Toronto Maple Leafs

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Toronto Maple Leafs
Toronto Maple Leafs bild.JPG
Conferência Leste
Divisão Atlântico
Fundado 1917
História Toronto 1917 - 1918

Toronto Arenas 1918 - 1919

Toronto St. Patricks 1919 - 1927

Toronto Maple Leafs 1927 - presente

Arena Air Canada Center
Cidade Toronto, Ontário
Cores do time Azul Royal e Branco
Gerente geral Estados Unidos Brian Burke
Técnico Estados Unidos Ron Wilson
Capitão Canadá Dion Phaneuf
Afiliados nas ligas de baixo Toronto Marlies (AHL)

Columbia Inferno (ECHL)

Copas Stanley 1917-18, 1921-22, 1931-32, 1941-42, 1944-45, 1946-47, 1947-48, 1948-49, 1950-51, 1961-62, 1962-63, 1963-64, 1966-67
Títulos de conferência Nenhum
Títulos de divisão 1932-33, 1933-34, 1934-35, 1937-38, 1999-00

O Toronto Maple Leafs é um time canadense de hóquei sobre o gelo, sediado em Toronto, Ontário. Ela é uma das franquias Original Six, junto com Montreal Canadiens, Boston Bruins, Detroit Red Wings, Chicago Blackhawks e New York Rangers. Ela joga atualmente no Air Canada Centre (ACC), desde 1999, após 68 anos no Maple Leaf Gardens.

O Leafs é bem conhecido por sua longa e amarga rivalidade com o Montreal Canadiens, e mais recente rivalidade com Ottawa Senators. Foi campeão da Stanley Cup por 13 vezes, sendo que em 1918 venceu usando o nome de Toronto Arenas e em 1922, venceu ainda usando o nome de Toronto St. Pats. Com o nome de Maple Leafs, venceu em 1932, 1942, 1945, 1947-1949, 1951, 1962-1964 e 1967, sendo esta sua última conquista.

Por US $ 448 milhões (2008), o Leafs é a mais valiosa equipe na NHL, seguida pelo New York Rangers e do Montreal Canadiens.[1]

História[editar | editar código-fonte]

Os primeiros anos[editar | editar código-fonte]

A National Hockey League foi formada em 1917 em Montreal por equipas outrora pertencente à National Hockey Association (NHA), que teve uma disputa com Eddie Livingstone, proprietário do Toronto Blueshirts. Os proprietários dos outros quatro clubes - o Montreal Canadiens, Montreal Wanderers, Quebec bulldogs, e Ottawa Senators - tinham votos suficientes para expulsar Livingstone da NHA. Em vez disso, eles optaram por criar uma nova liga, a NHL, mas, e efectivamente Livingstone retirou-se da NHA por si só.

No entanto, os outros clubes sentiram que seria impensável não ter uma equipe de Toronto (a segunda maior cidade do Canadá na época) na nova liga. Eles também necessitavam de uma outra equipe para equilibrar o calendário após o bulldogs suspenderem as operações. Assim, a NHL concedeu um franquia "temporária" em Toronto à Arena Company, proprietária da Arena Gardens. A Arena Company concordou em arrendar os jogadores do Blueshirts para a temporada até que o litígio fosse resolvido. Esta franquia temporária não teve um nome oficial, mas foi informalmente chamado de "the Blueshirts" por escritores locais e, por vezes denominado "the Torontos" pelos fãs. Sob o comando do gerente Dick Querrie e do treinador Charlie Carroll, a equipe venceu a Stanley Cup na temporada inaugural da NHL.

