Tunkers

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Tunkers (Igreja da Irmandade) Em agosto de 1708 em Schwarzenau (Alemanha), sob a liderança de Alexander Mack, um grupo de oito pessoas do movimento pietista alemão foi batizado por trina imersão no Rio Eder. Esse grupo de pietistas sofreu profunda influência anabatista, o que o levou a essa decisão pelo rebatismo. Também conhecidos como Neu Taufers (novos batistas) e Tunkers, essas pessoas se organizaram sem muita hierarquia, proclamando diferentemente de outros anabatistas, que só tinham como credo o Novo Testamento, alguns chegando a dizer que só a Jesus Cristo. Perseguidos no Velho Continente, em 1720 haviam imigrado para a Pensilvânia, então sob os Quakers e religiosamente tolerante. Não se considerando protestantes, evangélicos ou católicos, os Tunkers mantiveram certas crenças e práticas peculiares: O ágape, o batismo por trina imersão, o ósculo santo etc. Eram no princípio universalistas, crendo na salvação de todos, pacifistas radicais, não escravagistas e apolíticos. No fim do século XIX estiveram entre os primeiros cristãos a permitir que mulheres pregassem e no princípio do século XX ordenou-as ao ministério. Nos anos de 1980 começou uma discussão, ainda em curso, pela plena aceitação de gays e lésbicas e também a sua ordenação.

Os German Baptist Brethren, entre o fim do século XIX e o começo do XX se dividiram em várias denominações, algumas mais conservadoras como os Horse and Buggy Brethren, que à moda dos Amish não usam carro, eletricidade, telefone etc e se vestem de forma peculiar, outras mais liberais como a Church of the Brethren (com o maior número de membros). A Grace Brethren (também no Brasil, com o nome de Igreja dos Irmãos) e a Brethren Church se tornaram evangélicas. Os German Baptist Brethren são conservadores e usam a veste peculiar da tradição Tunker.

No Brasil, a Igreja da Irmandade teve início em 1982 com a adesão de um menonita (holdeman mennonite) chamado Onaldo Alves Pereira da cidade de Rio Verde, Goiás. Naquela cidade, no fim dos anos de 1960 estabeleceu-se um grupo de imigrantes norte-americanos divididos entre membros da Igreja de Deus em Cristo Menonita (a maioria), da German Baptist Brethren e da Old Brethren Church.

Onaldo Alves Pereira primeiro uniu-se, em 1977, à Igreja Menonita e, depois, devido à sua sexualidade buscou um grupo da mesma linhagem que fosse mais aberto a gays. Foi batizado pelos Old Brethren por trina imersão em 1981 e, em 1982, contatou a Church of the Brethren em Elgin nos EUA, que enviou o pastor Stephen Newcomer para ajudá-lo a organizar no Brasil a Igreja da Irmandade. Em 1983 Onaldo foi para o Bethany Theological Seminary da Church of the Brethren em Oak Brook, em 1987, foi ordenado pastor em Eagle Rock, VA, no Distrito de Virlina, EUA quando também ficou conhecendo o zoroastrismo.

No Brasil foram fundadas igrejas em Rio Verde e Fortaleza, juntamente com grupos de defesa dos direitos humanos dos gays e lésbicas, o Grab no Ceará e o Ipê Rosa em Goiás, ambos pioneiros em seus estados. Stephen Newcomer ajudou diretamente nesse trabalho vivendo no Brasil mais de três anos. Também foram grandes apoiadores o Clyde e a Karen Carter da Virginia e vários dos professores do Bethany Theological Seminary, Dale Brown entre eles. O trabalho no Brasil tornou-se uma utopia para os mais progressistas da Church of the Brethren nos EUA.

A igreja no Brasil entrou numa crise depois que o seu fundador e primeiro pastor, realizou o rito de união de um casal gay, o Dr. Luís Mott e o Marcelo, em Salvador na Bahia, sofrendo por isso disciplina por parte da Church of the Brethren nos EUA. A pressão evangélica no Brasil foi decisivava nessa atitude discriminatória. Onaldo Alves Pereira depois de disciplinado deixou o igreja em Rio Verde, a Church of the Brethren dos EUA suspendeu o apoio que dava. Onaldo mudou-se para Goiânia, onde veio a filiar-se ao Zoroastrismo.

A Igreja da Irmandade continua, depois que, em 2001, o General Board da Church of the Brethren decidiu reativar o trabalho, agora sob a coordenação do Rev. Dr. Marcos Inhauser.

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