Tupamaros
O Movimento de Liberação Nacional - Tupamaros (MLN-T), ou simplesmente Tupamaros, foi uma organização de guerrilha urbana uruguaia, que operou nas décadas de 1960 e 1970, durante a ditadura civil-militar no Uruguai (1973-1985). O nome deriva da expressão pejorativa dos espanhóis, quando da dominação da Coroa Espanhola, para os seus insurgentes, ou mais provavelmente provem de Tupac Amaru I, cujo nome e história inspiraram o movimento revolucionário Tupamaro. Morto em 24 de setembro de 1572), foi o último líder indígena do povo inca da época da conquista espanhola, filho de Manco Inca Yupanqui (também conhecido como Manco Capac II), foi feito sacerdote e guardião do corpo de seu pai. Depois de seu meio irmão, o Inca Titu Cusi, morrer em 1570, Tupac Amaru assumiu o título de supa inca, na época em que o Império Inca já havia perdido a capital Cuzco e resumia-se apenas à região de Vilcabamba, dezenas de quilômetros ao norte de Cuzco..
Os tupamaros começaram com assaltos a bancos, clubes de armas e outros negócios, no início dos anos 1960. Costumavam distribuir comida e dinheiro roubados aos pobres em Montevideu. No final dos anos 1960, envolveram-se em sequestros políticos, "propaganda armada" e assassinatos.
Em resposta, as Forças Armadas uruguaias lançaram uma campanha sangrenta de prisões em massa e "desaparecimentos", dispersando os guerrilheiros, muitos dos quais foram presos ou mortos. Apesar da ameaça diminuída, o presidente Juan María Bordaberry liderou um golpe de estado em 27 de junho de 1973, tornando-se de facto um ditador. Dissolveu o Parlamento - substituindo-o por um Conselho de Estado designado pelo Poder Executivo-, extinguiu organizações sociais e partidos políticos, suprimindo as liberdades civis. Os militares começaram, então, a ocupar cargos de responsabilidade no governo, segundo o que se chamou "processo cívico militar", ocorrendo um acirramento da repressão contra a população e as organizações de esquerda. Em 1975, Bordaberry propôs aos militares impor um novo sistema constitucional de inspiração fascista e franquista, eliminando definitivamente todos os partidos políticos e suprimindo direitos. Em 1976 as Forças Armadas substituíram Bordaberry pelo então presidente do Conselho de Estado, Alberto Demicheli.[1]
Os Tupamaros retornaram à vida pública como um partido legal após a restauração da democracia no Uruguai, em 1985. Atualmente, o partido compreende o maior grupo da coalizão governamental Frente Amplio.
Após a vitória eleitoral de 31 de outubro de 2004, dois antigos tupamaros, José Mujica e Nora Castro, tornaram-se presidentes das duas Câmaras do Congresso. Em 2009, Mujica foi eleito presidente da república.