Para a próxima temporada, em vez de devolver os jogadopres do Blueshirts a Livingstone, como originalmente prometido, a Arena Company formou a sua própria equipe, o Toronto Arena Hockey Club, que foi prontamente aceite como pleno filiado na NHL. Também nesse ano, foi decidido que só equipas da NHL poderiam atuar no Arena Gardens,.[2] Com a exigência de Livingstone pelo retorno de seus jogadores, o Arenas teve autos gasto com o processo judicial, sendo então forçado a vender a maioria das suas estrelas, resultando em uma horrenda temporada de cinco vitórias em 1918-19. Quando era óbvio que o Arenas não seria capaz de terminar a temporada, a NHL concordou em deixar o Arenas parar as operações em fevereiro de 1919 e avançar directamente para os playoffs. A marca de .278 vitórias ainda é a pior época da história franquia.

A disputa legal quase arruinou a Arena Company, sendo forçada a colocar o Arenas para venda. Querrie então juntou-se a um grupo de pessoas que tinham comandado o St. Patricks, equipa amadora da Ontario Hockey Association. Os novos proprietários renomearam a equipa de Toronto St. Patricks (ou simplesmente St. Pats) e que operaram até 1927. Este período assistiu-se à mudança da cor do uniforme de azul para verde, bem como um segundo título da Stanley Cup em 1922.

A era Conn Smythe[editar | editar código-fonte]

Querrie perdeu a ação judicial para Livingstone e decidiu colocar o St. Pats à venda dando grande atenção a uma oferta de 200 mil dólares de um grupo da Filadélfia. No entanto, o técnico Conn Smythe criou o seu próprio grupo e fez uma proposta de 160 mil dólares. Com a ajuda do acionista do St. Pats, JP Bickell, Querrie foi convencido a rejeitar a proposta da Filadélfia e aceitar a de Smythe argumentando que o orgulho cívico era mais importante que o dinheiro.

Após assumir o controle no Dia dos Namorados de 1927, Smythe imediatamente rebatizou a equipe de Maple Leafs (a equipe de beisebol Toronto Maple Leafs tinha ganho a International League championship há alguns meses). O Maple Leafs diz que o nome foi escolhido em honra do Regimento Maple Leaf, da I Guerra Mundial. Como o regimento é um substantivo, o plural é formado pela adição de um simples "s" criando Maple Leafs.[3]

As primeiras informações eram que as cores da equipe teria de ser alterado para vermelho e branco,[4] mas o Leafs vestiram blusas brancas com uma folha maple verde para o seu primeiro jogo em 17 de fevereiro de 1927.[5] Na próxima temporada, o Leafs apareceu pela primeira vez com as camisas azuis e brancas que têm usado desde então. O Maple Leafs diz que o azul representa o céu canadense e o branco a neve, mas na verdade, o azul tem sido cor esportiva principal em Toronto desde que o Toronto Argonauts a adoptou como sua principal cor em 1873.

Década de 1930: A inauguração do Maple Leaf Gardens e a primeira dinastia[editar | editar código-fonte]

Programa da noite de estreia da equipe no Maple Leafs Gardens, em 12 de Novembro de 1931.

Após quatro temporadas ruins (incluindo três com Smythe como treinador), Smythe e os Leafs estrearam em sua nova arena, Maple Leaf Gardens, com uma derrota por 2 a 1 para o Chicago Black Hawks em 12 de novembro de 1931.

Liderado pelo treinador Dick Irvin, o Leafs viria a conquistar sua terceira Stanley Cup durante a primeira temporada em sua nova arena, passando pelo Montreal Maroons no primeiro confronto, pelo Boston Bruins nas semifinais, e pelo New York Rangers na grande final da Stanley Cup. Smythe assume especial prazer em derrotar o Rangers esse ano, ele tinha sido contratado como o "primeiro treinador e gerente geral do Rangers" em sua temporada inaugural (1926-27), mas havia sido despedido antes da temporada.

A estrela do Leafs, Ace Bailey, quase foi morto em 1933, quando o defensor Eddie Shore do Boston Bruins prensou-o por trás contra a borda a toda velocidade. O defensor dos Leafs Red Horner acertou Shore com um soco, mas já era tarde, Bailey nunca mais voltou ao gelo, tendo de encerrar sua carreira. Os Leafs organizaram o primeiro All-Star Game da NHL para beneficiar Bailey.

