Tina Turner

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Tina Turner
A cantora durante uma performance no GelreDome, Arnhem, Países Baixos em 1985.
Informação geral
Nome completo Anna Mae Bullock
Também conhecido(a) como The Acid Queen, Rainha do rock
Nascimento 26 de Novembro de 1939 (75 anos)
Local de nascimento Nutbush, Tennessee
 Estados Unidos
Nacionalidade Suíça
Gênero(s) Rock, R&B, soul
Ocupação(ões) Cantora, dançarina
Instrumento(s) Vocais
Período em atividade 1958 - presente
Outras ocupações Autora, atriz
Gravadora(s) EMI, United Artists Records, Capitol Records, Parlophone, Virgin Records
Afiliação(ões) Ike & Tina Turner, Cher,Oprah Winfrey, Sophia Loren[1]

Tina Turner (Nutbush, 26 de novembro de 1939), nome artístico de Anna Mae Bullock, é uma cantora, dançarina, autora e atriz suíça,[2] e cuja carreira artística estreou há mais de cinquenta anos.[3] [4] Além de ser considerada uma diva da música[5] , é a mais notável expoente feminina do rock, e também considerada como a Rainha do Rock and Roll, e, segundo o canal de televisão americano MTV, uma das mais dinâmicas cantoras da história.[6] Tornou-se famosa por explosivas apresentações como membro da banda Ike & Tina Turner durante os anos 60 e 70.[7] [8]

Após a publicação da sua autobiografia, I, Tina (1986), Turner revelou casos graves de maus-tratos contra ela pelo seu então marido, Ike Turner, antes da sua separação em 1976, seguida pelo divórcio em 1978.[9] Depois de praticamente ter desaparecido da cena musical por vários anos após seu divórcio com Ike, ela reconstruiu sua carreira, lançando uma série de sucessos, começando o single "Let's Stay Together" (1983), e o lançamento do seu quinto álbum de estúdio a solo, Private Dancer (1984).

Sua carreira musical levou a vários papéis no cinema, começando com um papel de destaque como The Acid Queen em 1975 no filme Tommy, e uma aparição em Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band (1978). Ela estrelou ao lado do actor Mel Gibson como a Tia Entity em Mad Max Beyond Thunderdome (1985), pelo qual, mais tarde, recebeu o prémio NAACP Image Award de "Melhor Actriz em uma Película", e sua versão do tema do filme, "We Don't Need Another Hero (Thunderdome)" (1985), foi um êxito, tendo alcançado as cinco melhores posições nos Estados Unidos.

Uma das artistas mais populares do mundo, Turner tem sido chamado de a artista de rock do sexo feminino de maior sucesso, e foi considerada a 17º cantora na lista dos maiores cantores de todos os tempos, pela revista Rolling Stone. As somas combinadas dos seus álbuns e singles dão um resultado de aproximadamente 180 milhões de cópias em todo o mundo. Ela é conhecida por sua presença enérgica de palco, vocais poderosos, longevidade da carreira, e apelo muito difundido. Em 2008, Turner abandonou a sua semi-reforma para embarcar na digressão Tina!: 50th Anniversary Tour. A digressão tornou-se num dos concertos com o maior número de bilhetes vendido de 2008-2009. Apesar de ter sido criada como uma baptista, ela se converteu ao budismo, e credita os cânticos espirituais como os que der-lhe a força que ela precisava para superar os momentos difíceis. A revista Rolling Stone classificou-a como a 63º maior artista de todos os tempos, e é considerada "Rainha do rock and Roll". Atualmente Tina Tuner reside na Suíça e com nacionalidade helvética desde abril de 2013.

Primeiros anos[editar | editar código-fonte]

Anna Mae Bullock nasceu em Nutbush, uma área não incorporada do Condado de Haywood, Tennessee, em 26 de novembro de 1939, filha de Zelma Bullock (nascida Currie), uma trabalhadora de fábrica, e Richard Floyd Bullock, um baptista diácono, superintendente agrícola, e trabalhador de fábrica. Ela sempre acreditou que sua mãe tinha ascendência nativa americana significativa, especificamente Navajo e Cherokee, no entanto, um teste de ADN mostrou que ela era 66% africano-americana, 33% europeia e 1% nativo americana. Ela estudou na Escola Flag Grove no Condado de Haywood (o terreno para a escola foi vendido abaixo do valor de mercado para os administradores da escola por seu tio-bisavô em 1889). A irmã mais velha Anna Mae chama-se (Ruby) Alline. Por um tempo durante a Segunda Guerra Mundial, seus pais mudaram-se para Knoxville, Tennessee para fazer o trabalho de fábrica. Na época de seu retorno a Nutbush, eles separaram-se, e depois divorciaram-se após anos de um casamento abusivo. Sua mãe, mais tarde, mudou-se para St. Louis, Missouri, e seu pai, mudou-se para Detroit, e mais tarde foi para o estado da Califórnia.

Anna Mae e sua irmã mudaram-se para Brownsville, onde foram criadas pela avó. Ela lembrou-se, em seus primeiros anos, do trabalho com os pais em uma quinta como arrendatário. Ela se apresentou em vários concursos de talentos enquanto criança, e cantou no coro da sua igreja local. Foi criada Baptista, e viveu a maior parte de sua infância como uma maria-rapaz, participando da equipa de basquetebol da sua escola. Quando tinha 14 anos de idade, começou a trabalhar como empregada doméstica para uma família em Ripley. Isto continuou até ela atingir os dezesseis anos, quando sua meia-irmã Evelyn foi morta em um acidente de carro, seguido pela morte de sua avó em torno do mesmo tempo. Depois que sua mãe voltou de St. Louis para assistir o funeral, ela convidou a filha para ir com ela a St. Louis, onde Anna e sua irmã reunificaram-se. Em St. Louis, participou da Escola Secundária Sumner. Ela finalmente se formou na escola em 1958, e após a graduação, começou a trabalhar como uma enfermeira ajudante do Hospital Barnes-Jewish.

Ike & Tina Turner[editar | editar código-fonte]

Origens[editar | editar código-fonte]

Tina durante uma apresentação com Ike Turner em 1972.

Anna Bullock tornou-se fascinada pela vibrante vida noturna de St. Louis, e sua irmã muitas vezes levou-a para discotecas, para grande desgosto de sua mãe. Anna foi apresentada ao músico Ike Turner e à sua banda "Kings of Rhythm Band" no Club Manhattan, onde Alline serviu como empregada de mesa, e foi nesse momento que ela se tornou num membro do Kings of Rhythm. Anna perseguiu Ike Turner por meses, pedindo-lhe para deixá-la cantar com sua banda. Quando tinha dezessete anos de idade, ela cantou uma canção durante um intervalo de banda para um B. B. King, que impressionou Ike, que estava tocando teclado no momento. Eventualmente, Ike permitiu-lhe a entrada na banda como vocalista de apoio. O músico deu a Anna o seu primeiro nome de palco, Little Ann, durante este tempo, e incluiu-a na gravação "Top Box", que foi um êxito em St. Louis. Em Novembro de 1959, quando o vocalista Arte Lassiter não apareceu para uma sessão de gravação para a composição de Ike, "A Fool in Love", Anna foi dita para estabelecer um guia vocal. Ike tinha a intenção de, eventualmente, Lassiter gravar sobre os vocais de Anna, para a produção final.

