Tratado de Adams-Onís

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Mapa que mostra o resultado do Tratado de Adams-Onís.
Florida Espanhola em 1810, segundo os historiadores dos EUA - o limite reivindicado pela Espanha na Florida Ocidental chegava por norte até ao paralelo 32° N, e é grande parte dos actuais estados de Mississippi e Alabama.

O Tratado de Adams-Onís ou Tratado de Transcontinentalidade de 1819 (antigamente intitulado Tratado de amizade, acerto de diferenças e limites entre sua Majestade católica e os Estados Unidos da América e algumas vezes denominado Florida Purchase Treaty ou Tratado da Florida de 1819) foi o resultado da negociação entre Espanha e Estados Unidos da América para fixar a fronteira entre a nação norte-americana e o então vice-reino da Nova Espanha.

Luis de Onís foi o representante do rei Fernando VII de Espanha e pelos estado-unidenses o secretário de estado John Quincy Adams. A negociação iniciou-se em 1819 e embora se assinasse nesse mesmo ano não foi ratificado senão em 22 de fevereiro de 1821 por ambas as partes.

A fronteira foi fixada para além do rio Sabine e do Arkansas até ao paralelo 42 N, e como consequência imediata a Espanha perdeu as suas possessões além dessa latitude, como aconteceu com o território do Oregon, e também perdeu definitivamente a Flórida, a Louisiana (antes Nova Espanha) e a possibilidade de navegar pelo rio Mississippi. A Coroa Espanhola ficou como única soberana do Texas, território que os Estados Unidos reclamavam como parte da Louisiana e comprada aos franceses em 1803.

O tratado foi benéfico para as duas partes. No caso de Espanha, recebia a soberania do Texas por troca com a soberania, que de facto não tinha, da Flórida. Além disso, os territórios do Oregon eram muito remotos e sem nenhum valor comercial. Os Estados Unidos ganharam a sua transcontinentalidade, a Florida e o território sem fronteiras definidas do Oregon, o qual seria um tema de discussão entre a Grã-Bretanha (no território do Canadá) e os Estados Unidos.

O tratado foi ratificado em 1832 pelo México e Estados Unidos. Assim a fronteira ficaria fixada desta maneira até que em 1848 quando após a guerra Mexicano-Americana o México perderia definitivamente estes estados pelos tratados derivados desta invasão. Como resultado a fronteira Estados Unidos-México seria fixada pelo curso do rio Bravo, também chamado rio Grande do Norte.

Ver também[editar | editar código-fonte]

  • Destino manifesto
  • Luis Onís, "Negociação com os Estados Unidos da América" em Memória sobre as negociações entre Espanha e os Estados Unidos da América, prólogo de Jack D.L. Holmes, Madrid, José Porrúa, 1969.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]