Trombose venosa profunda

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Trombose venosa profunda
Classificação e recursos externos
CID-10 I80.1, I80.2
CID-9 451.1, 451.2
DiseasesDB 3498
MedlinePlus 000156
eMedicine med/2785 emerg/122
Star of life caution.svg Aviso médico
DVT2010

Trombose venosa profunda (TVP), é a formação de um coágulo sanguíneo ("trombo") em uma veia profunda. Geralmente afeta as veias dos membros inferiores, como a veia femoral e a veia poplítea ou veias profundas da pelve. Quando afeta as veias dos braços (veia axilar ou veia subclávia) é chamada de doença de Paget-Schroetter.

Sinais e sintomas[editar | editar código-fonte]

O risco de trombose venosa profunda é proporcional ao período de imobilidade, sendo mais significativo quando esse período é superior a cinco horas, tal como ocorre em viagens, por exemplo. Além disto, a doença é mais freqüente em viajantes que tenham fatores individuais de risco, como uso de anticoncepcionais, gestação, obesidade, idade superior a quarenta anos, infarto recente etc.

Tromboembolismo venoso[editar | editar código-fonte]

Tromboembolismo venoso ou tromboembolia venosa é a ocorrência da trombose venosa profunda com embolia pulmonar.1

A doença tromboembólica relacionada com imobilidade prolongada foi descrita em Londres, durante a II Guerra Mundial, em pessoas que permaneciam sentadas por longos períodos de tempo em abrigos antiaéreos. Nos anos 1950 foram registrados os primeiros episódios relacionados com viagens de avião e, na década de 1970, com a popularização dos vôos internacionais, a doença passou a chamar a atenção notadamente pelos casos de embolia pulmonar que resultavam em mortes de passageiros, às vezes em pleno voo.

Nos anos 1990 passou-se a utilizar a expressão síndrome da classe econômica, numa alusão à freqüência deste tipo de evento em passageiros submetidos a uma exigüidade de espaço que dificultava a mobilidade durante as viagens aéreas. A expressão é, contudo, imprecisa, uma vez que a ocorrência de doença tromboembólica não é uma exclusividade dos passageiros da classe econômica. Além disto, a doença ocorre também em viajantes que utilizam outros meios de transporte, como carros e trens.

Ainda que não exista um estudo conclusivo, é inegável que algumas peculiaridades das viagens aéreas sugerem uma provável associação com doença tromboembólica, maior do que em outros meios de transporte. A freqüência das escalas durante uma viagem aérea, quando elas ocorrem, é ditada por motivos econômicos ou técnicos e, naturalmente, não obedece a um padrão regular. A disposição dos assentos, em múltiplas fileiras paralelas, inibe até eventuais idas ao toalete e, de resto, não é aconselhável, por motivos de segurança, que os passageiros fiquem andando durante o vôo, o que facilita a imobilidade prolongada. Além disto, o ambiente do interior das aeronaves, seco e com níveis baixos de pressão atmosférica e de oxigênio, favorece a desidratação, que é um dos fatores de risco para a doença tromboembólica.

O risco de doença tromboembólica (trombose venosa profunda e embolia pulmonar) é relativamente pequeno, considerando o número total de pessoas que viajam. Contudo, em razão da possível ocorrência de embolia pulmonar, que pode resultar em morte durante ou logo após uma viagem, é importante que sejam observadas medidas preventivas.

Diagnóstico[editar | editar código-fonte]

DVTUS

A trombose venosa profunda pode ser suspeitada através de achados do exame físico. Um sinal sugestivo da doença é o Sinal de Homan.

Os exames confirmatórios de TVP incluem a ecodoppler venoso dos membros inferiores.

Referências

  1. Tromboembolismo Venoso, pelo Prof. Dr. Francisco H. de A. Maffei.

Ver também[editar | editar código-fonte]

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