Universidade Federal do Rio Grande do Norte

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UFRN
Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Brasao UFRN.PNG
Fundação 25 de junho de 1958 (56 anos)
Tipo de instituição Pública Federal
Orçamento anual R$ 1.026.271.882,45 (2012) [1] [2]
Docentes 1.638
Total de estudantes 36.000[3]
Reitor(a) Ângela Maria Paiva Cruz
Vice-reitor(a) Maria de Fátima Freire de Melo Ximenes
Estado Rio Grande do Norte
Afiliações CRUB, RENEX [4]
Página oficial www.ufrn.br
Instituições de ensino superior do Brasil Brasil

A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) é uma instituição pública de ensino superior brasileira com sede na cidade do Natal, no estado do Rio Grande do Norte. Principal centro universitário do estado e uma das dez maiores universidades federais do Brasil em número de alunos de graduação. É a melhor universidade do RN, seguida pela UFERSA, e melhor colocada entre as universidade das regiões Norte e Nordeste segundo o ranking de 2012.[5]

História[editar | editar código-fonte]

Originou-se da Universidade do Rio Grande do Norte, criada a 25 de junho de 1958, através de lei estadual, e federalizada a 18 de dezembro de 1960. A Universidade do Rio Grande do Norte, instalada em sessão solene realizada no Teatro Alberto Maranhão, a 21 de março de 1959, foi formada a partir de faculdades e escolas de nível superior já existentes em Natal, como a Faculdade de Farmácia e Odontologia, a Faculdade de Direito de Natal, a Faculdade de Medicina de Natal e a Escola de Engenharia, dentre outras.

Estrutura[editar | editar código-fonte]

Na década de 1970, teve início a construção do Campus Central entre os bairros de Lagoa Nova, Capim Macio e Nova Descoberta, numa área de 123 ha, que abriga a maior parte das instalações da universidade na capital.

Além dos diversos setores de aulas, auditórios, laboratórios e bibliotecas, o Campus Central possui um Centro de Convivência com restaurante, agências bancárias, livrarias, galeria de arte e agência dos correios. No prédio da Reitoria concentram-se o Gabinete do Reitor, as Pró-Reitorias e todos os setores da administração central.

Divide-se em Centro de Biociências (CB), Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes (CCHLA), Centro de Ciências Exatas e da Terra (CCET), Centro de Ciências Sociais Aplicadas (CCSA), Centro de Educação (CE), Centro de Tecnologia (CT), Centro de Ciências da Saúde (CCS), Faculdade de Ciências da Saúde do Trairi (FACISA) e Centro de Ensino Superior do Seridó (CERES), este último localizado nos municípios de Caicó e Currais Novos.

Recentemente foram inaugurados os Instituto Internacional de Neurociências, Instituto Internacional de Física e o Metrópole digital.

Destaque[editar | editar código-fonte]

A UFRN é um dos principais centros de estudo de sismologia do país.[6] Além disso, a universidade conta com o curso de pós-graduação em Sistemas Complexos Aplicados às Ciências da Vida, o único na América Latina.[7]

Na edição 2009.3, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) elegeu o curso de Direito da UFRN (Campus Caicó) como o terceiro melhor do país.[8] [9]

A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) recebeu a melhor avaliação dentre as instituições de Ensino Superior das regiões Norte e Nordeste, pelo Índice Geral de Cursos (IGC). O posto antes era ocupado pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).[10]

A UFRN foi eleita à 28ª melhor universidade do país, pelo Ranking Universitário da Folha que mediu a qualidade de 192 universidades do país. Em relação à região nordeste, a universidade ficou em quinto lugar, atrás da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), da Universidade Federal do Ceará (UFC), da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e da Universidade Federal da Paraíba (UFPB).

