Tratado de Frankfurt

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Bismarck (figura central, de branco) proclama o Império Alemão no Palácio de Versalhes, óleo de Anton von Werner

Tratado de Frankfurt foi um tratado, firmado em 10 de Maio de 1871, entre a França e a Alemanha, na cidade de Frankfurt, ao término da guerra Franco-prussiana, travada entre estes dois países entre 1870 e 1871.

Os acordos preliminares foram assinados em Versalhes, em 26 de Fevereiro de 1871, por Adolphe Thiers e o príncipe de Bismarck, e em Março do mesmo ano foram aprovadas as condições do tratado pela Assembleia Nacional de Bordeaux.

As negociações foram seguidamente retomadas nas Conferências de Bruxelas de 28 de Março, e prosseguiram em Frankfurt, para onde se dirigiram os diplomatas Jules Favre e Pouyer-Quertier, e onde ocorreu a assinatura do documento final.

As condições eram as mesmas acordadas nas primeiras negociações entabuladas entre as duas partes interessadas: a França ficava obrigada a pagar uma indenização e a ceder a Alsácia, com excepção de Belfort e parte da Lorena; a única novidade introduzida era a troca de territórios dos subúrbios de Belfort e certos distritos mineiros na fronteira da Lorena.

O Tratado de Frankfurt entrou em vigor, após troca de ratificações, a partir de 20 de Maio. Graças à ação do Governo de Thiers, e em consequência direta do sucesso dos empréstimos negociados por ele em 1871, e, depois, em 1872, França conseguiu libertar-se do fardo da dívida antes dos termos fixados pela Alemanha e, em virtude da Convenção de 15 de Março de 1873, a evacuação completa do seu território teve lugar em Setembro desse ano.

Os termos do tratado, considerado pesado para a França, criaram uma animosidade geral entre os franceses contra a Alemanha, conhecida como revanchismo. O ressentimento francês aos termos do tratados indiretamente levou às alianças que precederam a Primeira Guerra Mundial e a guerra em si.

O tratado[editar | editar código-fonte]

  • Confirmou a fronteira entre a Terceira República Francesa e o Império Alemão - envolvendo a anexação da maior parte da Alsácia e do departamento de Mosela na Lorena;
  • Deu aos residentes da região anexada da Alsácia-Lorena até 1º de Outubro de 1872 para decidir entre manter a nacionalidade francesa e emigrar, ou permanecer e tornarem-se cidadãos alemães;
  • Estabeleceu um programa de retirada das tropas alemãs de certas áreas;
  • Regulamentou o pagamento de indenização de guerra pela França, no valor de 5 bilhões de francos (no intervalo de três anos);
  • Reconheceu a aceitação de Guilherme I da Prússia como imperador alemão; e
  • Estabeleceu a ocupação militar de partes da França até que a pesada indenização fosse paga (para surpresa da Alemanha, a França pagou rapidamente a indenização).

O tratado também esclareceu os seguintes pontos:

  • O uso de vias navegáveis em conexão com a Alsácia-Lorena;
  • O comércio entre os dois países; e
  • O retorno de prisioneiros de guerra.


Ícone de esboço Este artigo sobre relações internacionais, diplomacia ou sobre um diplomata é um esboço relacionado ao Projeto Ciências Sociais. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.