Traipu

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Município de Traipu
"Terra entre Morros"
Traipu geral.jpg

Bandeira desconhecida
Brasão desconhecido
Bandeira desconhecida Brasão desconhecido
Hino
Aniversário 16 de maio
Fundação 1892
Gentílico traipuense
Prefeito(a) Conceição Tavares (DEM)
(2013–2016)
Localização
Localização de Traipu
Localização de Traipu em Alagoas
Traipu está localizado em: Brasil
Traipu
Localização de Traipu no Brasil
09° 58' 15" S 37° 00' 10" O09° 58' 15" S 37° 00' 10" O
Unidade federativa  Alagoas
Mesorregião Agreste Alagoano IBGE/2008 [1]
Microrregião Traipu IBGE/2008 [1]
Região metropolitana
do Agreste
Municípios limítrofes Belo Monte, Batalha, Jaramataia, Girau do Ponciano, Campo Grande, Olho d'Água Grande e São Brás.
Distância até a capital 188 km
Características geográficas
Área 697,843 km² [2]
População 25 710 hab. IBGE/2010[3]
Densidade 36,84 hab./km²
Altitude 198 m
Clima Quente semi-árido
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,532 baixo PNUD/2010[4]
PIB R$ 63 292,213 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 2 467,53 IBGE/2008[5]
Página oficial

Traipu é um município brasileiro do Estado de Alagoas.

Região de concentração indígena. A palavra de origem tupi, como mostra o especialista Teodoro Sampaio em seu abalizado dicionário. É uma corruptela de “ytira ypu”, que quer dizer “fonte de morro” ou “olho d'água do monte”. Em seus primórdios, durante o século XVII, era um morgado estabelecido na região pelo mestre de campo e grande proprietário de terras Pedro Gomes. Este deixou para seus descendentes seus bens vinculados, inclusive o nascente povoado que recebera o nome de Porto da Folha. Em 1870, mudou a denominação para Traipu, empregada pelos índios da região.

História[editar | editar código-fonte]

Está assentada sobre uma pequena colina às margens do São Francisco, distante 14 léguas de cidade de Penedo, centro dinâmico de toda a região. Tomás Espíndola registra em 1871, em sua obra Geografia Alagoana, que a localidade se situava entre a Lagoa do Carlo e a Lagoa da Igreja, defronte à grande Serra da Tabanga, que é lavada em sua base pelo rio e que, para os nativos, marca o início do sertão. Foi elevada à categoria de vila com o nome de Porto da Folha por intermédio da Lei n°19 de abril de 1835, recebendo o nome atual, tanto a freguesia quanto o município, em 30 de abril de 1870.

O estudioso Tomás do Bomfim Espíndola diz: “Naquela ocasião, a vila teria uns 300 fogos, 1.500 almas, algumas casas comerciais e duas escolas primárias para ambos os sexos. O seu termo é o mais apropriado para a criação e é o que tem maior número de fazendas de gado. Todavia, há lavouras de legumes de toda espécie, mandioca e algodão em grande escala.” O Imperador Pedro II, em seu périplo por Alagoas, parou na vila, visitou sua matriz, como era praxe, e percorreu as ruas e as duas escolas, conversou com algumas lideranças locais e ao sair deixou 350$ para os necessitados.

Há uma controvérsia dos historiadores sobre sua fundação. João Alberto Ribeiro adota a versão de que Pedro Gomes teria ali estabelecido o seu morgado para seus herdeiros, dando início ao povoado chamado Porto da Folha. Versão rechaçada por Wenceslau de Almeida, que afirma ter sido o morgado realmente instituído, porém não na margem alagoana, mas na sergipana, não sendo admissível que os limites do mesmo se estendessem para o território de Alagoas.

Arnaldo Jambo, em sua Enciclopédia dos Municípios Alagoanos, analisando as duas teses, deduz que, diante da influência do poderoso fidalgo e proprietário de terras que era mestre-de-campo na Bahia em 1680 e Governador do Rio de Janeiro em 1681, “é possível que esse prestígio contribuísse para que a extensão deste seu latifúndio se alargasse, sem problemas ao local onde se assenta atualmente a cidade de Traipu”.