Ike Turner encontrou-se com o presidente da editora discográfica Sue Records, Juggy Murray, na cidade de Nova Iorque, e reproduziu a gravação demo para ela. Ao ouvir isso, Murray insistiu que Turner mantivesse os vocais de Anna, e deu um avanço de 25 mil dólares a Ike, convencido de que a canção se tornaria num single êxito. Em resposta a isso, Ike decidiu formar um duo entre ele e Anna Bullock. No processo, ele mudou seu nome de Little Ann para Tina Turner, afirmando que inventou o nome ao assistir Sheena, Queen of the Jungle (1937), e imaginando-a como a sua "mulher selvagem". Apesar da primeira versão romantizada de sua história no filme biográfico What's Love Got to Do with It (1993), Ike Turner e Anna Bullock não estavam romanticamente envolvidos até por volta do lançamento de "A Fool in Love", que até então, havia sido lançado sob os créditos Ike & Tina Turner, iniciando a dupla eficazmente, e lançando Anna na indústria do entretenimento. Ike Turner afirmou que ajudou a moldar o estilo, forma e imagem de Tina Turner.

Sucesso inicial[editar | editar código-fonte]

"A Fool in Love" tornou-se num êxito imediato após o seu lançamento, atingindo o número dois na tabela Hot R&B Sides em Agosto de 1960, e o número vinte e sete na Billboard Hot 100 no Outubro seguinte. A canção foi descrita, anos mais tarde, por Kurt Loder como "a gravação mais negra que alguma vez esgueirou-se nas tabelas de pop brancas desde a canção de estilo-gospel 'What'd I Say' de Ray Charles no verão anterior". O seu segundo êxito pop, "It's Gonna Work Out Fine", foi lançado um ano depois.

Carreira[editar | editar código-fonte]

Vida pessoal[editar | editar código-fonte]

Tina começou a trabalhar na banda de um homem chamado Ike e lá conheceu Raymond Hill, saxofonista da banda. Eles começaram a namorar e em pouco tempo Tina se descobriu grávida. No ano de 1958 deu á luz o menino Craig. A partir daí, por serem jovens demais, a responsabilidade de criar um filho e conciliar carreira acabou abalando o relacionamento do casal. Estavam morando juntos, porém tiverem muito pouco tempo para planejarem um futuro juntos, se conhecerem melhor, mal começaram o namoro e já iriam ser pais. Se uniram mais pela criança, para ela ter uma família estruturada, porém o relacionamento estava em crises sérias de discussões. Após menos de dois anos juntos, se separaram e Tina foi morar sozinha com o filho. Nesse período, Tina ficou mais amiga e próxima a Ike, com quem começou a se relacionar. O casal se dava muito bem e planejavam um futuro juntos, ficaram noivos e se casaram oficialmente em 1962. Ela foi morar com Ike e levou seu filho Craig, que passou a ser criado por Ike, apesar de Raymond ter aceitado a separação e ficado amiga de Tina e até mesmo de Ike. Em 1964 Tina deu à luz ao menino Roonie, uma felicidade para Ike, que queria ter filho com Tina, apesar de Ike ter três filhos de dois outros relacionamentos: Ike Jr. e Michael, com Lorraine Taylor, e Mia, com Margaret Ann Thomas. O casamento de Tina e Ike entrou em crise ao longo do tempo, por causa dos extremos ciúmes de Ike, que passou a espancar Tina. O casal vivia em guerra, e Tina era agredida fisicamente todos os dias. Após 12 anos de surras e humilhações, em 1974, Tina decidiu definitivamente abandonar Ike, tanto na vida pessoal quanto na profissional, já que trabalhavam juntos. Ela saiu de casa com os filhos e foi viver sozinha. Entrou em processo de separação oficial contra Ike na justiça, mas o divórcio só saiu e foi assinado em 1978. Após a separação, nunca mais se casou ou morou junto com alguém, e passou a ter namoros eventuais com alguns homens. A 21 de Julho de 2013, casou com o Alemão Erwin Bach em Küsnacht na Suíça, com quem vivia há mais de 27 anos.[10] [11]

Início da carreira[editar | editar código-fonte]

A jovem Anna Mae começou trabalhando com Ike em 1958. Ike mudou o nome de Anna Mae para o artístico Tina Turner. Eles começaram a ter um relacionamento e se casaram em 1962. Ela iniciou como cantora oficial do show da banda de Ike aos 18 anos de idade. Algumas pessoas consideram Ike o pai do rock and roll, pois há registros de que ele foi o primeiro a gravar um som desse gênero musical.[12]

Ike e Tina Turner gravaram a canção "A Fool In Love", que acabou se tornando um grande sucesso na época nos Estados Unidos. Com o sucesso, Ike optou por mudar o nome da banda para "Ike and Tina Turner Revue". Entre 1960 e 1970, Ike e Tina mudaram o estilo musical, desenvolvendo uma performance única em concertos ao vivo, Tina dançava e cantava, chamando a atenção do público, que cada vez mais lotavam as casas de shows. Tina Turner e as backing vocals, conhecidas como "The Ikettes",[13] faziam uma performance eletrizante dentro do cenário musical, danças que influenciaram outros artistas como Mick Jagger. Ike e Tina Turner gravaram grandes hits nos 60 e 70, como "A Fool In Love", "It's Gonna Work Out Fine", "I Idolize You", "Nutbush City Limits" e "River Deep - Mountain High" - música produzida pelo produtor musical Phil Spector.[14] Várias músicas de outros artistas se tornaram sucesso após a gravação do estilo eletrizante da banda, como "Come Together", "Honky Tonk Woman", "I Want to Take You Higher". (do grupo Sly and Family Stone) De fato, um dos maiores sucessos de Ike e Tina foi a regravação da música da banda Creedence Clearwater Revival, em 1968, "Proud Mary". "Proud Mary" foi um grande sucesso comercial, ficando em quarto lugar nas paradas de sucesso em março de 1971.[15]

Quando muitas gravações originais falharam comercialmente, Tina e Ike regravam e as canções viravam sucesso em programas de TV pela atuação, ao vivo, eletrizante de Tina e das "Ikettes". Suas canções incluíam The Rolling Stones, David Bowie, Sly Stone, Janis Joplin, Cher, James Brown, Ray Charles, Elton John e Elvis Presley.[15] Estavam sempre se apresentando em qualquer lugar, em toda parte. Suas turnês eram extensas e cansativas, havia apresentações praticamente todas as noites, em várias cidades dos Estados Unidos, um dia estavam no sul, no outro em Las Vegas e em outro cantavam em um programa de TV. Ike é quem comandava o grupo e dava a palavra final, era o diretor e produtor, até das atuações de Tina Turner no palco. Ike comandava até a conta financeira do grupo e começou a consumir bebidas e drogas. Ele se tornava cada vez mais agressivo e violento com todos integrantes do grupo que acabaram deixando-o. Tina Turner relatou que praticamente durante todo o seu casamento com Ike ela era agredida frequentemente. Ike a acusava pelo fracasso de novas músicas.

