Touros

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Município de Touros
"Esquina do Brasil"
Praia de Lagoa do Sal - Touros - RN

Praia de Lagoa do Sal - Touros - RN
Bandeira de Touros
Brasão de Touros
Bandeira Brasão
Hino
Fundação 27 de março de 1835 (179 anos)
Gentílico tourense
Prefeito(a) Ney Rocha Leite (PSD)
(2013–2016)
Localização
Localização de Touros
Localização de Touros no Rio Grande do Norte
Touros está localizado em: Brasil
Touros
Localização de Touros no Brasil
05° 11' 56" S 35° 27' 39" O05° 11' 56" S 35° 27' 39" O
Unidade federativa  Rio Grande do Norte
Mesorregião Leste Potiguar IBGE/2008 [1]
Microrregião Litoral Nordeste IBGE/2008 [1]
Municípios limítrofes Oceano Atlântico (ao norte e leste), Pureza (ao sul), Rio do Fogo (a sudeste), São Miguel do Gostoso (a noroeste), João Câmara (a sudoeste) e Parazinho (a oeste)
Distância até a capital 85 km
Características geográficas
Área 838,669 km² [2]
População 32 942 hab. (RN: 15º) –  IBGE/2013[3]
Densidade 39,28 hab./km²
Altitude 2 m
Clima Semiúmido e semiárido
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,572 baixo PNUD/2010[4]
PIB R$ 143 828,060 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 4 742,89 IBGE/2008[5]
Página oficial

Touros é um município brasileiro do estado do Rio Grande do Norte, na mesorregião do Leste Potiguar e no Polo Costa das Dunas. Tem o apelido de "esquina do Brasil" ou "esquina do continente", já que se situa em uma região onde o litoral brasileiro faz uma curva.

História[editar | editar código-fonte]

A fixação do primeiro Marco de Posse colonial da terra brasileira por Portugal ocorreu em Touros. Desde 1974, ela encontra-se em Natal, hoje na Fortaleza dos Reis Magos.

Em 1501, em uma expedição enviada pelo rei de Portugal, ocorreu o primeiro desembarque de colonizadores portugueses ao litoral do Rio Grande do Norte pela orla marítima, na área de limite entre os municípios de Pedra Grande, Touros e São Miguel do Gostoso. Um dos comandantes dessa expedição, Gaspar de Lemos, fixou um marco de posse colonial na praia de Touros, o mais antigo do Brasil, que era feito de pedra em mármore e possuía o desenho da cruzes de Malta e da Ordem dos Cavaleiros de Cristo.[6] [7] Acredita-se que, antes mesmo da chegada dos portugueses, alguns navegadores espanhóis, como Alonso de Ojeda e Diego de Lepe, teriam chegado primeiro em terras norte-riograndenses.[8] Há também a tese de que, pouco antes da descoberta do Brasil, Pedro Álvares Cabral tenha atingido o Rio Grande do Norte na praia de Touros.[9]

No século XVII, em abril de 1638, um total de 1 400 homens, comandados por Luís Barbalho Bezerro, realizou o segundo desembarque português em Touros e depois partiram rumo a Salvador, na Bahia, deixando quatro canhões fixados sobre um rochedo encravado na praia de Marcos, com o objetivo de combater os holandeses. No final do mesmo século ocorreu a expansão agrícola das localidades de Ceará-Mirim e Extremoz, dando início ao processo de desenvolvimento econômico de Touros.[7]

No século seguinte, ocorreu a fixação definitiva dos portugueses em Touros. A imagem de Bom Jesus dos Navegantes, atual padroeiro do município, de origem incerta, também chegou à localidade. Em homenagem ao santo foi erguida uma capela, cuja construção durou 22 anos. Uma grande seca ocorrida no Rio Grande do Norte na última década do século XVIII impulsionou a migração de trabalhadores agrícolas vindos do sertão para Touros, já que este possuía terras mais férteis apropriadas à prática da agropecuária.[7]

