União Democrática Ruralista
A União Democrática Ruralista (UDR) é uma entidade de classe brasileira que se destina a reunir ruralistas e tem como objetivo "a preservação do direito de propriedade e a manutenção da ordem e respeito às leis do País".[1]
A entidade reuniu grandes proprietários rurais do país com a finalidade de pressionar o Congresso Nacional e impedir o sancionamento de leis a favor da reforma agrária.[1] Atualmente, a União Democrática Ruralista Nacional tem sua sede em Brasília.[1] O atual presidente da entidade é o agropecuarista Luiz Antonio Nabhan Garcia, que também preside a UDR de São Paulo.
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[editar] Histórico
A UDR foi fundada como uma organização regional em 1985, na cidade de Presidente Prudente. No ano seguinte, em Goiânia foi fundada a primeira UDR Nacional, sediada em Brasília. Em seguida, foi fundada a primeira UDR - Nacional, com sede em Brasília - DF.
Os proprietários rurais sentiram a necessidade de se mobilizarem para "conscientizar" o Congresso Nacional a criar uma legislação que assegurasse os direitos de propriedade. Segundo a percepção dos ruralistas, na época, uma ala política de esquerda radical quereria "acabar" com esse direito com objetivo de "implantar um sistema comunista no Brasil". A reação dos ruralistas foi fundar a UDR, na maior mobilização do setor no país. Com isso, conseguiu-se colocar na Constituição de 1988 o artigo que preserva os direitos de propriedade rural em terras produtivas.
De 1994 a 1996, a UDR de Presidente Prudente ficou desativada devido a desmobilização da classe. No final de 1996 a entidade foi reativada.[1] A classe sentiu-se mais segura após as conquistas na Constituinte e o afastamento dos riscos sobre o direito de propriedade. No final de 1996 a entidade foi reativada no Pontal do Paranapanema.
[editar] Atividades
A entidade ficou célebre na segunda metade dos anos 1980 por sua disposição beligerante no campo. Entre 1985 e 1989, quando se encontrava no pico de suas atividades, a UDR tornou-se nacionalmente conhecida, e as mortes no campo chegaram a 640.[2].
[editar] Críticas
Grupos socialistas e ambientalistas são contrários às ações da UDR. Grupos de esquerda afirmam que a UDR atua na defesa dos grandes proprietários rurais em detrimento do pequeno produtor. Denunciam ainda que a UDR impede o combate ao trabalho escravo nas fazendas.
Grupos ligados à defesa do meio ambiente afirmam que a UDR faz oposição às medidas de proteção ambiental e acusam a entidade de patrocinar um projeto de lei no Congresso para aumentar em 150% o limite legal para desmatamentos nas fazendas da Amazônia.[3][4]
[editar] Referências
- ↑ a b c d UDR defende o direito de propriedade rural Site Oficial da UDR
- ↑ A guerra aqui é de outro tipo Veja (2003)
- ↑ Bancada ruralista festeja saída de Marina do cargo. da Folha de S.Paulo, em Brasília da Agência Folha, em Cuiabá, 14/05/2008 - 10h35
- ↑ Congresso na encruzilhada: legalizar aumento da destruição ou garantir mais produção sem destruir o que resta de nossas florestas. 17 de outubro de 2007, Greenpeace