Anos 1970[editar | editar código-fonte]

Por volta de 1970, o casamento de Tina Turner foi sofrendo cada vez mais desgaste. Em 1971 Ike e Tina gravaram a música Proud Mary, que foi um grande sucesso rendendo um Grammy. Em 1973 Tina compôs a sua primeira música, Nutbush City Limits, grande sucesso no mundo inteiro. Por causa do uso das drogas, Ike tornava-se cada vez mais agressivo, fisicamente, com Tina. O número de turnês e venda de discos caíram. Apesar do sucesso de Tina Turner durante sua atuação no filme Tommy (em que ela cantou sozinha - sem Ike - Acid Queen). Ike culpava Tina pelo declínio da carreira. Depois de uma briga violenta com Ike poucas horas antes de uma apresentação em Dallas, Tina decidiu deixar Ike, fugindo com trinta e seis centavos de dólar no bolso e um cartão de crédito de um posto de gasolina. Nos meses seguinte, ela se escondeu de Ike em casas de amigos, já que sua família a "abandonou".

Após 18 anos de casamento, Tina se separou de Ike legalmente, exigindo apenas o seu nome artístico, que, segundo ela, lutou muito por ele, não pedindo mais nada em troca, deixando todas as suas roupas e suas jóias a Ike. Para ganhar a vida, Tina decidiu fazer faxina na casa de amigos e partir para carreira solo, com apresentações em alguns programas e quadros de TV, como The Hollywood Squares, Donny and Marie, The Sonny & Cher Comedy Hour.

Carreira solo[editar | editar código-fonte]

A fase obscura (1974 - 1979)[editar | editar código-fonte]

Mesmo vivendo sob as agressões físicas constantes de Ike, Tina decidiu ingressar numa carreira solo, a princípio, paralela com a que construira ao lado do marido. Seu primeiro disco, "Tina Turns The Country On" saiu em 1974 logo após o sucesso de "Nutbush City Limits". Além de compor, Tina agora cantava sem Ike e já estava pronta para seguir o seu caminho. O álbum vendeu bem, chegou a receber uma nomeação ao Grammy na categoria "Melhor Vocal Feminino de R&B" e trazia hits do pop/rock até então como "He Belongs To Me" (Bob Dylan) e "Don't Talk Now" (James Taylor) na voz de uma cantora negra, o que para muitos soava estranho. Não houve muita repercussão, mas as vendas garantiram a escolha da música "The Love That Lights Our Way" como tema do filme "The Autobiography of Miss. Jane Pittman", além de lhe abrir as portas para o universo cinematográfico.

O segundo disco veio juntamente com o sucesso de sua personagem "The Acid Queen" na ópera-rock "Tommy", de 1975. O filme recebeu duas nomeações ao Oscar e garantiu-lhe uma vendagem satisfatória, embora a versão da música composta por Pete Townshend, em seu disco, seja diferente a da versão original lançada na trilha sonora. Entretanto o álbum ainda trouxe composições de Ike Turner e um cover de "Whole Lotta Love", que marcou #61 na categoria R&B da Billboard em 1976. As canções de Ike presentes no álbum eram reflexo do quanto era contraditória qualquer possibilidade de independência almejada pela cantora, mantendo-a presa a aquela situação. Com o fim do casamento, vieram as primeiras tentativas de incursão propriamente dita numa carreira artística, sem a presença de Ike.

Em meio a esse período de transição, o terceiro álbum "Rough" veio em 1978 como fruto da necessidade de Tina em se sentir absolutamente livre, gravando composições de grandes ídolos da música pop (Elton John, Ray Charles) e apresentando, pela primeira vez, uma estratégia comumente usada em seus álbuns posteriores. Mesmo assim fracassou nas vendas, apesar de Tina seguir com ele uma turnê exaustiva e até fazendo shows de graça na tentativa de reconquistar a sua popularidade. Foi uma fase difícil de muito empenho e poucos resultados. Músicas ótimas compunham o álbum (Root, Root Undisputable Rock n' Roller), mas os hits não emplacavam por estarem arraigados aos mesmos estilos influenciados pelo Ike. Era preciso se reciclar com músicas modernas que atingisse em cheio o gosto popular e o carisma dos jovens. Além disso era como se a sombra de Ike estivesse sempre presente, fazendo com que Tina fosse vista pela imprensa como uma cantora decadente à beira dos 40 anos por viver, naquela época, às custas de familiares e amigos sem a separação oficial.

Por fim veio "Love Explosion" no ano de 1979. Já intencionada em seguir tais objetivos de modernização, o álbum apresentou uma produção caprichada que ficou a cargo de Leo Sayer e do egípcio Alec R. Costandinos, na época um dos maiores produtores artísticos da era disco e dono, inclusive, de uma orquestra própria. Um pouco melhor, mas o público não estava convencido ainda, principalmente porque "Love Explosion" trazia as mesmas formulas já bastante desgastadas por outros artistas do ramo nos anos anteriores. O hit "Backstabbers", cover do The O'Jays, fracassou nos charts e fez com que a gravadora vetasse o lançamento do single de "Sunset On Sunset", vendo que os discos encalhavam nas lojas. Era preciso que Tina se retirasse de cena e resolvesse os problemas particulares que ainda a afligiam, como a não-separação oficial de Ike e os problemas financeiros ocasionados pela demora na decisão da justiça em partilhar os bens.

Private Dancer (1983 - 1986)[editar | editar código-fonte]

Tina Turner - 1984.

Foi no início dos anos 1980 que, com a separação oficial declarada, Tina empenhou-se unicamente na tentativa de recuperar o seu sucesso. Em 1982 deu início a turnê Nice 'N' Rough pelos Estados Unidos e investindo na repercussão da música "Givin It Up For Your Love", que mais tarde voltaria a cantar nas turnês "What's Love? Live Tour" e "Wildest Dreams Tour", entre os anos de 1994 a 1997. Em 1983, para ajudar a recuperar sua carreira, o cantor Al Green concedeu a Tina os direitos de cantar "Let's Stay Together", um grande sucesso que lhe valeu a posição #32 no chart da Billboard e que logo saiu em single, imortalizando-se na voz de Tina. Conta Al Green que Tina deu nova roupagem à música e uma introdução (de lenta para rítmica) como ele jamais havia imaginado.

No ano seguinte Tina lançou "Private Dancer", considerado o LP solo mais importante de sua carreira e um dos 50 mais vendidos da história até hoje, um verdadeiro marco dos anos 1980. Durante a turnê promovida pela gravadora Capitol Records Tina vendeu mais de cinco milhões de cópias só nos Estados Unidos, impulsionando hits como a música "Private Dancer" (composta por Mark Knopfler do Dire Straits) (#7), "Better Be Good To Me" (5#), "Show Some Respect" (37#), "I Can't Stand The Rain" (cover de Ann Peebles) (57#), "Help" (40#) (cover dos Beatles numa nova e irreconhecível roupagem) e por último "I Might Have Been Queen" na Europa. O maior sucesso de todos, "What's Love Got To Do With It" (#1) manteve a mesma colocação durante três semanas e resultou em três Grammys. "Better Be Good To Me" ganhou outro Grammy e o álbum concorreu a mais dois Grammys. "Private Dancer" rendeu 5 discos de platina e o clipe da música "What's Love Got To Do With It" rendeu o premio MTV de melhor clipe.

