Tunísia
| الجمهورية التونسية (Al-Jumhūriyyah at-Tūnisiyyah) República Tunisina |
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| Lema: Ordem, Liberdade, Justiça | |
| Hino nacional: "Humat al-Hima" "Defensores da Pátria" |
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| Gentílico: tunisino tunisiano |
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Localização da Tunísia |
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| Capital | Túnis 36°84'N 10°22'E |
| Cidade mais populosa | Túnis |
| Língua oficial | Árabe[1] |
| Governo | República Unitária |
| - Presidente | Moncef Marzouki |
| - Primeiro-ministro | Hamadi Jebali |
| Independência | da França |
| - Data | 20 de Março de 1956 |
| Área | |
| - Total | 163.610 km² (90.º) |
| - Água (%) | 5 |
| População | |
| - Estimativa de 2007 | 10.216.000 hab. (78.º) |
| - Censo 1994 | 8.785.711 hab. |
| - Densidade | 62 hab./km² (133.º) |
| PIB (base PPC) | Estimativa de 2005 |
| - Total | US$ : 86,67 bilhões USD (63.º) |
| - Per capita | US$ : 8.255 (71.º) |
| Indicadores sociais | |
| - IDH (2008) | 0,683 (81.º) – elevado[2] |
| - Esper. de vida | 73,9 anos (73.º) |
| - Mort. infantil | 19,8/mil nasc. (95.º) |
| - Alfabetização | 74,3% (128.º) |
| Moeda | Dinar tunisiano (TND) |
| Fuso horário | CET (UTC+1) |
| - Verão (DST) | CEST (UTC+2) |
| Org. internacionais | União Africana, ONU,OMC,Liga Árabe |
| Cód. ISO | TUN |
| Cód. Internet | .tn |
| Cód. telef. | +216 |
| Website governamental | http://www.ministeres.tn/ |
A Tunísia (árabe: تونس, transl. Tūnis), oficialmente República Tunisina (الجمهورية التونسية, transl. Al-Jumhūriyyah at-Tūnisiyyah) é um país da África do Norte e que pertence à região do Magrebe. É limitada ao norte e o leste pelo Mar Mediterrâneo, através do qual faz fronteira com a Itália, ficando especialmente próxima da Ilha de Pantelária e das Ilhas Pelágias. Possui fronteira ocidental com a Argélia (965 km) e a leste e sul com a Líbia (459 km). A sua capital e maior cidade é Túnis, que está situada no nordeste do país.
Quase 40% da superfície do território são ocupados pelo deserto do Saara. O restante é constituído de terras férteis, que foram berço da civilização cartaginesa, a qual atingiu o seu apogeu no Século III a.C., antes de sucumbir ao Império Romano.
Muito tempo foi chamada Regência de Túnis, estando sob a dominação otomana. A Tunísia passou a ser protetorado francês em 1881 e adquiriu a independência em 20 de Março de 1956. O país toma a denominação oficial de Reino da Tunísia com o final do mandato de lamina Bey, que, no entanto, não levou nunca o título de rei, e é proclamada república em 25 de Julho de 1957.
Integrada nas principais comunidades internacionais, Tunísia faz igualmente parte da Liga Árabe, da União Africana e da Comunidade dos estados de Sahel-Sahara, entre outras.
Índice |
[editar] História
O território onde está a Tunísia foi colonizado no ano 1000 a.C. pelos fenícios,[3] povo de origem semita que fundam Cartago, importante centro comercial do mar Mediterrâneo até a destruição pelos romanos em 146 a.C. Passou então a fazer parte do Império Romano. Os árabes conquistaram a região no século VII da Era Cristã e transformaram a cidade de Túnis no mais importante centro religioso islâmico do norte da África. Em 1574, a Tunísia é incorporada ao Império Turco-Otomano e permanece administrada por governadores turcos (beis) até 1881, quando se torna protetorado da França. Na Segunda Guerra Mundial, o país, ocupado pelos alemães, tornando-se em palco de combates. Com o fim do conflito floresce o movimento nacionalista tunisiano.
[editar] Nacionalismo e ditadura
Em 1956, a França concede independência à Tunísia.[3] Habib Bourguiba, o principal líder nacionalista, é eleito para a presidência em 1959, transformando-se posteriormente em presidente vitalício.[3] Em 1964, o seu partido torna-se o único legal. A invasão do sul do país pela Líbia, em 1980, é prontamente repelida. Greves e manifestações populares marcam os anos 80 e refletem crescente insatisfação com o governo Bourguiba. Em 1987, o líder é considerado incapaz de governar, sendo substituído pelo primeiro-ministro Zine El Abidine Ben Ali, que revoga a presidência vitalícia e estabelece a liberdade partidária. Há uma retomada do crescimento econômico, que chega a 4,8% em 1992, com incremento do turismo e das relações com a União Européia (UE). Ben Ali e o seu partido vencem as eleições de 1994. O governo, porém, é acusado de perseguir a oposição, que no ano seguinte ganha as eleições em 47 prefeituras. O crescimento do fundamentalismo islâmico preocupa o governo. A condenação do presidente da Liga Tunisiana de Defesa dos Direitos Humanos a cinco anos de prisão, em janeiro de 1998, provoca protestos internacionais. Em maio, o governo anuncia um plano de privatização de 50 empresas estatais até o final de 1999. Desde o dia 18 de dezembro de 2010, o país assiste a massivos protestos populares que derrubaram o presidente Zine El Abidine Ben Ali.
[editar] Geografia
[editar] Clima
O clima da Tunísia encontra-se sujeito a influências mediterrânicas e saarianas. O clima mediterrâneo predomina no norte e caracteriza-se por invernos amenos e verões quentes e secos.
