Transdisciplinaridade

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
NoFonti.svg
Este artigo ou se(c)ção cita uma ou mais fontes fiáveis e independentes, mas ela(s) não cobre(m) todo o texto.
Por favor, melhore este artigo providenciando mais fontes fiáveis e independentes e inserindo-as em notas de rodapé ou no corpo do texto, conforme o livro de estilo.
Encontre fontes: Googlenotícias, livros, acadêmicoYahoo!Bing. Veja como referenciar e citar as fontes.

A transdisciplinaridade é uma abordagem científica que visa a unidade do conhecimento. Desta forma, procura estimular uma nova compreensão da realidade articulando elementos que passam entre, além e através das disciplinas, numa busca de compreensão da complexidade. Além disso, do ponto de vista humano a transdisciplinaridade é uma atitude empática de abertura ao outro e seu conhecimento (Rocha Filho, 2007)[carece de fontes?].

O que é?[editar | editar código-fonte]

Termo originalmente criado por Piaget, que no I seminário Internacional sobre pluri e interdisciplinaridade, realizado na Universidade de Nice, também conhecido como Seminário de Nice, em 1970, divulgou pela primeira vez o termo, dando então início ao estudo sobre o mesmo, pedindo para que os participantes pensassem no assunto.

Hoje, tendo o Centre International de Recherches et d`Études transdisciplinaires (CIRET) como um dos principais centros mundiais de estudos sobre os conceitos transdisciplinares, é um dos mais complexos, e por conseqüencia um dos mais estudados conceitos, onde ao mesmo tempo procura uma interação máxima entre as disciplinas porém respeitando suas individualidades, onde cada uma colabora para um saber comum, o mais completo possível, sem transformá-las em uma única disciplina.

E é na Carta da transdisciplinaridade[1] , produzida no I Congresso Mundial de Transdisciplinaridade 1994, realizado em Arrábida, Portugal, com fundamental colaboração do CIRET e apoio da UNESCO, em que temos uma definição do conceito transdisciplinar:

  • Artigo 3: "(...) A Transdisciplinaridade não procura a dominação de várias disciplinas, mas a abertura de todas as disciplinas ao que as atravessa e as ultrapassa."[1]
  • Artigo 7: A transdisciplinaridade não constitui nem uma nova religião, nem uma nova filosofia, nem uma nova metafísica, nem uma ciência das ciências."[1]

No âmbito acadêmico, já no século XX, com o intuito de unir o mundo "não universitário" ao universitário, cuja separação se dá primordialmente pela hiperespecialização profissional, com grande número de disciplinas que não acompanham todo o desenvolvimento, principalmente na área tecnológica, temos um aprofundamento na utilização deste conceito, visando formar profissionais cada vez mais completos, compatíveis com as exigências do mercado de trabalho que este futuro profissional encontrará.

Assim tão complexo quanto os problemas que tenta solucionar, tem-se a transdisciplinaridade, que por ser tão sutil, ser a linha tênue que une e serve de limite entre o comprometimento e o individualismo de cada disciplina, que não possui uma definição exata, e ao mesmo tempo é um dos mais necessários conceitos quando tratamos de formação e educação.

Diferenças entre transdisciplinaridade e interdisciplinaridade[editar | editar código-fonte]

A transdisciplinaridade não significa apenas que as disciplinas colaboram entre si, mas significa também que existe um pensamento organizador que ultrapassa as próprias disciplinas. É diferente de interdisciplinaridade, que exemplificando através de uma analogia, é basicamente como as nações unidas, que simplesmente une para discutir os problemas particulares de cada região. Nisto a transdisciplinaridade é mais integradora. Conforme o Artigo 3 da Carta da transdisciplinaridade[1] , "a Transdisciplinaridade é complementar da aproximação disciplinar; ela faz emergir da confrontação das disciplinas novos dados que as articulam entre si e que nos dão uma nova visão da natureza e da realidade."

Mas, para haver essa dita transdisciplinaridade, é preciso haver um pensamento organizador, chamado pensamento complexo. Pela criação de um meta ponto de vista e não de um ponto de vista. O verdadeiro problema não é fazer uma adição de conhecimento, é organizar todo o conhecimento.