Em 1985 gravou 4 músicas durante uma apresentação no estado de Alabama, o que resultou no VHS intitulado "Private Dancer Live": "It's Only Love" (15#) ao lado de Bryan Adams (composta especialmente para ela), "Tonight" (52#) com David Bowie e com quem dividiu o palco em duas versões de "Let's Dance". Ao investir numa grande turnê, apesar da sua quantidade de compromissos, Tina viu-se obrigada a recusar o papel de Shug Avery no filme "The Color Purple" em que contracenaria ao lado de Oprah Winfrey, mas deu início à composição de sua auto biografia intitulada "I, Tina" em parceria com Kurt Loder, jornalista da revista Rolling Stone e da MTV, e que veio a tornar-se um best-seller no ano seguinte. Ainda em 1985 Tina foi convidada para participar do projeto USA For Africa e juntou-se a outros artistas do momento para uma performance histórica da música "We Are The World", composta por Michael Jackson e Lionel Richie. Em seguida estendeu sua turnê ao Japão e, durante uma apresentação em Tóquio, dividiu o palco com Bruce Springsteen para uma performance de Dancing In The Dark, hit de Bruce que, na época, estourava nas rádios. O encontro resultou no lançamento do album "Tina Turner: Live In Tokyo" em 1986.

Foi durante a premiação no Grammy que Tina recebeu o convite para encarnar a personagem Aunty Entity no épico "Mad Max Beyond Thunderdome" de 1985, e emplacou o hit "We Don't Need Another Hero" na posição #2 da Billboard Hot 100, mantendo-a por várias semanas. No entanto foi "One Of The Living", outro hit seu subsequente ao sucesso fílmico (e que estreou na posição #15 da Billboard) o responsável pelo Grammy que adquirira no ano seguinte. Considerada por muitos como um clássico art-metal, "One Of The Living" foi composta pela mesma Holly Knight de Better Be Good To Me e, posteriormente, The Best. A música "We Don't Need Another Hero" obteve o primeiro lugar em mais de cinco países, concorreu ao Grammy e, mesmo sem levar títulos, ganhou o Globo de Ouro e o prêmio de melhor clip promovido pela MTV em 1986.

Break Every Rule (1986-1989)[editar | editar código-fonte]

Tina Turner e o cantor Eric Clapton em um dueto realizado em 1987.

Em 1986, Tina lança seu sexto álbum solo, "Break Every Rule". O álbum foi outro grande sucesso de venda e, junto com o CD, veio uma grandiosa turnê mundial, tornando-se uma das turnês mais bem sucedidas de todos os tempos. O álbum trouxe o single "Typical Male", que garantiu a segunda posição no ranking "Billboard Hot 100" e a primeira posição no "United World Chart" e uma indicação ao Grammy.Além de Typical Male, o álbum trouxe também os sucessos "What You Get Is What You See" (13#), "Two People" (30# na Billboard, e 3#US AC), "Paradise Is Here" (78#UK) e "Back Were You Started" (9#US Rock) que lhe rendeu o grammy de melhor desempenho vocal feminino em Rock."Break Every Rule" rendeu três discos de platina.

Tina Turner ganhou popularidade por toda Europa. Ela mudou-se para lá permanentemente em 1986, com o seu namorado Erwin Bach, executivo alemão da EMI Records e que mora com a cantora ate hoje. A região escolhida foi em Goldküste (literalmente falando, "A Costa de Ouro"), a maior região exclusiva do distrito de Zurique, Suíça, além de uma casa em Villefrache e em Beverlly Hills.

Durante a turnê "Break Every Rule", Tina Turner entrou para o Guinness Book quando cantou para um enorme público pagante em 1988, no estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro. Mais de 184 mil fãs se reuniram para assistir ao show da cantora. O concerto foi promovido pela Pepsi, que, na época, tinha Tina como garota-propaganda, e foi transmitido ao vivo para todo o planeta.

Em 1988, Tina Turner lançou o álbum "Tina Live in Europe", um cd duplo que trazia apenas músicas ao vivo e seis músicas novas, como uma das músicas mais famosas de sua carreira, "Addicted to Love" (72#), e conquistou o seu oitavo e último Grammy.

Foreign Affair (1989-1991)[editar | editar código-fonte]

Já em 1989, a cantora inova com o seu último álbum daquela década, "Foreign Affair", que vendeu mais de seis milhões de cópias em todo o mundo. O álbum rendeu outras duas indicação ao Grammy como melhor desempenho vocal feminino em Rock.O álbum trouxe "The Best" (15#) também conhecida como Simply The Best, Foreign Affair (33#), I Don't Wanna Lose You (8# US AC) e Look Me In The Heart (4 US AC).As duas músicas que concorreram ao Grammy foram Steamy Windows e Foreign Affair.O álbum recebeu uma nomeação para o Grammy de Melhor Projeto Gráfico, mas não ganhou.Foreign Affair ganhou 2 discos de platina.

Anos 1990-2000[editar | editar código-fonte]

Tina segue com a turnê "Foreign Affair Tour" no verão de 1990. Também grava, no mesmo ano, a canção "Break Through The Barrier" (composta por Andre Cymone e Gardner Cole) para a trilha sonora do filme "Days of Thunder" (Dias de Trovão), com Tom Cruise e Nicole Kidman, e gravou um dueto com o cantor Rod Stewart de "It Takes Two", que seria usada numa propaganda da Pepsi. A canção tornou-se um sucesso no mundo inteiro. Na Europa, alcançou na 5ª posição. Foram 123 shows durante a turnê, sendo 121 na Europa e 02 na Ásia. O último aconteceu no estádio de Nov Ahoy em Rotterdam, no dia 4 de novembro de 1990.O show mais importante aconteceu na Espanha, com o nome de "Do You Want Some Action?".

Em meados dos anos 1990, "The Best" foi tema de três atletas: o lendário boxeador Chris Eubank (que fez uma aparição surpresa ao lado de Tina, no palco, durante a entrega do MOBO Awards), o piloto brasileiro de Fórmula Um Ayrton Senna (que subiu ao palco para abraçar Tina em Adelaide, na Austrália, setembro de 1993, enquanto ela o chamava de "The Best", ou seja, "o melhor"), e a lendária tenista Martina Navrotilova. A canção também promoveu a campanha da competição profissional de futebol na Austrália. A propaganda trouxe muitos interessados aos jogos e, então, Tina foi chamada para cantar o tema na final da competição, e no mesmo ano de 1993. O canal HBO também utilizou a canção, na época, por alguns anos, para os seus comerciais, promovendo os destaques da grade de programação.

Em 1991 lançou a sua primeira coletânea intitulada "Simply the Best", na qual apresentou três novas canções: I Want You Near Me (22#), Way Of The World (13#), Love Thing (29#) e uma nova versão de "Nutbush City Limits" (23#) todas com seus respectivos videoclipes gravados (a versão brasileira da coletânea ainda traz Break Through The Barrier). O álbum rendeu um disco de platina nos Estados Unidos e foi o 31º álbum mais vendido na história da Inglaterra, liderando os dez mais por 154 semanas consecutivas.Ainda em 91, Tina participou do álbum (Two Rooms: Celebrating the Songs of Elton John & Bernie Taupin), com vários cantores, Tina cantou The Bitch Is Back, que lhe rendeu uma indicação ao Grammy.

Baseado em seu best-seller "I, Tina", de 1986, a Disney, em parceria com a Touchstone Pictures, comprou os direitos autorais da obra e transformou-a na superprodução "What's Love Got to Do With It", que conta em detalhes a sua história. Angela Bassett viveu o papel de Tina Turner no longa (Whitney Houston tinha desistido por causa da gravidez, e Halle Berry também fez uma audiência para o papel) e recebeu indicação ao Oscar de Melhor Atriz. Laurence Fishburne interpretou Ike e também recebeu uma nomeação ao Oscar pelo papel. Foram várias premiações, incluindo um American Choreography Award pela documentação histórica e um Globo de Ouro pela melhor performance de uma atriz em um filme musical: Angela Bassett.