As temperaturas variam em função da latitude, altitude ou proximidade em relação ao Mar Mediterrâneo. As temperaturas médias são de 12 °C em Dezembro e 30 °C em Julho.
[editar] Demografia
População : 10.589.025 (Estimativa para Julho de 2010, segundo o 'World Factbook', da CIA.)
Cidades principais
| Cidades da Tunísia | ||||
| Ordem | Nome | População, 2006 | População, 2008 | Governorato |
| 1. | Túnis | 989 000 | 993 000 | Tunes |
| 2. | Sfax | 881 600 | 904 900 | Sfax |
| 3. | Nabeul | 714 500 | 733 500 | Nabeul |
| 4. | Sousse | 568 100 | 590 400 | Sousse |
| 5. | Ben Arous | 531 200 | 555 700 | Ben Arous |
| 6. | Kairouan | 550 300 | 553 800 | Kairouan |
| 7. | Bizerte | 532 900 | 538 900 | Bizerte |
| 8. | Monastir | 475 200 | 494 900 | Monastir |
| 9. | Ariana | 447 200 | 473 100 | Ariana |
| 10. | Medenine | 440 200 | 447 400 | Medenine |
[editar] Religião
Noventa e nove por cento dos tunesinos são Muçulmanos.[4] A maior parte deles são sunitas pertencentes à Malikite madhhab, mas um pequeno número de Ibadhi muçulmanos (Kharijitas) continuam a existir entre os berberes-falantes da ilha de Djerba. Existe uma pequena comunidade muçulmana indígena Sufi; No entanto, não existem estatísticas relativas ao seu tamanho. Informações fidedignas referem que muitos Sufis deixaram o país logo após a independência quando os seus terrenos e edifícios religiosos foram revertidos para o governo (o mesmo que as fundações Ortodoxas Islâmicas). Ainda que a comunidade Sufi seja pequena, a sua tradição de misticismo permeia a prática de Islão por todo o país. Existe uma pequena comunidade muçulmana indígena "Maraboutic" que pertence a irmandade espiritual conhecida como "Turuq".
A comunidade Cristã, composta por residentes estrangeiros e um pequeno grupo de nativos-nascidos cidadãos de ascendência árabe ou europeia, números 25 000 e se dispersa ao longo de todo o país.[4] Existem 20 000 católicos. Os Muçulmanos quando entram na mesquita têm de estar descalços e com os joelhos tapados.
[editar] Política
Em novembro 2001, o presidente Ben Ali anunciou reformas democráticas: criação de um segundo corpo legislativo para reforçar o poder legislativo, dando ao conselho Constitucional mais poderes para verificar a regularidade de eleições presidenciais e legislativas. Todas as provisões eram parte de uma reforma constitucional adotada pelo referendo popular em maio 2002. A segunda câmara legislativa foi inaugurada em agosto 2005. A forma de Governo da Tunísia é mista. A Assembléia Nacional tem 182 membros eleitos por voto direto para mandato de 5 anos.A constituição está em vigor desde 1959.
[editar] Subdivisões
A Tunísia está dividida em 24 províncias (em árabe, muhafazah) que estão subdivididas em 264 delegações ou distritos (mutamadiyat) que, por sua vez, subdividem-se em 2073 sectores. As delegações são, ainda, subdivididas em municípios (shaykhats). As 24 províncias da Tunísia são:
| Tunes (تونس), Ariana (أريانة), Ben Arous (بن عروس), Manouba (منوبة), Béja(باجة) |
| Jendouba (جندوبة), Kef(الكاف), Siliana (سليانة), Bizerte (بنزرت), Nabeul (نابل) |
| Zaghouan (زغوان), Gafsa (قفصة), Kairouan (القيروان), Kasserine (القصرين) |
| Mahdia (المهدية), Monastir (المنستير), Sfax (صفاقس), Sidi Bou Said (سيدي بوزيد) |
| Sousse (سوسة), Gabès(قابس), Kebili (قبلي), Médenine (مدنين), Tataouine(تطاوين), Tozeur (توزر) |
[editar] Economia
[editar] Cultura
A cultura da Tunísia começa com os berberes, um povo nômade do Norte de África que se estabeleceram primeiro no leste do Egito , em seguida, transferiram-se para as terras da atual República da Tunísia. Foram os primeiros povoadores da Tunísia. Com o passar dos séculos, vários fluxos migratórios se estabeleceram na Tunísia, trazendo suas tradições e uma excelente cozinha, criando assim uma intensa mistura étnica.
[editar] Música
A Tunísia é um país Norte africano com a população predominantemente Árabe. O país é mais conhecido por Malouf, uma espécie de música importada de Andaluzia depois da conquista espanhola no século XV. Embora, na sua forma moderna, malouf é provávelmente muito diferente de qualquer música tocada há mais de quatro séculos atrás, ele tem suas raízes na Espanha e em Portugal, e está intimamente relacionado aos gêneros com uma história semelhante em toda a África do Norte, incluindo o malouf primo do Líbio, a argelina música Gharnati e o Morroquino ala ou Andalusi
Referências
- ↑ Segundo a constituição do país, o árabe é a língua oficial. O francês também é falado no país; embora não seja a língua oficial, a língua francesa é a segunda utilizada no país.
- ↑ Ranking do IDH 2010. PNUD. Página visitada em 4 de novembro de 2010.
- ↑ a b c http://www.ibge.gov.br/paisesat/ IBGE países - Os países do mundo em um clique
- ↑ a b International Religious Freedom Report 2007: Tunisia. Estados Unidos, Agência da Democracia, Direitos Humanos e do Trabalho (14 de setembro, 2007). Este artigo incorpora textos a partir desta fonte, o que é do domínio público..
[editar] Ver também
[editar] Ligações externas