Instituções que estudam a transdisciplinaridade[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c d dos SANTOS, R. Transdisciplinaridade. Cadernos de Educação, Lisboa: Instituto Piaget, n. 8, pp. 7-9, 23 nov. 1995. (disponível no site do autor)

Fontes Bibliográficas[editar | editar código-fonte]

  • ALTHOFF, F.; FRAGA, D. Transdisciplinaridade em Basarab Nicolescu. In: SOUZA, I. M. L.;
  • AMMOM Oldair Soares - M. F.; BARROS, V. M. (Org.) Educação e Transdisciplinaridade III. São Paulo: Triom, 2005. p.489-524 Motivo V Poética: um Cordel cantado em Verso e Prosa- Biocinema: Ação para um Conhecimento in vivo, - Por uma cidade sonhada, idealizada Fortaleza que deve existir em algum lugar deste país.
  • ANTÔNIO, S. Educação e Transdisciplinaridade. Rio de Janeiro: Lucerna, 2002, 151p.
  • D’AMBRÓSIO, U. Transdisciplinaridade. São Paulo: Palas Athena, 1997, 174p.
  • DOMINGUES, I. Introdução. In: DOMINGUES, I. (Org.). Conhecimento e Transdisciplinaridade. Belo Horizonte: UFMG/IEAT, 2001, 73p.
  • dos SANTOS, R. Transdisciplinaridade. Cadernos de Educação, Lisboa: Instituto Piaget, n. 8, pp. 7-9, 23 nov. 1995. (disponível no site do autor).
  • FOLLMANN, J. I. (Org.) Transdisciplinaridade e Universidade. São Leopoldo: UNISINOS, 2003. p.15-20.
  • GALVANI, P. A autoformação, uma perspectiva transpessoal, transdisciplinar e transcultural. In:
  • MELLO, M. F.; BARROS, V. M.; SOMMERMAN, A. Introdução. In: SOMMERMAN, A.; MELLO, M. F.; BARROS, V. M. (Org.) Educação e Transdisciplinaridade. São Paulo: Triom, 2002. p.9-26.
  • MOKIY, V.S. Methodology of transdisciplinarity-4 (solution of complicated multi-factor problems of nature and society) Institute of transdisciplinary technologies, 2013, number of pages-83, number of figures -41
  • MOKIY, V.S. Transdisciplinary research of the Big Bang potency transformation in regards to Earth and human beings Institute of transdisciplinary technologies, 2013, number of pages-86, number of figures -13
  • NICOLESCU, B. Manifesto da Transdisciplinaridade. São Paulo: Trion, 1999, 167p.
  • PAUL, P. A imaginação como objeto do conhecimento. In: SOMMERMAN, A.; MELLO, M. F.; BARROS, V. M. (Org.) Educação e Transdisciplinaridade. São Paulo: Triom, 2002. p.123-154.
  • PAULO, M. N. Indagação Sobre a Imortalidade da Alma em Platão. Porto Alegre: EDIPUCRS, 1996, 141p.
  • PERRENOUD, P. Dez novas competências para ensinar. Porto Alegre: Artmed, 2000, 162p.
  • RANDOM, M. O território do olhar. In: SOMMERMAN, A.; MELLO, M. F.; BARROS, V. M. (Org.) Educação e Transdisciplinaridade. São Paulo: Triom, 2002. p.27-42.
  • ROCHA FILHO, J. B. Transdisciplinaridade: A Natureza Íntima da Educação Científica. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2007.
  • SILVA, E. M. P., E. Os caminhos da transdisciplinaridade. In: DOMINGUES, I. (Org.). Conhecimento e Transdisciplinaridade. Belo Horizonte: UFMG/IEAT, 2001, p.35-43.
  • SOETHE, J. R. Transdisciplinaridade e teoria da complexidade. In: SOUZA, I. M. L.; FOLLMANN, J. I. (Org.) Transdisciplinaridade e Universidade. São Leopoldo: UNISINOS, 2003. p.21-28.
  • SOMMERMAN, A. Inter ou Transdisciplinaridade? São Paulo: Paulus, 2006, 75p.
  • SOMMERMAN, A.; MELLO, M. F.; BARROS, V. M. (Org.) Educação e Transdisciplinaridade. São Paulo: Triom, 2002. p.95-121.
  • WEIL, P. Rumo à nova transdisciplinaridade. São Paulo: Summus, 1993, 175p.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]