Universidade Bandeirante de São Paulo

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UNIBAN
Universidade dos Bandeirantes de São Paulo
Fundação 1903 (como Colégio Buenos Aires)
1982 (como CEUB)
1993 (como UNIBAN)
Tipo de instituição Particular
Reitor(a) Heitor Pinto Filho
Vice-reitor(a) Ellis Wayne Brown
Estado SP
Página oficial http://www.uniban.br
Instituições de ensino superior do Brasil Brasil

A Universidade Bandeirantes de São Paulo (UNIBAN) é uma universidade brasileira sediada na cidade de São Paulo, atuando na Região Metropolitana de São Paulo desde 1993 em diversas áreas do conhecimento. Oferece ensino de graduação, ensino a distância e pós-graduação - especialização (Lato Sensu) e mestrado e doutorado (Stricto Sensu) - em diversos campi.

História[editar | editar código-fonte]

A UNIBAN tem sua origem com a fundação do Colégio Buenos Aires (atual Colégio Padre Antônio Vieira) localizado no bairro de Santana, por Pedro Pinto. Seu filho, Heitor Pinto e Silva, da UNIBAN, e seu neto, Heitor Pinto Filho, ampliou a participação da Instituição, base para a universidade atual.

Após passar a década de 1970 dirigindo colégios de ensino de 1° e 2° graus, Heitor Pinto Filho assumiu em 1982 a Faculdade Paulista de Arte, fundada em 1956 pelo maestro Eleazar de Carvalho.

Iniciada a educação em nível de terceiro grau, ele deu seguimento ao assumir a Faculdade de Ciências e Letras de Moema, a Faculdade de Filosofia Nossa Senhora Medianeira e a Faculdade Dom Domênico.

Em 1988, o Conselho Federal de Educação unificou as faculdades "federação", constituindo então o Centro de Ensino Unificado Bandeirante (CEUB).

Em dezembro de 1993, esse mesmo conselho reconheceu — e, em janeiro de 1994, o Ministério da Educação homologou — a criação da universidade.

E no ano 2008, com a integração da Universidade Pan-americana (UNIPAN), localizada nas cidades de Cascavel, Paraná e São José, Santa Catarina, hoje, a UNIBAN atua no território nacional, e não só no estado de São Paulo.

Fatos polêmicos[editar | editar código-fonte]

Aluna hostilizada[editar | editar código-fonte]

Em 22 de outubro de 2009, a aluna Geisy Arruda, estudante do curso de turismo, foi à faculdade com um vestido curto e justo considerado diferente demais (ou bastante inadequado) do ponto de vista de alguns outros estudantes, para frequentar uma sala de aula, acabando por gerar uma rebelião moralista[1] nos corredores da universidade e assim a garota acabou sendo hostilizada, xingada de inúmeros palavrões, tendo que sair da faculdade vestindo um jaleco e apoiada por policiais que dispersaram a multidão com sprays de pimenta. O fato alcançou o You Tube através de imagens gravadas por celulares e ganhou repercussão nacional.[1]

Posteriormente, a ação dos alunos que hostilizaram a aluna foi repudiada e classificada como sexista pelo corpo feminino que compõe a União Nacional dos Estudantes (UNE)[2] e pela Câmara dos Deputados do Brasil.[3] A Ordem dos Advogados do Brasil pediu retratação pública à aluna pela Uniban. Os senadores Valter Pereira e Eduardo Suplicy se posicionaram contra o incidente.[4] [5]

Em 7 de novembro de 2009 a universidade anunciou através de anúncio pago em diversos veículos de imprensa que havia expulsado a estudante da instituição[6] por "desrespeitar princípios éticos, a dignidade acadêmica e a moralidade",[7] dando ao caso repercussão internacional, sendo publicado em jornais como o New York Times, El País, Pakistan News e Guardian.[8] [9] [10] [11] Esta decisão da universidade foi denominada como "machista" pela UNE, que afirmou que "a universidade vive na era das cavernas",[12] além do fato ter tido um "desfecho esdrúxulo".[13]