Em 5 de setembro de 1823 o povoado de Touros foi elevado à categoria de distrito. Em 1832 foi instituída a freguesia de Bom Jesus dos Navegantes e, em 11 de abril de 1833, a Resolução do Conselho do Governo Provincial elevou Touros à categoria de vila, tornando-se município do Rio Grande do Norte, desmembrado de Ceará-Mirim, e instalado em 26 de julho do mesmo ano. A resolução foi confirmada quase dois anos depois pela lei provincial nº 21, de 27 de março de 1835. A origem do nome do novo município é incerta, mas há três versões a respeito do nome "Touros": a primeira indica que o nome refere-se a um rochedo situado na praia com formato da cabeça de um touro, a segunda de que o nome foi dado pelos portugueses, devido a grandes rebanhos de gado existentes na localidade, e a última aponta que a denominação foi dada por navegadores fenícios em homenagem à cidade de Tiro, posteriormente denominado "Touro".[7] [10]

Inicialmente, o município de Touros possuía uma grande extensão territorial e 180 quilômetros de praias. Com o passar do tempo, o quadro territorial do município foi sendo alterado com a criação de distritos e a emancipação destes, elevados à condição de município, por meio de lei estadual.[7] De Touros foram desmembrados os atuais municípios de Maxaranguape,[11] Pureza[12] e São Miguel do Gostoso (ex-São Miguel de Touros).[13]

Entre os fatos históricos do século XX, destacaram-se a construção o Farol do Calcanhar (1908); o pouso do avião Savóia-Marchetti (modelo S-64) na ponta do Calcanhar, em 1928, devido ao tempo instável e, consequentemente, à má visibilidade; a transferência do marco de posse colonial sagrado de Touros, em 1974, para Natal, primeiramente museu do Sobradinho e posteriormente para a Fortaleza dos Reis Magos; e a construção do marco inicial da BR-101, que liga Touros ao Sul do país pelo litoral.[6] Em 2000, a lei estadual nº 7831 designou Touros como "a porta de entrada para a criação do estado do Rio Grande do Norte" e instituiu o dia 7 de agosto como a data de aniversário do estado.[14] .

Geografia[editar | editar código-fonte]

Touros pertence ao estado do Rio Grande do Norte, à Mesorregião do Leste Potiguar e à Microrregião do Litoral Nordeste, e é o município mais a nordeste do Brasil, estando situado em uma área em que o litoral brasileiro faz um curva, o que confere o apelido de "esquina do Brasil". Limita-se com o Oceano Atlântico a norte, Pureza e João Câmara a sul, Rio do Fogo a leste, São Miguel do Gostoso, Parazinho e novamente João Câmara a oeste.[15] Ocupa uma área de 838,669 km²[2] e dista 85 quilômetros a norte da capital do estado, Natal, por via rodoviária (74 km em linha reta).[15]

Situado a uma altitude de dois metros acima do nível do mar, em Touros predomina um relevo plano, formado pela planície costeira, que são áreas em formato de dunas, de transição entre o mar e os tabuleiros costeiros que, por sua vez, ocupa áreas relativamente baixas, também denominadas de "planaltos rebaixados", formados por argila, podendo chegar à litorânea. Também é possível notar a presença da chapada da serra verde, cujos terrenos são planos e mais elevados. Os tipos de solo encontrados são as areias quartzosas distróficas, no litoral, caracterizados pela seu baixo nível de fertilidade, textura formada por areia e altos índices de drenagem, e os latossolos, nas áreas mais afastadas do oceano, com nível fertilidade natural entre bom e médio, textura formada por areia e argila e relevo plano, além dos solos aluviais. Touros está situado em área de abrangência da Bacia Potiguar, da Idade Cretácea. Toda a área do município é formada por sedimentos do Grupo Barreiras, formadas durante a Idade Terciária, com exceção do porção sudoeste, que é tipicamente formada por sedimentos de calcário, da formação Jandaíra.[15] [16]

