Torre de Centum Cellas

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Torre de Centum Cellas, Portugal.
<div style="position:absolute;top:Erro de expressão: Operador * inesperadopx; left:Erro de expressão: Operador * inesperadopx; width:3px; height:3px; background:#FF0000" title="Localização" onmouseover="width:5px;height:5px;"/>
Construção ()
Estilo
Conservação
Homologação
(IPPAR)
MN
Aberto ao público

A Torre de Centum Cellas (também Centum Cellæ, Centum Celli, ou Centum Cœli), antigamente também denominada como Torre de São Cornélio, localiza-se no monte de Santo Antão, freguesia do Colmeal da Torre, concelho de Belmonte, Distrito de Castelo Branco, em Portugal.

Trata-se de um singular e curioso monumento lítico actualmente em ruínas que, ao longo dos séculos, vem despertado as atenções de curiosos e estudiosos, suscitando as mais diversas lendas e teorias em torno de si.

Uma das tradições, por exemplo, refere que a edificação teria sido uma prisão com uma centena de celas (donde o nome), onde teria estado cativo São Cornélio (donde o nome alternativo).

Sobre a sua primitiva função, acreditava-se que pudesse ter sido um prætorium (acampamento romano). Entretanto, campanhas de prospecção arqueológica na sua zona envolvente, empreendidas na década de 1960 e na década de 1990, indicam tratar-se, mais apropriadamente, de uma uilla, sendo a torre representativa da sua pars urbana, estando ainda grande parte da pars rustica por escavar.

Índice

[editar] História

No contexto da Invasão romana da Península Ibérica, a villa seria de propriedade de um certo Lúcio Cecílio (em latim: LVCIVS CÆCILIVS), um abastado cidadão romano, negociante de estanho (metal abundante na península Ibérica), que a teria erguido pelos meados do século I. De acordo com os testemunhos arqueológicos, foi destruída nos meados do século III por um grande incêndio, e reconstruída posteriormente.

Na época medieval, sobre os seus restos construiu-se uma capela sob a invocação de São Cornélio, que as lendas associavam ao local, mas que caiu em ruínas e desapareceu por completo pelo século XVIII.

É possível que no período medieval a estrutura de Centum Cellas tenha tido algum papel na consolidação e defesa da fronteira oriental do reino de Portugal com o de Leão (ficando, v. g., na mesma linha de defesa que a Egitânia e a Guarda, fundada em 1199), tendo inclusivamente recebido foral de Sancho I de Portugal em 1188, onde surge referenciada como Centuncelli. Assim o parece ter entendido Pinho Leal ao referir que, na passagem do século XIII para o XIV, a torre teria sido reconstruída para servir de atalaia, enquanto os restantes anexos caíam em ruínas (Portugal Antigo e Moderno) – tese atualmente considerada como improvável. Em 1198 a sede do concelho foi transferida para a vizinha povoação de Belmonte, conhecendo Centum Cellas, a partir de então, um lento processo de declínio.

Centum Cellas foi classificada como Monumento Nacional pelo Decreto nº 14 425, de 15 de Outubro de 1927, publicado no Diário do Govêrno nº 136 [1].

[editar] Características

Trata-se de um edifício de planta rectangular, com três pisos (cerca de doze metros de altura), e sem qualquer cobertura. Possui múltiplas aberturas, de dimensões variadas. Dois frisos separam o primeiro do segundo e este do terceiro piso.

Notas

[editar] Bibliografia

  • PINHO LEAL, Augusto Soares d’Azevedo Barbosa de. Portugal antigo e moderno: diccionario geographico, estatistico, chorographico, heraldico, archeologico, historico, biographico e etymologico de todas as cidades, villas e freguezias de Portugal e de grande número de aldeias... (12 vols.). Lisboa: 1872 e segs.

[editar] Ver também

[editar] Ligações externas

Commons
O Wikimedia Commons possui multimedia sobre Torre de Centum Cellas


Este artigo é um esboço sobre Património de Portugal. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.
Ferramentas pessoais
Criar um livro