Certo é que em 17 de março de 1713, no Porto da Folha, na parte norte, ou seja, área que fica em Alagoas, o lugar foi conferido em sesmaria a João Dantas, Manuel Braz Pedrosa e a Caetano Dantas Passos. Parece ser a concessão desta sesmaria o documento mais antigo disponível do lugar que passou a ser chamado Traipu por estar próximo à barra do rio do mesmo nome. E com essa denominação foi elevada à cidade em 16 de maio de 1892.

Território indígena, sua ocupação obedeceu aos mesmos métodos empregados na região: guerra sem quartel riscando do mapa os chamados gentios, escravismo mal sucedido com os índios remanescentes e agrupamento dos mesmos em aldeias e colégios para catequese e criação extensiva de gado solto. Em 1844, o presidente da Província dizia num opúsculo (um dos primeiros documentos historiográficos produzidos em Alagoas) que “esta vila tem em semicírculo de si muitas fazendas de criar gado vacum, cavalar e das espécies menores; que belos requeijões, lingüiças e carne de sol não fornecem estes lugares às diferentes feiras que se fazem nas margens deste Rio São Francisco não só do lado desta província, como do lado de Sergipe!”. Os próprios frades, que exerceram muita influência na formação da cidade, exploravam a pecuária em suas fazendas, pois “a região dos currais” era abastecedora da zona do açúcar, produto preferido pelo patriciado dos engenhos, no litoral. O Seminário de Olinda e Conventos eram mantidos com impostos e taxas provenientes da comercialização da carne, Sua cozinha era baseada nos peixes dos dois rios e também em muita carne, farinha e arroz, não faltando leite e queijo. Verduras, praticamente não produzidas, eram pouco consumidas. Frutas, só as nativas, como o caju.

Traipu já foi o município alagoano de pior IDH, de acordo com a classificação da ONU de 2000[carece de fontes?].

Cultura[editar | editar código-fonte]

Folclore[editar | editar código-fonte]

Pastoril, Quadrilha e Vaquejada.

Artesanato[editar | editar código-fonte]

Trabalhos em couro, lã, linha e madeira. Peças bordadas, tapeçarias e móveis.

Patrimônio[editar | editar código-fonte]

Igreja de Nossa Senhora do Ó, em Traipu.

Ecológico: Rios São Francisco e Traipu; riachos Marcação, Rabelo, Lagoa Funda, Peteca e Bom Jardim; lagoas Várzea do Traipu, Sacão, Bom Jardim, Saco Grande, Funda Rabelo, Pé do Banco e Marcação; serras da Priaca, Mombaça, Santa Cruz e Patos.

Histórico: A igreja-matriz, onde se destaca a imagem da padroeira Nossa Senhora do Ó. Causava muito orgulho aos seus habitantes o casarão onde se hospedou D. Pedro II quando de sua passagem para visitar a Cachoeira de Paulo Afonso.

Figuras ilustres[editar | editar código-fonte]

Rua Senador Serapião, a principal rua de Traipu.

Administração[editar | editar código-fonte]

Prédio da Prefeitura de Traipu.

A prefeitura de Traipu é atualmente administrada (2003/2016) por Maria da Conceição Teixeira Tavares (DEM), que venceu as eleições de 2012 na disputa com o então prefeito Marcos Antônio dos Santos (PTB).

Câmara municipal[editar | editar código-fonte]

Câmara Municipal de Traipu, órgão legislativo do município.

A Câmara Municipal de Traipu recebe o nome do falecido Vereador Américo Pereira Dias e foi construída na gestão do prefeito Edmar Lima Dias. Atualmente Câmara tem 9 vereadores e é presidida pelo vereador Aloisio Vieira de Melo Junior.

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Visitado em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Visitado em 5 dez. 2010.
  3. Censo Populacional 2010 Censo Populacional 2010 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Visitado em 11 de dezembro de 2010.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil Atlas do Desenvolvimento Humano Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2010). Visitado em 04 de setembro de 2013.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Visitado em 11 dez. 2010.
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