O Leafs atingiria as finals mais cinco vezes nos próximos sete anos, mas não a ganharão nenhuma vez, perdendo para o marrons em 1935, Detroit Red Wings em 1936, o Chicago Black Hawks em 1938, Boston em 1939, e para o odiado Rangers em 1940. Neste momento, Smythe Irvin permitiu ir para Montreal para ajudar a reanimar o então moribundo Canadiens, sendo substitui pelo ex-capitão dos Leafs Hap day.

Anos 1940: A segunda década de sucesso[editar | editar código-fonte]

Na final da Stanley Cup da temporada 1941-42, o Leafs perdia a série melhor de sete por três jogos a zero, quando Don Metz veio do nada e marcou um hat trick no jogo quatro e o gol da vitória no jogo cinco. Contado com o goleiro Turk Broda para parar o atague de Detroit e assegurou a vitória por 3 a 0 no sexto jogo, levando o leafs ao último e derradeiro jogo, onde Sweeney Schrinder marcou dois gols no último período e assegurou a Stanley Cup com uma vitória por 3 a 1. Ainda na temporada 1941-42 o capitão Syl Apps recebeu o Troféu Memorial Lady Byng após finalizar a temporada sem nenhuma penalização, e encerrando sua carreira de dez anos com uma média de 5 minutos e 36 segundo de punição por temporada.

Apps disse ao escritor Trent Frayne em 1949, "Se você me perguntar sobre minha melhor noite no hockey eu diria que foi o último tick do relógio que tocou o sino, é algo que eu jamais me esquecerei." Foi a primeira vez em um grande campeonato que uma equipe veio de 3 a 0 contra em uma série final melhor de sete e conseguiu sagrar-se campeã.

Três anos mais tarde, em 1945, com os seus heróis de 1942 diminuindo (quer devido à idade, saúde, ou a guerra), o Leafs tornou-se uma equipe de jogadores menos conhecidoss como o novato Goleiro Frank McCool e o defensor Babe Pratt. Mesmo tão modificada a equipe de Toronto bateu novamente em outra série final memorável o mesmo Detroit Red Wings por quatro jogos a três.

Dois anos mais tarde, nas finais de 1947, a poderosa defesa do recordista em títulos, Montreal Canadiens, e sua "Punch Line" (Maurice "Rocket" Richard, Toe Blake and Elmer Lach) poderia endurecer o confronto para o Leafs, mas com o gol da vitória de Ted "Teeder" Kennedy no jogo seis a equipe conseguiu a primeira de um série de três Stanley Cups seguidas - fato inédito até então na história da liga. Os outros dois títulos - 1948 e 1949 - foram ambos conquistados sobre o Detroit com vitórias por quatro jogos a dois. Com o título de 1948 o Leafs passou o Canadiens como maior vencedor até então na história da liga, posto só recuperado pela equipe de Montreal dez anos depois, ao bater o Boston Bruins na final de 1958.

Anos 1950: A Maldição Barilko[editar | editar código-fonte]

Leafs e Canadiens se encontraram novamente na final de 1951, onte todos os cinco jogos foram decididos apenas na prorrogação. Tod Sloan marcou faltando 42 segundos para o fim do terceiro período, levando o quinto jogo para o tempo extra, onde o defensor Bill Barilko, que avia marcado apenas seis jogos em toda a temporada regular, marcou o gol da vitória garantindo a série e consequentemente a quarta conquista em cinco temporadas para o Leafs. No entanto, o momento de glória de Barilko durou pouco, apenas quatro meses após o título, ele desapareceu em um acidente aéreo perto de Timmins, Ontário. Após isso a equipe não teve mais nenhuma conquista nessa década.

