Tito Mânlio Torquato (cônsul em 235 a.C.)

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Tito Mânlio Torquato (em latim, Titus Manlius Torquatus) foi um cônsul (235 e 224 a.C.), censor (231 a.C.) e ditador da República Romana (208 a.C.)

Biografia e primeiro consulado[editar | editar código-fonte]

Filho do cônsul do mesmo nome e irmão de Aulo Mânlio Torquato (também cônsul por duas vezes),

Primeiro consulado[editar | editar código-fonte]

Foi elegido cônsul pela primeira vez, junto com Caio Atílio Bulbo, em 235 a.C., ano no qual submeteu os Sardos, e obteve um triunfo em consequência.

O seu primeiro consulado foi memorável pela circunstância de que o templo de Jano foi fechado esse ano, ao desfrutarem os romanos de paz em todos os seus domínios, o qual se afirma que não tinha ocorrido desde o reinado de Numa Pompílio.[1]

Censor e novo consulado[editar | editar código-fonte]

Após esta vitória obteve o censorado com Quinto Fúlvio Flaco em 231 a.C.; porém, não transcorreu um lustro - tempo que durava o censorado - antes de serem nomeados novos censores, concretamente em 230 a.C.. Entre os motivos que poderiam causar a demissão dos censores, os autores inclinam-se por algum auspício desfavorável.[2]

Torquato obteve um novo consulado em 224 a.C. com Quinto Fúlvio Flaco, com o que compartira o censorado; e com o seu colega levou a guerra com sucesso contra os Gauleses ao norte da península Itálica. Estes foram os primeiros cônsules romanos que cruzaram o rio Po.[3]

Guerra contra Cartago[editar | editar código-fonte]

Torquato herdara a severidade e gravidade da sua família.[4] Assim, em 216 a.C., opôs-se a que o Senado autorizasse pagar o resgate dos prisioneiros que Aníbal tomara após a sua vitória em Canas.

No ano seguinte (215 a.C.) foi enviado à Sardenha devido à doença do pretor Q. Múcio, que tinha o governo da província, e levou a guerra com sucesso contra os Cartagineses e Sardos, que se sublevaram a pedido dos primeiros.

Em 212 a.C. ele e Fúlvio Flaco competiram pelo posto de pontifex maximus. Porém, acabou sendo Públio Licínio Crasso, um homem desconhecido e não importante o que se impôs nas eleições. Lívio justifica a vitória de Crasso pela divisão do voto conservador entre Torquato e Flaco.

As suas últimas ações públicas[editar | editar código-fonte]

Em 210 a.C. era o homem de maior idade e com o censorado datava entre os senadores, por causa do qual lhe correspondia a honra de ser nomeado como princeps senatus. Porém, o censor Semprônio Tuditano, responsável pela nomeação, acreditava que esta honra devia recair no senador que mais merecesse esta distinção, que era Quinto Fábio Máximo, cônsul em 233 a.C. e censor em 230 a.C. O outro censor, Marco Cornélio Cetego, tentou nomear Torquato, mas a opinião de Semprônio prevaleceu e Fábio Máximo foi nomeado porta-voz do Senado.

Dois anos depois (208 a.C.) foi designado ditador para celebrar os comícios e presidir os jogos prometidos pelo pretor M. Emílio.[5] Morreu em 202 a.C..[6]

Referências

  1. Eutrópio iii. 3; Tito Lívio xxiii. 34; Veleio Patérculo ii. 38; Orósio iv. 12; Liv. I. 19; Plutarco Num. 20.
  2. Fastos Capit.
  3. Políbio ii. 31; Tito Lívio Epit. 20; Orósio iv. 1 3.
  4. priscae ac nimis durae severiiate, Liv. xxii. 60
  5. Liv. XXII. 60, xxiii. 34, 40, 41, xxv. 5, xxvi. 22, N º XXVII. 33.
  6. Liv. XXX. 39.
Precedido por
Públio Cornélio Lêntulo Caudino e Caio Licínio Varo
Cônsul da República Romana
com Caio Atílio Bulbo

235 a.C.
Sucedido por
Lúcio Postúmio Albino e Espúrio Carvílio Máximo Ruga
Precedido por
Lúcio Emílio Papo e Caio Atílio Régulo
Cônsul da República Romana
com Quinto Fúlvio Flaco

224 a.C.
Sucedido por
Caio Flamínio Nepote e Públio Fúrio Filão