Tobias Schneebaum

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Ambox important.svg
Foram assinalados vários aspectos a serem melhorados nesta página ou secção:

Tobias Schneebaum (25 de Março de 192220 de setembro de 2005) foi um artista americano, natural dos Estados Unidos da América, antropologista e ativista no combate à AIDS. Ele é conhecido sobretudo pelas experiências vividas em duas viagens, em uma das quais conviveu com os Harakmbut, no Peru, e na outra com os Asmat, na Papua-Nova Guiné.

Início de vida[editar | editar código-fonte]

Nasceu em Manhattan e cresceu no Brooklyn. Em 1939, graduou-se na Stuyvesant High School, iniciou o City College of New York e formou-se em 1943, passando a ter formação em matemática e em arte. Durante a Segunda Guerra Mundial, serviu ao Exército dos EUA como reparador de radares.

Viagens[editar | editar código-fonte]

Em 1947, depois de ter cursado pintura com Rufino Tamayo, na Brooklyn Museum of Art, Schneebaum passou a viver e pintar no México por três anos, vivendo com a tribo Lakadone. Em 1955, ganhou uma bolsa do programa Fulbright para viajar e pintar no Peru. Depois da carona de Nova Iorque ao Peru, viveu com a tribo Harakmbut por sete meses e declarou ter participado de um episódio de canibalismo, e que a ideia lhe foi assustadora, mas queria viver como eles, para conhecê-los e estudá-los melhor. [1]

Até 1970, trabalhou na Tiber Press; depois, em 1973, embarcou em sua terceira viagem no exterior, para Irian Jaya, no sudeste asiático, vivendo com os Asmat na costa sul-ocidental. Tobias ajudou a criar o Asmat Museum of Culture and Progress. Na tribo, teve um amante, chamado Aipit, que reencontrou na sua visita a Irian Jaya para o seu documentário intitulado Keep the River on Your Right em 1999, que é o mesmo nome de seu livro de memórias publicado em 1969, contando suas aventuras pelas selvas do Peru.

Últimos anos[editar | editar código-fonte]

Schneebaum passou seus anos finais de vida na Westbeth Artists Community, uma comunidade de artistas na Greenwich Village, New York City, na também casa de Merce Cunningham e Diane Arbus, e morreu em 2005 em Great Neck, New York. O seu renomado escudo de Asmat passou a ser legado da Metropolitan Museum of Art, e seus documentos pessoais estão preservados na Jean-Nickolaus Tretter Collection in Gay, Lesbian, Bisexual and Transgender Studies (uma coleção de materiais históricos LGBT mantidos na seção Special Collections and Rare Books, na biblioteca da University of Minnesota).

Prêmios[editar | editar código-fonte]

Recebeu um Mestrado em antropologia por The New School in New York City, e outro pelo Goddard College, Plainfield,[desambiguação necessária] Vermont.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Schneebaum ilustrou a edição de 1959 de Jungle Journey, pela poeta Mary Britton Miller
  • Keep the River on Your Right (1969)
  • Wild Man (1979)
  • Asmat: Life with the Ancestors (1981)
  • Asmat Images: The Asmat Museum of Culture and Progress (1985)
  • Where the Spirits Dwell: An Odyssey in the Jungle of New Guinea (1989)
  • Embodied Spirits: Ritual Carvings of the Asmat (1990)
  • Secret Places: My Life in New York & New Guinea (2000)
  • Ele também contribuiu para a People of the River, People of the Tree: Change & Continuity in Sepik & Asmat Art (1989)
  • Keep the River on Your Right: A Modern Cannibal Tale, documentário dirigido por David Shapiro e Laurie Gwen Shapiro - venceu em 2001 o Independent Spirit Award. [2]

Referências[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]