Tina retornou ao Top 10 da Billboard Hot 100 com o hit, "I Don't Wanna Fight", tema principal do filme (feito que não conquistava desde 1986 com Typical Male) e que recebeu duas indicações ao Grammy: melhor performance vocal pop feminino e melhor canção especialmente composta para um filme.Além de I Don't Wanna Fight teve também a nova música "Why Must We Wait Until Tonight (39#) e pela primeira vez Tina gravou Disco Inferno (12#).Deu início assim a uma turnê na América do Norte. Transmitida pela FOX nos Estados Unidos até o fim, basicamente a turnê What's Love? Live foi uma espécie de Foreign Affair Tour revisada, com nova lista de canções e novas dançarinas, pois Tina estava devendo uma turnê para os Estados Unidos desde 1988. Foram 72 shows no total, sendo que 63 na América do Norte (EUA), 03 na Austrália e 06 na Europa. O time de dançarinas dessa vez foi composto pelas irmãs Sharon Owens e Karen Owens.

Em 1995 Tina gravou "Goldeneye", música-tema de mais uma produção da saga de James Bond, composta por Bono em parceria com The Edge do U2. O sucesso do filme 007 Contra Goldeneye impulsionou Tina, já com 56 anos, a lançar mais um álbum de inéditas intitulado "Wildest Dreams". Naquele mesmo ano, deu início a turnê mundial "Wildest Dreams World Tour", tornando-se a turnê mundial mais extensiva de uma artista solo feminina na história da música, que arrecadou US$ 220 milhões só na Europa. O vídeo "Tina Turner: Live in Amsterdam" concorreu ao Grammy Awards na categoria Melhor Vídeo de Longa Duração. Foram 250 shows no total, sendo 78 na América do Norte, 150 na Europa, 18 na Austrália, 02 na África e 02 na Ásia. As irmãs Owens continuaram como dançarinas oficiais além de Synthia Davila. Um momento memorável foi o encontro de Tina com Bruce Willis em Paris, no natal de 1996, para juntos cantarem Unfinished Sympathy a uma plateia com mais de 80 mil pessoas. Embora a vendagem nos Estados Unidos não tenha sido boa e o hit Missing You, na Billboard, estreasse na posição #84, "Wildest Dreams" emplacou hits em diversos países da Europa. As músicas "Whatever You Want" e "On Silent Wings" (com participação de Sting) conseguiram se posicionar no top #10 da Inglaterra e França por algumas semanas. No ano seguinte a música "In Your Wildest Dreams"(Em dueto com Barry White), surpreendentemente apareceu na posição #34 da categoria Hot R&B da Billboard, em pleno final de turnê. Nos primeiros meses a cantora Cyndi Lauper, mesmo grávida, deu suporte aos shows.

Em 1997 o pianista da banda Kenny Moore faleceu. Kenny fazia parte da banda desde 1985. Ainda em 1997, a Capitol Records relançou o álbum Private Dancer como Private Dancer: Centenary EMI Edition, trazendo quatro canções só lançadas em singles da época (When I Was Young, I Wrote a Letter, Don't Rush The Good Things e Rock'n' Roll Widow), e versões estendidas das canções What's Love Got To Do Wihh It, Better Be Good To Me e I Can't Stand The Rain.

Dois anos depois, em 1999, Tina gravou "He Lives In You" para o segmento "O Rei Leão 2" dos estúdios Disney.[16] Também se apresentou no VH1 Divas Live '99 em Abril daquele mesmo ano, ao lado de Cher, Whitney Houston, Elton John e Mary J. Blige, além de regravar "Cose Della Vita - Can't Stop Thinking Of You" ao lado de Eros Ramazzotti, autor e intérprete original deste grande sucesso em 1993. Quando Tina recebeu o convite de Eros, compôs ela mesma toda a parte em inglês da música. "Cose Della Vita - Can't Stop Thinking Of You" foi #6 na Inglaterra e #18 nos Estados Unidos. Em um show na Itália, Tina e Eros cantaram juntos "The Best".

O 9º álbum solo de Tina Turner veio em novembro de 1999, chamado "Twenty Four Seven". Foi um CD que emplacou 02 hits apenas: "Whatever You Need" e "When the Heartache Is Over", que ganhou diversas remixagens, chegou ao Top 10 na Europa e garantiu a 3ª posição nos Estados Unidos. Em questão de vendagem não garantiu o mesmo sucesso dos álbuns anteriores, mas a turnê foi considerada a mais cara e bem caprichada de 2000, segundo dados apresentados pela gravadora (a turnê de Michael Jackson ficou em 2º lugar no quesito arrecadação, com US$120 milhões). Mesmo assim foram mais de 1 milhão de cópias vendidas e disco de platina nos Estados Unidos. Junto com o novo álbum, Tina anunciou oficialmente que embarcaria em sua última e maior turnê promocional e que definitivamente, se afastaria dos palcos.[17]

Finalizando em alta, a "Twenty Four Seven World Tour" rendeu aproximadamente US$180 milhões só nos Estados Unidos (todos os shows em estádios tiveram ingressos esgotados e o sucesso obtido veio devido ao preço das entradas, que não eram nada baratas). A turnê passou de 40 para 80 concertos nos EUA completamente esgotados de março à dezembro, transformou-se na quinta maior turnê dos Estados Unidos e recebeu o título de "top-grossing tour" pela imprensa norte-americana. Foram 120 shows no total, sendo 23 na Europa e 95 na América do Norte incluindo o Canadá. Deram suporte a turnê os artistas Barbra Streisand, Plish e 'N Sync. No clima de despedida que estava promovendo, Tina trouxe de volta hits que há décadas não cantava como I Want To Take You Higher e A Fool In Love.

Anos 2000-2013[editar | editar código-fonte]

Tina afastou-se das grandes turnês após seu último lançamento em 2000, mas manteve as aparições em público e colaborações com faixas em outros álbuns. Em 2001, a rodovia principal do estado de Tennesse entre Brownsville e Nutbush teve seu nome mudado para Tina Turner Highway. Após uma longa retirada de férias em Côte D'Azur, na Riviera Francesa, Tina reapareceu em 2003 à convite de Phil Collins e gravou a canção Great Spirits, para o longa-metragem Irmão Urso dos Estúdios Disney,[18] [19] além de participar de uma sessão de fotos vestida de Cleópatra numa revista francesa.

No ano seguinte, em maio de 2004, Tina reapareceu em público no programa francês Star Academy (no canal Tf1 Voix Fabuleuse) para cantar "Proud Mary" ao lado da estudante vencedora Hoda. Meses depois, em setembro de 2004, lançou a sua ainda mais recente coletânea de sucessos intitulado All the Best em 2 CDs, incluindo raridades e canções inéditas. All The Best foi o seu álbum de maior alcance na Billboard 200 até hoje nos Estados Unidos ("Private Dancer" conseguiu a marca de chegar a #3 na época que foi lançado). O álbum trouxe um novo hit, "Open Arms", que não emplacou na Billboard Hot 100 porem alcançou 16# no Adulto contemporâneo dos Estados Unidos mas manteve-se por várias semanas no UK Top 25 entre novembro e dezembro de 2004. Dentre as músicas destacam-se mais duas inéditas: Something Special e Complicated Disaster, que foi #10 na França e 20# na Espanha em janeiro de 2005.

