Tríplice viral

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A Tríplice Viral é uma vacina capaz de proteger o ser humano de três graves doenças: Sarampo, Rubéola e Caxumba (também conhecida em Portugal como "Papeira" e cujo nome técnico é Parotidite), fato que leva a ser chamada também de Vacina SRC. Em Portugal é conhecida como "VASPR" (Vacina anti Sarampo, Parotidite e Rubéola). Sua aplicação se dá em uma dose única, geralmente aos 12 meses de idade, além de um reforço entre os quatro e seis anos. Após sua aplicação, não é incomum ocorrer febre baixa e coriza. Caso a febre ultrapasse 38°C, pode-se usar um antitérmico.

Administração da vacina tríplice viral[editar | editar código-fonte]

A vacina tríplice viral é administrada via subcutânea em uma dose única aos 12 meses de idade. De 4 a 6 anos a criança deve tomar novamente a vacina para imunizar uma pequena parcela da população que não é imunizada da primeira vez (2 a 7%). A primeira dose existe no calendário vacinal da criança desde 2003, mas a segunda vacina só foi introduzida no calendário em 2004, para evitar um novo surto de sarampo (já erradicado desde 2000 do Brasil) por acúmulo de suscetíveis.

É importante lembrar que a vacina tríplice viral é feita com vírus vivos atenuados, ou seja, raramente causa formas graves das doenças, mas é contra-indicada para gestantes (risco de rubéola congênita), indivíduos imunocomprometidos e em uso de corticosteróide de forma crônica.

A segunda dose da vacina está sendo aplicada aos 15 meses de idade.

Autismo e Questões Polêmicas[editar | editar código-fonte]

Em 1999, o médico Andrew Wakefield publicou o artigo MMR vaccination and autism, estabelecendo uma suposta relação entre a vacina tríplice e o autismo.[1] Diversos estudos médicos foram conduzidos desde então a fim de se comprovar ou não essa relação, sendo que não houve evidências nesses novos estudos acerca dessa hipótese. Em 2010, o Conselho Médico Geral britânico considerou que o dr. Wakefield agiu de maneira antiética e desonesta ao vincular a vacina tríplice ao autismo. Ainda de acordo com o Conselho Médico Geral britânico, a sua conduta trouxe má reputação à profissão médica depois que ele coletou amostras de sangue de jovens na festa de aniversário de seu filho pagando-lhes £5. Considera-se também que o sarampo tenha ressurgido no Reino Unido devido ao receio dos pais em aplicarem a vacina trípice em seus filhos: as taxas de vacinação nunca mais voltaram a subir e surtos da doença tornaram-se comuns.[2] Outra corrente acusa a influente indústria farmacêutica de fazer lobby para "abafar" essa informação.[3]

Notas e referências

  1. Andrew J Wakefield. . "MMR vaccination and autism". The Lancet 354 (9182): 949 - 950. DOI:10.1016/S0140-6736(05)75696-8. Página visitada em 31/05/2010.
  2. Artigo que associa vacina a autismo é condenado. Estadão (03 de fevereiro de 2010). Página visitada em 31/05/2010.
  3. Oakes, April. Vacinas Infantis - O que os Laboratórios e Médicos não falam. Autistas.org.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]