USS Missouri (BB-63)

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USS Missouri
Missouri post refit.JPG
Missouri em alto-mar após sua reforma.
Carreira  Estados Unidos
Operador Marinha dos Estados Unidos
Homônimo O Estado de Missouri
Estaleiro Brooklyn Navy Yard
Batimento de quilha 6 de janeiro de 1941
Lançamento 29 de janeiro de 1944
Comissionamento 11 de junho de 1944
Descomissionamento 31 de março de 1992
Número de registo BB-63
Estado Navio-museu
Outro(s) nome(s) "Mighty Mo" ou "Big Mo"
Características gerais
Tipo de navio Couraçado
Classe Iowa
Deslocamento 45 000 t
Comprimento 270,4 m
Boca 33 m
Calado 8,8 m
Velocidade 33 nós (61 km/h)
Blindagem Cinturão de 310 mm
Anteparas de 290 mm
Barbetas de 290 a 440 mm
Torreta de 500 mm
Convés de 190 mm
Armamento 1943:
9 canhões de 406 mm
20 canhões de 127 mm
80 canhões automáticos de 40 mm
49 canhões automáticos de 20 mm

1984:
9 canhões de 406 mm
12 canhões de 127 mm
32 mísseis BGM-109 Tomahawk
16 mísseis Boeing AGM-84 Harpoon
4 CIWS de 20 mm
Sensores Radar aéreo AN/SPS-49
Radar de superfície AN/SPS-67
Radar de controle de fogo AN/SPQ-9
Tripulação 2 700

O USS Missouri é um navio da Marinha dos Estados Unidos. O Missouri foi o último encouraçado construído pelos Estados Unidos. O encouraçado destaca-se por ser o local onde foi feito a cerimônia da rendição japonesa, no final da Segunda Guerra Mundial.

O Missouri foi um dos quatro encouraçados da Classe Iowa, encouraçados rápidos que foram planejados em 1938 pelo Preliminary Design Branch no Bureau of Construction and Repair. A construção do Missouri foi ordenada em 12 de junho de 1940, e sua quilha foi deitada no Estaleiro Naval de Nova Iorque em 6 de janeiro de 1941. O Missouri foi lançado em 29 de janeiro de 1944 e foi comissionado em 11 de junho como BB-63. O Missouri foi o quarto e o último encouraçado da classe Iowa a ser lançada, bem como o último encouraçado construído e comissionado pela marinha americana. No dia de seu lançamento, o Missouri foi batizado por Mary Margaret Truman, filha de Harry S. Truman, então um senador do Missouri.

Durante a Segunda Guerra Mundial, o Missouri atuou na Batalha de Iwo Jima e na Batalha de Okinawa, bem como participou no bombardeamento das ilhas japonesas de Hokkaido e Honshu. Durante a década de 1950, o Missouri atuou na Guerra da Coreia. Após o término desta, o Missouri foi decomissionado, passando à Reserva Naval da Marinha dos Estados Unidos. Durante a década de 1980, o Missouri foi recomissionado, tendo sido modernizado com armamentos modernos. Posteriormente, o Missouri participaria da Guerra do Golfo.

O Missouri foi decomissionado pela última vez em 31 de março de 1992, tendo recebido um total de oito estrelas de serviço. Atualmente, o Missouri é um navio-museu, localizado em Pearl Harbor.

História[editar | editar código-fonte]

Segunda Guerra Mundial (1944-1945)[editar | editar código-fonte]

Após sua fabricação no Estado de Nova Iorque e treino naval na Baía de Chesapeake, o Missouri partiu de Norfolk em 11 de novembro de 1944, transitou pelo Canal do Panamá em 18 de novembro e partiu então em direção a San Francisco, onde foram feitos os últimos ajustes, como navio-bandeira de frota naval. O Missouri partiu da Baía de San Francisco em 14 de dezembro, e chegou em Pearl Harbor, Havaí, em 24 de dezembro. O encouraçado partiu do Havaí em 2 de janeiro de 1945, onde o Missouri tornou-se o quartel-general temporário do Vice Almirante Marc A. Mitscher. O Missouri, em 27 de janeiro, partiu em apoio à frota americana TF 58, comandada pelo Vice Almirante Mitscher, no porta-aviões Lexington. Em 16 de fevereiro, os porta-aviões desta frota lançaram os primeiros bombardeios aéreos contra o Japão, desde o Ataque Doolittle de 1942.