Anos 1960: Novos donos e nova dinastia[editar | editar código-fonte]

Conn Smythe

Antes do início da temporada 1961-62, Smythe vendeu a maior parte de suas ações do Maple Leafs Gardens a uma parceria composta por seu filho, Stafford Smythe, o dono de jornal, John Bassett, e pelo presidente do Toronto Malboros, Harold Ballard. O preço de venda foi de $ 2,3 milhões de dólares, um belo retorno sobre o investimento inicial da Smythe 34 anos mais cedo. Conn Smythe mais tarde afirmou que não sabia nada sobre os parceiros de seu filho, mas é muito improvável que ele poderia ter acreditado que Stafford levantaria o dinheiro em sua própria conta.

Sob o comando do trio, o Toronto venceu outras três Stanley Cups seguidas, entre 1962 e 1964. A equipe apresentou ao mundo Frank Mahovlich, Red Kelly, Johnny Bower, Dave Keon, Andy Bathgate, e Tim Horton, futuros membros do Hall da Fama, sendo liderados pelo técnico e gerente geral Punch Imlach.

Em 1967, Leafs e Canadiens se encotraram pela última vez nas finais, onde a equipe de Montreal era considerada favorita, mas com um gol de Bob Pulford na segunda prorogação do jogo três e o de Jim Pappin no jogo seis o Leafs venceu a série por quatro a dois, e consequentemente o campeonato. Nesta série o center dos Leafs foi considerado o MVP das finais, recebendo o Troféu Conn Smythe. Desde essa data o Leafs nunca mais venceu a Stanley Cup.

Em 1968, Mahovlich foi negociado com o Detroit em um acordo gigantesco. Em 1969 após um derrota na primeira rodada nod playoffs para o Boston Bruins, Smythe demitiu Imlach. Horton então declarou "Se essa equipe não quer Imlach, acho que também não me querem." Ele foi negociado com o New York Ranger no ano seguinte.

1970 e 1980: A era Ballard[editar | editar código-fonte]

Após a morte de Stafford Smythe, Harold Ballard comprou as suas ações para ter o controlo majoritário da equipa. Ballard foi proprietário muito controverso, sua gestão foi marcada por várias disputas com proeminentes jogadores, incluindo Keon, Lanny McDonald, e Darryl Sittler, e nem um único título da Stanley Cup.

Durante a década de 1970, mesmo com o nível de talentos na Liga diluídos pela adição de 12 novas franquias e do nascimento da rival World Hockey Association (WHA), o Leafs foi capaz de se manter uma equipe competitiva por várias temportadas. Mas apesar da presença de estrelas como Sittler, McDonald, Dave "Tiger" Williams, Ian Turnbull, e Börje Salming, a equipe conseguiu apenas uma vez, se classificar para as semifinais dos playoffs, em 1978 a equipe passou pelo Los Angeles Kings na volta preliminar e pelo New York Islanders nas quartas-de-final sendo batido nas semifinais pelo seu grande rival, o Montreal Canadiens, por um sonoro quatro jogos a zero. Um dos poucos destaques da época, ocorreu em 7 de fevereiro de 1976, quando Sittler marcou seis gols e quatro assistências contra o Boston Bruins e estabelecendo o recorde de pontos em um unico jogo nahistória da liga, recorde esse que ainda se mantém mais de 30 anos depois.

A sério declínio começou em Julho de 1979, quando Ballard trouxe de volta Punch Imlach, um amigo de longa data, como gerente geral. Imlach negociou McDonald, amigo de Sittler, para minar a influência desse sobre a equipe.[6] Sittler por sua vez foi embora da equipe dois anos mais tarde, quando o Leafs o negociou com o Philadelphia Flyers. Ele foi o maior goleador da história da franquia até ser superado por Mats Sundin em 2007.