No ranking publicado em fevereiro de 2013 pelo site Webometrics, a UFRN havia ficado na 31ª posição entre as 100 universidades da América Latina. A lista mostra as instituições de acordo com sua presença e impacto na web, além da visibilidade e qualidade do conteúdo publicado.[11] [12]

Pelo Enade 2012, (exame monitora a qualidade das graduações em todo o país) divulgado pelo Ministério da Educação, a UFRN apareceu na lista com 11 cursos com nota 5 (que é a nota máxima), são eles Direito nos campi Natal e Caicó, Psicologia e Publicidade e Propaganda.[13]

Processo seletivo[editar | editar código-fonte]

O ingresso nos cursos de graduação da UFRN era feito, até 2012, por meio do vestibular. Ele consistia em provas discursivas e objetivas das disciplinas obrigatórias do ensino médio, segundo o MEC, e realizado em 3 dias. No que se refere aos cadernos com questões objetivas, o primeiro dia era destinado às provas de Matemática, Física, Química, Biologia e Língua Estrangeira (Inglês,espanhol e Francês) com 12 questões objetivas com quatro alternativas. No segundo dia existia uma prova de Português e Literatura com 20 questões objetivas, provas de História e Geografia com 12 objetivas cada e uma redação. No último dia existiam as provas com questões discursivas (4 em cada) que dependem da escolha da área do curso em que se presta o vestibular. Eram elas:

  • Humanas I: Matemática, História e Geografia
  • Humanas II: História, Geografia, Língua Estrangeira (Inglês, Espanhol ou Francês à escolha do candidato)
  • Tecnológica I: História, Física e Matemática
  • Tecnológica II: Química, Física e Matemática;
  • Biomédica: Biologia, Química, Física.

A partir do semestre 2014.1 a entrada nos cursos de graduação é feita, exclusivamente, através do Sistema de Seleção Unificada (SiSU) o qual utiliza as notas do Exame Nacional do Ensino Médio para selecionar os ingressantes.

Argumento de Inclusão[editar | editar código-fonte]

Desde o vestibular de 2006, a UFRN usa um sistema de bonificação chamado "Argumento de Inclusão" para ajudar alunos provenientes de escola pública a passarem no vestibular. Até então, o bonus variava de percentual, sendo sempre maior nos cursos onde ingressavam menos alunos da rede pública e ia de zero a 7%. Entretanto, a partir do vestibular 2010, o bonus foi padrozinado em 10% para todos os cursos.[14]

Para os seus defensores, o Argumento de Inclusão é uma forma de equilibrar melhor as oportunidades entre os alunos de escola públicas e particulares e só beneficia os melhores estudantes, visto a disparidade de ensino entre escolas públicas e particulares.[14]

Entretanto, muitos criticam a bonificação, pois ela tira de muitos estudantes que tiraram notas suficientes a oportunidade de passar no vestibular, sejam eles provenientes de escola particular, sejam eles provenientes de escola pública que não foram beneficiados pelo sistema de Argumento de Inclusão. Para se ter uma idéia do poder do argumento: mesmo que um aluno da rede privada, acertasse a prova inteira, todas as questões da primeira e segunda fase, ainda assim esse aluno não seria o primeiro lugar. No vestibular 2010 de medicina, um candidato que conquistou as melhores notas no vestibular terminou na nona colocação por ser aluno da rede privada.[14]

Mas o rendimento acadêmico dos alunos que ingressaram com ajuda do Argumento de Inclusão tem um rendimento escolar acima dos que não se beneficiam dele.[15]

Em 2006, o Argumento de Inclusão chegou a ser questionado pelo Ministério Público Federal do Rio Grande do Norte que entrou com uma ação civil pública por tratar de maneira diferenciada estudantes do ensino público do Rio Grande do Norte em detrimento dos de estudantes de escolas públicas de outros estados que iriam fazer o vestibular da UFRN.[16]

Cursos de Graduação[editar | editar código-fonte]

A universidade dispõe dos seguintes cursos de bacharelado, licenciatura e tecnologia:[17]

Ciências Exatas


Ciências Biomédicas


Ciências Humanas


Pós-Graduação[editar | editar código-fonte]

A Universidade oferece 38 cursos de mestrado e 18 cursos de doutorado

Galeria de fotos[editar | editar código-fonte]

Referências

Ver também[editar | editar código-fonte]

Commons
O Commons possui imagens e outros ficheiros sobre Universidade Federal do Rio Grande do Norte

Ligações externas[editar | editar código-fonte]