Entre os meses de janeiro a agosto de 2005 Tina deu início a uma pequena turnê do álbum All The Best, apresentando-se em diversos programas de televisão da Europa incluindo Áustria, Franca, Suíça, Dinamarca, Alemanha, Holanda e Inglaterra, cujo encerramento deu-se no auditório privado do Charity Ball na cidade de São Petersburgo, Rússia, em novembro. Também recebeu um título honorário como uma das 25 lendas da música no programa Oprah Winfrey - artista afro-americana que quebrou barreiras através de seu trabalho. No natal do mesmo ano Tina foi homenageada pelo Kennedy Center Honors (no John F. Kennedy Center) na categoria Performing Arts em Washington DC, juntando-se a um grupo de artistas lendários contemporâneos como Aretha Franklin, Quincy Jones, Ray Charles, Little Richard e Chuck Berry. Vários artistas prestaram homenagens a Tina naquela noite: Oprah Winfrey, Melissa Etheridge, Queen Latifah, Al Green e Beyoncé Knowles, numa performance magistral de "Proud Mary". Oprah deu início às apresentações com "We Don't Need Another Hero" e disse: "Nós precisamos de mais heroínas como você, Tina. Graças a você tenho orgulho em soletrar que sou M-U-L-H-E-R", e completou: "Tina não apenas sobreviveu, mas triunfou!".

Em fevereiro de 2006 houve o lançamento oficial do filme Crianças Invisíveis em todo o mundo, sob patrocínio da UNICEF, e Tina colaborou com a trilha sonora do filme ao cantar Teach Me Again ao lado da cantora italiana Elisa Toffoli, alcançando a posição #1 no Top 10 da Itália. Em abril, a NRL (National Rugby League), uma das competições esportivas mais populares da Austrália e Nova Zelândia, anunciou que Tina retornaria como a apresentadora da liga do rugby em 2008 por conta da popularidade de uma campanha que Tina promoveu meses antes.

Surgiu uma série de rumores quanto a sua participação no filme "Casino Royale", onde cantaria o tema oficial composto por David Arnold, fato que foi desmentido em agosto com a confirmação do nome de Chris Cornell. Em outubro de 2006, durante uma entrevista para a revista da Billboard, Guy Chambers, produtor de Robbie Williams, revelou que seu próximo projeto seria o álbum de retorno da Tina Turner às paradas de sucesso. Durante a festa de lançamento do novo filme de James Bond "Casino Royale" em Zurique, dia 16 de novembro de 2006, Tina confirmou as declarações dizendo que já havia gravado várias novas músicas para o novo álbum ainda sem título previsto. Este será o seu primeiro CD de inéditas em 8 anos. Em maio de 2007, Tina retornou aos palcos para um concerto beneficente no auditório do Cauldwell Children's Charity no Museu de História Natural de Londres. Este foi o seu primeiro mega-show em sete anos. No dia seguinte foi noticiado nos jornais do mundo inteiro o seu retorno aos palcos e a declaração dada para a agência ANSA nos bastidores do show: "A sabedoria vem com a idade, especialmente quando se está no nível em que me encontro. Ainda sinto que tenho algo a mais dentro de mim para oferecer, algo muito especial. Poderei ter 90 ou 100 anos, mas direi, 'tenho isso de especial'".

O pianista de jazz Herbie Hancock lançou um novo CD em tributo a sua parceira de longa data, a compositora e cantora Joni Mitchell, intitulado River: The Joni Letters no dia 25 de setembro de 2007, para o qual Tina contribuiu com o seu vocal cantando uma nova versão de "Edith and The Kingpin". No último dia 16 de outubro de 2007, o legendário guitarrista Carlos Santana lançou um álbum de regravações dos seus maiores sucessos intitulado "Últimate Santana", com participação de vários artistas da atualidade e Tina Turner cantando The Game of Love, um grande sucesso na voz de Michelle Branch no verão de 2002.

Em 2008, na Edição de 50 Anos do Grammy Awards, Tina Turner voltou aos olhos do grande público e fez uma apresentação histórica. Cher introduziu a performance, descrevendo-a como sua grande "heroína e amiga". Aos 68 anos, Tina demonstrou muito pique e disposição e muita potência vocal. Interpretou os hits "What's Love Got To Do With It", "Better Be Good To Me" e "Proud Mary", esta última em um dueto com a sua admiradora Beyoncé.[1] [20] Sendo considerada uma das melhores performances da noite.[21] O vídeo da apresentação, em poucas horas no ar, ficou em #4 entre os mais vistos da semana no Youtube. Após sua participação no grammy, houve especulações envolvendo a também cantora Aretha Franklin, a mesma afirma ter ficado magoada com própria Beyoncé e produção do grammy por Beyoncé ter se referido a Tina Turner como 'the queen' título atribuído a cantora. Tina Turner em entrevista a uma rádio americana comentou que Aretha Franklin deveria ter um ego muito grande para pensar que naquela noite ela era a única rainha, e que talvez fosse 'a rainha do soul' e Tina a rainha do 'rock n'roll'. 12 Horas apos o grammy, Tina fez uma performance na Rússia, onde cantou nove de seus grandes sucessos, abrindo o show com Private Dancer, para um público de nove mil pessoas e para o presidente da Rússia.

No dia 26 de abril de 2008, durante gravação do especial para o programa de TV de Oprah Winfrey, Tina Turner revelou que estava de volta com nova turnê,[22] [23] tendo início em 1 de outubro de 2008, na cidade Kansas, Estados Unidos.[24] [25] No final do ano, a turnê já havia rendido cerca de 47,7 milhões de dólares, entrando para o top 10 das turnês que mais arrecadaram naquele ano.[26] [27] Também, no mesmo ano, foi lançado no dia 13 de setembro uma coletânea contendo duas músicas inéditas: I'm Ready e It Would Be A Crime. [28]

Em 12 setembro de 2010 faleceu a irmã mais velha de Tina Turner, aos 73 anos. O tabloide National Enquired, anunciou o falecimento mas não divulgou as causa da morte de Alline Bullock. Segundo o tabloide, Tina Turner voou imediatamente para o Hospital de Los Angeles onde chegou algumas horas antes do falecimento da irmã mais velha. Alline ajudou em algumas composições e na educação dos filhos de Tina durante gravações e nunca perderam contato de fato uma com a outra. Milhares de fãs de Tina Turner enviaram mensagem de 'condolências' a rainha do Rock.

Em abril de 2013 Tina voltou aos olhos do publico com graça e elegância na capa da revista Vogue, superando Meryl Streep como mulher mais velha a posar para a Vogue Magazine, o ensaio surpreendeu até mesmo os fãs, reforçando mais uma vez que o brilho e energia de Tina ainda estão latentes na Rainha do Rock. No início de maio deste mesmo ano Tina tornou-se oficialmente cidadã suíça após morar 17 anos no país; todavia, a maior surpresa do publico foi ao saber que Tina, aos 73 anos, anunciou o seu segundo casamento com o produtor e acionista da EMI Records Erwin Bach após mais de 20 anos de namoro. A cerimónia aconteceu em grande estilo no Château Algonquin, propriedade particular da cantora, em 21 de julho de 2013 a qual contou com pétalas de rosas jogadas por helicópteros além do vestido desenhado por Giorgio Armani especialmente para a amiga, dentre os convidados estavam Oprah Winfrey, Bryan Adams e Giorgio Armani. Para 2014 Turner prepara o novo disco do projeto Beyond iniciado em 2009 ao lado de Regula Curti e Dechen Shak-Dagsay.