Touros possui partes do seu território incluído nas seguintes bacias hidrográficas: Boqueirão, faixas litorâneas norte e leste de escoamento difuso e Punaí.[17] A hidrografia do município tem como principais rios o Curicacas, Maceió, Maxaranguape, Patu, das Piranhas, Punaú e do Saco, enquanto os principais riachos são Arrepiado, Carro Quebrado, Colônia, Córregos, d'Água e Maxaranguape, além de várias lagoas, sendo a principal delas a do Boqueirão, que cobre uma área de 208,94 hectares e possui capacidade para armazenar 11 074 800 metros cúbicos de água.[18]

A cobertura vegetal do município é variada, sendo formada pelos campos de várzea, localizadas nas várzeas úmidas e próxima a cursos de água (são exemplos de espécies a baronesa, o junco e o periperi) e pela formação de praias e dunas na região litorânea, além de pequenas áreas de cerrado, com espécies de gramíneas. A região semiárida é formada pela caatinga hipoxerófila, cujas espécies de plantas mais abundantes são arbustos e árvores com espinhos, dentre os quais estão o angico, a aroeira, a braúna, a catingueira, o juazeiro, o mandacaru, o marmeleiro e o umbuzeiro.[16] Touros, juntamente com os municípios de Maxaranguape e Rio do Fogo, abriga a Área de Proteção Ambiental dos Recifes dos Corais, instituída pelo decreto estadual nº 15 746 de 6 de junho de 2001, cobrindo dezoito mil hectares de área.[16] [19] Outras áreas de preservação do município são as reservas florestais de Boqueirão de Touros e Lagoa do Sal.[20]

Clima[editar | editar código-fonte]

Touros possui clima tropical chuvoso com verão seco (ou subúmido) no litoral, com precipitações médias de 800 a 2 000 milímetros (mm) anuais, e semiárido mais para o interior, com índices pluviométricos mais baixos, entre quatrocentos e oitocentos milímetros por ano. A principal quadra chuvosa ocorre entre os meses de março e junho. As temperaturas médias variam entre 23 e 30 graus. A umidade relativa do ar média é de 68% o tempo de insolação chega a 2 700 horas por ano.[15] [16] De acordo com a Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMPARN), os maiores acumulados diários registrados entre 1992 e 2007 e a partir de 2010 foram de 173,4 mm em 20 de dezembro de 1997,[21] 122,5 mm em 14 de junho de 2000,[22] 120,5 mm em 23 de maio de 2005,[23] 116 mm em 14 de maio de 2005,[23] 111 mm em 7 de abril de 2003,[24] 110 mm em 6 de abril de 1994,[25] 105,4 mm em 9 de junho de 1993,[26] 103 mm em 16 de abril de 1995,[27] 102 mm em 5 de maio de 2007[28] e 100 mm em 2 de julho de 1995.[27] Dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) desde 2001 apontam que grandes acumulados foram de 161 mm em 26 de julho de 2004 e 101 mm em 13 de agosto de 2004, e maior temperatura registrada foi de 39,9 ºC em 15 de outubro de 2008.[29]

Dados climatológicos para Touros
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura máxima média (°C) 31,6 31,8 31,7 31,3 31 30,2 29,6 29,9 30,3 30,7 30,6 30,9 30,8
Temperatura média (°C) 26,5 27 26,9 26,3 25,8 25 24,1 24,1 24,7 25,4 25,8 26,1 25,6
Temperatura mínima média (°C) 22,7 23 22,8 22,5 22,1 21,6 21 20,9 21,2 21,8 22 22,3 22
Precipitação (mm) 47,3 88,7 185,5 195,6 178,5 181,4 140,2 75,7 33,4 14,3 11,5 24,8 1 176,9
Fonte: Jornal do Tempo (precipitações, período 1961-1990)[30] e Weatherbase (médias de temperatura).[31]

Distritos[editar | editar código-fonte]

Touros está dividido em 27 distritos, sendo os principais Santa Luzia, Cajueiro, Boa Cica, Boqueirão, Lagoa do Sal, São José, Carnaubinha, Perobas, Vila Assis, Vila Israel, Vila Meyne, Baixa do Quinquim, Aracati e Zabelê.

