Tragédia de Le Mans em 1955

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa

A tragédia de Le Mans em 1955 foi um acidente durante a corrida automobilística 24 Horas de Le Mans, em 11 de junho de 1955. Os carros envolvidos no acidente atingiram vários espectadores, matando 84 [1] deles, além do piloto francês Pierre Levegh. Este foi o pior acidente da história da prova.

O acidente[editar | editar código-fonte]

Esquema gráfico do acidente.

Quando Mike Hawthorn se dirigia aos boxes com seu Jaguar, quase colide com o Austin-Healey de Lance Macklin, que para o evitar desviou para a esquerda atingindo o Mercedes do piloto francês Pierre Levegh, que vinha logo atrás.

Ocorreu então, um grande estrondo, com o carro de Levegh passando por cima de Macklin, batendo na barreira e começando a pegar fogo. O francês morreu na hora e pedaços do carro dele voaram sobre o público. Entre as principais causas, foi constatado que várias partes do carro de Levegh eram feitas de magnésio, o que teria facilitado o incêndio. Entretanto, a direção de prova não interrompeu a prova, vencida por Hawthorn e Ivor Bueb.

Como resultado do acidente, houve morte de vários espectadores, no pior acidente da história do automobilismo.

Consequências[editar | editar código-fonte]

  • A equipe Mercedes vencia a corrida, com Stirling Moss e Juan Manuel Fangio, e retirou-se dela em respeito aos mortos, dando a vitória a Mike Hawthorn e Ivor Bueb;
  • A própria Mercedes retirou-se do automobilismo após o acidente, só retornando em 1989[2] .
  • O automobilismo foi proibido na Suíça devido ao acidente, sendo rejeitadas propostas para sua autorização em 2009.[3] França, Espanha e Alemanha também seguiram o exemplo francês e impediram a realização de provas de automobilismo em seus territórios, mas tal decisão seria revogada anos mais tarde.

Notas[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]