Titãs (banda)

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
NoFonti.svg
Este artigo ou se(c)ção cita fontes fiáveis e independentes, mas que não cobrem todo o conteúdo. Por favor, adicione mais referências e insira-as corretamente no texto ou no rodapé. Material sem fontes poderá ser removido.
Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico)
Titãs
Formação atual, 2013
Informação geral
Origem São Paulo, SP
País  Brasil
Gênero(s) Punk rock, pós-punk, rock alternativo, pop rock
Período em atividade 1982 – presente
Gravadora(s) Warner Music,[1] Abril Music, BMG, Sony BMG Music Entertainment, Arsenal Music, Titãs - Diversão e Arte/Universal Music, Som Livre
Página oficial www.titas.net
Integrantes Branco Mello
Paulo Miklos
Sérgio Britto
Tony Bellotto

Músico convidado:
Mário Fabre

Ex-integrantes Ciro Pessoa
André Jung
Arnaldo Antunes
Marcelo Fromer (falecido)
Nando Reis
Charles Gavin

Ex integrantes de Apoio:
Emerson Villani
Lee Marcucci
André Fonseca
Marco Lobo

Titãs é uma banda de rock brasileira formada em São Paulo, em 1982. Ativa há 32 anos, tornou-se uma das quatro maiores bandas do BRock, ao lado de Legião Urbana, Os Paralamas do Sucesso e Barão Vermelho. Algumas de suas músicas de maior sucesso são Sonífera Ilha, Flores, Polícia, Família, Comida, O Pulso, Go Back, Domingo, Enquanto Houver Sol, Homem Primata, Bichos Escrotos, Cabeça Dinossauro, Pra Dizer Adeus, Marvin, É preciso saber viver, Epitáfio, Diversão, Porque Eu Sei Que é Amor e Televisão.

História[editar | editar código-fonte]

Formação e primeiros trabalhos[editar | editar código-fonte]

A maioria dos integrantes da banda se conheceu no Colégio Equipe, em São Paulo, no final da década de 1970 e, a partir de uma apresentação na Biblioteca Mário de Andrade no ano de 1981, passaram a fazer shows em várias casas noturnas da cidade, com o nome "Titãs do iê-iê".

Antes do surgimento dos "Titãs do iê-iê", os integrantes da banda já tocavam em vários grupos. Arnaldo Antunes e Paulo Miklos eram parte da banda Performática; Nando Reis era percussionista da banda Sossega Leão; Branco Mello, Marcelo Fromer e Tony Bellotto formavam o Trio Mamão e as Mamonetes, que chegou a se apresentar na televisão, num programa em que Wilson Simonal, após a apresentação dos 3 garotos, disse que eles precisavam evoluir, e que tinham um gosto mais moderno. Sérgio Britto e Marcelo Fromer também chegaram a se apresentar como calouros no programa do Chacrinha, sendo "gongados" cantando a música "Eu Também Quero Beijar", sucesso de Pepeu Gomes.

O primeiro show dos ainda "Titãs do iê-iê" ocorreu no dia 28 de setembro de 1982, no SESC Pompeia, descrito pelo hoje baixista e vocalista da banda Branco Mello como uma "sessão maldita", pois teria começado muito tarde, após a meia-noite. No início, a banda contava com visual extravagante, com penteados estranhos, maquiagens e ternos coloridos e gravatas de bolinhas. Além disso, a primeira formação contava com 9 integrantes, sendo eles Arnaldo Antunes, Branco Mello, Marcelo Fromer, Nando Reis, Paulo Miklos, Sérgio Britto, Tony Belloto, Ciro Pessoa e André Jung, dos quais 6 deles eram vocalistas. Arnaldo, Ciro e Branco eram apenas vocalistas. Sérgio Britto cantava e tocava teclado em algumas músicas. Paulo Miklos e Nando Reis se revezavam no baixo e cantavam, Tony e Marcelo tocavam guitarra e violão respectivamente e André Jung tocava bateria.

O primeiro álbum[editar | editar código-fonte]

Em 1984, Ciro Pessoa é excluído da banda por desentendimentos com o baterista André Jung. Logo depois, assinam com a gravadora WEA e gravam seu primeiro disco, agora com o nome oficial de Titãs, retirando o iê-iê, que causava problemas na fala de apresentadores de rádio e casas de show, pois sempre era confundido com Iê-Iê-Iê, vertente da qual se originou a Jovem Guarda.