Demografia[editar | editar código-fonte]

Crescimento populacional
Censo Pop.
1872 9 326
1900 16 267
1920 17 019 4,6%
1940 16 671 -2,0%
1950 22 124 32,7%
1960 17 947 -18,9%
1970 19 442 8,3%
1980 19 817 1,9%
1991 27 043 36,5%
2000 27 879 3,1%
2010 31 089 11,5%
Est. 2013 32 942 [32] 18,2%
Fonte: IBGE (1872-2010)[33] [34] [35]

A população do município de Touros, no censo demográfico de 2010, era de 31 089 habitantes, sendo o décimo quinto mais populoso do Rio Grande do Norte, com uma densidade populacional de 36,99 habitantes por quilômetro quadrado.[35] Desse total, 7 922 viviam na zona urbana (25,48%) e 23 167 na zona rural (74,52%). Ao mesmo tempo, 16 068 eram do sexo masculino (51,68%) e 15 021 do sexo feminino (48,32%), e a razão sexual era de 106,97.[36] [37] Em relação à faixa etária, 9 563 tinham menos de quinze anos (30,76%), 19 399 entre 16 e 64 anos (62,4%) e os 2 127 restantes acima dos 65 anos.[38] Ainda conforme o mesmo censo, 20 317 habitantes se autodeclaram pardos (65,03%), 9 305 brancos (29,93%), 1 224 pretos (3,94%), 311 amarelos (1%) e 32 indígenas (0,1%).[39]

Considerando-se a nacionalidade, todos os habitantes do município eram brasileiros natos (100%).[40] Em relação à região de nascimento, 30 710 eram nascidos na Região Nordeste (98,78%), 294 na Sudeste (0,95%), 29 no Sul (0,09%), vinte no Centro-Oeste (0,07%) e dezessete no Norte (0,05%), além de outros dezoito sem especificação (0,06%). 29 848 habitantes eram naturais do Rio Grande do Norte (96,01%) e, desse total, 21 531 haviam nascido em Touros (69,26%). Entre os não naturais da unidade da federação, a Paraíba era o estado com maior presença, com 482 habitantes residentes (1,55%), seguido por Pernambuco, com 260 (0,84%), e por São Paulo (0,65%).[41] [42] Ainda em 2010, 24 pessoas emigraram de Touros em direção a outros países, dos quais vinte para países da Europa (83,33%), três para a América do Norte (12,5%), um para a África (4,17%). Entre os países de destino, nove foram Portugal (37,5%), quatro para a Itália (16,67%), quatro para a Alemanha (16,67%), dois para os Estados Unidos (8,34%), um para a Suécia (4,17%), um para a República da Irlanda (4,17%), um para a Espanha (4,17%), um para o Canadá (4,17%) e um para a África do Sul (4,17%).[43]

O Índice de Desenvolvimento Humano do município é considerado baixo, de acordo com dados do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento. Segundo dados do relatório de 2010, divulgados em 2013, seu valor era de 0,572, ocupando a 145ª posição no Rio Grande do Norte (em 167 municípios) e o 4 802 º do Brasil (em 5 565 municípios). Considerando-se apenas o índice de longevidade, seu valor é de 0,716, o valor do índice de renda é de 0,562 e o de educação é de 0,466.[4] Em 2003, o índice de pobreza era de 51,5% (o índice subjetivo era de 63,29%).[44] De 2000 a 2010, a proporção de pessoas com renda domiciliar per capita de até 140 reais reduziu em 34,5%. Em 2010, 56,3% da população vivia acima da linha de pobreza, 21,75% entre as linhas de indigência e de pobreza e 21,95% estavam abaixo da linha de indigência. No mesmo ano, o índice de Gini era 0,52 e os 20% mais ricos eram responsáveis por 54,85% do rendimento total municipal, valor 21,02 vezes superior à dos 20% mais pobres, que era de 2,61%.[38] [45]

Religião[editar | editar código-fonte]

