Universidade Federal de Ouro Preto

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UFOP
Universidade Federal de Ouro Preto
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Fundação 21 de Agosto de 1969 (45 anos)
Tipo de instituição Pública (Federal)
Orçamento anual R$ 295.865.348,00 (2012)[1]
Docentes 1.042 (839 ativos, 54 substitutos, 149 inativos)
Total de estudantes 18.174 (Presencial e Distancia)
Graduação 10.522(Presencial)
3.136 (Distancia)
Pós-graduação 843 (Mestrado)
231 (Doutorado)
3.442 (Especialização)
Reitor(a) Prof. Dr. Marcone Jamilson Freitas Souza
Vice-reitor(a) Prof.ª Dr.ª Célia Maria Fernandes Nunes
Sede Ouro Preto
Campi Mariana, João Monlevade
Estado Minas Gerais
Afiliações CRUB, RENEX
Página oficial www.ufop.br/
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Instituições de ensino superior do Brasil Brasil

A Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) foi criada em 21 de agosto de 1969 a partir da incorporação de duas centenárias instituições de ensino superior: a Escola de Farmácia fundada em 1839 e a Escola de Minas fundada em 1876, ambas localizadas em Ouro Preto, Minas Gerais. Hoje é uma das mais importantes universidades de Minas Gerais e também do Brasil. A universidade é tomada como referência em todo país pelos cursos de Farmácia e Engenharia.[2]

História[editar | editar código-fonte]

A Escola de Farmácia de Ouro Preto foi criada a partir da lei nº 140, de 1839. A lei foi sancionada pelo Conselheiro Bernardo Jacinto da Veiga, Presidente da Província de Minas Gerais. Iniciava-se, portanto, o ensino farmacêutico no Brasil, que não existia nos tempos coloniais.

Em 1876, uma outra instituição surgia em Ouro Preto: A Escola de Minas. Ela foi oficialmente inaugurada em 12 de outubro de 1876, a pedido do imperador Dom Pedro II. Seu fundador, o cientista Claude Henri Gorceix, assim descrevia a cidade de Ouro Preto "Em muito pequena extensão de terreno pode-se acompanhar a série quase completa das rochas metamórficas que constituem grande parte do território brasileiro e todos os arredores da cidade se prestam a excursões mineralógicas proveitosas e interessantes".

Em 21 de agosto de 1969, através do Decreto-Lei nº 778 o Governo Federal incorporou as duas escolas localizadas no município, instituindo a Universidade Federal de Ouro Preto como uma fundação de Direito Público. Desde então, a universidade vem se expandindo com a criação de novos cursos e vagas.

Características: Centros, Escolas e Institutos:[editar | editar código-fonte]

A universidade conta com 11 Unidades Acadêmicas, assim distribuídas segundo a ordem de criação:

  • Escola de Farmácia - EF (1839)
  • Escola de Minas - EM (1876)
  • Instituto de Ciências Humanas e Sociais - ICHS (1979);
  • Instituto de Ciências Exatas e Biológicas - ICEB (1982);
  • Instituto de Filosofia, Artes e Cultura - IFAC (1994);
  • Escola de Nutrição - ENUT (1994);
  • Centro de Educação Aberta e a Distância - CEAD (2003);
  • Instituto de Ciências Sociais Aplicadas - ICSA (2008);
  • Instituto de Ciências Exatas e Aplicadas - ICEA (2009);
  • Escola de Medicina - EMED (2012);
  • Escola de Direito, Turismo e Museologia - EDTM (2013).

Em 2008 foi criado o Instituto de Ciências Sociais e Aplicadas, na cidade de Mariana. O campus abriga os cursos de Administração, Economia, Jornalismo e Serviço Social, que já conta com, em média, 800 alunos. A criação do instituto e a ampliação do quadro de funcionários, técnicos e professores só foi possível com o financiamento do Reuni, programa do Governo Federal que expandia o ensino superior gratuito.

A Escola de Direito, Turismo e Museologia (EDTM) foi criada através da Resolução CUNI Nº 1.535, de 21 de outubro de 2013 e teve sua origem da reunião dos Departamentos homônimos que até então eram Unidades Isoladas vinculadas diretamente a Reitoria.

Sua biblioteca está localizada no interior da Escola de Minas. Ainda sofre de algumas carências, entre elas estão a falta de prédio exclusivo para seu funcionamento, principalmente pela falta de biblioteca e auditório próprios.

O Centro de Educação Aberta e a Distância, atualmente oferece os cursos de graduação em Administração Pública, Matemática, Pedagogia e Geografia.

Os cursos de especialização oferecidos atualmente são: Gestão Pública, Práticas Pedagógicas, Mídias na Educação e Escola de Gestores da educação Básica.

O Centro de Educação Aberta e a Distância da UFOP está presente atualmente em 41 polos, em convênios com a Universidade Aberta do Brasil e com as Prefeituras Municipais, contemplando cidades dos Estados da Bahia, Minas Gerais e São Paulo.

