Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas

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Tradução do Novo Mundo
Tradução do NM das Escrituras Sagradas, Edição com Referências, 1984 (em português 1986)
Nome: Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas
Abreviação: NM
Publicação do NT: 1950
Publicação da Bíblia completa: 1963
Tipo de tradução: Literal
Revisão: 1984
Editora: Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados
Afiliação religiosa: Testemunhas de Jeová
Gênesis 1:1-3
No princípio Deus criou os céus e a terra. Ora, a terra mostrava ser sem forma e vazia, e havia escuridão sobre a superfície da água de profundeza; e a força ativa de Deus movia-se por cima da superfície das águas. E Deus passou a dizer: "Venha a haver luz." Então veio a haver luz.
João 3:16
Porque Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, a fim de que todo aquele que nele exercer fé não seja destruído, mas tenha vida eterna.

A Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas (sigla NM) é uma Tradução da Bíblia produzida, e distribuída pela organização religiosa Testemunhas de Jeová. É propriedade legal da Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados de Pensilvânia, sendo editada em português brasileiro pela Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados de Nova Iorque, Inc, nos Estados Unidos. A editora responsável pela sua publicação é a Associação Torre de Vigia de Bíblias e Tratados do Brasil, em Cesário Lange, São Paulo. Encontra-se disponível em vários formatos e línguas, incluindo DVD em Língua de Sinais, em Braille, em CD-ROM e On-line. Segundo as estatísticas mais atuais[1] , a tradução completa está disponível em 63 idiomas, e as Escrituras Gregas Cristãs em outros 59 num total de 122 idiomas, a que se adicionam mais três transcrições em Braile. Até Março de 2014 a sua tiragem ultrapassou os 208 milhões de exemplares[2] , em várias edições,[3] sendo considerada uma das mais distribuídas versões da Bíblia[4] . Em 2011, 40 equipes de tradução continuam empenhadas em aumentar o número de línguas em que a Tradução do Novo Mundo pode ser obtida. Diferentemente das outras Bíblias, a maior prioridade da Tradução do Novo Mundo foi o Restabelecimento do Nome Divino (a saber:)Jeová, que aparece mais de 7 mil vezes, nas escrituras Hebraicas e Aramaicas e escrituras Gregas cristãs, muitas vezes retirado ou ocultado de muitas outras traduções da Bíblia, sendo muitas vezes trocado por Senhor e outros títulos. Para mais informações consulte [5]

Comissão de Tradução do Novo Mundo[editar | editar código-fonte]

Editar Índice
TESTEMUNHAS DE JEOVÁ
Religião Cristã Não Trinitária
Definição Básica | Doutrinas e Teologia
Estrutura Mundial | Congregações Locais
História das Testemunhas de Jeová
Testemunhas de Jeová em Portugal
Sociedades Usadas pelas Testemunhas
Sociedade Torre de Vigia - Definição
Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados
Sociedade Torre de Vigia de Tratados de Sião
Edições Notáveis
A Sentinela | Despertai! | Notícias do Reino
Tradução do Novo Mundo
Estudos das Escrituras
Fotodrama da Criação | Anuário
Proclamadores do Reino de Deus
Cancioneiro das Testemunhas de Jeová
Estudo Perspicaz das Escrituras
A Verdade Que Conduz à Vida Eterna
O Que a Bíblia Realmente Ensina?
Artigos Directamente Relacionados
com as Testemunhas de Jeová
Escatologia | Cronologia | Neutralidade
Normas de Moral | Questão do Sangue
Escravo Fiel e Discreto | Corpo Governante
Comemoração da Morte de Cristo
Posições Controversas | Perseguição religiosa
Salão do Reino
Programas Educacionais | Serviço Voluntário
Estudantes da Bíblia | Triângulos Roxos
Outros Artigos que Referem Crenças
das Testemunhas de Jeová
Tetragrama Sagrado YHVH
Arcanjo | O Arcanjo Miguel
Seol | Hades | Inferno | Geena
Biografias
Charles Russell | Joseph Rutherford | Nathan Knorr
Frederick Franz | Milton Henschel | George Gangas
Karl Klein | Grant Suiter | Daniel Sydlik
Don Adams | Max Larson | Alexander Macmillan
August Dickmann | Leopold Engleitner
Simone Arnold Liebster | Raymond Victor Franz
Influências Formativas
William Miller | Henry Grew
George Storrs | Nelson H. Barbour

A Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas - com Referências, no seu Prefácio datado de 1 de Janeiro de 1984, expressa os sentimentos da Comissão da Tradução do Novo Mundo referentes ao seu trabalho, com as seguintes palavras:

"É um assunto de muita responsabilidade traduzir as Escrituras Sagradas dos idiomas originais, hebraico, aramaico e grego, para um idioma moderno. A tradução das Escrituras Sagradas significa verter em outro idioma os pensamentos e as declarações do Autor celestial, Jeová Deus, desta biblioteca sagrada de sessenta e seis livros, escritos sob inspiração por homens santos da antiguidade para nosso benefício na atualidade. Isto induz a reflexões sóbrias. Os tradutores desta obra, que temem e amam o Autor divino das Escrituras Sagradas, sentem de modo especial a responsabilidade para com Ele, no sentido de transmitir Seus pensamentos e Suas declarações do modo mais exato possível. Sentem também a responsabilidade para com os leitores pesquisadores que dependem duma tradução da Palavra inspirada do Deus Altíssimo para a sua salvação eterna."

Os tradutores e as suas qualificações acadêmicas[editar | editar código-fonte]

Quando a Comissão da Tradução do Novo Mundo doou todos os direitos de autor sobre a sua tradução da Bíblia à Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados de Pensilvânia, pediu que seus membros permanecessem no anonimato, mesmo depois de sua morte. Esta opção da Comissão foi explicada da seguinte forma:

"Os tradutores não buscavam proeminência para si, mas apenas dar honra ao Autor Divino das Escrituras Sagradas." [6]

Outras comissões de tradução adoptaram um conceito similar. Por exemplo, a sobre-capa da Edição de Referências da Nova Bíblia Normal Americana, (1971, em inglês), declara:

"Não usamos o nome de nenhum erudito para referencia ou recomendações, porque cremos que a Palavra de Deus deve destacar-se pelo seu próprio mérito."

Por não se fornecerem nomes nem qualificações acadêmicas, a Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas tem de ser avaliada pelos seus próprios méritos. Isto pode ser feito, em especial por se usar a Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas - com Referências. Esta edição contém uma Introdução com explicações sobre os fundamentos usados para a tradução, mais de 125.000 referências marginais, mais de 11.000 notas de rodapé, uma concordância extensiva, mapas, e 43 artigos no apêndice.

Segundo Raymond Franz, em 1983, ex-membro do Corpo Governante das Testemunhas de Jeová e sobrinho de Frederick Franz, a Tradução do Novo Mundo é apresentada como o resultado do trabalho anónimo do Comissão de Tradução do Novo Mundo. Na realidade, os membros desta comissão seriam Frederick Franz(então Vice-presidente da STV), Nathan Knorr (então Presidente da STV (Sociedade Torre de Vigia dos EUA), Albert Schroeder, Karl Klein, Milton Henschel e George Gangas.[7] Apesar do pedido de anonimato, a composição dos membros da Comissão da Tradução do Novo Mundo era bem conhecida por todos os que, nesse tempo, trabalhavam na sede da Sociedade Torre de Vigia (dos EUA), em Brooklyn, Nova Iorque. e Frederick Franz não teria habilitações académicas para ser tradutor bíblico.

