Torben Grael

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Informações pessoais
Nome completo Torben Schmidt Grael
Modalidade Iatismo
Nascimento 22 de Julho de 1960 (53 anos)
São Paulo,  São Paulo
Nacionalidade Brasil brasileiro
Compleição Peso: 88 kg Altura: 1,85m
Medalhas
Jogos Olímpicos
Ouro 1996 Atlanta Star
Ouro 2004 Atenas Star
Prata 1984 Los Angeles Soling
Bronze 1988 Seul Star
Bronze 2000 Sidnei Star
Campeonatos Mundiais
Ouro San Diego 1978 Snipe
Ouro Porto 1983 Snipe
Ouro La Rochelle 1987 Snipe
Ouro Cleveland 1990 Star
Jogos Pan-Americanos
Ouro Caracas 1983 Soling
Louis Vuitton Cup (América's Cup)
Ouro Nova Zelândia 2000 Oceano
Prata Valência 2007 Oceano
Whitbread
Ouro Volvo Ocean Race 2008 Oceano
Bronze Volvo Ocean Race 2006 Oceano

Torben Schmidt Grael (São Paulo, 22 de julho de 1960) é um dos principais iatistas brasileiros, com lugar de destaque no cenário internacional. Descendente de dinamarqueses, foi levado a velejar a partir dos cinco anos de idade pelo avô no barco Aileen, da extinta classe 6m, que foi o barco usado por três velejadores dinamarqueses na conquista da prata nos Jogos Olímpicos de Verão de 1912 em Estocolmo. Começou a velejar com seu irmão Lars Grael, também medalhista olímpico, na baía da Guanabara, quando foi morar, ainda pequeno em Niterói. É o brasileiro e o iatista com o maior número de medalhas olímpicas.

Medalhas olímpicas[editar | editar código-fonte]

Apelidado Turbina por sua forma de conduzir veleiros , colecionou cinco medalhas olímpicas, o maior total de um brasileiro, sendo quatro na classe star, ouro em Atenas (2004) e Atlanta (1996), bronze nos Jogos Olímpicos de Verão de 1988 em Seul e em Sydney (2000) e uma na classe Soling, prata em Los Angeles (1984).

É o iatista com maior número de medalhas em olimpíadas, embora Paul Elvström, a quem Torben usa como modelo, tenha mais medalhas de ouro com quatro (1948 a 1960). Tem também vários campeonatos mundiais, sul-americanos e brasileiros em diversas categorias. Seu parceiro nos jogos olímpicos costumava ser o proeiro Marcelo Ferreira.

Em outubro de 2007, Torben anunciou que não competiria nos jogos de Pequim, dedicando-se apenas à vela oceânica.

America's Cup[editar | editar código-fonte]

Tático a bordo do barco italiano Luna Rossa do sindicato italiano Prada, foi um dos responsáveis pela conquista da Louis Vuitton Cup em 2000, mas perderam a final da America´s Cup para o New Zealand de Peter Blake. Dois anos mais tarde voltou ao Prada mas não passou para a final.

Em 2007, Torben se juntou novamente à tripulação do Luna Rossa do Luna Rossa Challenge para nova disputa da Louis Vuitton Cup em Valência. Chegaram à final, perdendo para o barco Emirates Team New Zealand, que disputou e perdeu para o barco Alinghi a posse da America´s Cup.

Volvo Ocean Race[editar | editar código-fonte]

Torben e Marcelo Ferreira com a medalha de ouro dos Jogos Olímpicos de Atenas

Depois das vitórias olímpicas e do bom desempenho na América´s Cup, Torben Grael obteve um bom resultado na Volvo ocean race 2006 (antiga Whitbread), regata de volta ao mundo, com 57 mil quilômetros em barcos da classe open 70. Com bom desempenho na descida do Oceano Atlântico, o barco Brasil 1 teve problemas com a quebra do mastro no Oceano Índico. Mas recuperado, o veleiro teve bom desempenho na etapa do Cabo Horn, chegando ao Rio de Janeiro na quinta colocação da regata. Na subida para Baltimore, nos Estados Unidos, passou na quinta posição pelo arquipélago de Fernando de Noronha e, apesar de enfrentar calmaria, conseguiu chegar na quarta colocação. Largou para Nova Iorque em 7 de maio de 2006 chegando 48 horas depois em terceiro lugar, nesta que foi a menor perna da competição.Em 11 de maio largaram para Portsmouth , Inglaterra , na perigosa travessia do Atlântico norte, chegando em 21 de maio na quarta colocação. Em 2 de junho saíram para Roterdam, mas o regulamento não permite uma rota direta pelo Canal da Mancha, obrigando contornar a ilha pelo norte da Escócia. Foi a primeira vitória do Brasil 1, chegando pouco mais de três minutos antes do ABN One, líder geral da competição.Na ultima perna da competição, saindo em 15 de junho para Gotemburgo, onde chegaram após apenas dois dias, ficando em terceiro na classificação da perna e final da regata.

Foi o comandante da equipe sueca Ericsson 4 na regata volta ao mundo 2008/2009, com partida em outubro de 2008 de Alicante, Espanha e chegada em São Petersburgo em 27 de junho de 2009. Durante a primeira perna da regata estabeleceu novo recorde de distância percorrida, quebrando pela primeira vez a marca de 600 milhas (mais de 1100 km) em 24 horas.[1] e chegando em primeiro à Cidade do Cabo. O Ericsson 4 foi o vencedor geral da competição.

Referências

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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