Nesse disco homônimo estão grandes sucessos da banda como "Sonífera Ilha", que foi em 1984 a música mais tocada nas rádios brasileiras, rendendo à banda diversas apresentações em programas do Raul Gil e Chacrinha.

Nesse mesmo disco, os Titãs colocaram nas rádios a música "Toda Cor", além de uma das mais importantes da história da banda: "Marvin". Embora ela faça parte desse disco, não fez sucesso naquele momento, fato que ocorreria quatro anos mais tarde, quando os Titãs lançaram uma versão mais técnica e melhorada da música. O mesmo fato aconteceria com outra faixa do disco, Go Back.

Sai André Jung, entra Charles Gavin[editar | editar código-fonte]

Após um show no Rio de Janeiro, no final de 1984, os Titãs decidiram substituir o baterista André Jung por Charles Gavin. Há tempos a banda não estava satisfeita com a forma com que André tocava e, conforme a insatisfação com ele aumentava, crescia também a admiração por Charles Gavin, baterista que estava naquele momento ensaiando com o RPM, e que também já tinha feito parte do grupo Ira!. A notícia de que seria substituído na banda não agradou André, pois ele pretendia passar o ano novo com sua namorada no Rio de Janeiro e celebrar o sucesso da canção "Sonífera Ilha". Com a decisão da banda, André voltou para São Paulo e dois dias depois entrou para o grupo Ira!. Outro músico que não ficou satisfeito foi Paulo Ricardo, que descobriu que Charles Gavin tinha saído do RPM ao assistir um programa de TV, que mostrava a preparação do Titãs para um show, já com Charles entre seus integrantes. Este fato deixou um clima tenso entre o baixista e vocalista do RPM e o novo baterista dos Titãs.

O disco Televisão[editar | editar código-fonte]

Os Titãs gravaram seu segundo disco em 1985, Televisão, produzido por Lulu Santos. O disco serviu para colocar a faixa-título nas rádios, além das músicas Insensível, O Homem Cinza, Massacre e Dona Nenê. A banda ainda não conseguia colocar no disco todo o peso que tinha no palco e, além disso, a produção de Lulu Santos não agradou muito ao octeto. A ideia do LP, de que cada faixa representasse um canal televisivo, também contribuiu para o fato de que o disco não tivesse uma unidade maior. As vendas foram bastante modestas. Cerca de 25 mil exemplares foram vendidos.

Chegada ao estrelato[editar | editar código-fonte]

Em novembro de 1985, Tony Bellotto e Arnaldo Antunes foram presos (o primeiro por porte e o segundo por porte e tráfico de heroína). Bellotto foi libertado sob fiança. Arnaldo Antunes, por sua vez, permaneceu atrás das grades por mais tempo, sendo libertado após um mês. O episódio teve um grande impacto na banda. Ofertas de shows escassearam e os Titãs perderam sua aura de "inocência" diante da mídia.

Após esses acontecimentos, os Titãs entraram novamente em estúdio, cuja principal mudança veio na parte da produção do disco, que ficou a cargo de Liminha, o principal produtor da época. As relações entre a banda e o produtor não eram das melhores, devido a uma declaração de Branco Mello de 1985 em que dizia que "todos os discos que Liminha produzia pareciam iguais" e também "que era bom mesmo que Liminha não produzisse a banda". O produtor, ao saber disso, não perdeu a chance de jogar as declarações na cara da própria banda, antes de aceitar assumir o projeto. Após o mal-entendido, o grupo e o produtor iniciaram uma grande parceira, que também se repetiria nos próximos três discos da banda. Liminha conseguiu fazer com que a banda colocasse em disco todo o peso dos shows. Também foi o primeiro produtor que realmente teve coragem de sugerir mudanças em algumas faixas, coisa que até aquele momento a banda não aceitava.

