Tintin au Congo
| Tintin au Congo | |||||
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| 2º Álbum da série regular | |||||
Edição em cores de 1946 |
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| País de origem | |||||
| Língua de origem | Francês | ||||
| Editor | Casterman | ||||
| Colecção | Les aventures de Tintin | ||||
| Primeira edição | 1931 (p&b) 1946 (cor) |
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| Numero de páginas | 115 (p&b) 62 (cor) |
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| Primeira publicação | Le Petit Vingtième de 5 de junho de 1930 a 11 de junho de 1931 | ||||
| Género(s) | BD Franco-Belga | ||||
| Autor | Hergé | ||||
| Tema | Aventura | ||||
| Personagens principais | Tintim Milu |
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| Local da acção | Congo belga | ||||
| Época da acção | 1929-1930 | ||||
| Título em português | Tintim no Congo | ||||
| Colecção | As Aventuras de Tintim | ||||
| Outros títulos | Tintim na África | ||||
| Títulos da série regular | |||||
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| Projecto Banda desenhada · Portal da Banda desenhada |
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Tintin au Congo (Tintim no Congo ou Tintim na África, como editado em português) é um álbum da série de banda desenhada As Aventuras de Tintim, produzida pelo belga Georges Rémi Hergé, e lançado em 1931.
Índice |
Sinopse[editar]
Tintim é enviado ao Congo, a grande colônia belga da época. Uma série de peripécias o levam ao reino de Babaoro'm, onde ele torna-se o feiticeiro nomeado. Por um jogo de cincunstâncias, ele se encontra confrontado com um bando de gângsters afiliados a Al Capone, que quer controlar a produção de diamantes. Naturalmente, ele consegue os deter e deixa o país pouco depois.
Análise[editar]
Em 1930, o Congo representava um Eldorado para a Bélgica. O Congo, oitenta vezes maior que o país que o colonizava, tinha um subsolo extremamente rico. Nessa época, faltava mão-de-obra. Por conseguinte, Hergé devia fazer uma propaganda deste país.
A história foi publicada de 5 de junho de 1930 a 11 de junho de 1931, no Le Petit Vingtième, suplemento infantil do jornal Le Vingtième Siècle. Foi publicada como álbum em preto-e-branco em 1931, primeiramente pelas Editions du Petit Vingtième, depois republicado pelas Editions Casterman, que tomaram a publicação das Aventuras de Tintim com exclusividade.
Na modificação do álbum em julho de 1946, Hergé redesenha quase toda a aventura. Ele a colore, reduz de 110 páginas à 62 (padrão dos álbuns de Tintim) e altera a ideologia colonialista do álbum. Assim, a lição geográfica e histórica que dava Tintim num determinado trecho do livro, sobre "Vossa pátria, a Bélgica" encontrou-se substituída por uma lição de matemática. Hergé melhora as decorações, corta algumas partes e altera os diálogos para torná-los mais vivos. Os charutos do faraó e Tintim na América também foram redesenhados antes de serem coloridos.
Hergé afirmou mais tarde que para a criação de Tintim no Congo, da mesma maneira que para Tintim no país dos sovietes, ele vivia num meio cheio de preconceitos. De outro modo, a particularidade de Tintin no Congo é que o álbum é cheio de estereótipos da visão do Congo pelos europeus daquela época. Ele afirmou:
"Da mesma maneira quando desenhei Tintim no país dos sovietes, ao desenhar Tintim no Congo estava alimentado de preconceitos do meio burguês no qual vivia... Era 1930. Conhecia deste país apenas o que as pessoas contavam na época: 'os negros são grandes crianças, felizmente estamos lá!', etc. E desenhei os africanos de acordo com estes critérios, de puro espírito paternalista, que era o da época na Bélgica".
Em julho de 2007, a Comissão Britânica para a Igualdade das Raças (British Commission on Racial Equality)) acusou o livro Tintim no Congo, lançado no Brasil como Tintim na África, de conter propósitos racistas e pediu sua retirada de circulação. No livro, os congoleses são selvagens preguiçosos, que falam errado o francês. Na França, grupos anti-racismo pediram que fosse incluído um aviso de que a obra contém "certos estereótipos raciais de época que podem chocar os leitores de hoje". O autor, que lançou as tiras em 1930 e 1931, reconheceu que elas refletiam o pensamento "calvinista e burguês", e defendeu que a obra fosse lida "em seu contexto histórico".
Personagens[editar]
Aparece na página 5. Ele é enviado por Gibbons para suprimir Tintim. Ele é "o vilão" do álbum, mas não conseguirá efetuar sua missão. Ele é devorado por crocodilos na página 48.
- Coco
Aparece na página 11. Ele guia Tintim durante sua aventura e lhe salva a vida.
- O Rei dos Babaoro'm
Aparece na página 21.Pede à Tintin que vá à caça ao leão.
- Muganga
Aparece na página 24. É o feiticeiro de Babaoro'm. Fica com inveja de Tintim. Com Tom, ele tentara se livrar do repórter.
- O Missionário
Aparece na página 34. Ele salva Tintim dos crocodilos.
- Jimmy Mac Duff
Aparece na página 38. É fornecedor de animais para os jardins zoológicos europeus.
- Gibbons
Aparece na página 51. É o patrão de Tom. Recebeu de Al Capone a ordem de matar Tintim.
Citações[editar]
- Os Dupondt : "Parece ser um jovem repórter que parte para a África"
- Dois negros brigam por um chapéu : "O branco (Tintim) é muito justo! Deu a metade do chapéu a cada um"