Tonsilite

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Tonsilite
Classificação e recursos externos
CID-10 J03, J35.0
CID-9 463
DiseasesDB 13165
eMedicine ent/314
MeSH D014069
Star of life caution.svg Aviso médico

Tonsilite, amigdalite ou amidalite é uma inflamação nas tonsilas palatinas (vulgarmente chamadas de amígdalas), que pode ter diversas origens, como uma infecção por estreptococos ou uma infecção viral. Além de inflamações, a tonsilite bacteriana causa a formação de placas de pus sobre as amígdalas.

Tratamento[editar | editar código-fonte]

Star of life caution.svg
Advertência: A Wikipédia não é consultório médico nem farmácia.
Se necessita de ajuda, consulte um profissional de saúde.
As informações aqui contidas não têm caráter de aconselhamento.

A tonsilite bacteriana é tratada mais comumente com antibióticos beta-lactâmicos ou macrolídeos.

A tonsilite viral não requer tratamento. Apenas o tratamento sintomático basta, tendo em vista que a tonsilite viral possui um ciclo natural, de modo que a cura ocorre em poucos dias.

Tipos[editar | editar código-fonte]

Existem 3 tipos principais de tonsilites: aguda, subaguda e crônica. A tonsilite aguda pode ser de origem tanto bacteriana quanto viral (mais comum, 75%). A tonsilite subaguda (que pode durar entre 3 semanas e 3 meses) é causada pela bactéria Actinomyces. A tonsilite crônica, que pode durar por longos períodos se não tratada, é quase sempre bacteriana.

Sinais e sintomas[editar | editar código-fonte]

Os principais sintomas são dor de garganta, dores difusas pelo corpo, dor na nuca, febre, cansaço, falta de apetite, dificuldade de respirar e dor de cabeça. O diagnóstico mais comum é observar a dilatação das amígdalas, estudar o histórico familiar e verificar a temperatura com um termômetro.

Complicações[editar | editar código-fonte]

Um abscesso pode se desenvolver lateralmente à tonsila durante uma infecção, tipicamente diversos dias após o início da tonsilite. Isto é chamado de abscesso peritonsilar.

Raramente a infecção pode se espalhar além da tonsila resultando em inflamação e infecção da veia jugular interna, dando origem a uma infecção septicêmica que se espalha (síndrome de Lemierre).

Em casos crônicos/recidivantes (geralmente definidos como sete episódios de tonsilites no ano anterior, cinco episódios em cada um dos dois anos anterior ou três episódios em cada um dos três anos anteriores),[1] [2] [3] ou em casos agudos onde as tonsilas palatinas se tornaram tão inchadas que a deglutição foi prejudicada, uma tonsilectomia pode ser realizada para remover as tonsilas. Pacientes cujas tonsilas foram removidas certamente ainda estarão protegidos de infecções pelo resto de seu sistema imune.

Bactérias se alimentando do muco que se acumula nos espaços das tonsilas (criptas) podem produzir depósitos amarelo-esbranquiçados conhecidos como tonsilólitos. Isso pode causar uma emissão de um odor devido a presença de compostos sulfúricos voláteis.

A hipertrofia das tonsilas pode resultar em roncos, respiração oral, problemas no sono e apnéia do sono obstrutiva, na qual o paciente para de respirar e apresenta uma queda na concentração de oxigênio na corrente sanguínea. Uma tonsilectomia pode curar estes problemas.

Em casos muito raros, doenças como febre reumática[4] ou glomerulonefrite[5] podem ocorrer. Estas complicações são extremamente raras em países desenvolvidos mas ainda continuam sendo um problema em países pobres.[6] [7]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Amigdalectomia: procedimento cirúrgico para extração das amígdalas palatinas.

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. Management of Sore Throat and Indications for Tonsillectomy. [S.l.]: Scottish Intercollegiate Guidelines Network, January-1999. ISBN 1-899893-66-0. - notes though that these criteria "have been arrived at arbitrarily" from:
    Paradise JL, Bluestone CD, Bachman RZ, et al. (1984). "Efficacy of tonsillectomy for recurrent throat infection in severely affected children. Results of parallel randomized and nonrandomized clinical trials". N. Engl. J. Med. 310 (11): 674–83. PMID 6700642.
  2. Paradise JL, Bluestone CD, Colborn DK, Bernard BS, Rockette HE, Kurs-Lasky M. (2002). "Tonsillectomy and adenotonsillectomy for recurrent throat infection in moderately affected children". Pediatrics 110 (1 Pt 1): 7–15. PMID 12093941. - this later study by the same team looked at less severely affected children and concluded "modest benefit conferred by tonsillectomy or adenotonsillectomy in children moderately affected with recurrent throat infection seems not to justify the inherent risks, morbidity, and cost of the operations"
  3. Wolfensberger M, Mund MT. (2004). "[Evidence based indications for tonsillectomy]" (em German). Ther Umsch 61 (5): 325–8. PMID 15195718. - review of literature of the past 25 years concludes "No consensus has yet been reached, however, about the number of annual episodes that justify tonsillectomy"
  4. Del Mar CB, Glasziou PP, Spinks AB. (2004). "Antibiotics for sore throat". Cochrane Database Syst Rev (2): CD000023. DOI:10.1002/14651858.CD000023.pub2. PMID 15106140. - Meta-analysis of published research
  5. Zoch-Zwierz W, Wasilewska A, Biernacka A, et al. (2001). "[The course of post-streptococcal glomerulonephritis depending on methods of treatment for the preceding respiratory tract infection]" (em Polish). Wiad. Lek. 54 (1-2): 56–63. PMID 11344703.
  6. (September 28 2004) "Antibiotics for sore throat to prevent rheumatic fever: Yes or No? How the Cochrane Library can help". CMAJ 171 (7). doi:10.1503/cmaj.1041275. - Canadian Medical Association Journal commentary on Cochrane analysis
  7. (2002) "Treatment of sore throat in light of the Cochrane verdict: is the jury still out?". MJA 177 (9): 512-515. - Medical Journal of Australia commentary on Cochrane analysis
Ícone de esboço Este artigo sobre Medicina é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.