Em junho de 1986 é lançado o terceiro álbum da banda, Cabeça dinossauro. O disco mostrou a banda com uma sonoridade mais agressiva, visto as influências da cultura punk em letras contundentes que não poupavam as principais instituições da sociedade brasileira ("Estado violência", "Polícia", "Família" e "Igreja"). A canção "Igreja" chegou a causar discordância na banda: enquanto a maior parte dos integrantes considerava a canção genial, Arnaldo Antunes não se sentia bem com os versos "Eu não gosto de padre, eu não gosto de madre, eu não gosto de frei... Eu não entro na igreja, não tenho religião...". Também havia divergências religiosas entre dois integrantes: Arnaldo sempre declarou acreditar em Deus, ao contrário do baixista Nando Reis (autor da canção), que sempre se declarou ateu. Devido a isso, sempre que a canção era tocada, o vocalista se retirava do palco, em um silencioso protesto.

Devido ao tom agressivo, Cabeça dinossauro foi praticamente barrado nas rádios e na televisão, porém a situação começava a mudar. Após um começo de turnê desapontador (shows para 30 ou menos pessoas), as apresentações cada vez mais agressivas passaram a atrair milhares de pessoas. O marketing espontâneo não demorou muito e, por fim, os Titãs ganharam seu primeiro disco de ouro. Sem outra alternativa, as emissoras se renderam ao sucesso e começaram a tocar. Algumas se davam ao luxo de pagar multas para tocar as faixas censuradas, como "Bichos Escrotos".

Um novo caminho[editar | editar código-fonte]

"Cabeça Dinossauro" abriu várias portas para os Titãs. Além do aumento do número de shows, do cachê e da atenção da mídia em cima do trabalho do grupo, a última faixa do disco abriu portas para uma nova sonoridade que seria muito utilizada no disco seguinte da banda. "O quê?", 13ª faixa do álbum, foi gravada de forma diferente das demais do disco. Nela foram utilizados samplers, além de bateria eletrônica. Sua gravação durou uma semana, e o resultado agradou tanto à banda quanto aos fãs.

No centro das atenções[editar | editar código-fonte]

Era dessa forma que os Titãs estavam no ano de 1987. O último disco era aclamado por público, crítica e artistas de várias estirpes da música, como Caetano Veloso e Legião Urbana.

A glória e a descoberta de novos caminhos sonoros estimulou a banda a entrar em estúdio para gravar seu 4º disco, Jesus não tem dentes no país dos banguelas. Curiosidade: os lados A e B do LP foram batizados de Lado J e Lado T, para que o público não ouvisse automaticamente o lado onde estariam apenas os grandes sucessos. A utilização de samplers e bateria eletrônica foi constante nas primeiras 7 faixas do disco, causando grande revolução sonora. Dentre as faixas, destacam-se a faixa-título, Diversão, Corações e mentes e Comida, enquanto as outras seguiam a linha ditada pelo disco anterior, como em Lugar Nenhum, Nome aos Bois e Desordem.

O disco seguiu o ritmo de vendas do disco anterior, e colocou de vez os Titãs entre as grandes bandas nacionais, graças ao sucesso da parceria com Liminha. O produtor chegou a ser considerado o "9º titã", devido às participações em shows do grupo paulista.

Após algumas apresentações internacionais, a banda gravou ao vivo uma seleção de músicas antigas e lançou o álbum "Go Back", em 1988.

O auge da parceria Titãs-Liminha consolidou-se em "Õ Blésq Blom", lançado em setembro de 1989, uma das produções mais populares até então. Seus principais sucessos eram "Miséria", "Flores", "O Pulso" e "32 Dentes". Um dos destaques curiosos deste trabalho foi a participação especial do casal de repentistas pernambucanos Mauro e Quitéria, descobertos pela banda numa praia de Recife.

As primeiras mudanças[editar | editar código-fonte]

Lançado em 1991, na baixa do mercado fonográfico brasileiro oriunda da crise econômica do governo Fernando Collor de Mello, "Tudo ao Mesmo Tempo Agora" foi um baque para os críticos, defensores incondicionais da banda.

O disco marca uma retomada da estética de "Cabeça Dinossauro", no entanto mais cru, com mixagem irregular e canções escatológicas. Num arroubo de confiança, os próprios integrantes produziram o disco e o fracasso comercial do trabalho foi possivelmente o estopim para a saída de Arnaldo Antunes, que passou a se dedicar a uma carreira solo.

"Titanomaquia" de 1993 continuou o trabalho anterior, com uma instrumentação "pesada" e letras escatológicas, mas com a novidade de contar com a produção de Jack Endino, produtor de bandas importantes como o Nirvana, Soundgarden e Skunkworks, 3° álbum solo de Bruce Dickinson, vocalista do Iron Maiden. A mídia se mostrou mais receptiva, mas as vendagens continuaram modestas.