Discografia[editar | editar código-fonte]

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Singles[editar | editar código-fonte]

  • 1960: "I Idolize You (R&B #5, US # 82)
  • 1960: "A Fool in Love" (R&B #2, US #27)
  • 1961: "It's Gonna Work Out Fine" (R&B #2, US #14)
  • 1962: "Poor Fool" (R&B #4, US #38)
  • 1962: "Tra La La La La" (R&B #9, US #50)
  • 1962: "You Should'a Treated Me Right (US #89)
  • 1964: "I Can't Believe What You Say (For Seeing What You Do)" (US #95)
  • 1966: "River Deep - Mountain High" (US #88, UK #6)
  • 1968: "So Fine" (R&B #50)
  • 1969: "I'm Gonna Do All I Can (To Do Right By My Man)" (US #98)
  • 1969: "I've Been Loving You Too Long" (R&B #23, US #68)
  • 1969: "The Hunter" (R&B #37, US #93)
  • 1970: "Bold Soul Sister" (R&B #22, US #59)
  • 1970: "Come Together" (R&B #21, US #57)
  • 1970: "I Want to Take You Higher" (R&B #25, US #34)
  • 1970: "Workin' Together" (R&B #41)
  • 1971: "I'm Yours (Use Me Anyway You Wanna)" (R&B #47)
  • 1971: "Ooh Poo Pah Doo" (R&B #31, US #60)
  • 1971: "Proud Mary" (R&B #5, US #4)
  • 1972: "Up In Heah (US #83)
  • 1973: "Early One Morning" (R&B #47)
  • 1974: "Sexy Ida (Part 1)" (R&B #29, US #65)
  • 1974: "Sweet Rhode Island Red" (R&B #43)
  • 1975: "Baby-Get It On" (R&B #31, US #88)
  • 1975: "Whole Lotta Love" #61 R&B
  • 1975: "Acid Queen"
  • 1978: "Root Toot, Undisputable Rock & Roller"
  • 1978: "Sometimes When We Touch"
  • 1979: "Backstabbers"
  • 1982: "Ball Of Confusion"
  • 1983: "Let's Stay Together" #3 R&B, #26 EUA, #6 UK
  • 1984: "Help" #40 UK
  • 1984: "What's Love Got to Do with It?" #2 R&B, #1 (3 semanas) EUA, #3 UK
  • 1984: "Better Be Good to Me" #6 R&B, #5 U.S., #45 UK
  • 1985: "Private Dancer" #3 R&B, #7 U.S., #26 UK
  • 1985: "I Can't Stand The Rain" #57 UK
  • 1985: "Show Some Respect" #50 R&B, #37 U.S.
  • 1985: "We Don't Need Another Hero (Thunderdome)" #3 R&B, #2 U.S., #3 UK
  • 1985: "One Of The Living" #41 R&B, #15 U.S., #55 UK
  • 1985: "It's Only Love" (com Bryan Adams) #15 U.S., #29 UK
  • 1986: "Typical Male" #3 R&B, #2 U.S., #33 UK
  • 1986: "Two People" #18 R&B, #30 U.S., #43 UK
  • 1987: "What You Get Is What You See" #13 U.S., #30 UK
  • 1987: "Break Every Rule" #74 U.S., #43 UK
  • 1987: "Girls" #14 Poland, 16# Netherlands
  • 1987: "Tearing Us Apart" (com Eric Clapton) #56 UK
  • 1987: "Paradise Is Here"
  • 1987: "Afterglow" #5 Club
  • 1988: "Addicted To Love" #71 UK
  • 1989: "The Best" #6 U.S., #5 UK
  • 1989: "I Don't Wanna Lose You" #8 UK
  • 1989: "Steamy Windows" #39 U.S., #13 UK
  • 1990: "Look Me In The Heart" #31 UK
  • 1990: "Foreign Affair" #33 US HOT 100
  • 1990: "Be Tender With Me Baby" #28 UK
  • 1990: "It Takes Two" (with Rod Stewart) #5 UK
  • 1991: "Nutbush City Limits" #23 UK
  • 1991: "Way Of The World" #13 UK
  • 1992: "Love Thing" #29 UK
  • 1992: "I Want You Near Me" #22 UK
  • 1993: "I Don't Wanna Fight" #51 R&B, #9 U.S., #7 UK
  • 1993: "Disco Inferno" #12 UK
  • 1993: "Why Must We Wait Until Tonight" #103 R&B, #39 U.S., #16 UK
  • 1995: "GoldenEye" #89 R&B, #102 U.S., #10 UK
  • 1996: "Whatever You Want" #23 UK
  • 1996: "On Silent Wings" #13 UK
  • 1996: "Missing You" #84 U.S., #12 UK
  • 1996: "Something Beautiful Remains" #27 UK
  • 1996: "In Your Wildest Dreams" (com Barry White) #34 R&B, #101 U.S., #32 UK
  • 1998: "Cose Della Vita" (com Eros Ramazzotti) #6 EUROPA TOP 100, 18# HOT LATIN TRACKS
  • 1999: "When the Heartache Is Over" #3 U.S. DANCE/CLUB PLAY, #10 UK
  • 2000: "Whatever You Need" #27 UK
  • 2000: "Don't Leave Me This Way"
  • 2004: "Open Arms" #70 R&B, #25 UK
  • 2006: "Teach Me Again" (with Elisa) #1 Italy
  • 2008: "I'm Ready"

Tours[editar | editar código-fonte]

Ano Turnê Álbum
1978 "Wild Lady Of Rock Tour" Album: "Rough"
1982 "Nice 'N' Rough Tour" Album: "Love Explosion"
1984 "Private Dancer Tour" Album: "Private Dancer"
1987 "Break Every Rule Tour" Album: "Break Every Rule"
1990 "Foreign Affair Tour" Album: "Foreign Affair"
1993 "What's Love? Tour" Album: "What's Love Got to Do with It"
1996 "Wildest Dreams Tour" Album: "Wildest Dreams"
2000 "Twenty Four Seven Tour" Album: "Twenty Four Seven"
2005 "All The Best - European Tour" Album: "All The Best"
2008 "Tina! 50th Anniversary Tour" Album: "Tina!"