A troca de McDonald colocou o Leafs em uma descendente. A equipe terminou 5 jogos abaixo de .500 e mal chegou aos playoffs. Nos 12 anos seguintes, o Leafs (que foi deslocado para a Divisão Norris na temporada 1981-82) foi pouco competitivo, e não obteve outra marca superior a .500 até 1992-93. Ele perdeu seis vezes no playoffs e terminou acima do quarto lugar de sua divisão apenas uma vez (em 1990, a única época em que ainda obteve uma marca de .500). A equipe avançou para além da primeira rodada dos playoffs duas vezes (em 1986 e 1987, indo para as finais de divisão). O fundo po poço veio em 1984-85, quando terminou 32 jogos abaixo de .500, a segunda pior recorde na história franquia (a marca de .300 vitórias foi apenas 22 pontos percentuais superior ao Arenas de 1918-19).

O baixo desenpenho do Leafs durante a década de 1980, no entanto, não resultou em boas escolhas no Draft. Wendel Clark, a primeira escolha geral em 1985, foi o único sucesso no Draft deste período e passou a capitão da equipe.

Anos 1990: O Ressurgimento[editar | editar código-fonte]

Ballard morreu em 1990, e um ano mais tarde o seu amigo de longa data, o magnata dos supermercados Steve Stavro, comprou uma participação maioritária no Leafs. Diferentemente de Ballard, Stavro odiava aparecer e raramente interferiu nas operações de Hóquei do Leafs. Seu primeiro ato foi trazer para Toronto na temporada 1991-92, o General Manager Cliff Fletcher, que havia comandado o Calgary Flames na conquista da Stanley Cup de 1989.

Na temporada 1992-93 Fletcher imediatamente focou-se na construção de uma equipe que possa ser competitiva, mais uma vez, fazendo uma série de negócios e aquisições de free agents, transformando, de uma hora para outra, o Leafs de coadjuvante para um competidor. Excelente ataque de Doug Gilmour (um conhecido de Fletcher de Calgary) e Dave Andreychuk (adquiridos do Buffalo Sabres em troca de Grant Fuhr), bem como a estrelas das ligas menores, o goleiro chamada Felix Potvin, levou a equipa para uma então recorde da fraquia de 99 pontos, e o terceiro lugar na Divisão Norris, e o oitavo geral da liga. Nos playoffs o Toronto eliminou o Detroit Red Wings em sete jogos na primeira fase e, em seguida, derrotou o St. Louis Blues em outros sete jogos na final da divisão.

Esperando para encontrar o rival de longa data de Montreal (que estava jogando na final da Conferência Wales contra o New York Islanders) nas Finais, o Leafs enfrentou o Los Angeles Kings, liderado por Wayne Gretzky, na final da Conferência Campbell. O Leafs vencia a série por três a dois, mas perdeu Jogo seis em Los Angeles. Mas não sem controvérsia, Gretzky cortou a cara de Gilmour com seu taco, mas o árbitro Kerry Fraser não o aplicou penalidade, Gretzky então, marcou o gol da vitória momentos depois.[7] O hat trick de Gretzky no jogo sete terminou com o sonho do Leafs, O Kings avançou e foi derrotado pelo Canadiens.

O Leafs teve outra forte temporada em 1993-94, terminando com 98 pontos, suficiente para quinta melhor campanha na Liga - a sua melhor campanha em 16 anos. No entanto, apesar de acabamento um ponto na frente do Calgary Flames, Toronto foi colocado em terceiro na Conferência Oeste (anteriormente a Conferência Campbell), por força do Título da Divisão do Pacífico do Flames. O Leafs eliminou o rival de divisão Chicago Blackhawks em seis jogos e a surpresa San Jose Sharks em sete jogos, antes de cair perante o Vancouver Canucks em cinco jogos na Final da Conferência Oeste.

Um novo milênio em um novo lar[editar | editar código-fonte]

Em 1996, Stavro trouxe como parceiro, Larry Tanenbaum, o co-fundador da equipe da NBA, Toronto Raptors. A Maple Leaf Gardens Ltd. foi renomeada como Maple Leaf Sports and Entertainment (MLSE), e continua a ser a empresa-mãe do Leafs, do Raptors e do Toronto FC da Major League Soccer (MLS), até os dias atuais.