Em processo que transitou em juízo, Franz admitiu, sob juramento, que não conseguia traduzir Génesis 2:4 a partir do hebraico - um versículo que qualquer estudante do primeiro ano de hebraico num seminário teológico poderia facilmente traduzir.[8]

Em Os Testemunhas de Jeová o Dr. Walter Martin concluiu que na Comissão de Tradução do Novo Mundo "não havia nenhum tradutor de reputação com títulos reconhecidos em exegese ou tradução grega ou hebraica".[9]

Essa afirmação tem se mostrado refutável, pois a maioria das críticas contra a Tradução do Novo Mundo se foca em certos versículos controversos, considerados importantes por causa da relevância para a formulada doutrina trinitária, como vemos mais adiante. Nestes casos os próprios críticos, independentemente da atestação, têm atribuído à Tradução do Novo Mundo originalidade nas declarações que são tão repetitivas em outras traduções. Isto em si é um forte argumento contra a afirmação de que os tradutores não sabiam realmente o hebraico e grego.

Segundo os críticos, Frederick Franz era o único membro capaz entre os membros da Comissão da Tradução do Novo Mundo para fazer um trabalho de tradução. Afirmam ainda que George Gangas, um turco que falava grego, sabia pouco de grego bíblico (ou grego koiné). Também acrescentam que Albert Schroeder e Karl Klein fizeram as muitas notas de rodapé e marginais, bem como as referências cruzadas que nos 6 volumes originais da Tradução do Novo Mundo eram mais numerosos do que na edição revisada de 1984. Outros elementos anónimos como assistentes desta Comissão, talvez possuindo melhores habilitações, poderão ter contribuído na sua elaboração, bem como na tradução em outros idiomas. Qualquer referência a nomes, no entanto, permanece como especulação visto que nada foi publicado até hoje sobre o assunto.

Opinião dos defensores[editar | editar código-fonte]

Apesar das críticas, esta tradução possuí também os seus defensores. Por exemplo, em 1989, o professor Benjamin Kedar[1], de Israel, disse:

"Em minha pesquisa linguística relacionada com a Bíblia hebraica e suas traduções, várias vezes eu consulto a edição em inglês do que é conhecido como Tradução do Novo Mundo. Ao fazer assim, confirmo repetidamente meu conceito de que essa obra reflete um esforço honesto de obter uma compreensão do texto tão precisa quanto é possível. Dando evidência de amplo domínio da língua original, verte inteligivelmente as palavras originais para um segundo idioma sem se desviar desnecessariamente da estrutura específica do hebraico. (…) Toda a declaração linguística permite certa latitude de interpretação ou de tradução. Assim, a solução linguística em qualquer dado caso pode ser discutida. Mas, eu nunca descobri na Tradução do Novo Mundo intento preconceituoso de dar ao texto uma interpretação que este não contenha."

Matérias em jornais e periódicos[editar | editar código-fonte]

Restabelecimento do nome de Deus O livro Jeová dentro do Judaísmo e do Cristianismo, do escritor brasileiro Assis Brasil, declara: “DEPOIS de muitos anos e talvez séculos de omissão nas Bíblias do nome Jeová, as suas testemunhas modernas formam a única religião cristã a tomar essa postura de restabelecimento do tetragrama.”* O Sr. Brasil ainda salienta: “Na língua portuguesa, a omissão do nome de Deus foi reparada integralmente na Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas.” De que forma? Por se restabelecer o nome Jeová no seu lugar legítimo nesta Bíblia. O nome Jeová ocorre mais de 7.200 vezes na Tradução do Novo Mundo.

  • Na língua hebraica, o nome de Deus é escrito יהוה. Estas quatro letras (lidas da direita para a esquerda) costumam ser chamadas de tetragrama.

O periódico Andover Newton Quarterly, de Janeiro de 1963, disse a respeito da tradução das Escrituras Gregas Cristãs:

"A tradução do Novo Testamento é evidência da presença, no movimento, de peritos habilitados a lidar de forma inteligente com os muitos problemas da tradução bíblica."

Em 1987, a revista Veja, semanário de destaque no Brasil, descreveu a Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas - com Referências como a "mais completa versão das Escrituras" no país até então.

Concernente à Tradução Interlinear do Reino das Escrituras Gregas (The Kingdom Interlinear Translation of the Greek Scriptures), sobre a qual se dão informações em subtópico específico neste artigo, Thomas N. Winter, da Universidade de Nebraska, Estados Unidos, escreveu numa crítica no "The Classical Journal":

"Não se trata de uma interlinear comum: a integridade do texto é preservada, e o inglês que aparece embaixo dele é simplesmente o sentido básico da palavra grega. Assim, o caráter interlinear desse livro realmente não é de tradução. Seria mais corretamente chamado de texto com vocabulário instantâneo. Uma tradução em inglês fluente aparece numa coluna estreita na margem direita das páginas."

O que as publicações da Associação Torre de Vigia dizem com respeito a sua tradução bíblica:

"... seria uma grande indignidade, sim, uma afronta à majestade e autoridade [ de Deus ], omitir ou ocultar seu ímpar Nome Divino, que ocorre de modo bem claro no texto hebraico ... Evitou-se tomar liberdades com os textos ... ou substituí-los por algum paralelo moderno quando a tradução literal tem sentido claro. Manteve-se a uniformidade de tradução por por atribuir um só sentido a cada palavra principal e por reter este sentido tanto quanto o contexto o permitiu." Todavia acrescenta: "Tem havido desvios ocasionais do texto literal, com o fim de transmitir as expressões idiomáticas hebraicas e gregas ...".[10]

A edição da Tradução Interlinear do Reino das Escrituras Gregas (TIR) de 1985 diz para seus leitores os objetivos dos tradutores:

"Não oferecemos nenhuma paráfrase das Escrituras. Nosso esforço foi dar uma tradução tão literal quanto possível e esclarecer a leitura quando esta é muito misteriosa. Interpretamos a Bíblia dentro do contexto".[11]

Opinião de críticos[editar | editar código-fonte]

Certos eruditos afirmam que a Tradução do Novo Mundo é uma paráfrase e não uma tradução literal do idiomas originais. Segundo a opinião de outros críticos, é uma obra deturpada, tendenciosa e cheia de interpolações. H. H. Rowley, um estudioso do Velho Testamento, da Inglaterra, escreveu sobre o primeiro volume da Tradução do Novo Mundo das Escrituras Hebraicos:

"A tradução é marcada por um literalismo que só exasperará qualquer leitor inteligente - se é que eles tem um leitor inteligente - e em vez de mostrar reverência para a Bíblia, que os tradutores professam, é um insulto à Palavra de Deus."[12]

Controvérsia em torno de defensores[editar | editar código-fonte]

Alexander Thomson[editar | editar código-fonte]

Alexander Thomson é apontado como erudito e crítico bíblico britânico, pelo livro Toda Escritura é Inspirada por Deus e Proveitosa (1963) [13] , da Sociedade Torre de Vigia, por ocasião do lançamento do primeiro volume da "Tradução do Novo Mundo das Escrituras Hebraicas", escreveu:

Cquote1.svg São pouquíssimas as traduções das Escrituras Hebraicas vertidas do idioma original para o inglês. Portanto, dá-nos muita satisfação acolher a publicação da primeira parte da Tradução do Novo Mundo, de Génesis a Rute. Esta versão fez evidentemente esforço especial de ser muitíssimo fácil de ler. Ninguém poderia dizer que é deficiente na sua novidade e originalidade. A sua terminologia não se baseia de forma alguma na de versões anteriores.[14] Cquote2.svg