Videografia[editar | editar código-fonte]

Grammy Awards[editar | editar código-fonte]

Grammy
Ano Premiação Categoria Resultado
1961 "It's Gonna Work Out Fine" Best Rock Performance by a Duo or Group with Vocal
Com: Ike Turner
Indicação
1969 "The Hunter (Album)" Best Female R&B Vocal Performance Indicação
1971 "Proud Mary" Best R&B Performance by a Duo or Group with Vocal
Com: Ike Turner
Venceu
1974 "Tina Turns The Country On! (album)" Best Female R&B Vocal Performance Indicação
"The Gospel According To Ike and Tina" Best Soul Gospel Performance
Com: Ike Turner
Indicação
1984 "What's Love Got To Do With It" Record of the Year Venceu
"Private Dancer" Album Of The Year Indicação
"What's Love Got To Do With It" Best Female Pop Vocal Performance Venceu'
"Better Be Good To Me" Best Female Rock Vocal Performance Venceu
"Let's Stay Together" Best Female R&B Vocal Performance Indicação
1985 "We Don't Need Another Hero (Thunderdome)" Best Female Pop Vocal Performance Indicação
"One Of The Living" Best Female Rock Vocal Performance Venceu
"It's Only Love" Best Rock Performance by a Duo or Group with Vocal
Com: Bryan Adams
Indicação
"Private Dancer" Best Music Video, Short Form Indicação
"Private Dancer Tour" Best Music Video, Long Form Indicação
1986 "Typical Male" Best Female Pop Vocal Performance Indicação
"Back Where You Started" Best Female Rock Vocal Performance Venceu
1987 "Better Be Good To Me (Live from Prince's Trust 10th Anniversary)" Best Female Rock Vocal Performance Indicação
1988 "Tina Live in Europe" Best Female Rock Vocal Performance Venceu
1989 "Foreign Affair (album)" Best Female Rock Vocal Performance Indicação
1990 "Steamy windows" Best Female Rock Vocal Performance Indicação
1992 "The Bitch is Back" Best Female Rock Vocal Performance Indicação
1993 "I Don't Wanna Fight" Best Female Pop Vocal Performance Indicação
1997 "Live in Amsterdam" Best Music Video, Long Form Indicação
1999 "River Deep - Mountain High" Category Hall of Fame Venceu
2003 "Proud Mary" Category Hall of Fame Venceu
2008 "River: The Joni Letters (Herbie Hancock Album)" Album Of The Year
Com: Herbie Hancock
Venceu

Filmografia[editar | editar código-fonte]

Filme
Ano Filme Personagem Observações
1971 Taking Off Ela mesma Filme dirigido por Milos Forman. Participação especial. Dur.: 93 min.
1975 Tommy The Acid Queen Filme baseado na ópera-rock de Pete Townshend (The Who). Dur.: 111 min.
1978 Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band Our Guests at Heartland Filme produzido por Robert Stigwood homenageando os Beatles. Dur.: 113 min.
1985 Mad Max Beyond Thunderdome Auntie Entity Prêmio (1986) - NAACP Image Award for Outstanding Actress in a Motion Picture. Dur. 107 min.
1993 What's Love Got to Do with It Ela mesma A voz por trás de Angela Bassett em registros gravados. Dur.: 118 min.
Last Action Hero Prefeita de Los Angeles Filme protagonizado por Arnold Schwarzenegger. Dur.: 130 min.
2004 The Goddess Shakti Filme inédito. Produzido por Ismail Merchant e James Ivory.[29]
Televisão
Ano Filme Personagem Observações
1966 The Big T.N.T. Show Ela mesma
1970 It's Your Thing Ela mesma Documentário
Gimme Shelter Ela mesma Filme-documentário produzido pelos Rolling Stones.
1971 Soul To Soul Ela mesma Documentário dirigido por Denis Sanders. Dur.: 96 min.
1972 CS Blues Ela mesma Documentário (não lançado)
1993 Girl from Nutbush Ela mesma Documentário dirigido por Chris Cowey. Dur.:103 min.
2000 Ally McBeal Ela mesma Breve aparição
Episódio: "The Oddball Parade"

Versões[editar | editar código-fonte]

Ano Título Cantora Álbum
1967 "Gostaria de saber (River Deep - Mountain High)" Wanderléa "Wanderlea 1967"
1988 "Não Quero Mais Assim (Typical Male)" Sandra de Sá "Romance da Empregada" OST
1988 "Vício Fatal (Let's Stay Together)" Rosana "Vício Fatal (Ao Vivo)"
1996 "Paradise is Here" Cher "It's a Man's World"

Referências

  1. a b Redação Folha Online (Jornal Folha de S. Paulo 10 de maio de 2008). Tina Turner diz que Sophia Loren a incentivou a fazer turnê. Visitado em julho de 2010.
  2. diariodigital.pt. Tina Turner vai casar este domingo numa cerimónia budista 16-7-2013. Visitado em 16-7-2013.
  3. Hegde, Prajwal (The Times of India Newspapers, 23 de junho de 2010). Venus switches from illusion to Tina Turner (em inglês). Visitado em julho de 2010.
  4. Sherwin, Adam (Times Newspapers, 3 de março de 2009). People: Liam Gallagher, Tina Turner and Leona Lewis (em inglês). Visitado em julho de 2010.
  5. The John F. Kennedy Center for the Performing Arts. Tina Turner (em inglês). Visitado em julho de 2010.
  6. MTV. Tina Turner Full Biografy (em inglês). Visitado em julho de 2010.
  7. EFE (Portal G1, 12 de dezembro de 2007). Morre Ike Turner, lenda musical e ex-marido de Tina Turner. Visitado em julho de 2010.
  8. International Tina Turner Fanclub. Tina Biography (em inglês). Visitado em julho de 2010.
  9. Theroux, Louis (The Sun, 15 de dezembro de 2007). Ike Turner was simply the worst (em inglês). Visitado em julho de 2010.
  10. [[1]]
  11. The Biography Channel. Tina Turner Biography (em inglês). Visitado em julho de 2010.
  12. Ribeiro, Márcio (15 de março de 2002). Jackie Brenston e seu Foguete 88. Visitado em julho de 2010.
  13. ikeandtinaturner.com. The Ikettes (em inglês). Visitado em julho de 2010.
  14. Serjeant, Jill (Jornal Estadão, 13 de abril de 2009). Phil Spector é condenado por homicídio doloso. Visitado em julho de 2010.
  15. a b CMT. The Ikettes Biography (em inglês). Visitado em julho de 2010.
  16. Tina Turner.co.uk. Tina Turner News From 2004 (em inglês). Visitado em julho de 2010.
  17. BBC News (28 de outubro de 1999). Tina's final world tour (em inglês). Visitado em julho de 2010.
  18. Jornal Estadão (3 de outubro de 2003). Aposentada dos palcos, Tina Turner volta a gravar (em inglês). Visitado em julho de 2010.
  19. Mathews, Jack (24 de outubro de 2003). Brother where is your charm? (em inglês). Visitado em julho de 2010.
  20. Guardian Journal (11 de fevereiro de 2009). Grammy Awards 2008 (em inglês). Visitado em julho de 2010.
  21. NY Daily News (23 de janeiro de 2008). Beyonce & Tina duet for Grammys (em inglês). Visitado em julho de 2010.
  22. Oprah.com. The Oprah Winfrey Show To Tape in Las Vegas with Tina Turner and Cher (em inglês). Visitado em julho de 2010.
  23. GNT. Cher e Tina Turner cantam juntas na Oprah (em inglês). Visitado em julho de 2010.
  24. Redação EGO (2 de outubro de 2008). Tina Turner começa turnê com o mesmo cabelo repicadão e modelito ousado. Visitado em julho de 2010.
  25. CBC News (1 de maio de 2008). Tina Turner to rock out of retirement for new tour (em inglês). Visitado em julho de 2010.
  26. Portal G1 (29 de dezembro de 2008). Turnê de Madonna na América do Norte é a mais rentável de 2008. Visitado em julho de 2010.
  27. Portal G1 (26 de janeiro de 2010). 'Outra turnê mundial? Pode ser', diz Tina Turner. Visitado em julho de 2010.
  28. Portal G1 (15 de agosto de 2008). Tina Turner grava novas músicas para coletânea. Visitado em julho de 2010.
  29. BBC News (9 de março de 2004). Protest at Tina Turner Hindu role (em inglês). Visitado em julho de 2010.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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