Religião em Touros (2010)[46]
Religião Porcentagem
Catolicismo
romano
  
82,91%
Evangélicos
  
11,37%
Sem religião
  
4,35%
Outras
  
1,37%

De acordo com o censo de 2010, a população do município era formada por 25 775 católicos romanos (82,91%), 3 536 evangélicos (11,37%), 222 testemunhas de Jeová (0,71%), 35 candomblecistas (0,11%), 32 espíritas (0,1%), 26 católicos ortodoxos (0,08%), 22 esotéricos (0,07%) e oito messiânicos (0,03%). Outros 1 352 não tinham religião (4,35%), dentre os quais 134 ateus (0,43%), 73 pertenciam a outras religiosidades cristãs (0,23%) e nove possuíam religião indeterminada ou indefinida (0,03%).[46]

Segundo divisão feita pela Igreja Católica, Touros pertence à Arquidiocese de Natal, cuja sede está na capital potiguar. O município está localizado na sétima zonal da arquidiocese, e é sede de uma paróquia, e tendo como padroeiro Bom Jesus dos Navegantes. A Igreja Matriz sede foi construída entre 1778 e 1800 e elevada à categoria de matriz em 1832, quando da criação da freguesia.[7] [47]

Touros possui os mais diversos credos protestantes ou reformados. Do total de evangélicos, 2 860 pertenciam às igrejas evangélicas de origem pentecostal (9,2%), 254 às evangélicas de missão e os 422 restantes a evangélicas não determinadas (1,36%). Dentre as igrejas pentecostais, 2 565 pertenciam à Assembleia de Deus (8,25%), 127 à Igreja Universal do Reino de Deus (0,41%), dezessete à Congregação Cristã do Brasil (0,06%) e 150 a outras pentecostais (0,48%). Em relação às de missão, existiam 135 batistas (0,44%), 71 adventistas (0,23%) e 48 presbiterianos (0,15%).[46]

Política[editar | editar código-fonte]

O poder executivo do município de Touros é representado pelo prefeito, auxiliado pelo seu gabinete de secretários e eleito pelo voto direto para um mandato de quatro anos, podendo ser reeleito para um segundo mandato consecutivo.[48] [49] O atual prefeito, Ney Rocha Leite, do Partido Social Democrático, foi eleito nas eleições municipais de 2012 com 56,88% dos votos válidos, tendo como vice José Damasceno Bezerra Júnior (Júnior da Emater).[50] [51] O poder legislativo é representado pela Câmara Municipal, formada por treze vereadores também eleitos diretamente para mandatos de quatro anos. Na atual legislatura, iniciada em 2013, a casa legislativa é constituída por quatro cadeiras do Partido Popular Socialista (PPS), duas do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), duas do Democratas (DEM), uma do Partido Trabalhista do Brasil (PT do B), uma do Partido Social Democrático (PSD) uma do Partido Socialista Brasileiro (PSB), uma do Partido da República (PR) e uma do Partido Progressista (PP).[52]

Existem ainda alguns conselhos municipais em atividade: Educação, FUNDEB, Habitação, Meio Ambiente, Saúde e Tutelar.[16] [53] [54] [55] [56] [57] Touros se rege pela sua lei orgânica, promulgada pela Câmara Municipal em 3 de abril de 1990,[48] e é sede de uma comarca, de primeira entrância, cujo termo é São Miguel do Gostoso.[58] [59] O município possuía, em dezembro de 2013, 22 918 eleitores, o que representa 0,974% do total do Rio Grande do Norte.[60]

Tratando-se sobre partidos políticos, dos 33 existentes no Brasil, 23 possuíam alguma representação no município. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os partidos políticos com maior números de filiados, em dezembro de 2013, eram o Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), com 391 membros, seguido pelo Democratas (DEM), com 158, e pelo Partido dos Trabalhadores (PT), com 149. Completando a lista dos cinco maiores partidos por número de filiados, estão o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), com 143 filiados, e o Partido da República, com 140.[61]

Economia[editar | editar código-fonte]

Touros é o maior produtor de abacaxi do Rio Grande do Norte e o terceiro do país.[62]