Cursos, Departamentos e Órgãos da Administração Superior:[editar | editar código-fonte]

A universidade oferece 37 cursos de graduação na modalidade presencial, contando com 27 departamentos.

O curso de Farmácia é o mais antigo da América Latina, sendo também um dos mais conceituados do país. Recebeu nota máxima em todos os exames do ENADE realizados: 2001, 2004 e 2007.[3]

O curso de Engenharia Ambiental, oferecido pelo Departamento de Engenharia Ambiental da Escola de Minas, teve início em 2000 e é reconhecido pelo MEC desde 2004. É o segundo mais antigo curso de engenharia ambiental de Minas Gerais e já formou mais de 150 engenheiros. Na sua concepção, visa a formar um profissional com visão holística, capaz de entender as questões técnicas e socioambientais de projetos de engenharia e da ocupação e uso dos recursos ambientais. Em 2011, o curso de graduação em engenharia ambiental conquistou pela segunda vez um lugar no seleto grupo de cursos de engenharia ambiental com 4 estrelas (Muito Bom) no Guia do Estudante da Editora Abril.

O Curso de Medicina, criado em 2006 e implantado em 2007, já é o mais concorrido do Vestibular. Foram oferecidos, até o momento, nove vestibulares, sempre com 40 vagas. A concorrência manteve índices altos, mas não constantes: o primeiro vestibular, ocorrido em meados de 2007, teve a relação de 213 candidatos para cada vaga; os seguintes, 78, 144, 108, 158, 161, e 228, respectivamente. A seleção, posteriormente, passou a ser feita por meio do Sistema de Seleção Unificada do Governo Federal, pelo qual os números permaneceram elevados. Observa-se que há maior concorrência no meio do ano: época em que menos universidades realizam os seus processos seletivos.

O Departamento de Direito da UFOP, oferece um dos cursos mais concorridos no Processo Seletivo - no primeiro semestre de 2012, alcançou a marca de 128,9 alunos para cada vaga[4] -. É um dos mais renomados cursos de Direito do país, alcançando bons índices nos exames da Ordem dos Advogados do Brasil.[5] Em 2006, foi o único a aprovar 100% de seus alunos na primeira fase da prova.[6]

As atividades acadêmicas são coordenadas pela Pró-Reitoria de Graduação, Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa e Pró-Reitoria de Extensão. Além destas existem a Pró-Reitoria de Assuntos Comunitários e Estudantis, Pró-Reitoria de Administração, Pró-Reitoria de Planejamento e Desenvolvimento.


No campus Morro do Cruzeiro localiza-se desde 2013, em um moderno edifício construido especialmente para este fim, os órgãos de comunicação da UFOP:

  • A Assessoria de Comunicação Institucional;
  • A TV UFOP, que funciona desde 2006 como veículo de conteúdo público-educativo;
  • A Rádio UFOP Educativa.

A instituição tem doze bibliotecas, distribuídas nos campi de Ouro Preto, Mariana e João Monlevade. São 75 mil títulos e 150.000 volumes, excluídos os do Centro de Educação Aberta e a Distância. Além dessas, há a Biblioteca de Obras Raras, localizada na Escola de Minas do Centro Histórico, que conta com um acervo de 20 mil volumes. Entre eles, estão livros dos séculos 18 e 19, de pesquisadores e naturalistas estrangeiros que estudaram o Brasil. Atualmente, a Biblioteca realiza o projeto de restauração de livros, financiado pela Empresa Açominas.

O Corpo Docente conta com 839 professores com elevado índice de qualificação, dos quais 406 são doutores e 199 são mestres. O corpo Técnico-Administrativo é composto por 1.171 funcionários, sendo 222 de nível superior, 654 de nível médio e 195 de nível de apoio.

Quanto ao Corpo Discente, são 9.658 alunos na graduação, sendo 3 363 na modalidade a distância. Na pós-graduação, são 434 alunos no mestrado, 121 no doutorado e 500 na especialização.

Nos últimos anos, a UFOP realiza projetos destinados a transformá-la, dando-lhe autonomia e independência, e contribuindo para o desenvolvimento econômico de Ouro Preto, Mariana e região. Com o Centro de Artes e Convenções, espaço de eventos premiado em 2003, que funciona no antigo Parque Metalúrgico da Escola de Minas, a UFOP vem contribuindo para consolidar a importância econômica do turismo em Ouro Preto. Orientado para a cultura, a ciência e a educação, o Centro de Artes e Convenções recebe seminários, espetáculos e shows de todo o país.

O desenvolvimento da Universidade também é refletido pelas atividades de pesquisa e pós-graduação. A política de capacitação de professores, a criação de cursos de pós-graduação e a montagem de diversos laboratórios financiados por órgãos como CNPq, Finep e Fapemig são os principais indicadores. Através do Núcleo de Pesquisa em Ciências Biológicas (Nupeb), que agrega professores de três unidades para pesquisa e ensino em pós-graduação, a UFOP está inserida na Rede Genoma do Estado de Minas Gerais. Uma das importantes parcerias firmadas pela UFOP acontece por meio da Rede Temática em Engenharia de Materiais (Redemat). A Rede, que integra a UFOP à Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG) e ao Centro Tecnológico de Minas Gerais (Cetec), oferece cursos de pós-graduação em nível de especialização, mestrado e doutorado. A Redemat possui laboratórios modernos, tradição em ensino e pesquisa e profissionais altamente qualificados, contando com um quadro de 30 professores doutores e mais de 140 alunos de várias empresas, universidades e institutos de pesquisa.