Após dois anos fora dos playoffs no final da década de 1990, o Leafs adquiriu o goleiro Curtis Joseph como um free agent do Edmonton Oilers e assinou com o treinador Pat Quinn, que tinha sido despedido do Vancouver, em 1997. Isto resultou em outra responsabilidade ao Leafs nos playoffs depois da mudança em 1999 do Maple Leaf Gardens ao novo Air Canada Centre, partilhado com o Toronto Raptors.

Toronto chegou à segunda ronda dos playoffs em 2000 e 2001, perdendo, em ambas as ocasiões, para o New Jersey Devils, que fez a final da Stanley Cup em ambas as temporadas, ganhando em 2000. A temporada 2000 foi particularmente notável porque marcou o primeiro título de divisão da franquia em 37 anos, bem como a inédita marca de 100 pontos na temporada. No entanto, a temporada terminou especialmente em baixa, após a equipe ser eliminada pelo Devils na Semifinal de conferência.

Em 2002, o Leafs eliminou o Islander e o seu rival de ontário Ottawa Senators, nas duas primeiras rodadas dos playoffs, só para perder para o surpreendente Carolina Hurricanes na Final da Conferência. A temporada 2002 foi particularmente impressionante na medida em que os Leafs tinha muitos dos seus melhores jogadores afastados por lesões, mas conseguiu chegar a final de conferência, devido aos esforços dos jogadores menos conhecidos, que foram liderados principalmente por Gary Roberts e Alyn McCauley.

Joseph decidiu ir defender o campeão Red Wings em 2002, com sua saída, a equipe encontrou um substituto no veterano Ed Belfour, que veio do Dallas Stars e tinha sido uma parte crucial da sua campanha na Stanley Cup de 1999. Mas Belfour não pode fazer nada nos playoffs de 2003, quando, a equipee perdeu para o Philadelphia em sete jogos na primeira rodada, 2003 também assistiu a uma mudança na direção da franquia, quando Stavro vendeu o seu controle acionário da MLSE para o Ontario Teachers' Pension Plan e abriu mão da presidência do conselho em favor da Tanenbaum. Stavro morreu em 2006.

A temporada 2003-04 começou em uma maneira incomum para a equipe, uma vez que realizou a sua pré-temporada na Suécia e jogou o NHL Challenge contra equipes da Suécia e da Finlândia. Neste ano, o Leafs teve uma muito bem sucedida temporada regular, onde destaca-se o recorde de 103 pontos da franquia, terminando com a quarta melhor campanha na Liga (a sua melhor posição final em 41 anos) e também com uma marca de .628 vitórias, a sua melhor em 43 anos e a terceira melhor da história da franquia. Toronto derrotou o Senators na primeira rodada dos playoffs pela quarta vez em cinco anos, mas na segunda ronda, perdeu por quatroa jogos a dois para o Flyers.

A era Pós-lockout[editar | editar código-fonte]

Uniformes do time

Após o Lockout de 2004-05 da NHL, o Leafs atravessou tempos difíceis. Eles lutaram, em 2005-06, e apesar de um bom final de temporada(9-1-2 no 12 últimos jogos), liderado pelo goleiro Jean-Sebastien Aubin, o Leafs nem mesmo chegou aos playoff, fato que não ocorria desde 1998. Isto marcou a primeira vez que a equipe não chegou aos playoffs sob o comando do treinador Pat Quinn, e como resultado, ele foi demitido logo após a temporada. Para seu lugar foi contratado Paul Maurice, um treinador experiente na NHL que acabara de treinar o Toronto Marlies, equipe da American Hockey League filiada ao Leafs, em sua primeira temporada na liga. Em 30 de junho de 2006, o Maple Leafs recindiu o contrato do ídolo de longa data, Tie Domi. Além de Domi, o Maple Leafs também decidiu não usar a opção de renovar o contrato do goleiro Ed Belfour. Ambos os jogadores tornaram-se free agentes em 1 de julho de 2006. No entanto, apesar das mudanças de treinador e a adição de novos jogadores, como Pavel Kubina e Michael Peca, o Leafs novamente não esteve nos playoffs em 2006-07, 2007-08 e 2008-09.