Conforme dados de 2011, o Produto Interno Bruto (PIB) de Touros era de R$ 236 308 mil, sendo R$ 57 272 mil do setor primário, R$ 14 029 mil do setor secundário, R$ 135 384 do setor terciário e 29 623 mil de impostos sobre produtos líquidos de subsídios a preços correntes. O PIB per capita era de R$ 7 541,10.[5] 61,1% da população maior de dezoito anos era economicamente ativa, enquanto que a taxa de desocupação era de 6,68% (2010).[38]

Na agricultura, Touros produziu, na lavoura permanente de 2012, coco-da-baía (dezoito mil frutos), banana (15 900 t), mamão (12 000 t), castanha de caju (700 t) e manga (450 t).[63] Já na lavoura temporária foram produzidos abacaxi (87,1 mil frutos), mandioca (18 000 t) e cebola (900 t), .[64] Na pecuária, Touros possuía 85 900 galináceos (galos, frangas, frangos e pintos), 10 500 galinhas, 7 287 bovinos, 1 405 suínos, 1 320 caprinos, 681 asininos, 385 equinos e oitenta muares. Também foram produzidos 2 678 mil litros de leite de 2 400 vacas ordenhadas e 95 mil dúzias de ovos de galinha.[65]

Na indústria, Touros possuía, em 2010, 8,41% do pessoal ocupado acima de dezoito anos trabalhando no setor industrial, sendo 5,22% na construção civil, 1,95% na indústria de transformação e 1,24% nos serviços de utilidade pública. Segundo o IBGE, na extração vegetal de 2011 foram produzidos 1 150 metros cúbicos de lenha e duas toneladas de carvão vegetal.[66] No setor terciário, 27,8% trabalhavam na prestação de serviços e 11,98% no setor comercial.[38] Salários, juntamente com outras remunerações, somavam 24 389 mil reais e o salário médio mensal de todo município era de 1,8 salários mínimos. Havia 318 unidades locais, sendo 316 atuantes.[67]

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Saúde[editar | editar código-fonte]

Segundo dados de 2009, Touros possuía quatorze estabelecimentos de saúde, sendo treze públicos e um privado e treze deles prestando atendimento ao Sistema Único de Saúde (SUS). Existiam vinte leitos para internação, todos públicos e de caráter municipal.[68] O município pertence à II URSAP, sediada em João Câmara,[69] e possui o Hospital Municipal Ministro Paulo de Almeida Machado, localizado no Centro, contando com serviços de atendimento ambulatorial, urgência e emergência, leitos nas especialidades de cirurgia, clínica, obstetrícia, pediatra e serviços especializados.[70]

Em 2010, existiam 43 médicos, 29 auxiliares de enfermagem, 22 enfermeiros, dezoito cirurgiões-dentistas, seis nutricionistas, cinco farmacêuticos, quatro técnicos de enfermagem, três fisioterapeutas, um psicólogo, um fonoaudiólogo e um assistente social, totalizando 133 profissionais de súde.[71] No mesmo ano, a expectativa de vida ao nascer era de 71,1 anos, a taxa de mortalidade infantil era de 23,6 por mil nascimentos e a taxa de fecundidade era de 2,3 filhos por mulher.[38] Em 2012, 94,23% das crianças menores de um ano de idade estavam com a carteira de vacinação em dia e 92,8% crianças menores de dois anos foram pesadas pelo Programa Saúde da Família (PSF), sendo que 0,39% do total estavam desnutridas.[45] [72] Segundo dados do Ministério da Saúde, dezesseis casos de AIDS foram registrados em Touros entre 1987 e 2012 e, entre 2001 e 2011, foram notificados 654 casos de doenças transmitidas por mosquitos, sendo 627 de dengue e 27 de leishmaniose.[73]

Educação[editar | editar código-fonte]

Educação de Touros em números (2012)[74]
Nível Matrículas Docentes Escolas
Ensino pré-escolar 962 59 32
Ensino fundamental 6 075 287 37
Ensino médio 1 183 38 3