Quanto às Escrituras Gregas Cristãs, ele observou que a Tradução do Novo Mundo é notável na tradução exacta do tempo presente do grego. Para ilustrar isso, referiu o exemplo de Efésios 5:25 que a Tradução do Novo Mundo verte: "Maridos, continuai a amar as vossas esposas", em vez de dizer apenas: "Maridos, amai as vossas mulheres." (Tradução Matos Soares) Concluiu então:

Cquote1.svg Nenhuma outra versão parece ter demonstrado esta particularidade notável com tal plenitude e frequência. (…) A tradução é evidentemente obra de eruditos peritos e talentosos, que procuraram ressaltar o verdadeiro sentido do texto grego tanto quanto a língua inglesa seja capaz de expressar.[15] Cquote2.svg

Ainda que a revista "A Sentinela" afirme que Alexander Thomson seja um "erudito"[16] , ou o periódico "Despertai!" o apresente como "perito em hebraico"[17] , o teólogo evangélico Robert M. Bowman, Jr. põe em causa a qualificação de Alexander Thomson para avaliar a Tradução do Novo Mundo, por não ter formação acadêmica nas áreas de teologia e estudos bíblicos, nem mesmo em língua grega ou língua hebraica.[18] Alexander Thomson, bancário,[19] foi editor do periódico "The Differentiator", no qual esclareceu o seguinte:

Cquote1.svg Embora em três ocasiões eu tenha apresentado no The Differentiator breves comentários sobre partes da Tradução do Novo Mundo da Bíblia, não se deve inferir disso que concordo com os ensinos das Testemunhas de Jeová, como são chamadas. Globalmente, a versão é bastante boa, apesar de conter muitas palavras inglesas que não têm equivalente no grego ou hebraico."[20] Cquote2.svg

Edgar J Goodspeed[editar | editar código-fonte]

Toda a Escritura é Inspirada por Deus e Proveitosa, publicado em 1963 pela STV, referente à Tradução do Novo Mundo das Escrituras Gregas Cristãs de 1950, Edgar J. Goodspeed, tradutor do "Novo Testamento" grego na versão An American Translation, é apresentado como defensor da Tradução Novo Mundo e teria escrito numa carta de 8 de Dezembro de 1950 dirigida à Sociedade Torre de Vigia:

"Estou interessado na obra missionária realizada por vós, e no seu alcance mundial, e agrada-me muito a tradução livre, franca e vigorosa. Ela exibe uma ampla gama de erudição séria e sólida, conforme posso atestar."

Os críticos contra apresentam que o Dr. Goodspeed foi citado no livro Toda a Escritura é Inspirada por Deus e Proveitosa, apenas na parte elogiosa, tendo omitido as críticas do Dr. Goodspeed. Apresentam como base a entrevista de William Cetnar, membro do Betel de Brooklyn, que durante o período em que Tradução do Novo Mundo estava a ser preparada, foi enviado para entrevistar o Dr. Edgar Goodspeed em março de 1954, para obter os seus comentários acerca da Tradução do NM das Escrituras Hebraicas Vol. I de 1953 - Génesis a Rute.

William Cetnar escreveu:

Durante a entrevista com ele, que durou duas horas, tornou-se óbvio que ele conhecia bem o volume, pois era capaz de citar as páginas onde estavam as passagens em relação às quais ele tinha objeções. Uma das passagens que ele apontou como sendo especialmente desastrada e gramaticalmente pobre foi Juízes 14:3, onde são postas estas palavras na boca de Sansão: "Her get for me ..." [trad. lit.: Ela ficar para mim, "Obtém-me só esta" na TNM ed. 1986] Quando já estava de saída, perguntei ao Dr. Goodspeed se ele recomendaria a tradução para o público em geral. Ele respondeu: Não, receio não o poder fazer. A gramática é lamentável. Tenham cuidado com a gramática. Certifiquem-se de corrigir isso. [21]

Dr. Jason BeDuhn e avaliação da ed.1984[editar | editar código-fonte]

O Dr. Jason David BeDuhn, professor-associado de estudos religiosos da Universidade do Norte do Arizona, em Flagstaff, EUA, fez um estudo comparativo entre a King James Verson (KJV), a New Revised Standard (NRS), a New International (NIB), a New American Bible (NAB), a New American Standard Bible (NASB), a Amplified Bible, a Living Bible, a Today's English e a Tradução do Novo Mundo (TNM) em Mateus 28:9, João 1:1, João 8:58, Filipenses 2:6, Colossenses 1:15-20, Tito 2:13 e Hebreus 1:8.

BeDuhn classificou-a como "notavelmente boa", "muito melhor" e "consistentemente melhor" do que algumas das outras avaliadas. De modo geral, concluiu BeDuhn, a Tradução do Novo Mundo "é uma das traduções em inglês mais exatas do Novo Testamento que estão disponíveis" e "a mais exata das traduções que foram comparadas".[22]

BeDuhn referiu como muitos tradutores modernos estavam sujeitos à pressão de "parafrasear o que a Bíblia diz ou de fazer acréscimos para harmonizá-la com o que os leitores modernos querem e precisam que ela diga", e afirmou o caso da Tradução do Novo Mundo que "mudou o texto bíblico para se adequar à sua própria teologia em muitos lugares". Assim criticou algumas opções de tradução que foram usadas na Tradução do Novo Mundo.

Por outro lado, a Tradução do Novo Mundo é diferente, observou BeDuhn, por ser "mais exacta como tradução literal e conservar as expressões originais dos escritores do Novo Testamento". Acrescentou quanto à opinião dos críticos:

"A sinceridade e a fé de cada Testemunhas de Jeová não estão em questão, nem a sua confiança na qualidade do trabalho de tradução da Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas. O que acontece é que eruditos, tanto cristãos como não-cristãos, têm atacado fortemente a exegese da Tradução do Novo Mundo quando esta apresenta uma determinada posição teológica, pois essa exegese tem influenciado as vidas de milhões de pessoas em todo o mundo." [23]

Também o já acima referido Dr. Jason BeDuhn escreveu para a Sociedade Torre de Vigia descrevendo a The Kingdom Interlinear Translation of the Greek Scriptures (Tradução Interlinear do Reino das Escrituras Gregas), da seguinte forma:

"Acabei de dar um curso para o Departamento de Estudos Religiosos da Universidade de Indiana, em Bloomington. Esse é basicamente um curso sobre os Evangelhos. Os senhores me ajudaram através dos vários exemplares de The Kingdom Interlinear Translation of the Greek Scriptures, que meus alunos usaram como um dos compêndios para as aulas. Esses pequenos volumes foram inestimáveis para o curso e muito populares entre os estudantes."

Ele esclareceu ainda porque preferia esta versão nos seus cursos, escrevendo:

"Simplesmente porque é o melhor Novo Testamento interlinear disponível. Sou erudito qualificado em assuntos bíblicos, familiarizado com os compêndios e instrumentos usados atualmente no estudo da Bíblia. A propósito, não sou Testemunha de Jeová. Mas conheço uma publicação de qualidade quando a vejo, e a sua 'Comissão da Tradução do Novo Mundo da Bíblia' fez um bom trabalho. Sua tradução interlinear para o inglês é correcta e tão consistente que obriga o leitor a encarar as diferenças linguísticas, culturais e conceituais entre o mundo de língua grega e o nosso. A sua "Tradução do Novo Mundo" é uma obra de alta qualidade e literal, que evita interpretações tradicionais a fim de ser fiel ao grego. É, em muitos sentidos, superior às traduções mais vendidas em uso atualmente."

