Tribo de Benjamim

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Símbolo da tribo de Benjamim.

A tribo de Benjamim (em hebraico, בִּנְיָמִין, transl. Binyāmîn) era uma das doze tribos de Israel. Recebeu o nome do filho mais novo de Jacó (Israel) e Raquel. Os membros dessa tribo eram chamados benjamitas.

Quando da divisão de Canaã, a tribo de Benjamim ficou com o território compreendido entre Efraim, ao norte, e Judá, ao sul. Embora fosse um território pequeno e montanhoso, era fértil e incluía cidades importantes como Jerusalém, Jericó, Betel, Gibeá e Mispá, entre outras.

Um benjamita importante foi Eúde, o segundo juiz referido no Livro de Juízes. Saul, o primeiro rei de Israel oficialmente reconhecido como tal, era benjamita, filho de Quis. A partir daí, a linhagem real passou a ser da tribo de Judá.

História da tribo de Benjamim[editar | editar código-fonte]

Território da tribo de Benjamin (branco, centro-sul)

Depois da conquista da região por Josué e até a formação do primeiro Reino de Israel, em 1050 a.C., a tribo de Benjamim foi parte de uma confederação livre de tribos israelitas. Sem um governo central, em tempos de crise as pessoas eram guiadas por líderes conhecidos como Juízes (veja Livro dos Juízes). A tribo de Benjamim, inclusive mulheres e crianças, foi quase dizimada por outras tribos israelitas na Batalha de Gibeá. Os homens sobreviventes foram separados, mas foi-lhes permitido casar com mulheres de outras cidades, cujos maridos tivessem morrido, de modo a permitir que a tribo continuasse [1] .

Com o crescimento da ameaça das incursões filisteias, as tribos israelitas decidiram formar uma monarquia forte e centralizadora para enfrentar o iminente conflito. O primeiro rei dessa nova entidade foi Saul, que era da tribo de Benjamin,[2] que, naquele momento, era a menor das tribos. Ele reinou por 38 anos, em Gibeá [3] que parece ter sido sua terra natal.

Após a morte de Saul, todas as tribos, com exceção de Judá, permaneceram fiéis à casa de Saul, mas, depois da morte de Isboset, filho de Saul e seu sucessor no trono de Israel, a tribo de Benjamim juntou-se às tribos israelitas do norte, dispostas em fazer de Davi, que era rei de Judá, soberano do reino de Israel reunificado. No entanto, com a ascensão de Roboão, neto de Davi, em 930 a.C., as tribos do norte se separaram da Casa de Davi para recriar o Reino de Israel como o Reino do Norte. Contudo, dessa vez a tribo de Benjamim permaneceu fiel à Casa de Davi, continuando a fazer parte do Reino de Judá, até que, em 586 a.C, Judá foi conquistado pelos babilônios, e a sua população foi deportada.

Quando os judeus retornaram do exílio da Babilônia, as afiliações tribais que ainda permaneciam foram abandonadas, provavelmente por causa da impossibilidade de se restabelecerem as antigas possesões tribais de terras. No entanto, as regras e leis religiosas, decretadas por Levitas e Kohanim foram preservadas, e a população em geral foi chamada de Israel. Essas designações ainda são seguidas hoje.

Batalha de Gibeá[editar | editar código-fonte]

A tribo de Benjamim é inicialmente descrita no Cântico de Débora e em outras descrições bíblicas como sendo muito combativa. Eram ensinados a lutar com a mão esquerda, de modo a pegar os inimigos de surpresa, (Juízes 3:15-21, 20:16, 1 Crônicas 12:02), além de serem arqueiros valentes e háeis. (1 Crônicas 08:40, 2 Crônicas 14:08)

No entanto, segundo o texto, houve uma mudança abrupta do seu caráter, que se tornou mais plácído, depois de um incidente traumático para a tribo. O livro de Juízes narra que um episódio de grosseira falta de hospitalidade por parte da tribo resultou na batalha de Gibeá, quando as outras tribos de Israel buscaram vingança, após o que os membros sobreviventes de Benjamim foram sistematicamente abatidos, incluindo mulheres e crianças. Quando a tribo de Benjamin estava quase extinta, foi decidido que deveria sobreviver, e os 600 homens sobreviventes de Benjamin foram casar-se com mulheres de outras tribos. (Juízes 19-21)

