Revolução de Julho

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A Liberdade Guiando o Povo, quadro no qual Delacroix mostra a revolta da população parisiense, que, mobilizada pelas idéias liberais, em 1830, sai às ruas para pôr fim ao absolutismo.
Luís Filipe I da França, o rei burguês.

A Revolução de Julho de 1830, também conhecida pelos Três Gloriosos (em francês Les Trois Glorieuses), é a designação dada aos acontecimentos dos dias 27, 28 e 29 de Julho de 1830, conhecidos como os três dias gloriosos, durante os quais o povo de Paris e as sociedades secretas republicanas, liderados pela burguesia liberal, fizeram uma série de levantamentos contra Carlos X da França, que culminaram na sua abdicação e no fim do período conhecido pela Restauração Francesa. O movimento alastrou por toda a Europa dando origem a uma complexa cadeia de movimentos insurreccionais que ficou conhecido pelas Revoluções de 1830.

Contexto e consequências[editar | editar código-fonte]

Durante aqueles dias levantaram-se barricadas na capital francesa e generalizou-se a luta civil. As revoltas populares sucederam-se e alargaram-se a ponto da própria Guarda Nacional as apoiar, aderindo à sedição. Após lutas nas ruas parisienses (as Três Gloriosas), o último rei da Casa de Bourbon teve de partir para o exílio no começo de Agosto. O clima da revolução perpassa pelas páginas de Os Miseráveis, de Victor Hugo.

Temerosa do radicalismo das classes que haviam feito a revolução (pequena burguesia e proletariado urbano), a alta burguesia instalou no poder o primo do rei, Luís Filipe de Orleans, o "Rei Burguês", monarca constitucional e liberal de outro ramo da nobreza francesa. "De agora em diante, os banqueiros reinarão na França", como afirmou Jacques Lafitte, banqueiro e político que participou das manobras para colocar Luís Filipe no trono. Ele tinha razão. Todas as facções da burguesia, como industriais e comerciantes, haviam participado da luta contra o poder real e a velha aristocracia, mas quem assumiu o poder foi apenas uma parcela da burguesia - a do capital financeiro.

Apoiado por banqueiros como Casimire Pérere e contando com ministros como Thiers ou Guizot, a Monarquia de Julho vem assim conseguir impor um clima de paz e prosperidade.

Ver também[editar | editar código-fonte]