A crítica apresenta que as publicações da Sociedade Torre de Vigia, quando citam o Prof. Jason BeDuhm, focam apenas os pontos positivos, sem mencionar as suas críticas. Tampouco dão uma referência precisa do estudo mencionado por indicar aos seus leitores a editora, página e parágrafo.

Note que o texto-padrão usado para Antigo Testamento foi: a Bíblia Hebraica de Rudolf Kittel (BHK), na 7ª, na 8ª e na 9ª edição (1951-55). Uma atualização desta obra, conhecida por Bíblia Hebraica Stuttgartensia (BHS), edição de 1977, foi usada na sua atualização e no sistema de notas da Edição de 1984. O texto grego padrão usado é O Novo Testamento no Grego Original, dos eruditos bíblicos Brooke Foss Westcott e Fenton John Anthony Hort (reimpresso em 1948, originalmente publicado em 1881). Também foram consultados outros textos gregos.

Everet Storms, editor da The Gospel Banner da Igreja Missionária Unida, têm criticado severamente a Sociedade Torre de Vigia (dos EUA) de retocar e falsificar as Sagradas Escrituras. Para isso, se utilizam da tradução dos seguintes textos: Mateus 10:38; Mateus 27:52-53; João 1:1; João 8:58; Romanos 14:8-9; I Coríntios 11:30; Hebreus 1:6; Gálatas 5:15; Tito 2:13; Colossenses 2:12; I João 5:20.

Histórico das várias edições da Tradução[editar | editar código-fonte]

Várias edições da Tradução do Novo Mundo, incluindo a versão Interlinear em Grego/Inglês

Em Outubro de 1946, Nathan Homer Knorr, presidente da Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados, propôs que a Sociedade Torre de Vigia produzisse uma tradução inteiramente nova das Escrituras Gregas Cristãs. É então constituída, para esse fim, a Comissão de Tradução do Novo Mundo da Bíblia. A expressão "Escrituras Gregas Cristãs", descrição que as Testemunhas consideram mais correcta do que a popular Novo Testamento,[24] foi adoptada para se distinguir da versão Septuaginta Grega (LXX).

O trabalho de tradução para o inglês, que se tornaria o texto base para todos os outros idiomas, começou em 2 de Dezembro de 1947. Em 3 de Setembro de 1949, numa reunião conjunta das directorias das Sociedades de Torre de Vigia de Bíblias e Tratados de Pensilvânia e de Nova Iorque (apenas um director estando ausente), foi anunciado que a Comissão da Tradução do Novo Mundo da Bíblia havia terminado o trabalho de tradução em linguagem moderna das Escrituras Gregas Cristãs e a havia entregue à Sociedade para publicação. Era uma tradução inteiramente nova. A equipa da Gráfica de Brooklyn começou a trabalhar na primeira parte do manuscrito das Escrituras Gregas Cristãs, em 29 de Setembro de 1949.

Em 2 de Agosto de 1950, é publicada a Tradução do Novo Mundo das Escrituras Gregas Cristãs, em inglês. Tornou-se disponível em português, em 1963. Depois disso, as Escrituras Hebraicas foram traduzidas para o inglês, sendo que a Tradução do Novo Mundo das Escrituras Hebraicas foi publicada progressivamente, em 5 diferentes volumes, a partir de 1953.

Em 1961, a Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas, em inglês, é publicada num único volume. Tornou-se disponível em português, em 1967. Uma segunda revisão foi publicada em 1970, e uma terceira revisão, com notas de rodapé, seguiu-se em 1971.

Em 1984, foi lançada em inglês a Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas - com Referências. Tornou-se disponível em português em 1987. Esta inclui uma actualização do texto e revisão completas das notas marginais que foram inicialmente apresentadas, em inglês, de 1950 a 1960. Elaborada para o estudo do texto bíblico, contém mais de 125 mil referências marginais, mais de 11.400 notas de rodapé, uma concordância extensiva, mapas bíblicos e 43 artigos no Apêndice. Simultaneamente, foi editada para uso corrente, a Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas - Edição Normal, com revisão de 1984. Ficou disponível em português em 1986.

Em 1998, a Tradução do Novo Mundo alcançou os 100 milhões de cópias, tornando-se uma das versões mais distribuídas do Século XX.[25]

Apresentação da edição impressa[editar | editar código-fonte]

A edição impressa mais comum da Tradução do Novo Mundo foi amplamente distribuída numa versão em capa dura, inicialmente de cor verde e posteriormente em preto. Uma versão considerada de luxo possui capa flexível de couro, de cor preta ou castanha, com um acabamento a dourado nas páginas. Tanto a edição regular como a de luxo possuem remissões cruzadas dos versículos numa coluna estreita no centro das páginas, bem como uma concordância, alguns mapas e apêndices após o texto bíblico, tendo o título "Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas" a letras gravadas a ouro na capa. Da edição regular foi lançada uma versão em tipos grandes num único volume e da edição de luxo existe ainda uma versão de bolso, ambas sem as remissões cruzadas. A edição com referências marginais de rodapé é de tamanho grande, usualmente de cor castanha ou marrom.

A partir de 2005 a capa dura foi substituída por uma capa flexível em cartão, portanto com um acabamento mais barato, permitindo assim uma distribuição mais ampla. Em menos de um ano, mais de um milhão destas novas Bíblias foram impressas e distribuídas.

Idiomas e outros formatos disponíveis[editar | editar código-fonte]

Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas

Até o final de 2013, a Tradução do Novo Mundo havia sido publicada em 122 idiomas, ultrapassando mais de 208 milhões de exemplares impressos.[26] A tradução para outros idiomas baseia-se no texto original em inglês.

A Tradução do Novo Mundo contendo o texto completo das Escrituras Sagradas está disponível em[27] :

africâner, albanês, alemão, árabe, armênio, búlgaro, cebuano, chicheva, chinês, (chinês tradicional, chinês simplificado, pinyin), [Chona], cibemba, [Cingalês], coreano, croata, dinamarquês, efique, espanhol (também em braille), eslovaco, esloveno, finlandês, francês, georgiano, grego, holandês, húngaro, igbo, ilocano, indonésio, inglês (tambêm em braille), iorubá, italiano, japonês, kinyarwanda, kirundi, lingala, macedônio, malgaxe, maltês, norueguês, osseto, polaco ou polonês, português (também em braille), [Quirguiz], romeno, russo, somoano, sepedi, sérvio (cirílico e caracteres latinos), sesotho, shona, sinhala, suaíli, sueco, tagalo, tcheco, tsonga, tsvana, turco, (akuapem), (axanti), xhosa, e zulu.

Além da edição completa, encontra-se ainda disponível a versão contendo apenas as Escrituras Gregas Cristãs em Língua de Sinais Americana, na Língua Brasileira de Sinais, Língua de Sinais Italiana, Língua de Sinais Colombiana, Língua de Sinais Mexicana, Língua de Sinais Russa, arámico, azerbaijano (cirílico e caracteres latinos), birmaneso, cambojano, canarês, [Caonde], [Cazaque], chitonga, estoniano, éwé, fidjiano, gilbertês, gum, crioulo haitiano, hiligaiano, hindi, [Hiri motu], braille italiano, [Kiribati], [Letão], [Lituano], luganda, [Luvale], malaiala, [Mianmar], neplês, pangasino, [Papiamento](Curaçau), [Punjabi], sango, [Silozi], sranantongo, tai, tâmil, tok pisin, [Tonganês], tumbuca, ucraniano, uzbeque e [Vietnamita][27] .

