Transportes do Rio Grande do Sul

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Os transportes do Rio Grande do Sul são um domínio de estudos e conhecimentos sobre as características da malha viária do estado.

Hidrovias[editar | editar código-fonte]

O Rio Grande do Sul apresenta uma importante malha hidroviária, concentrada nas bacias Litorânea e do Guaíba. Nessas bacias estão os principais rios de rota rio Jacuí, rio Taquari e rio dos Sinos, além do Guaíba e da Lagoa dos Patos. Atualmente, a navegação no rio Uruguai é de pequena importância, assim como de seu principal afluente, o rio Ibicuí, o único que apresenta condição navegável.

A principal rota hidroviária do estado é Porto Alegre-Rio Grande, que apresenta calado de 5,2 metros.

As principais cargas no sentido Rio Grande são produtos petroquímicos, derivados de petróleo, óleo de soja e celulose. No sentido Porto Alegre destacam-se os fertilizantes.

Portos[editar | editar código-fonte]

O Porto de Rio Grande é de grande importância para o Mercosul, e também o principal ponto de multimodalidade do estado, fazendo com que parte do sistema rodoviário e ferroviário tenham o Porto de Rio Grande como foco. O Porto de Rio Grande, em 2005, chegou a 18 milhões de toneladas, consolidado como o segundo maior porto com movimento de containers do Brasil, e o terceiro em cargas.

Os principais portos são:

Aeroportos[editar | editar código-fonte]

O Aeroporto Salgado Filho localiza-se em Porto Alegre e é o mais importante do estado, tendo uma movimentação de 2,8 milhões de passageiros ao ano, envolvendo o movimento de 64 mil aeronaves por ano.

Em setembro de 2001 foi concluído um novo terminal, que tem capacidade para atender uma demanda de até quatro milhões de passageiros/ano, podendo receber até 28 aeronaves de grande porte.

Tem também o Aeroporto de Caxias do Sul, que é importante para o estado, e conta com três vôos diários para São Paulo (exceto aos sábados, quando há apenas um vôo). É um aeroporto operado por companhias aéreas como Gol e TAM, que operam com Boeing 737, Airbus A320 e Fokker 100.

Ferrovias[editar | editar código-fonte]

O Rio Grande do Sul, hoje, possui uma malha de 3.260 quilômetros de linhas e ramais ferroviários, utilizadas para cargas. A maior parte apresenta bitola métrica, sendo que apenas cinco quilômetros apresentam bitola mista, com objetivo de realizar a integração com as malhas argentinas e uruguaias. A América Latina Logística opera todas as ferrovias gaúchas, exceto o metrô de Porto Alegre e o ramal de Bento Gonçalves.

Atualmente, alguns trechos das ferrovias não estão em operação regular e os terminais ferroviários que apresentam maior concentração de cargas localizam-se nas proximidades da Grande Porto Alegre, Passo Fundo, em Cruz Alta e Uruguaiana, onde há o maior porto seco do Brasil e integração com as ferrovias argentinas (bitola standard de 1435 mm).

Hoje, os trechos ativos da malha ferroviária gaúcha são os seguintes: Tronco Principal Sul (Roca Sales - Ponta Grossa), Porto Alegre - Uruguaiana, Cruz Alta - Santa Maria, Cacequi - Rio Grande e Triunfo - Passo Fundo); o trecho ferroviário Bento Gonçalves - Carlos Barbosa é hoje operado por pelo Trem do Vinho, mantido pela operadora turística local Giordani. Os demais trechos e ramais estão desativados atualmente.

Rodovias[editar | editar código-fonte]

O sistema rodoviário é responsável pela maior parte da carga transportada e pela quase totalidade do transporte de passageiros no Rio Grande do Sul. O estado possui 153.960 km de rodovias, sob jurisdição nacional, estadual ou municipal.

A malha nacional estrutura a rede de transporte com rodovias longitudinais, diagonais, transversais e de ligação. As principais rodovias são:

Hoje, praticamente todo o transporte de passageiros entre as cidades gaúchas é feito pelo modal rodoviário. O sistema de ônibus intermunicipal é gerenciado pela DAER, sendo que as princiais empresas gaúchas de transporte de passageiros são a Planalto, a Unesul, a Ouro e Prata, a Expresso Caxiense, Real, Bento, Helios, Santa Cruz e São João. Já as linhas metropolitanas são gerenciadas pela Metroplan e possuem características distintas do restante do sistema estadual de transporte por ônibus.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]