No dia 9 de novembro, a Uniban decidiu revogar a expulsão da aluna. Os advogados de Geisy ainda anunciaram que a jovem teria sofrido sete crimes: injúria, ameaça, difamação, cárcere privado, atos obscenos recebidos dos outros alunos, constrangimento e incitação ao crime. Na manhã deste dia foi aberto um inquérito na Delegacia de Defesa da mulher de São Bernardo do Campo para investigar o crime de injúria.[7]

Deficiente auditiva exige intérprete[editar | editar código-fonte]

O Ministério Público Federal exigiu a contratação de uma intérprete para uma aluna deficiente auditiva da Uniban em setembro de 2009. A aluna estaria tendo dificuldades de aprendizado por não possuir um intérprete de Língua Brasileira de Sinais na sala. De acordo com a Uniban, a estudante recebeu "material didático específico e profissionais habilitados."[14]

Em 22/09/2011 foi publicada sentença julgando improcedente a ação impetrada pelo Ministério Público Federal, tendo o juiz em sua sentença destacando a inocorrência de qualquer dano à aluna, bem como a inexistência de danos morais a serem indenizados. Em sentença foi ressaltado ainda que a UNIBAN desde o momento da ciência da existência de aluna deficiente (a aluna não havia apontado sua deficiência na sua inscrição para o vestibular) não se manteve inerte diante da situação e promoveu todas as medidas adequadas ao bom aproveitamento acadêmico da aluna.

Cursos integrados[editar | editar código-fonte]

O MEC obrigou desde 22 de março de 2010 a suspensão imediata de cursos integrados da Uniban, que unem graduação, pós-graduação e sequencial. O modelo de ensino foi considerado irregular, já que, com um curso sequenciado de apenas dois a três anos de duração, o cursando teria diploma superior, diploma de graduação e título de especialização em caso de opção por um pós latu senso[15] .

Anhanguera UNIBAN[editar | editar código-fonte]

No dia 17 de setembro de 2011, foi anunciado oficialmente a venda da UNIBAN para o grupo Anhanguera Educacional. Em reunião nesse dia, foi transmitida a posse da Reitoria do Sr. Heitor Pinto Filho para o Prof. Gilberto Luiz Moraes Selber. Com a venda da UNIBAN, o Sr. Heitor não ficou com nenhuma participação acionária no grupo Anhanguera. Leia o Comunicado Oficial.

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. a b Revista Época. A garota de rosa-choque que provocou tumulto na Uniban. Página visitada em 07/11/2009.
  2. Portal G1. UNE classifica como ‘violência sexista’ hostilização à aluna na Uniban. Página visitada em 07/11/2009.
  3. Vermelho.org. Parlamentares reprovam machismo na Uniban. Página visitada em 07/11/2009.
  4. Agência Senado. Valter Pereira lamenta constrangimento imposto a aluna da Uniban. Página visitada em 12/11/2009.
  5. Diário do Grande ABC. Suplicy aplaude revisão da expulsão de Geisy. Página visitada em 12/11/2009.
  6. O Globo. Estudante que foi aula de vestido curto expulsa de universidade. Página visitada em 07/11/2009.
  7. a b O Globo. Uniban revoga decisão de expulsar aluna hostilizada por ir à aula de minissaia. Página visitada em 10/11/2009.
  8. Blog do Noblat. Notícia de Geisy correu o mundo com ares de espanto. Página visitada em 29/11/2009.
  9. Imprensa estrangeira mostra surpresa com caso de aluna hostilizada, BBC Brasil
  10. The New York Times. Brazil Student Expelled After Wearing Mini-Dress. Página visitada em 08/11/2009.
  11. Guardian. Brazilian student expelled for wearing mini-skirt to class. Página visitada em 08/11/2009.
  12. Último Segundo. UNE repudia expulsão de estudante da Uniban e chama universidade de "machista". Página visitada em 09/11/2009.
  13. Portal G1. UNE divulga nota em que repudia expulsão de estudante da Uniban. Página visitada em 09/11/2009.
  14. Portal G1. Deficiente auditiva exige na Justiça intérprete em curso da Uniban. Página visitada em 07/11/2009.
  15. MEC obriga Uniban a suspender oferta de cursos integrados - O Estado de S.Paulo, 23 de março de 2009 (visitado em 23-3-2010)

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


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