Deu-se atenção aos que têm necessidades especiais. Para ajudar os que têm dificuldades de visão, em 1985 foi publicada em inglês a Tradução do Novo Mundo completa em quatro volumes, em tipos ou letras grandes. Logo depois, essa mesma edição foi impressa em alemão, francês, espanhol e japonês e agora em Português. Antes disso, em 1983, a Tradução do Novo Mundo das Escrituras Gregas Cristãs, em quatro volumes, foi colocada à disposição em braille inglês, grau dois. Depois de cinco anos, a Tradução do Novo Mundo completa havia sido produzida em braille inglês em 18 volumes. Hoje também está disponível a Tradução do Novo Mundo em braille em [português].

Em 1992, a Tradução do Novo Mundo, toda ou em parte, estava disponível em fitas cassete em 14 idiomas. De início, algumas filiais contratavam os serviços de empresas de fora. Relata-se que até 1992, com o seu próprio equipamento, a Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados havia produzido mais de 31.000.000 dessas fitas cassete.

Em 2006, as Escrituras Gregas Cristãs foram traduzidas para a Língua de Sinais Americana em formato de vídeo DVD para o benefício dos surdos. Em Agosto de 2008 no Brasil, na série de Congressos em Língua de Sinais, houve o lançamento das Escrituras Gregas Cristãs na Língua Brasileira de Sinais também traduzidas em formato de Vídeo DVD para o benefício dos surdos. A Tradução do Novo Mundo encontra-se também disponível em CD-ROM e on line.

A partir de 2008, A Tradução do Novo Mundo encontra-se também disponível em formato áudio, mp3 e em arquivo ZIP m4a (AAC), num site oficial das Testemunhas de Jeová, conhecido mundialmente como Worldwide Association of Jehovah’s Witnesses (Associação Mundial das Testemunhas de Jeová),[28] ou simplesmente jw.org. Até ao final do ano de 2010, já encontravam-se disponíveis todos os livros da Bíblia, no português do Brasil e europeu, e em pelo menos dezoito outros idiomas.

Tradução Interlinear do Reino das Escrituras Gregas[editar | editar código-fonte]

Como parte do empenho da Comissão da Tradução do Novo Mundo da Bíblia de ajudar os leitores a se familiarizarem com o conteúdo do texto original em koiné das Escrituras Gregas Cristãs, a Comissão produziu a versão Tradução Interlinear do Reino das Escrituras Gregas Cristãs, uma tradução interlinear grego-inglês das Escrituras Gregas Cristãs. Foi originalmente publicada pela Sociedade Torre de Vigia em 1969 e daí atualizada em 1985. Contém O Novo Testamento no Grego Original (The New Testament in the Original Greek), compilado por Brooke Foss Westcott e Fenton John Anthony Hort. No lado direito da página aparece o texto em inglês da Tradução do Novo Mundo (a revisão de 1984 na edição atualizada). Mas, entre as linhas do texto grego, há outra tradução literal do grego, palavra por palavra, segundo o sentido básico e forma gramatical de cada termo.

Fundamentos da tradução[editar | editar código-fonte]

Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas, versão com Referências

Na sua Introdução, a edição de 1986 da Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas - com Referências, considerada pelas Testemunhas uma edição mais completa e adequada ao estudo do texto bíblico, expressou a preocupação dos tradutores da seguinte forma:

"Na Tradução do Novo Mundo fez-se empenho de captar a autoridade, o poder, o dinamismo e a franqueza das originais Escrituras Hebraicas e Gregas, e transmitir estas características em português moderno. Não se apresentam paráfrases das Escrituras. Antes, houve empenho de fazer a tradução o mais literal possível, tanto quanto permite o moderno português idiomático e quando a tradução literal não oculta o sentido pela dificuldade de expressão. Assim se satisfaz o desejo daqueles que são escrupulosos quanto a obter uma declaração quase que palavra por palavra do texto original. Reconhece-se que mesmo uma questão aparentemente tão insignificante como o uso ou a omissão duma vírgula, ou dum artigo definido ou indefinido, pode às vezes alterar o sentido correto da passagem original. Evitou-se tomar liberdades com os textos apenas com o fim de ser mais conciso, ou substituí-los por algum paralelo moderno quando a tradução literal do original tem sentido claro. Manteve-se a uniformidade de tradução por atribuir um só sentido a cada palavra principal e por reter este sentido tanto quanto o contexto permitiu. Isso às vezes impôs limitações à escolha de palavras, mas ajuda nas remissões e na comparação de textos relacionados."

Na Introdução informa-se ainda qual a fonte padrão para o texto da Tradução, conforme se segue:

Texto hebraico[editar | editar código-fonte]

O texto hebraico massorético, usado na preparação do texto das Escrituras Hebraicas é o Códice de Leningrado B 19A, conforme apresentado na Bíblia Hebraica de Rudolf Kittel (sigla BHK), na 7ª, na 8ª e na 9ª edição (1951-55). Uma actualização desta obra, conhecida por Bíblia Hebraica Stuttgartensia (sigla BHS), Edição de 1977, foi usada na sua actualização e no sistema de notas da Edição de 1984.

Texto grego[editar | editar código-fonte]

O texto grego padrão usado na preparação das Escrituras Gregas Cristãs (ou Novo Testamento) é o do O Novo Testamento no Grego Original, dos eruditos bíblicos Brooke Foss Westcott e Fenton John Anthony Hort (reimpresso em 1948, originalmente publicado em 1881). Também foram consultados os textos gregos de Bover, de Merk, da Sociedades Bíblicas Unidas (sigla UBS), de Nestle-Aland e de outros. Usualmente, as transliterações da Septuaginta Grega (sigla LXX), foram baseadas no texto de Alfred Rahlfs, Deutsche Bibelgesellschaft (Sociedade Bíblica Alemã ), Stuttgart, 1935. Outras fontes gregas são indicadas pelos seus respectivos símbolos.

Texto siríaco[editar | editar código-fonte]

É usada a Siríaco Peshitta, S. Lee, Edição de 1826, reimpressa pelas Sociedades Bíblicas Unidas (UBS), 1979. O seu texto foi traduzido do hebraico, no Século II EC e era o Texto-padrão dos cristãos sírios. Peshito, que significa "simples", "vulgar" ou "comum". Posteriormente, foi feita uma revisão do texto usando a Septuaginta Grega. Outras versões siríacas são indicadas pelos seus respectivos símbolos.

Texto latino[editar | editar código-fonte]

A edição da Vulgata Latina (sigla Vg) usada é a Bíblia Sacra, Iuxta Vulgatam Versionem, Württembergische Bibelanstalt, Stuttgart, 1975. Existem cerca de 8 mil manuscritos da Vulgata Latina. Esta tradução bíblica foi feita no ano 404 EC por São Jerónimo, a pedido do Papa Dâmaso I. Tornou-se na Bíblia oficial da Igreja Católica durante toda a Idade Média, na Europa Ocidental. Outras versões latinas são indicadas pelos seus respectivos símbolos.