Em 2012, Touros possuía um total de 14 882 estudantes matriculados em diversos estabelecimentos de ensino.[74] O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica de 2009 das escolas públicas era de 2,9 para os anos iniciais (1ª à 4ª séries) e de 2,5 para os anos finais (5ª à 8 série).[75]

De acordo com dados da amostra do censo demográfico de 2010, da população total, 10 731 habitantes frequentavam creches e/ou escolas. Desse total, 521 frequentavam creches, 1 111 estavam no ensino pré-escolar, 502 na classe de alfabetização, 284 na alfabetização de jovens e adultos, 6 607 no ensino fundamental, 138 na educação de jovens e adultos do ensino fundamental, 1 148 no ensino médio, 143 na educação de jovens e adultos do ensino médio. 2 435 em cursos superiores de,263 em cursos graduação e treze cursando mestrado. Entre os que não frequentavam unidades escolares, 16 589 haviam frequentado alguma vez e 3 789 nunca haviam frequentado.[76] No mesmo ano, a taxa de conclusão do ensino fundamental entre adolescentes entre 15 a 17 anos era de 38,27% e o percentual de alfabetização de jovens e adolescentes entre 15 e 24 anos era de apenas 22,39%. A distorção idade-série entre alunos do ensino fundamental, ou seja, com com idade superior à recomendada, era de 29,4% para os anos iniciais e 51,3% nos anos finais e, no ensino médio, a defasagem chegava a 45,2%.[77]

Cultura[editar | editar código-fonte]

A responsável pela atuação do setor cultural de Touros é a Secretaria Municipal de Educação Cultura e Desporto, que possui várias atribuições, entre elas gerir a política das atividades educacionais no município, organizar a política de cultura e lazer da população, induzir a conservação da proteção patrimônio artístico-histórico-cultural de Touros, planejar a política de esportes, entre outros.[78]

Segundo o Instituto de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (IDEMA), Touros contava, em 2008, com três associações beneficentes, uma quadra de esportes, um ginásio poliesportivo, um clube social, um campo de futebol e uma biblioteca.[16]

Atrativos[editar | editar código-fonte]

Farol do Calcanhar, o maior do Brasil e da América Latina.

O município de Touros possui diversas atrativos turísticos espalhados por seu território. Entre eles estão, além das praias e do Marcos de Touros: o Farol do Calcanhar, localizada na ponta de mesmo nome, a seis quilômetros da sede municipal, possui 62 metros de altura e é o segundo maior farol em atividade no mundo, segundo o Guinness Book, construído no ano de 1908 e reformado em 1945, logo após a Segunda Guerra Mundial; os canhões coloniais; a Igreja Matriz de Bom Jesus dos Navegantes, sede da paróquia de Touros e pertencente à Arquidiocese de Natal, construída inicialmente como capela entre 1778 e 1800 e posteriormente elevada à categoria de matriz, abrigando a imagem do padroeiro municipal, possivelmente achada no final do século XVIII nas águas de um rio que banha Touros; o Cruzeiro das Almas, erguido na década de 1850 no antigo cemitério de Touros, quando houve uma grande epidemia de cólera no povoado que matou um terço da população local; o marco da BR-101, obra do arquiteto Oscar Niemeyer; e a formação rochosa do Tourinho, que possivelmente teria dado o nome ao atual município.[79] Outros importantes pontos turísticos do município são o Centro de Turismo, a Lagoa de Boqueirão, o Museu de Touros e as praias do Cajueiro, Carnaubinha, Monte Alegre, Perobas, Ponta do Calcanhar e São José.[16]

Touros também possui diversos atrativos culturais, realizados durante o ano inteiro. São os principais o Verão Vivo, no mês de janeiro até o carnaval; a Festa dos Reis, no dia 6 de janeiro; o Carnaval, realizado em data móvel (fevereiro ou março) com foliões e apresentações de bandas musicais; a festa de emancipação política, em 27 de março; as festas juninas, em junho; a Festa da Baixa Quinquim em agosto; a Semana da Cultura ou de Folclore, também em agosto, com apresentações de danças, poesias e um concurso que visa a escolha do melhor repentista; e a festa de Bom Jesus dos Navegantes, padroeiro municipal, em 31 de dezembro.[16] [79]