Evento anual de destaque relacionado à pesquisa, o Seminário de Iniciação Científica (SIC/UFOP), acontece desde 1993 e apresenta trabalhos de todo o Brasil. Eles estão divididos em cinco áreas: Ciências Aplicadas à Engenharia, Ciências Exatas e da Terra, Ciências da Vida e Ciências Humanas. Em 2003, o SIC contou com a participação de alunos de 52 instituições. Foram 800 trabalhos inscritos, sendo que 244 pertenceram a alunos da UFOP.

A extensão universitária ajuda a formar cidadãos, permitindo a síntese entre teoria e prática. Um exemplo é o Projeto Rio Vivo, em que a Universidade estende suas fronteiras até o Vale do Jequitinhonha, atuando no combate à Doença de Chagas, à desnutrição, e realizando outras atividades desde 2000. A comunidade ouropretana também ganha com projetos como o Laboratório Piloto de Análises Clínicas, que atende gratuitamente 60 pessoas por dia, realizando quatro mil exames por mês.

Edifício da Reitoria

No Escritório Piloto da Escola de Minas, a população tem acesso a cursos de Soldagem Industrial, Prático de Obras e Supletivo 1º e 2º graus. Em 70 projetos relacionados ao Patrimônio Histórico, a UFOP propõe iniciativas para preservar a memória de Ouro Preto. A UFOP busca trazer o século 21 a uma cidade com mais de 300 anos. A proposta de preservação se reafirma através de projetos como a Oficina de Cantaria, que recupera importantes monumentos históricos, e o Fórum das Artes, que promoverá a reflexão sobre artes e patrimônio. O Museu de Ciência e Técnica, o Museu de Pharmácia e o Observatório Astronômico são importantes centros de conservação da memória e da cultura que guardam um legado de conhecimento para a sociedade.

Repúblicas[editar | editar código-fonte]

Centro de Convergência

Os estudantes da UFOP têm à sua disposição uma forma de moradia peculiar, um modelo que não é visto em nenhum outro lugar do Brasil. A grande maioria das repúblicas "federais"(REFOP)[7] (Casas Públicas, pertencentes a União) e particulares (casas privadas) da cidade de Ouro Preto estabelecem um sistema de seleção de novos moradores conhecido como "Batalha".

A "Batalha de vaga" consiste em um período de avaliação pelo qual os candidatos passam para comprovar sua responsabilidade com a república. Essa batalha é crucial para continuidade da casa e união dos moradores. Com isso, os estudantes conseguem manter esse patrimônio histórico com seu trabalho organizando eventos para arrecadação de fundos que são integralmente investidos em manutenção e melhorias das repúblicas para que futuros alunos possam usufruir. Além disso, ajudam muitas vezes também com trabalho em pinturas e reformas. Isso é necessário, pois as casas não têm as características de um alojamento e a Universidade teria um gasto muito alto para mantê-las, perdendo poder de investimento na qualidade de ensino. Por causa disso, os moradores acordaram com a universidade a autonomia de escolha de moradores dando em contrapartida manutenção impecável dos imóveis pertencentes a ela.

Os critérios usados na batalha são principalmente responsabilidade, honestidade e companheirismo. Esse é uma das formas mais democráticas de assistência estudantil, pois basta que o aluno seja honesto, saiba respeitar a diferença entre seus pares e esteja disposto a manter a casa para que possa se beneficiar. Como em toda sociedade, as repúblicas mantém uma hierarquia por ordem de chegada à casa. A hierarquia serve principalmente para melhor organização do grupo.

Entretanto, a peculiar forma de organização de tais repúblicas tem mobilizado, nos últimos anos, diversas discussões sobre um possível caráter autoritário no processo de escolha das repúblicas. Fato tal, que, no ano de 2009, o Ministério Público Federal de Minas Gerais recomendou à Universidade que adotasse critérios objetivos para a escolha dos novos moradores, dando preferência de acesso à alunos carentes, já que critérios subjetivos como a chamada "batalha" não permitiria acesso integral da comunidade estudantil à moradia pública. [8] O fato continua em discussão, apesar de certos avanços como a proibição das "placas" nas repúblicas federais, diversas penalidades jurídicas seguem acontecendo dentro de propriedades federais, o que tem cada vez mais chamado atenção da mídia.[9]

Graduação[editar | editar código-fonte]

Ciências Exatas e Aplicadas



Ciências da Vida



Ciências Humanas e Sociais Aplicadas



Pós-Graduação[editar | editar código-fonte]

Mestrado



Doutorado



Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]