Livros deuterocanónicos e Apócrifos[editar | editar código-fonte]

Os livros que a Igreja Católica chama de livros deuterocanónicos ("segundo Cânone" ou "Cânone posterior" ) e as adições aos livros bíblicos de Daniel e Ester (chamados de protocanónicos, "primeiro Cânone"), são considerados pelas Testemunhas de Jeová como livros não canónicos, ou seja, escritos apócrifos. Porém, reconhecem valor histórico aos livros de I Macabeus. Veja também os artigos Bíblia, Cânon Bíblico e Apócrifos.

Uniformidade de tradução[editar | editar código-fonte]

A Tradução do Novo Mundo possui uma característica particularmente interessante que a torna uma referencia para eruditos e estudiosos dos idiomas originais da Bíblia. Termos que são vertidos de diferentes maneiras em outras traduções da Bíblia são sempre vertidos pelo mesmo termo nesta tradução. Por exemplo, a palavra alma, do hebraico nephesh, é sempre vertida por "alma" em português e a palavra grega equivalente e que ocorre no chamado Novo Testamento a saber, psy.khé,também sempre é vertida "alma".

O Tetragrama YHVH que aparece 6.828 vezes no Velho Testamento, foi vertido por Jeová não apenas no Salmo 83:18 como o fazem algumas versões, como por exemplo, a tradução de João Ferreira de Almeida. Ao passo que nos outros milhares de lugares em que o Nome Divino aparece, a tradução Almeida decidiu verter o Nome Divino por outros termos substitutos; a tradução do Novo Mundo verte o Tetragrama YHVH pelo nome Jeová em todos os lugares onde aparece nos manuscritos hebraicos.

Observa-se esta mesma uniformidade ao se verter a palavra hebraica "sheol", equivalente do grego "hades", o que contribui para que não se obscureça o sentido intencionado do escritor inspirado ao usar tais palavras. Estes são exemplos onde manteve-se a uniformidade de tradução por atribuir um só sentido a cada palavra principal e por reter este sentido tanto quanto o contexto permite.

Algumas opções de tradução controversas[editar | editar código-fonte]

Salmo 83:18 - Aspecto do texto na versão da TNM com Referências

Alguns escolhas efectuadas pela Comissão da Tradução do Novo Mundo para apresentar determinadas passagens das Escrituras Hebraicas e Gregas têm merecido comentários negativos de alguns críticos visto que, em alguns casos, divergem da maioria das traduções disponíveis. Para fundamentar as suas opções, a Comissão da Tradução incluiu nas notas de rodapé bem como nos apêndices da Edição Com Referências, as razões que levaram à escolha de determinados termos em detrimento de outros. Também indicaram as formas alternativas que consideram aceitáveis para traduzir diversas passagens. Ao longo dos anos, várias publicações da Sociedade Torre de Vigia também apresentaram razões para tais escolhas.

Porque há versículos que faltam[editar | editar código-fonte]

Mateus 18:11; 23:14; Marcos 7:16; 9:44 e 46; 11:26; Lucas 17:36; João 5:4; Atos 8:37; 15:34; 24:7; e Romanos 16:24 não se encontram nos manuscritos mais antigos. Por isso, a Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas possuí um traço em seu lugar. Mas esses versículos também não são encontrados em algumas traduções. Uma comparação com traduções modernas, como The New English Bible (NEB) e a Bíblia de Jerusalém (BJ), mostra que outras comissões tradutoras também reconheceram, em notas de rodapé, que os versículos em questão não fazem parte do texto bíblico. Em alguns casos, foram copiados de outra parte da Bíblia e acrescentados ao texto por um escriba.[29] [parcial?]

Versículos controversos[editar | editar código-fonte]

Em todos os versículos apresentados para análise abaixo é utilizada a Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas - com Referências, edição de 1986, editada pela Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados da Pensilvânia.

Génesis 10:9[editar | editar código-fonte]

  • "Apresentou-se como poderoso caçador em oposição a Jeová. É por isso que há um ditado: 'Igual a Ninrode, poderoso caçador em oposição a Jeová.'"

A maioria das traduções traduz este versículo com a expressão "diante de" ao invés de "em oposição a". É de notar que a edição com Referências inclui a seguinte nota de rodapé: "Literalmente "diante de", mas no sentido de desafio e oposição a, como no caso da mesma expressão em Números 16:2; Josué 7:12, 13; 1 Crónicas 14:8; 2 Crónicas 14:10; Jó 23:4. Hebraico: lif·néh; grego: e·nan·tí·on, em geral 'contra'."

Curiosamente, várias traduções utilizam a expressão "contra" ou similares para traduzir a palavra hebraica lif·néh em outros versículos, como por exemplo em 2 Crónicas 14:10:

"Asa saiu ao seu encontro e tomou posição no vale de Sefata, em Maresa." ("contra esta multidão", no versículo seguinte)
"Então Asa saiu contra ele; e ordenaram a batalha no vale de Zefatá, junto a Maressa."
"Asa foi enfrentá-lo. E se prepararam para a luta no vale de Sefata, em Maresa."

A obra Estudo Perspicaz das Escrituras, Volume III, página 91, editada pela Sociedade Torre de Vigia em 1990, sob o tópico Ninrode, explica o uso da expressão "em oposição a" para traduzir lif·néh da seguinte forma:

"Ele se distinguiu como poderoso caçador "diante de" (em sentido desfavorável; hebraico: lif·néh; "contra" ou "em oposição a"; compare isso com Números 16:2; 1 Crónicas 14:8; 2 Crónicas 14:10) Jeová. (Gênesis 10:9 nota) Embora, neste caso, alguns peritos atribuam um sentido favorável à preposição hebraica que significa "diante de", os targuns judaicos, os escritos do historiador Josefo e também o contexto do capítulo 10 de Gênesis sugerem que Ninrode era poderoso caçador em desafio a Jeová."

Jeremias 29:10[editar | editar código-fonte]

  • "Assim disse Jeová: De acordo com o cumprimento de setenta anos em Babilônia, voltarei minha atenção para vós, e vou confirmar para convosco a minha boa palavra por trazer-vos de volta a este lugar."

Alguns críticos mencionam que a Tradução do Novo Mundo é a única tradução bíblica que verte a expressão "em Babilónia", ao invés de "para Babilónia", como alegam estar declarado no Texto Massorético. Por sua vez, as Testemunhas apresentam várias traduções para que se possa efectuar a necessária comparação, conforme se poderá verificar seguindo o link abaixo.

João 1:1[editar | editar código-fonte]

João 1:1 na Tradução do Novo Mundo
  • "No princípio era a Palavra, e a Palavra estava com o Deus, e a Palavra era [um] deus."

Este é provavelmente um dos versículos mais contestados pelos críticos da Tradução do Novo Mundo. Assim, não surpreende que a Sociedade Torre de Vigia tenha emitido inúmeros comentários sobre a opção tomada pelos tradutores, utilizando diversas publicações ao longo dos anos. Este é um dos versículos mais importantes na defesa da doutrina da Santíssima Trindade que as Testemunhas rejeitam.

Várias traduções em português, vertem este versículo da seguinte forma:

"No princípio era o Verbo e o Verbo estava com Deus e o Verbo era Deus."
"No princípio era o Verbo, e o Verbo estava junto de Deus e o Verbo era Deus."
"No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus."
  • Bíblia Sagrada Missionários da Difusora Bíblica Franciscanos Capuchinhos, edição de 2002
"No princípio existia o Verbo; o Verbo estava em Deus; e o Verbo era Deus."

