Turcopole

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Reconstrução histórica do equipamento de um Turcopole do século XII.

Durante o período das Cruzadas, os turcopoles ou turcópolos (do grego antigo: Τουρκόπουλοι, "filhos dos turcos") eram tropas recrutadas localmente pelos estados cristãos no mediterrâneo oriental.[1] Eram muitas vezes filhos de pais de diferentes religiões.[1]

Os turcopoles incluíam cavaleiros e alguns usavam arcos, e por esse motivo muitos historiadores referem-se a eles como arqueiros montados especializados em certas funções, como o reconhecimento ou o uso de táticas de cavalaria ligeira com arcos. No entanto, pese embora eles tenham ocasionalmente desempenhado essas funções, segundo o historiador R.C. Smail não é razoável assumir que todos os turcopoles eram cavaleiros e arqueiros tendo em conta a escassa informação disponível.[1]

História[editar | editar código-fonte]

Um problema recorrente dos estados cristãos no mediterrâneo oriental era o insuficiente número de cruzados, cavalos e armas disponível. Até certo ponto, a solução para este problema passou pelo recrutamento dos turcopoles, que usavam cavalos e equipamento igual aos seus oponentes. O custo de pagar os mercenários entre os turcopoles foi uma das razões específicas para as repetidas doações monetárias enviadas da Europa.[2]

Na decisiva Batalha de Hattin em 1187, a Historia Regni Hierosolymitani regista que 4 000 turcopoles faziam parte do exército cristão. No entanto, o historiador Steven Runciman considera este número exagerado, e nota que a cavalaria ligeira muçulmana presente na batalha provavelmente estava melhor equipada do que os turcopoles.[3]

Referências

  1. a b c Smail, R.C.. Crusading Warfare, 1097-1193 (em inglês). Cambridge: Cambridge University Press, 1956. p. 111-112. ISBN 0-521-21315-6.
  2. Riley-Smith, Jonathan. The Crusades: A Short History (em inglês). New Haven: Yale University Press, 1990. p. 79. ISBN 0-300-04700-2.
  3. Runciman, Steven. A History of the Crusades: The kingdom of Jerusalem and the Frankish East, 1100-1187 (em inglês). Cambridge: Cambridge University Press, 1951. p. 489-490. 3 vols. vol. 2. ISBN 0-521-06162-8.