Tradição, Família e Propriedade

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A Tradição, Família e Propriedade (TFP) ou Sociedade Brasileira de Defesa da Tradição, Família e Propriedade, é uma organização católica tradicionalista e conservadora brasileira fundada em 1960 pelo professor catedrático Plínio Correia de Oliveira, deputado federal Constituinte em 1934 e jornalista católico. Ela é pautada nos dogmas e tradições católicas e o combate às ideias maçónicas e socialistas. A nova sociedade baseava-se em sua obra Revolução e contra revolução e propõe uma vigorosa reação com base no amor à ordem cristã e na aversão à desordem.1

História[editar | editar código-fonte]

Em setembro de 1928, aos 19 anos, Plínio Corrêa de Oliveira, então jovem universitário, participa do Congresso da Mocidade Católica, onde toma o primeiro contato com as Congregações Marianas, nos primórdios da expansão destas, onde foi conferencista e orador.

Em 1929, pouco antes de diplomar-se em ciências jurídicas e sociais, ainda quartanista na renomada Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, em São Paulo, coordenou alguns congregados marianos e fundou a Ação Universitária Católica - AUC.

Fundação da TFP Brasileira[editar | editar código-fonte]

Da expansão desse núcleo inicial, remanescente do “Legionário”, nasceu, em 1960, a Sociedade Brasileira de Defesa da Tradição, Família e Propriedade.

Apoio[editar | editar código-fonte]

Como Presidente da Junta Arquidiocesana da Ação Católica de São Paulo, o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira escreveu, em 1943, seu primeiro livro, Em defesa da Ação Católica, prefaciado pelo então Núncio Apostólico no Brasil, D. Bento Aloisi Masella, mais tarde Cardeal Camerlengo da Santa Igreja. A obra é uma análise perspicaz e penetrante dos primórdios da Ação Católica.

A calorosa carta de louvor dirigida ao autor de Em defesa da Ação Católica, escrita em nome de Pio XII por Monsenhor J. B. Montini, então substituto da Secretaria de Estado da Santa Sé, futuro Papa Paulo VI, constituiu uma eloquente confirmação, de parte da suprema autoridade eclesiástica, das teses contidas no livro, como atestam as seguintes passagens:

Sua Santidade regozija-se contigo porque explanaste e defendeste com penetração e clareza a Ação Católica (…)”.

“O Augusto Pontífice de todo o coração faz votos que deste teu trabalho resultem ricos e sazonados frutos, e colhas não pequenas nem poucas consolações. E como penhor de que assim seja te concede a Bênção Apostólica”.

Estavam estabelecidas as condições para a formação da futura TFP. Com os membros do “grupo do Plinio” — como era conhecido o núcleo congregado em torno do Prof. Plínio Corrêa de Oliveira para a redação e publicação do semanário “O Legionário”— lançou Dr. Plínio o prestigioso mensário de cultura “Catolicismo”, que se tornou um dos polos de pensamento da imprensa católica do Brasil, e cujo renome atravessou as fronteiras do País e transpôs os oceanos. Em torno dele tornou-se um movimento de opinião mais amplo que ficou conhecido como grupo de “Catolicismo”.

Críticas[editar | editar código-fonte]

Devido a suas posturas em relação à fé católica e à política, a organização sofreu críticas em 1985, por parte da ala progressista da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), com um documento que apontava entre outros motivos aqueles que impediriam os católicos de colaborarem e se filiarem a esta instituição. Cabe-se ressaltar que a CNBB não representa de forma direta e doutrinária a Igreja Católica Romana que tem por autoridade o Sumo Pontífice, sendo esta declaração de cunho pessoal dos bispos reunidos nesta citada conferência episcopal, não atingindo portanto a doutrina católica e seus fiéis ao redor do mundo.

Referências

  1. Enciclopédia Britânica do Brasil Publicações Ltda, pgs. 392-393. "Livro do Ano 1996 - Eventos de 1995". São Paulo (1996).

Ligações externas[editar | editar código-fonte]