Trás-os-Montes (filme)

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Trás-os-Montes
 Portugal
1976 • cor • 111’ min 
Realização António Reis
Margarida Cordeiro
Produção Centro Português de Cinema
António Reis
Margarida Cordeiro
Argumento António Reis
Margarida Cordeiro
Elenco Albino S. Pedro (pastor)
Armando Manuel (Armando)
Carlos Margarido (Carlos)
Luís Ferreira (Luís)
Adília Cruz Pimentel (Mariana)
Fortunato Pires (ferreiro)
Maria da Glória Alves (pastora)
José Manuel Fernandes (pastor)
Natália Soeiro (Ilda)
Ilda Almeida (Ilda)
Rosália Comba (filha de Mariana)
Rui Ferreira (Rui)
Isilda Vaz
António Margarido
Pedro Paulo
Olinda Monteiro
Teresa Rodrigues
José Rodrigues
José António
Albina Moura
Carlos Patrício
João Palhão
Amador Antão
Piedade Esteves
Ana Meirinhos
José Veloso
Adia Martins
Ana Maria das Neves
Maria Piedade Alves
Manuel Marques
António Velho
Carlos Velho
Miquelina Coelho
José Luís Coelho
Manuel ferreira
Habitantes de Bragança e Miranda do Douro
Género Drama
Idioma português
Direção de fotografia Acácio de Almeida
Distribuição V.O. Filmes
Lançamento Abril de 1976
Página no IMDb (em inglês)

Trás-os-Montes (1976) é um filme português de António Reis e de Margarida Cordeiro. Trata-se de um documentário ficcionado, género muitas vezes referido através do termo docuficção. Especificamente, é uma etnoficção: retrata personagens típicas da Terra Fria, o nordeste montanhoso de Portugal, inventariando hábitos seculares, num ambiente rural majestoso. Dotado de uma linguagem acentuadamente poética distinta da narrativa clássica, é uma das obras representativas do movimento do Novo Cinema e uma das primeiras docuficções portuguesas.

Sinopse[editar | editar código-fonte]

As raízes históricas de Trás-os-Montes são ancestrais e inscrevem-se na tradição galaico-portuguesa. O rio Douro e o seu enquadramento agreste são o décor natural de uma paisagem humana rica em tradições e práticas sociais que se perdem no tempo. São os velhos, as crianças, a agricultura de subsistência, o colectivismo pastoril e agrícola, os que ficaram e os que se foram, enquadrados num retrato sem história, pictórico, percorrido por longos silêncios musicais, numa paisagem solene em que a Natureza domina.

O lugarico:

  • Ã Trás-dels-Montes, destrito de Bergança
  • Hai ũ lhogarico que se chama Costantĩn.
  • Queda lui longe de la cidade grande.
  • Alredor hai centeno i la selombra de carbalhos bielhos.
  • Els telares báten alegremente.
  • Els carros de las bacas chílran pu las rúes mui streitas.
  • Las rapazas bãn a buscar auga a la fônte
  • i ls garotos bãn a apanhar lhenhaxseca.
  • La gente de Costantĩn soũ probes!…
  • Bibos eilhos soũ els moradores de l’aldée de Constantĩn…
  • Mortos, söũ l pôlo de l’aldée de Costantĩn.

Festivais e mostras[editar | editar código-fonte]

  • Festival de Toulon 1976 – Prémio Especial do Júri, Prémio da Crítica
  • Festival de Pesaro 1976 - Prémio da Crítica
  • Festival de Belford 1976
  • XI Challenge de Cartago 1976
  • Festival de Manheim 1977 – Grande Prémio
  • Festival de Roterdão 1977
  • Festival de Anvers 1977
  • Festival de Bedalmena 1977
  • Festival de Londres 1977
  • Festival de Viermole 1978 – Prémio Melhor Filme, Prémio Melhor Realização
  • Festival de Belgrado 1978
  • Bienal de Veneza 1978
  • Mostra de São Paulo 1978
  • Festival de Lecce (Itália) 1979 – Menção Honrosa à Cinematografia

Ver também[editar | editar código-fonte]

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Ligações externas[editar | editar código-fonte]