Em 22 de janeiro de 2008, gerente geral John Ferguson Jr. foi demitido e foi substituído pelo interino Cliff Fletcher..[8] Em 7 de Maio, o Leafs despediu o treinador Paul Maurice e o assistente Randy Ladouceur, e substituíram-nos com o antigo treinador do San Jose Sharks, Ron Wilson, e os assistentes Tim Hunter e Rob Zettler.[9]

A era Brian Burke[editar | editar código-fonte]

Em 29 de novembro de 2008, o Maple Leafs contratou Brian Burke como o seu décimo terceiro Gerente Geral não interino (o primeiro Americano) na história da equipe. A aquisição de Burke terminou a segunda era Cliff Fletcher e confirmou os rumores de que Brian estava vindo para Toronto.[10]

Em 31 de janeiro de 2010 o Leafs fez uma grande troca com o Calgary Flames, enviando Niklas Hagman, Matt Stajan, Jamal Mayers e Ian White, em troca de Fredrik Sjostrom, Keith Aulie e do futuro capitão Dion Phaneuf.[11]

Em 14 de junho, a equipe nomeou Dion Phaneuf como seu capitão, pós deixar o cargo vago por dois anos desde a saída de Mats Sundin em 2008.[12]

Era Dave Nonis[editar | editar código-fonte]

Burke saiu dos Leafs em 2013, pouco antes do começo da encurtada 2012-13, que por um locaute só começou em janeiro. Sob o novo gerente Dave Nonis e o técnico Randy Carlyle, o Maple Leafs conseguiu sua primeira classificação para a segunda fase desde o locaute de 2004-05 com o quinto lugar no Leste. Na série com o Boston Bruins, os Leafs forçaram o jogo sete, no qual chegaram a liderar por 4-1, mas perderam por 5-4 na prorrogação.[13]

Fatos[editar | editar código-fonte]

Campeonatos: 13 — 1917-18, 1921-22, 1931-32, 1941-42, 1944-45, 1946-47, 1947-48, 1948-49, 1950-51, 1961-62, 1962-63, 1963-64, 1966-67.
Fundação: 1917, como Toronto Arenas
Arena: Air Canada Centre (capacidade 18.819)
Design Logo: A folha de Bôrdo (Maple), símbolo do Canadá, em fundo azul, cor de Toronto.
Rivais: Montreal Canadiens, Ottawa Senators, Edmonton Oilers, Philadelphia Flyers, Buffalo Sabres

Jogadores Importantes[editar | editar código-fonte]

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Elenco Atual[editar | editar código-fonte]

Dados de 12 de outubro de 2010 [1]

Goleiros
Número Nome Luva Adquirido Local de Nascimento
35 Canadá Drew MacIntyre E 2013 Charlottetown, Prince Edward Island
45 Canadá Jonathan Bernier E 2013 Laval, Quebec
34 Canadá James Reimer E 2006 Morweena, Manitoba
Defensores
Número Nome Tacada Adquirido Local de Nascimento
2 Canadá Luke Schenn D 2008 Saskatoon, Saskatchewan
3 Canadá Dion Phaneuf Capitão E 2010 Edmonton, Alberta
8 Estados Unidos Mike Komisarek D 2009 West Islip, Nova Iorque
15 República Checa Tomas Kaberle E 1996 Rakovník, República Checa
22 Canadá Francois Beauchemin E 2009 Sorel-Tracy, Quebec
23 Estados Unidos Brett Lebda E 2010 Buffalo Grove, Illinois
36 Suécia Carl Gunnarsson E 2007 Örebro, Suécia
Atacantes
Número Nome Tacada Posição Adquirido Local de Nascimento
9 Canadá Colby Armstrong D RW 2010 Saskatoon, Saskatchewan
11 Suécia Fredrik Sjostrom E LW 2010 Färgelanda, Suécia
16 Canadá Clarke MacArthur E LW 2010 Lloydminster, Alberta
18 Estados Unidos Mike Brown D RW 2010 Northbrook, Illinois
26 Canadá Michael Zigomanis D C 2010 North York, Ontario
28 Canadá Phil Kessel D RW 2009 Winnipeg, Manitoba
32 Canadá Kris Versteeg D LW 2010 Lethbridge, Alberta
37 Canadá Tim Brent D C 2009 Cambridge, Ontário
39 Canadá John Mitchell E C 2003 Oakville, Ontário
41 Rússia Nikolai Kulemin E LW 2006 Magnitogorsk, Rússia
42 Canadá Tyler Bozak D C 2009 Regina, Saskatchewan
81 Estados Unidos Phil Kessel D RW 2009 Madison, Wisconsin
84 Bielorrússia Mikhail Grabovski E C 2008 Potsdam, Alemanha