Descendentes da tribo de Benjamin[editar | editar código-fonte]

Um descendente da tribo de Benjamim foi São Paulo Apóstolo, um dos maiores missionários que semearam a boa nova do Evangelho :

"Digo, pois: Porventura rejeitou Deus o seu povo? De modo nenhum; porque também eu sou israelita, da descendência de Abraão, da tribo de Benjamim."Romanos 11:1

"Circuncidado ao oitavo dia, da linhagem de Israel, da tribo de Benjamim, hebreu de hebreus; segundo a lei, fui fariseu; segundo o zelo, perseguidor da igreja; segundo a justiça que há na lei, irrepreensível. Mas o que para mim era ganho reputei-o perda por Cristo. E, na verdade, tenho também por perda todas as coisas, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor, pelo qual sofri a perda de todas estas coisas e as considero como escória, para que possa ganhar a Cristo. [4]

Tribo de Benjamim e seu animal simbólico - LOBO[editar | editar código-fonte]

O lobo de Benjamim

Extraído do livro "Liderando Lobos", do Pr. Jeff:

"O medo de todo pastor é descobrir um lobo no meio das suas ovelhas, pois nós, como líderes na igreja, temos um preconceito contra lobos, muito disso devido ao texto achado em João 10 que fala sobre esse animal atacando o rebanho.

Então, quando nós da Geração Benjamim, começamos a falar de uma geração de lobos (simbolicamente), chamamos muito a atenção, encontramos mal-entendimentos e criamos muita confusão.

Eu quero dizer, contra o pensamento popular do dia, que todo lobo não é mau. Mesmo quando estamos falando do leão e sua nobreza, sempre terá alguém que lembrará do texto comparativo entre ele e o diabo (1 Pedro 5:8), o qual procura crentes para devorar. Isto não faz do leão um ser mau para sempre. Enfim, Jesus é o “leão” da tribo de Judá.

Os animais são simplesmente simbólicos e suas referências também são, e não literais. O próprio Jesus nos ensinou a sermos gentis como pombas, mas sábios (ou prudentes) como as serpentes (Mateus 10:16). Tente ensinar aos seus liderados que eles devem ser como serpentes e veja as suas reações. "Mas o diabo não era aquela serpente no jardim do Éden? Então, o que Deus está querendo dizer é que devemos ser como o diabo?" Claro que não, mas Ele está simplesmente fazendo uma comparação entre o homem e as características marcantes de um animal. Portanto eu lhe digo, todo lobo não é mau, particularmente quando estamos falando em respeito ao lobo da Tribo de Benjamim, cujas características tem tudo a ver com essa geração.

"Benjamim é lobo que despedaça; pela manhã devora a presa e à tarde reparte o despojo." (Gênesis 49:27)

Jacó fez uma comparação entre o seu filho Benjamim e um lobo. E esta comparação foi uma coisa boa.

Cada tribo tinha o seu símbolo marcante: Judá, um leão de ouro; Simeão, espadas; Dã, águia dourada (SERPENTE, NÃO ÁGUIA DOURADA!) dãããã; e assim por diante. A tribo de Benjamim, como um lobo, foi conhecida pelos seus guerreiros. (...)

Benjamim era e ainda é um guerreiro. Ele não brinca, mas, até o último homem, luta para ganhar.

Quando falamos de uma geração de lobos, estamos nos referindo à Geração Benjamim, uma geração de guerreiros, rapazes e moças valentes, que estão aqui para arrebentar."

(Deveríamos pesquisar mais antes de publicar erros. Quem é o PR Jeff????)

Referências

  1. Livro dos Juízes, 19-21.
  2. Samuel 9:1-2
  3. Samuel 8-31
  4. Filipenses 3:5-8