O Missouri então partiu juntamente com os porta-aviões em direção a Iwo Jima, onde seus canhões providenciaram suporte direto e contínuo ao longo da invasão terrestre americana de Iwo Jima. Depois que a frota naval TF 58 retornou para Ulithi em 5 de março, o Missouri foi então encarregado de fazer parte de outra frota naval americana, esta comandada pelo porta-aviões Yorktown. Em 14 de março, o Missouri partiu de Ulithi em direção ao principal arquipélago japonês. Durante ataques contra alvos ao longo do litoral do Japão, que começaram em 18 de março, o Missouri derrubou 4 caças militares japoneses.

Bombardeios contra bases aéreas e navais próximas ao Mar Interior de Seto e no sudoeste da ilha japonesa de Honshu continuaram. Durante um ataque japonês, duas bombas penetraram na plataforma anteriores do porta-aviões Franklin, deixando este porta-aviões paralisado nas águas, próxima a apenas 80 quilômetros do Japão. O cruzador Pittsburgh rebocou o Franklin até que esta conseguira alcançar uma velocidade de 26 km/h. O resto da força naval, incluindo o Missouri, forneceram cobertura à recuada do Franklin em direção a Ulithi até 22 de março. Então, a força naval comandada pelo Yorktown partiu em direção a mais bombardeios navais e aéreos, desta vez, contra Okinawa.

O Missouri juntou-se aos encouraçados rápidos da força naval TF 58 em 24 de março de 1945. O objetivo destes encouraçados era bombardear o sudeste de Okinawa, e assim atrair ao menos parte das forças japonesas localizadas nos litorais da costa oeste, local onde seria feito a invasão, o desembarque de tropas americanas terrestres no arquipélago. O Missouri juntou-se novamente aos porta-aviões, enquanto forças do exército americano desembarcaram e invadiram Okinawa na manhã de 1 de abril. Aviões dos porta-aviões destruíram, em 7 de abril, uma força naval japonesa que fora à região em defesa de Okinawa. Esta força naval era liderada pelo encouraçado Yamato. O Yamato, o maior encouraçado do mundo e da história mundial, foi afundado, bem como outro cruzador e um contratorpedeiro japonês. Outros três contratorpedeiros japoneses foram pesadamente danificados, e estes navios foram abandonados e afundados pelos japoneses. Os quatro contratorpedeiros japoneses restantes, que também foram danificados, recuaram em direção a Sasebo.

Em 11 de abril, o Missouri abriu fogo em um kamikaze que voava baixo. O kamikase foi atingido, e caiu justamente acima da plataforma principal do Missouri. A asa do avião kamikase foi lançada longe do local do acidente, e cheio de gasolina, pegou fogo e iniciou um incêndio em no canhão 127 mm número 3. Apesar disso, o couraçado sofreu apenas danos superficiais, e o incêndio rapidamente foi controlado.

Em 11:05 da noite de 17 de abril de 1945, o Missouri dectetou um submarino japonês a 19 quilômetros do couraçado. O achado do Missouri permitiu a formação de uma operação caça-destruição, pelo porta-aviões leve Bataan e quatro contratorpedeiros, que afundaram o submarino japonês I-56.

Em 5 de maio, o Missouri abandonou a força naval de porta-aviões em Okinawa e partiu rumo a Ulithi. Durante a campanha em Okinawa, o Missouri derrubou cinco aviões inimigos e auxiliou na destruição de outros 6 aviões. O couraçado auxiliou a repelir 12 ataques inimigos realizados à luz do dia e outros 4 ataques inimigos noturnos, realizados contra a força de porta-aviões. O bombardeio realizado pelos canhões do Missouri destruiu vários canhões inimigos, bem como outras instalações militares, governamentais e industriais.

Um Mitsubishi A6M Zero prestes a atingir o Missouri em um ataque Kamikaze.

O Missouri chegou em Ulithi em 9 de maio de 1945 e ali partiu para Apra Harbor, Guam, em 18 de maio. Na tarde deste dia, o Almirante William F. Halsey, comandante da 3a frota naval americana, colocou sua bandeira no Missouri, tornando-se assim o líder da 3a frota naval americana.Em 21 de maio, o Missouri partiu de Guam, novamente em direção de Okinawa, e em 27 de maio, já iniciava novamente novos bombardeios contra posições japonesas no arquipélago, bem como liderando a frota em ataques contra bases aéreas e outras instalações militares em Kyushu em 2 e 3 de junho, e então coordenando um bombardeio aéreo e naval contra Kyushu em 8 de junho. No mesmo dia, a 3³ frota naval partiu em direção a Ilha de Leyte. O Missouri chegou em San Pedro em 13 de junho de 1945, após cerca de 3 meses de contínuas operações em suporta na Batalha de Okinawa.