Inicio da nova fase[editar | editar código-fonte]

Após passar o ano de 1994 de férias, os Titãs voltaram em 1995 para lançar um novo disco. Domingo trouxe um Titãs menos escatológico, porém com um som ainda pesado. O disco serviu para que a banda acabasse com os rumores de que iria se separar. Nesse disco, os Titãs fizeram sua primeira cover.

A Era Acústico MTV[editar | editar código-fonte]

Em 1997, para comemorar os 15 anos de carreira, a banda aceitou participar do projeto Acústico MTV. O CD e vídeo, gravado no Teatro João Caetano, no Rio de Janeiro, chegou ao impressionante número de 1,7 milhões de cópias, mostrando um lado desconhecido do grupo: os sete integrantes, junto com o produtor Liminha, tocando instrumentos desplugados, em ritmo menos barulhento.

Além de ser o Acústico mais vendido do Brasil, também contou com grupos de cordas e metais. O disco também trouxe várias participações especiais: o cantor argentino Fito Paez e o reggaeman Jimmy Cliff, além das cantoras Marisa Monte, Marina Lima e Rita Lee. As duas últimas, gravaram sua participação em estúdio. Destaque também para o ex-titã Arnaldo Antunes, que também participou do disco na canção "O Pulso". Para a crítica e maioria dos antigos fãs, esse foi o último disco considerado bom da banda. O sucesso do disco foi bastante refletido nos dois discos seguintes.

Novos fãs, novas críticas[editar | editar código-fonte]

Aproveitando-se do sucesso do disco anterior, a banda lançou em 1998 Volume Dois, uma espécie de continuação do "Acústico", com releituras de outros sucessos e faixas inéditas. Entre os principais destaques estavam as inéditas Sua Impossível Chance e Amanhã Não Se Sabe e a releitura de Insensível, do segundo disco da banda. Porém, o boom veio com a regravação de É Preciso Saber Viver, um antigo sucesso de Roberto Carlos, que consolidou o ótimo desempenho do álbum, que chegou a 800 mil cópias. A crítica mostrou-se menos receptiva, chegando a alegar que a banda teria se vendido ao mercado.

A banda recebeu o Troféu Imprensa do mesmo ano, como Melhor Conjunto Musical de 1998.

Em 1999, veio o disco As Dez Mais, o primeiro trabalho inteiramente não-autoral. Com dez faixas, sendo regravações de cantores como Tim Maia, Roberto Carlos e Raul Seixas, e bandas como Legião Urbana e Ultraje a Rigor.

"As Dez Mais" também teve sucesso de vendas, com 500 mil cópias, porém a crítica reviveu sua virulência dos tempos de Tudo Ao Mesmo Tempo Agora. A maior parte das críticas foi contra a regravação de Pelados Em Santos, sucesso dos Mamonas Assassinas que ajudou a alavancar as vendas dos Titãs. Outros também disseram novamente que a banda havia "se vendido" ao mercado.

A morte de Marcelo Fromer[editar | editar código-fonte]

Em 2001, os Titãs assinaram com a Abril Music e estavam prestes a iniciar a gravação de mais um trabalho. Porém, no dia 11 de Junho de 2001, o guitarrista Marcelo Fromer foi atropelado por uma moto em São Paulo e morreu dois dias depois.

Pensou-se na época que a morte de Fromer seria o fim da banda. João Augusto, então diretor da Abril Music, chegou a declarar que concordaria com qualquer decisão, caso a banda anunciasse uma possível separação. Porém, eles decidiram seguir em frente.

A vida sem Fromer[editar | editar código-fonte]

Fromer era o responsável pela guitarra base da banda. Com o início das gravações de A Melhor Banda de Todos os Tempos da Última Semana, houve dúvidas sobre a gravação: Tony Bellotto, guitarrista solo, pensou em gravar todas as guitarras do disco, porém mudou de ideia. Chegou-se a propor que Paulo Miklos e Branco Mello se revezassem no instrumento, porém a decisão final foi convidar o músico Emerson Villani, que já tinha tocado com a banda durante alguns shows e turnês, inclusive substituindo Marcelo no ano de 1998, quando ele foi convidado para comentar a Copa do Mundo FIFA de 1998 pelo canal SporTV.