Os trinitaristas afirmam que estas palavras significam que "o Verbo" ou "a Palavra" (grego: ho lógos) que veio à Terra como Jesus Cristo era o próprio Deus Todo-poderoso. No entanto, as Testemunhas contrapõem que, mesmo que essa ideia pudesse ser daí retirada, ainda assim o versículo não comprovaria a existência de uma Trindade uma vez que a chamada terceira pessoa, o Espírito Santo, não é mencionada ali. Também, ainda do ponto de vista doutrinal, afirmam que a expressão "estar com" ou "estar junto de", contradiz imediatamente que o Verbo pudesse ser Deus porque, arrazoam, se alguém está com outra pessoa não pode, ao mesmo tempo, ser essa outra pessoa.

Ainda assim, a principal razão para a Tradução do Novo Mundo optar por acrescentar o artigo indefinido "um" antes da última ocorrência da palavra Deus tem base gramatical, segundo as Testemunhas. Esta inserção, que não ocorre no texto original, é reconhecida na Tradução pela utilização de parênteses rectos ou colchetes resultando em: "…a Palavra era [um] deus." A justificação para esta inserção é explicada em dois passos:

  1. No versículo em causa, surge duas vezes o substantivo grego theós (em português: deus). Segundo as Testemunhas, a primeira ocorrência refere-se ao Deus Todo-poderoso, com quem a Palavra estava. Isto conclui-se pelo facto de que o primeiro theós é precedido pela palavra ton (em português: o), uma forma do artigo definido grego que aponta para uma identidade distinta, neste caso o Deus Todo-poderoso, sendo uma tradução mais precisa "e a Palavra estava com o Deus".
  2. Por outro lado, não existe artigo antes do segundo theós no versículo. A língua grega koiné possuía artigos definidos como "o", mas não tinha artigos indefinidos como "um". Assim, as Testemunhas e alguns eruditos afirmam que, quando um substantivo predicativo não é precedido por artigo definido, pode ser indefinido, dependendo do contexto.

Portanto, do ponto de vista das Testemunhas, João 1:1 destaca a qualidade da Palavra, que ela era "divina", "semelhante a deus", "um deus", mas não O Deus Todo-poderoso. Isto eliminaria a aparente contradição do texto visto que a Palavra seria um deus que estaria junto ao Deus Todo-poderoso, referindo-se assim o versículo a duas pessoas distintas.

Outras versões bíblicas com similar tradução do versículo

Com esta forma de pensar concordam também algumas traduções em diversas línguas, tais como:

Num comentário ao versículo, a Bíblia Âncora (em inglês) diz:

"Para preservar em inglês a diferença subtil de theos [deus] com e sem o artigo, alguns traduzem 'A Palavra era divina'."

Alguns afirmam, porém, que estas traduções violam uma regra da gramática do grego koiné publicada pelo perito em grego E. C. Colwell, em 1933. Ele afirmou que, em grego, o substantivo predicativo "tem o artigo [definido] quando se segue ao verbo; não tem o artigo [definido] quando precede ao verbo". A ser correcta esta regra, em João 1:1 o segundo substantivo theós, o predicado, precede o verbo. Assim, segundo Colwell, o texto aqui devia rezar "e [o] Deus era a Palavra." No entanto, a maioria, se não a totalidade das traduções não seguem esta regra em versículos tais como Marcos 11:32; João 4:19; 6:70; 8:44; 9:17; 10:1 e 12:6. Colwell teve de reconhecer isso a respeito do substantivo predicativo, pois admitiu: "É indefinido [um] nessa colocação apenas quando o contexto o exige." Assim, ele mesmo admite que quando o contexto o exige, os tradutores podem inserir um artigo indefinido na frente do substantivo nesse tipo de construção de frase. É isso que as Testemunhas fazem em relação a João 1:1 pois consideram que o testemunho da inteira Bíblia é que Jesus não é o Deus Todo-poderoso.

O facto de que várias traduções inserem o artigo indefinido "um" em João 1:1 e em outros lugares, torna evidente que muitos peritos discordam com a referida regra de Colwell. Por exemplo, Joseph Henry Thayer, teólogo e perito que trabalhou na Versão Padrão Americana American Standard Version, diz simplesmente:

"O Logos era divino, não o próprio Ser divino."
Citações de trinitaristas

As Testemunhas citam ainda as declarações de estudiosos de quem se afirma, ou que assumem pessoalmente, serem defensores da Trindade. Dizem recorrer a tais obras, cujo objectivo não era de forma alguma apoiar doutrinas antitrinitárias, com o propósito de mostrar que mesmo esses autores admitem hipóteses alternativas de tradução do versículo.

Um destes casos é o do perito jesuíta John L. McKenzie que escreveu no seu Dictionary of the Bible:[30]

"João 1:1 deve ser rigorosamente traduzido 'o verbo estava com o Deus [= o Pai], e o verbo era um ser divino'." — (Os colchetes são dele. Publicado com o nihil obstat e o imprimatur.)

Algo similar acontece com a citação que as Testemunhas fazem do estudo de Philip B. Harner. No seu artigo "Substantivos Predicativos Anartros Qualificativos: Marcos 15:39 e João 1:1", publicado no Journal of Biblical Literature,[31] Harner disse sobre cláusulas tais como a de João 1:1:

"…com um predicativo anartro precedendo o verbo, têm primariamente sentido qualificativo. Indicam que o logos tem a natureza de theos. Não há nenhuma base para se considerar o predicativo theos como determinativo."

Harner concluiu na página 87 do artigo:

"Em João 1:1, acho que a força qualificativa do predicativo se destaca tanto, que o substantivo não pode ser considerado como determinativo."

Outro exemplo é o do famoso tradutor bíblico, William Barclay, que escreveu:

"Agora, normalmente, excepto por motivos especiais, os substantivos gregos sempre têm o artigo definido diante de si. Quando um substantivo grego não tem o artigo diante de si, torna-se mais descrição do que identificação, e tem mais o carácter de adjectivo, em vez de substantivo. Podemos ver exactamente o mesmo em inglês [ou português]: Se eu disser: "Tiago é o homem", então identifico Tiago como certo homem específico, em quem estou pensando; mas, se eu disser: "Tiago é homem", então simplesmente descrevo Tiago como sendo humano, e a palavra homem torna-se uma descrição, não uma identificação. Se João tivesse dito "ho theos en ho logos", usando o artigo definido diante de ambos os substantivos, então ele teria definitivamente identificado o logos [a Palavra] com O Deus, mas, visto que não há artigo definido diante de theos, este se torna descrição, e mais como adjectivo do que como substantivo. A tradução seria então, de modo desajeitada: "A Palavra estava na mesma categoria que Deus, pertencente à mesma ordem de ser como Deus". João não está identificando aqui a Palavra com O Deus. Expresso de modo simples, ele não diz que Jesus era o Deus."[32]
Comparação com outros versículos

Um versículo às vezes apontado como exemplo da utilização coerente por parte da Tradução do Novo Mundo do artigo indefinido na tradução do texto grego é o de Atos 28:6. O contexto descreve uma ocasião em que uma cobra venenosa mordeu a mão do apóstolo Paulo e os habitantes de uma localidade da ilha de Malta ficaram convencidos que ele morreria. Quando isso não aconteceu, a Bíblia afirma:

"Mas eles esperavam que fosse inchar com uma inflamação ou cair repentinamente morto. Depois de terem esperado por muito tempo e terem observado que nada nocivo lhe acontecia, mudaram de idéia e começaram a dizer que ele era [um] deus."