Capitães[editar | editar código-fonte]

Líderes em Pontos da Franquia[editar | editar código-fonte]

Estes são os 10 maiores pontuadores da história da franquia. O ranking é atualizado ao final de cada temporada regular da NHL.

Nota: Pos = Posição; GP = Partidas disputadas; G = Gols; A = Assistências; Pts = pontos; P/G = Pontos por jogo; * = joga atualmente no Maple Leafs

Jogador Pos GP G A Pts P/G
Mats Sundin C 981 420 567 987 1.01
Darryl Sittler C 844 389 527 916 1.09
Dave Keon C 1062 365 493 858 .81
Borje Salming D 1099 148 620 768 .70
George Armstrong RW 1187 296 417 713 .60
Ron Ellis RW 1034 332 308 640 .62
Frank Mahovlich LW 720 296 303 599 .83
Bob Pulford LW 947 251 312 563 .59
Ted Kennedy C 696 231 329 560 .80
Rick Vaive RW 534 299 238 537 1.00

Prêmios e Troféus na NHL[editar | editar código-fonte]

Stanley Cup

Troféu Prince of Wales

Troféu Memorial Hart

Troféu Vezina

Troféu Conn Smythe

Troféu Memorial Calder

Troféu Frank J. Selke

Troféu Memorial King Clancy

Troféu Memorial Lady Byng

Troféu Jack Adams

Troféu Lester B. Patrick

Referências

  1. Forbes 30/10/2008. Acessado em 30/10/2008
  2. Hunter, Douglas (1997). Champions: The Illustrated History of Hockey's Greatest Dynasties. Chicago: Triumph Books. ISBN 1572432166.
  3. Leafs?Leaves?
  4. Good-bye St. Pats, howdy Maple Leafs, " The Globe, 15 de fevereiro de 1927, p. 6.
  5. "Toronto crumbles New York chances, " The Globe, 28 de Fevereiro de 1927, p. 8
  6. "Lanny McDonald trade has Sittler in tears, " Jim Kernaghan, Toronto Star, 29 de dezembro de 1979, p. 1.
  7. ZEISBERGER, Mike (07/04/2007). "Better than a Game 7: Hockey icons' true colours show through" SLAM! Sports. acessado em 28/06/08
  8. "TSN : NHL - Canada's Sports Leader", Acessado em 22/01/2008
  9. "Maple Leafs fire head coach Paul Maurice" TSN.ca, Acessado em 07/05/2008
  10. "Leafs introduce Burke as new president and general manager" TSN.ca. 29 de novembro de 2008. Acessado em 21/01/2009.
  11. "FLAMES TRADE D PHANEUF TO MAPLE LEAFS IN SEVEN-PLAYER DEAL" tsn.ca. 31 de janeiro de 2010. Acessado em 31/01/2010.
  12. ^ "Maple Leafs introduce Phaneuf as team's captain" CTV.com. 14 de junho de 2010. Acessado em 14/06/2010
  13. Leafs Looking Up: Hockey Prospectus 2012-13 Review

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Toronto Maple Leafs