O repertório permaneceu inalterado: as 16 faixas já haviam sido escolhidas antes da morte de Fromer.

Seus principais sucessos foram as canções "A Melhor Banda de Todos os Tempos da Última Semana", "O Mundo é Bão, Sebastião!", "Epitáfio" e "Isso". Esta penúltima foi o maior sucesso dos Titãs em 2002.

Agenda cheia, grandes premiações, grande sucesso, porém uma pessoa não estava em sintonia com as alegrias e ambições futuras da banda.

A saída de Nando Reis[editar | editar código-fonte]

Nando Reis, o baixista, declarou em 2002 que não se sentia preparado para gravar mais um disco com a banda, alegando que as mortes do guitarrista Marcelo Fromer e também da cantora Cássia Eller, grande amiga do músico, ainda o abalavam muito.

Na ocasião, a saída foi oficializada, ainda que o baixista nunca tenha dito aos companheiros que estava pulando fora. O processo de separação já existia desde 1993, quando Nando não conseguiu se adaptar ao estilo pesado do disco Titanomaquia, ao mesmo tempo que gravava com artistas da MPB.

No dia 9 de setembro, a banda e o músico lançaram comunicados no site oficial falando sobre as razões da separação.

Agora um quinteto[editar | editar código-fonte]

Em 2003, os Titãs lançaram o disco Como estão vocês?. O disco não vendeu tanto quanto o último, porém seguiu a linha pop/rock, que a banda assumira no disco anterior. O álbum conseguiu emplacar os hits, "Eu Não Sou um bom Lugar", "Enquanto Houver Sol", "Provas de Amor" e "Vou Duvidar". Em 2005, lança o terceiro disco ao vivo de sua história, e o primeiro gravado no Brasil, "MTV Ao Vivo", com algumas músicas dos 25 anos de história da banda e com as inéditas "Vossa Excelência" (composta em meio ao Escândalo do Mensalão), "Anjo Exterminador" e "O Inferno São Os Outros".

É inegável que os Titãs, graças a seus discos clássicos da segunda metade dos anos 1980, têm lugar de destaque na história da música popular brasileira da segunda metade do século XX, bem como continuam influenciando bandas contemporâneas.

Jovens artistas brasileiros que se destacam por seu conteúdo "engajado" e letras "inconformistas" são também corriqueiramente associados aos Titãs, principalmente da fase Cabeça Dinossauro.

Em 2007, os Titãs completam 25 anos de carreira, comemorados com uma série de shows junto com os Paralamas do Sucesso, que também completam 25 anos de carreira. A série de shows, que se estendeu pelo ano de 2008, culminou em um espetáculo realizado na Marina da Glória, Rio de Janeiro, em janeiro de 2008, e lançado em CD e DVD intitulado Paralamas e Titãs: Juntos e Ao Vivo.

Em 2009, Branco Mello confirma no site oficial dos Titãs a estreia, em fevereiro, do filme A Vida Até Parece uma Festa. Exibido no circuito paulistano, o filme dirigido por Branco Mello e Oscar Rodrigues Alves recebeu elogios da crítica especializada; especialmente da Revista Veja que deu três estrelas para o documentário. No dia 1 de Outubro de 2009, o documentário é eleito o melhor do ano na categoria Filme/Documentário de música do VMB.

Novos projetos[editar | editar código-fonte]

Após 6 anos sem lançar um disco de estúdio (o mais longo período da carreira da banda), na primeira quinzena de junho de 2009 foi lançado Sacos Plásticos, produzido por Rick Bonadio e lançado por sua gravadora, a Arsenal Music (com distribuição da Universal Music). O disco marca a entrada da banda em um novo selo, depois de seis anos pela Sony BMG.

Bonadio ficou conhecido por produzir bandas de hardcore, popcore e, recentemente, emocore, como as bandas Tihuana, CPM 22, Hateen, NX Zero, Fresno, Strike, entre outras. Além disto, também foi produtor do Ira! (nos álbuns Acústico MTV e Invisível DJ) e dos Mamonas Assassinas (sendo apelidado por eles de "Creuzebek").

