Tubaína

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Tubaína é um tipo de refrigerante regional, típico do interior do estado de São Paulo, tradicionalmente a base de Guaraná, com flavorizantes e aromatizantes de tutti-frutti. O termo também é utilizado para quaisquer outros refrigerantes de produção regional em pequena escala, em especial aqueles que são vendidos em garrafas de vidro e frascos de cerveja (a mesma da cerveja tradicional), embora nos dias atuais, são mais usadas garrafas feitas em PET.

História[editar | editar código-fonte]

A primeira tubaína foi criada na região de Jundiaí, no interior do estado de São Paulo, produzida pela empresa Ferráspari [1] , com o nome de Turbaína.

O nome foi criado pelo italiano Pedro Pattini e, no início, foi utilizado como nome para as balas fabricadas por ele em seu início de carreira empresarial no Brasil. Quando começou a produzir refrigerantes, estes herdaram o nome.

O nome tubaína rapidamente se popularizou devido ao fato de, nas décadas de 1940 e 1950, outras fábricas de refrigerantes passaram a produzir sabores similares ao da Turbaína, e pediram autorização ao proprietário da marca para usarem o sufixo dela em seus produtos. Surgiram assim a Taubaína, a Itubaína, entre outras marcas. O refrigerante produzido pela Ferráspari, no entanto, continua sendo chamado de Turbaína.

Devido ao custo baixo (cerca de 20% do valor de uma Coca-Cola), as tubaínas são muito populares no interior de São Paulo. Dentre as mais conhecidas temos: Tubaína Jaboti (desde 1968), Tubaína Rainha (já extinta), Tubaína Conquista, Tubaina Funada, Tupinambá (extinta), Elite (já extinta), Cristalina, Frutty Bom, Simba, Don, Arco Iris, Estrela, Guarani, Minada, São José, Itubaína (Schincariol), Tubaína Baré, Tubaina Bremer (também extinta) entre muitas outras.

Popularização econômica[editar | editar código-fonte]

Conhecidas por seu baixo custo, muitas destas bebidas têm apelo popular sem que as empresas fabricantes tenham, para isso, lançado mão de táticas de marketing e publicidade para ganhar novos consumidores[2] [3] .

As tubaínas chegaram à vários setores da classe média brasileira embaladas pela estagnação do poder aquisitivo. A estagnação do poder aquisitivo forçou parte deste segmento da sociedade a modificar hábitos de consumo e experimentar novas marcas, mais baratas.

As marcas líderes em vendas ainda continuam com sua fatia no mercado, mas o crescimento da participação de refrigerantes de pequenas fábricas chega a incomodá-las, pois muitas destas modestas fábricas estão se modernizando e tendo acesso a formas de industrialização e embalagem similares, como uso da garrafa PET.

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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