesas em Timor e ilhas adjacentes. Pelo referido tratado, Portugal cedeu Larantuca, Sicca e Payas, na ilha das Flores, Wouré, na ilha de Adonara, e Pamung Kaju, na ilha de Solor. Em contrapartida, os Países Baixos cederam o reino de Maubara e renunciaram a Ambeno, na ilha de Timor, assim como renunciaram a Ataúro e pagaram uma compensação de 200 000 florins[2].
Apesar de Portugal ter permanecido neutral durante a Segunda Guerra Mundial, em Dezembro de 1941, Timor Português foi ocupado por forças australianas e holandesas, nas vésperas da invasão japonesa. Quando os japoneses ocuparam Timor, em Fevereiro de 1942, os Aliados e voluntários timorenses - com especial destaque para o célebre Dom Aleixo - passaram a recorrer à guerra de guerrilha. Aquela que ficou conhecida como a Batalha de Timor (1942-43) resultou num elevadíssimo número de de civis timorenses mortos, calculado entre 40 e 70 mil.
Após 1949, as Índias Orientais Holandesas tornaram-se independentes adoptando o nome de Indonésia. Em 1975, na sequência da Revolução dos Cravos em Portugal e da decisão de proceder à rápida autodeterminação de todas as províncias ultramarinas, Timor Português declarou unilateralmente a independência — Portugal tentava, nesta altura, resolver os conflitos ultramarinos e nunca incluiu Timor devido à distância. Isto foi rapidamente seguido da invasão e anexação pela Indonésia que nunca foi reconhecida pelas Nações Unidas (era um protectorado).
Por isso, à luz do direito internacional, só a 20 de Maio de 2002 é que Timor Português deixou formalmente de existir ao se proclamar a independência da República Democrática de Timor-Leste.
Até 1959 a Pataca timorense foi a moeda usada em Timor, altura em que foi substituída pelo escudo de Timor, baseado no escudo português, que circulou até à invasão indonésia de 1975.
[editar] Ver também
- Timor-Leste
- Timor Timur
- Império Português
- Governador de Timor
- História de Timor-Leste
- Portugueses na Ásia
Notas e referências
- ↑ Diário de Lisboa, 22 de setembro de 1860
- ↑ TELES, Miguel Galvão. Timor-Leste in Separata do II Suplemento do Dicionário Jurídico da Administração Pública