Feriados[editar | editar código-fonte]

Segundo a Associação do Ministério Público do Estado do Rio Grande do Norte (AMPERN), em Touros há, além dos feriados nacionais, estaduais e pontos facultativos, quatro feriados municipais, sendo eles os dias 2 de janeiro, dia de Bom Jesus dos Navegantes, padroeiro de Touros; 27 de março, dia em que o município festeja sua emancipação política; 29 de junho, dia de São Pedro; e o dia 5 de setembro, dia da paróquia de Touros.[80]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. a b Área territorial brasileira. Resolução da Presidência do IBGE de n° 1 de 15 de janeiro de 2013. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (15 de janeiro de 2013).
  3. ESTIMATIVAS DA POPULAÇÃO RESIDENTE NOS MUNICÍPIOS BRASILEIROS COM DATA DE REFERÊNCIA EM 1º DE JULHO DE 2012 (PDF). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (30 de agosto de 2011). Página visitada em 31 de agosto de 2012.
  4. a b Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2010). Página visitada em 04 de setembro de 2013.
  5. a b c Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 dez. 2010.
  6. a b Touros. Prefeitura de Touros. Página visitada em 7 de março de 2014. Cópia arquivada em 7 de março de 2014.
  7. a b c d e f Histórico. Documentação territorial do Brasil. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 7 de março de 2014. Cópia arquivada em 7 de março de 2014.
  8. Controvérsias Sobre a Presença Espanhola. Tribuna do Norte. Página visitada em 10 de julho de 2013.
  9. Tese Ousada: Cabral no Litoral Potiguar. Tribuna do Norte. Página visitada em 10 de julho de 2013.
  10. Touros-RN da Origem a Liberdade. Portal Touros. Página visitada em 7 de março de 2014.
  11. Histórico - Maxaranguape/RN. Documentação territorial do Brasil. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 7 de março de 2014.
  12. Histórico - Pureza/RN. Documentação territorial do Brasil. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 7 de março de 2014.
  13. Histórico - São Miguel do Gostoso/RN. Documentação territorial do Brasil. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 7 de março de 2014.
  14. Lei nº. 7.831, de 30 de maio de 2000. Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte (30 de maio de 2000). Página visitada em 7 de março de 2014. Cópia arquivada em 7 de março de 2014.
  15. a b c d Aspectos geográficos. Portal Touros. Página visitada em 7 de março de 2014.
  16. a b c d e f g h Touros. Instituto de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (2008). Página visitada em 7 de março de 2014. Cópia arquivada em 7 de março de 2014.
  17. Bacias Hidrográficas. Secretaria Estadual de Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos. Página visitada em 7 de março de 2014.
  18. Ficha Técnica do Reservatório Lagoa do Boqueirão. Secretaria Estadual de Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos. Página visitada em 7 de março de 2014.
  19. Decreto nº 15.746, de 6 de junho de 2001.. Portal Rio Grande do Norte (15 de junho de 2001). Página visitada em 13 de março de 2014.
  20. Lazer. Brasil Channel. Página visitada em 13 de março de 2014.
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  22. Posto: TOUROS(PREFEITURA). Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (2000). Página visitada em 7 de março de 2014.
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  29. Sistema de Monitoramento Agrometeorológico (Agritempo). Dados Meteorológicos - Rio Grande do Norte. Agritempo.gov.br. Página visitada em 20 de novembro de 2011.
  30. CLIMATOLOGIA PARA TOUROS-RN. Jornal do Tempo (1961-1990). Página visitada em 7 de março de 2014. Cópia arquivada em 7 de março de 2014.
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  32. ESTIMATIVAS DA POPULAÇÃO RESIDENTE NOS MUNICÍPIOS BRASILEIROS COM DATA DE REFERÊNCIA EM 1º DE JULHO DE 2013. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (2013). Página visitada em 9 de março de 2014.
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