Os dois primeiros singles do disco são "Antes de Você" e "Porque Eu Sei Que é Amor", ambas na voz de Paulo Miklos. As canções foram incluídas nas trilhas sonoras de duas telenovelas da Rede Globo: Caras & Bocas (19h) e Cama de Gato (18h), respectivamente. A trama das 18h ainda tem como tema de abertura "Pelo Avesso", do disco Como Estão Vocês? (2003), na voz de Sérgio Britto.

A banda dispensou seus músicos de apoio, tornando-se apenas um quinteto. Branco Mello, vocalista, assume o baixo em definitivo (em outras turnês, Branco tocava apenas em algumas músicas). Sérgio Britto, tecladista e vocalista, também se divide entre o teclado e o baixo. O também vocalista Paulo Miklos, por sua vez, assume a guitarra rítmica. Tony Bellotto e Charles Gavin continuam como, respectivamente, guitarrista solo e baterista.

Sacos Plásticos foi o disco da banda que contou com o maior número de videoclipes em toda a história dos Titãs. Ao todo, foram 5 clipes; Antes de Você, Porque Eu Sei Que é Amor, A Estrada, Amor Por Dinheiro e Quanto Tempo (a ser dirigido pela atriz Malu Mader, esposa de Tony Bellotto).

Saída de Charles Gavin e turnê Sacos Plásticos[editar | editar código-fonte]

No dia 12 de fevereiro de 2010, os Titãs anunciaram em seu site oficial que o baterista Charles Gavin estaria deixando a banda por motivos pessoais.[2] Os outros quatro músicos continuarão com seus compromissos relacionados à turnê do álbum Sacos Plásticos, e o baterista contratado para acompanhar a banda é Mario Fabre.[2] Segundo o guitarrista Tony Bellotto, Charles Gavin saiu da banda porque "É difícil envelhecer num grupo de rock".[3]

Dias após a esse comunicado, Gavin disse em entrevista, que sua saída já estava acertada desde a pré-produção do álbum Sacos Plásticos e durante a turnê com Os Paralamas do Sucesso. Um dos problemas de Charles, foram sintomas de pânico e depressão, além do grande desgaste de 25 anos de turnês. Gavin pensou em se licenciar durante a Sacos Plásticos Tour (2009-2010), mas disse que não dava pra ficar longe dos Titãs com tantos compromissos.[4]

Rock In Rio IV, Futuras Instalações, 30 Anos de Carreira[editar | editar código-fonte]

No dia 23 de Setembro de 2011, ao lado d'Os Paralamas do Sucesso, a banda participou do show de abertura da quarta edição do Rock in Rio, no palco principal. O show contou com a abertura de Milton Nascimento, ao lado de Tony Belloto e da Orquestra Sinfônica Brasileira, tocando Love Of My Life, do Queen. O show também contou com a participação de Maria Gadú. No dia 2 de Outubro de 2011, a banda se apresentou no palco sunset do festival ao lado da banda portuguêsa Xutos & Pontapés.

Logo após a essas apresentações, é encerrada a Sacos Plásticos Tour, que durou dois anos e deu lugar ao novo show Futuras Instalações. A nova turnê é um teste para novas canções que estariam no próximo álbum da banda, então previsto para 2012/2013, além da banda tocar alguns clássicos.[5]

Em 2012, a banda realizou a turnê Cabeça Dinossauro, na qual a banda executou na íntegra o disco lançado em 1986 - a turnê culminou no lançamento do disco Cabeça Dinossauro ao Vivo 2012, que registra uma das apresentações. A banda também relançou os álbuns gravados entre 1984 e 1999 pelo iTunes e fez dois shows comemorativos de 30 anos de carreira, com a presença dos ex-integrantes Arnaldo Antunes, Nando Reis e Charles Gavin.[6] O show foi confirmado por Paulo Miklos antes de uma apresentação em Manaus.[7] Em São Paulo, cidade natal da banda, o show de celebração dos 30 anos ocorreu no Espaço das Américas, na Barra Funda, na noite de 6 de outubro de 2012.[8]

Titãs Inédito e Nheengatu[editar | editar código-fonte]

Em 2013 e 2014, a banda tocou algumas músicas inéditas nos shows da turnê Titãs Inédito.[9] [10] Eles planejam começar a trabalhar em um novo disco em abril ou maio de 2014[10] Miklos diz que o álbum deverá ser "pesado, sujo e malvado".[10] Posteriormente, Britto confirmou que o disco seria lançado no início de maio e que a banda já estava gravando músicas em estúdio, mas o nome do novo trabalho ainda não estava decidido.[11] Em meados de março, a rádio Globo FM informou que o álbum seria lançado em abril pela Som Livre e conteria 14 faixas.[12] Em 16 de abril, a banda anunciou em sua página no Facebook que o álbum está pronto e será lançado em maio.[13]

