Toritama

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Município de Toritama
"capital do jeans"
Parque das Feiras

Parque das Feiras
Bandeira de Toritama
Brasão desconhecido
Bandeira Brasão desconhecido
Hino
Aniversário 29 de Dezembro
Fundação 1953
Gentílico toritamense
Prefeito(a) Odon Ferreira (PSB)
(2013–2016)
Localização
Localização de Toritama
Localização de Toritama em Pernambuco
Toritama está localizado em: Brasil
Toritama
Localização de Toritama no Brasil
07° 59' 56" S 36° 03' 03" O07° 59' 56" S 36° 03' 03" O
Unidade federativa  Pernambuco
Mesorregião Agreste Pernambucano IBGE/2008[1]
Microrregião Alto Capibaribe IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes Caruaru, Vertentes e Taquaritinga do Norte
Distância até a capital 170 km
Características geográficas
Área 30,930 km² [2]
População 41 035 hab. estatísticas IBGE/2014[3]
Densidade 1 326,71 hab./km²
Altitude 349 m
Clima Semiárido Bsh
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,618 médio PNUD/2010[4]
PIB R$ 293 743 mil IBGE/2011[5]
PIB per capita R$ 8 023 57 IBGE/2011[5]
Página oficial

Toritama é um município do estado de Pernambuco, no Brasil. Localiza-se a uma latitude 08º00'24" sul e a uma longitude 36º03'24" oeste, estando a uma altitude de 349 metros. Sua população estimada em 2012 era de 37 631 habitantes. Localizada no agreste pernambucano, é integrante do polo de confecção conhecido nacionalmente. Administrativamente, o município é formado pelo distrito-sede e pelo povoado de Cacimbas.

História[editar | editar código-fonte]

Em meados do século XIX, Toritama era a Fazenda Torres, de propriedade de João Barbosa. Era uma fazenda de gado situada na margem esquerda do Rio Capibaribe. O povoamento ocorreu após a construção da capela em homenagem a Nossa Senhora da Conceição, à qual o proprietário da fazenda doou parte de suas terras. Em 1953, o município emancipou-se de Taquaritinga do Norte. O primeiro prefeito eleito foi José Jota de Araújo, que só foi escolhido três anos e meio depois da emancipação política, que aconteceu em 29 de dezembro de 1953, quando foi elevada a cidade, sendo, antes, distrito de Vertentes e Taquaritinga do Norte. O município teve, como primeiros administradores interinos, Joaquim Aurélio Correia de Araújo e Antônio Manuel da Silva.

Origem do nome[editar | editar código-fonte]

O significado do topônimo Toritama tem interpretações divergentes. Segundo o Portal dos Municípios, tori significaria pedra, e tama, região, em alusão às pedras com cerca de 30 metros de altura que dão a impressão de uma torre à margem direita do rio Capibaribe. Já Luís Caldas Tibiriçá afirma provir do tupi do século XVIII tory-etama: "facho de luz, região do farol". José de Almeida Maciel traduz por "terra alegre" pela junção dos termos tupis toryba (felicidade, alegria) e retama (país, região, terra).[6] Já o sociólogo Roberto Harrop Galvão acredita ser uma junção de vários trechos do tupi, com duas possíveis interpretações: na primeira, ter-se-ia acrescentado, à palavra "Torres", o sufixo tama, e, posteriormente, a pronúncia teria sido suavizada para "Toritama". Na segunda interpretação, significaria "Terra do Sexo" (tor'iba: sexo e re'tama: região).

Economia[editar | editar código-fonte]

Toritama se destaca pela produção e venda de roupas (principalmente feitas de jeans).

O desfavorecimento do solo e a presença de um rio apenas temporário fez com que a população buscasse a sobrevivência em atividades industriais, inicialmente com a fabricação de calçados, que fez, do município, um polo calçadista de destaque na região durante a década de 1970.

A atividade declinou-se em decorrência da grande concorrência da indústria de grandes calçadistas, o que fez com que as fábricas de calçados de couro entrassem em declínio, falindo em pouco tempo. Isso obrigou a população a procurar outra forma de trabalho. Como não poderia ser na área agrícola ou pecuária, optou-se pela fabricação de jeans industrial começando com retalhos. A atividade proliferou rapidamente, sendo que 15 por cento das confecções feitas com jeans produzido no Brasil vem de Toritama.

Sendo um produto de qualidade e preço baixo, o jeans de Toritama atrai consumidores de todo o Brasil para compra-lo e, depois, revendê-lo em suas cidades.

No Parque das Feiras, fica concentrado o comércio da cidade e a maioria das lojas de roupa da cidade. O Parque das Feiras se encontra na BR-104. É construído em uma área de nove hectares dividida em boxes e lojas, ainda possuindo unidades de restaurantes e lanchonetes em seu complexo. Tem estacionamento para 2 000 veículos. Foi inaugurado em setembro de 2001. Oferece 875 boxes de 3 metros quadrados cada, porém a procura foi tão grande que foram construídos mais 1 518boxes.

Turismo[editar | editar código-fonte]

Os próprios números comprovam a crescente procura dos turistas por Toritama. Apenas no Parque das Feiras, dos veículos que passam pelo local diariamente, 70 por cento apresentam placas de outras cidades do Brasil. No ano de 2010, a população estimava-se, segundo o IBGE, em 35 000 habitantes.

Vegetação[editar | editar código-fonte]

Caatinga hipoxerófica arbustiva, com árvores e arbustos entremeados de cactáceas e bromeliáceas.

Clima[editar | editar código-fonte]

O clima é árido ou semiárido, muito quente, com chuvas no outono e inverno, apresentando um dos índices pluviométricos mais baixos do Agreste. Dados históricos de precipitação da Sudene 1962 e 1985, revelam uma média anual de 550,50 mm, com um máximo de 907,40 mm e um mínimo de 188,40 mm. A temperatura entre 25 e 35° no verão e 20° no inverno.

Episódio com a presidenta Dilma Rousseff[editar | editar código-fonte]

Em fevereiro de 2011, a presidenta estava participava do 12º Fórum dos Governadores do Nordeste, em Barra dos Coqueiros (Sergipe), quando errou a pronúncia do nome da cidade, dizendo "Ibotirama".

"Não é Ibotirama? Eu falei para vocês que não é Ibotirama. Vocês vejam o que é uma ótima assessoria. Eles acharam esse Ibotirama na internet", disse a presidenta". [7]

Semanal de Toritama[editar | editar código-fonte]

Em fevereiro de 2011, chegaram em Toritama as primeiras fontes jornalistas da região – Jornal Semanal de Toritama -, levando semanalmente um informativo de distribuição gratuita a população. A cidade ainda conta com o Jornal Folha da Cidade, Jornal do Commercio e Folha de Pernambuco.

Assim como as rádios locais, ambos os jornais da cidade recebem críticas negativas da maioria da população, por serem extremamente sensacionalistas e terem um forte apelo político.

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
  3. Estimativa Populacional 2014. Estimativa Populacional 2014. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (agosto de 2014). Página visitada em 29 de agosto de 2014.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2010). Página visitada em 01 de outubro de 2013.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2011. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 17 dez. 2013.
  6. NAVARRO, E. A. Método moderno de tupi antigo: a língua do Brasil dos primeiros séculos. 3ª edição revista e aperfeiçoada. São Paulo. Global. 2005. 463 p.
  7. http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/apos+errar+nome+de+cidade+dilma+da+bronca+em+assessoria/n1238084228267.html

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


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