Coerente com a forma como traduziu João 1:1, a Comissão de Tradução do Novo Mundo inseriu o artigo indefinido "um" porque entendeu que o contexto exige a sua aplicação. Visto que no grego original os artigos indefinidos eram inexistentes, usam-se ali os parênteses rectos ou colchetes para que o leitor entenda que se trata de uma inserção. No entanto, as mesmas traduções acima mencionadas, que em João 1:1 fazem questão de não colocar o artigo indefinido, não seguem a mesma regra ao traduzir esta passagem, nem sequer indicando a liberdade tomada de colocar o artigo indefinido, conforme se pode verificar em seguida:

"Quanto a eles, esperavam que Paulo viesse a inchar, ou caísse morto de repente. Mas, depois de muito esperar, ao verem que não lhe acontecia nada de anormal, mudando de parecer puseram-se a dizer que ele era um deus."
"Julgavam os indígenas que ele viesse a inchar, e que subitamente caísse morto. Mas, depois de esperarem muito tempo, vendo que não lhe acontecia mal nenhum, mudaram de parecer e disseram: Ele é um deus."
"E eles esperavam que viesse a inchar ou a cair morto de repente; mas tendo esperado já muito, e vendo que nenhum incômodo lhe sobrevinha, mudando de parecer, diziam que era um deus."
  • Bíblia Sagrada Missionários da Difusora Bíblica Fransciscanos Capuchinhos, edição de 2002
"Enquanto eles esperavam que viesse a inchar ou a cair repentinamente morto. Depois de terem aguardado muito tempo e verem que nada de anormal lhe acontecia, mudaram de opinião e começaram a dizer que ele era um deus."

Assim, para as Testemunhas, os trinitaristas não têm base para se queixar do uso de "um" antes de "deus" porque todas as outras traduções bíblicas usam os artigos indefinidos "um" e "uma" centenas de vezes antes de palavras, embora não sejam encontrados em parte alguma no texto original grego. Não apenas isso, mas estas traduções inserem repetidas vezes o artigo definido "o" ou "a" antes de certas palavras onde isso não ocorre no grego. Por exemplo, os muitos casos da ocorrência da palavra "espírito" ou das palavras "espírito santo". Há casos no texto grego em que o artigo definido "o" não ocorre antes destas palavras. Segundo as Testemunhas, muitos tradutores alteram o sentido do texto por inserirem o artigo "o", fazendo-o rezar "o espírito" e "o espírito santo". Em tais casos escrevem também a palavra "Espírito" com letra inicial maiúscula, dando ao leitor a impressão de que se refere a uma pessoa inteligente, à Terceira Pessoa de uma Trindade.

Ao considerarem João 1:1, as Testemunhas crêem que Jesus é de facto um deus, ou seja é de natureza divina, tal como os anjos são chamados de deuses. Ensinam também que o próprio Satanás é chamado de deus[33] na Bíblia,[34] mas isso não significa que ele seja o Deus Todo-poderoso. Para elas, Jesus continua a ser uma pessoa espiritual poderosa, tal como era antes de nascer como humano, mas sempre esteve e estará sujeito ao seu Deus e Pai, Jeová.

Referências

  1. Anuário das Testemunhas de Jeová 2012, páginas 24 à 26
  2. New World Translation of the Holy Scriptures (2013 Revision), page 4.
  3. A Sentinela, 01 de Março de 2011, página 7
  4. A Sentinela, 15 de Outubro de 1999, página 31
  5. http://www.jw.org/pt
  6. As Testemunhas de Jeová no Propósito Divino, 1959, pág. 258, edição em inglês; A Sentinela de 15 de Março de 1975, pág. 191
  7. Raymond Franz, Crise de Consciência, Editora Hagnos, SP, pág. 66, 2002 - ISBN 85-88234-36-X
  8. Walsh vs. Honorable James Latham, Court of Session Scotland 24/11/1954, cross-examination of Frederick Franz, pág. 90-2
  9. Walter Martin, Os Testemunhas de Jeová, editora Betânia, 1987, pág. 61-2, em inglês
  10. Prefácio da Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas, pág. 6-7 Toda a Escritura é Inspirada por Deus e Proveitosa, 1990, Estudo 7
  11. na pág. 9-10 na edição 1985; na pág. 10 na edição 1969
  12. Rowley, H. H., Jehovah's Witnesses' Translation of the Bible, em The Expository Times 67:107, Janeiro 1956
  13. Toda Escritura é Inspirada por Deus e Proveitosa, 1963, Sociedade Torre de Vigia, pág 325
  14. The Differentiator, de Junho de 1954, página 131
  15. The Differentiator, Abril de 1952, páginas 52-7
  16. A Sentinela, 15/11/2001, p. 8
  17. Despertai 22/03/1987 p. 14
  18. Robert M. Bowman Jr., Understanding Jehovah's Witnesses, 1991.
  19. Cetnar, W.I. & J., Questions For Jehovah's Witnesses Who Love The Truth (Kunkletown, Pennsylvania: W.I. Cetnar, 1983) p 53.
  20. The Differentiator 21:98, de 6/1959
  21. W.I. & J. Cetnar, Questions For Jehovah's Witnesses Who Love The Truth (Questões para as Testemunhas de Jeová Que Amam A Verdade); Kunkletown, Pensilvânia, 1983, pág. 64; texto de William Cetnar no livro de Edmund Gruss, We Left Jehovah's Witnesses, Grand Rapids, Michigan: Baker Book House, 1976, pág. 73-77
  22. A Sentinela de 1/12/2004, pág. 30-1; Verdade e Tradução: Exatidão e Tendenciosidade nas Traduções em Inglês do Novo Testamento, Jason BeDuhn, Lanham: University Press of America, 2003, pág. 114-6, 162-3
  23. Verdade e Tradução: Exatidão e Tendenciosidade nas Traduções em Inglês do Novo Testamento, de Dr. Jason D. BeDuhn, Lanham, University Press of America, 2003, pág. 114-6, 162-3
  24. Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas - com Referências, páginas 6 e 1525
  25. A Sentinela, 15 de Outubro de 1999, página 31
  26. New World Translation of the Holy Scriptures (2013 Revision), page 4.
  27. a b Anuário das Testemunhas de Jeová de 2012, página 26
  28. Worldwide Association of Jehovah’s Witnesses (Associação Mundial das Testemunhas de Jeová)
  29. A Sentinela de 15 de Novembro de 1978, pág. 11-4; Raciocínios à Base das Escrituras, editado pela Sociedade Torre de Vigia, pág. 396
  30. Dictionary of the Bible, Nova Iorque, 1965, pág. 317
  31. Vol. 92, Filadélfia, EUA, 1973, página 85
  32. Many Witnesses, One Lord, 1983, páginas 23, 24
  33. Tratado Quem Realmente Governa o Mundo?, publicado em 1992, bem como em muitas outras publicações das Testemunhas.
  34. 2 Coríntios 4:4: "…os incrédulos, cuja inteligência o deus deste mundo cegou…" segundo a Bíblia Sagrada Missionários da Difusora Bíblica Fransciscanos Capuchinhos, edição de 2002. Esta tradução católica associa Satanás com a palavra deus ao afirmar na nota de rodapé sobre este versículo: "E isto por causa do deus deste mundo, Satanás, que domina nas trevas."

Ligações Externas[editar | editar código-fonte]