Em 28 de abril de 2014, a banda divulgou os detalhes do novo trabalho: será chamado Nheengatu e será lançado em 12 de maio de 2014.[14]

Integrantes[editar | editar código-fonte]

Formação atual[editar | editar código-fonte]

Músico de apoio[editar | editar código-fonte]

  • Mario Fabre - bateria (2010-presente)

Ex-integrantes[editar | editar código-fonte]

Ex-músicos de apoio[editar | editar código-fonte]

Integrantes da banda ao longo do tempo[editar | editar código-fonte]

Discografia[editar | editar código-fonte]

Álbuns

Turnês[editar | editar código-fonte]

A banda faz shows desde 1983, porém apenas no auge, quando lançado o disco Cabeça Dinossauro, começou a fazer shows a nível nacional, em todas as regiões do Brasil. A turnê de maior duração até hoje na história da banda foi também a de maior público. A Turnê MTV Ao Vivo teve quase quatro anos completos de duração, começando em 2005 e terminando em meados de 2009.

DVDs[editar | editar código-fonte]

Titãs por outros artistas[editar | editar código-fonte]

Os Titãs já tiveram várias canções regravadas por outros artistas. Abaixo uma lista inacabada:

Prêmios[editar | editar código-fonte]

1997, "Melhor música" com Pra Dizer Adeus

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Titãs celebram seus 30 anos com programação especial
  2. a b Comunicado Titãs Site oficial da banda (12/02/2010). Visitado em 12/02/2010.
  3. Lagartixa Site da revista VEJA (22/02/2010). Visitado em 7/3/2010.
  4. "Titãs: Gavin diz que acertou saída da banda no fim de 2009", Whiplash, 2010-06-23. Página visitada em 2010-06-23. (em Portuguese)
  5. "Titãs apresenta o show "Futuras Instalações" nesta sexta em SP", Uol Música, 2011-10-28. Página visitada em 2011-11-02. (em Portuguese)
  6. "Arnaldo Antunes, Nando Reis e Charles Gavin podem voltar ao Titãs", Uol Música, 2011-04-08. Página visitada em 2011-11-02. (em Portuguese)
  7. Matos, Carlos Eduardo (21 de janeiro de 2012). 21/01/2012 22h29 - Atualizado em 21/01/2012 22h37 Titãs anunciam show de 30 anos com ex-integrantes no palco G1. Visitado em 21 de janeiro de 2012.
  8. Antunes, Pedro (19 de outubro de 2012). “Seria uma estupidez completar 30 anos e não comemorar”, diz Branco Mello, do Titãs Rolling Stone Brasil. Visitado em 21 de outubro de 2012.
  9. Voltar Titãs - Inédito - Metrópolis 15/10/2013 Metrópolis TV Cultura (16 de outubro de 2013). Visitado em 13 de novembro de 2013.
  10. a b c Bernardo, Kaluan; Luz, Camila. Perdidos entrevista: Paulo Miklos (Titãs).
  11. O rock dos Titãs Tribuna do Norte (14 de fevereiro de 2014). Visitado em 14 de fevereiro de 2014.
  12. Titãs vai lançar novo álbum em abril (em portuguese) Globo FM Organizações Globo (10 de março de 2014). Visitado em 11 de março de 2014.
  13. Announcement Página oficial dos Titãs no Facebook Facebook (16 de abril de 2014). Visitado em 16 de abril 2014.
  14. Novo disco dos Titãs se chama 'Nheengatu' e tem pintura de Bruegel na capa Vírgula Universo Online (28 de Abril de 2014). Visitado em 28 de Abril de 2014.
  15. http://www.livrariascuritiba.com.br/cd-titas-nheengatu-2014-pre-venda-prevista-para-15052014,product,AV096937,2912.aspx
  16. Titãs tocará Cabeça Dinossauro na íntegra em São Paulo
  17. Grupo Titãs testa canções inéditas em seis shows em SP

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Commons
O Commons possui imagens e outras mídias sobre Titãs (banda)