Em Leythe o Missouri foi preparado para liderar a 3a frota americana contra a principal ilha do arquipélago japonês, Honshu. Esta frota naval partiu em direção ao norte em 8 de julho, rumo ao arquipélago japonês. Bombardeios aéreos, tomaram Tóquio de surpresa em 10 de julho. Mais ataques aéreos americanos seguiram-se em 13 de Julho de 14 de julho, organizados contra Honshu e Hokkaido. Pela primeira vez na história japonesa a artilharia de um canhão naval trouxe grande destruição dentro de uma ilha primária do arquipélago japonês quando o Missouri aproximou-se do litoral japonês, auxiliando em um bombardeio aéreo que destruiu completamente fábricas locais da Nihon Steel e da Wanishi Ironworks em Muroran.

Durante a noite de 17 para 18 de julho o Missouri bombardeiou alvos industriais na região de Hichiti, Honshu. Ataques aéreos contra o Mar Interior de Seto prosseguiram até 25 de julho de 1945, com o Missouri protegendo os porta-aviões à medida que os aviões destas embarcações navais bombardeavam a capital japonesa. Ao término de julho, os japoneses já não tinham mais águas nacionais, tendo estas sido completamente conquistadas pelos americanos. O Missouri liderou a 3a frota naval americana ao longo da conquista do controle aéreo e marítimo do Japão.

Mais bombardeios contra Hokkaido e o norte de Honshu prosseguiram em 9 de agosto de 1945, exatamente no mesmo dia que a segunda bomba nuclear devastou Nagasáqui. No próximo dia, às 8:54 da noite, a tripulação do Missouri ficou eletrificada pela notícia não-oficial que o Japão estava pronto para se render, desde que a posição de Imperador do Japão como líder e chefe de estado do país não fosse afetada pela rendição. Não foi até às 7 horas da manhã de 15 de agosto que a tripulação do navio soube que o presidente americano Truman havia anunciado a aceitação japonesa de rendição incondicional.

Oficiais japoneses e americanos, juntamente em companhia de comandantes das forças Aliadas, testemunham a cerimônia de rendição japonesa no encouraçado Missouri em 2 de setembro de 1945. A rendição incondicional dos japoneses para as forças Aliadas marca oficialmente o fim da Segunda Guerra Mundial.

O Almirante Bruce Fraser da Marinha do Reino Unido e o comandante da Frota Naval Britânica do Pacífico, embarcou no Missouri em 16 de agosto, e deu ao almirante Halsey a Ordem dos Cavaleiros do Império Britânico. O Missouri então transferiu cerca de 200 oficiais e soldados para o encouraçado Iowa para serviço temporário no último, para a ocupação inicial de Tóquio em 21 de agosto. O Missouri adentrou na baía de Tóquio em 29 de agosto, para preparar para a cerimônia formal de rendição japonesa. Oficiais de alto escalão de todas as principais nações Aliadas foram recebidas a bordo em 2 de setembro. O Almirante de Frota Chester Nimitz embarcou a bordo do encouraçado pouco depois das 8 horas da manhã, e o General of the Army Douglas MacArthur, o Comandante Supremo das forças Aliadas, embarcou a bordo do Missouri às 8:43. Os representantes japoneses, liderados pelo ministro do exterior Mamoru Shigemistu, chegaram às 8:56. Às 9:02, o General MacArthur pisou à frente de uma bateria de microfones e a ceriomônia de rendição japonesa teve início. As palavras de MacArthur foram transmitidas do Missouri para o resto do mundo. A cerimônia durou no total 23 minutos, e por volta de 9:30, os emissários japoneses já haviam partido.

Na tarde de 5 de setembro, o Almirante Halsey transferiu sua bandeira para o encouraçado South Dakota, e no mesmo dia, o Missouri partiu da Baía de Tóquio, em direção a Guam, onde o encouraçado recebeu um número de soldados que estavam indo de volta para casa, e então o Missouri navegou, sem cobertura, rumo ao Havaí. Em 20 de setembro, o Missouri chegou em Pearl Harbor, e a bandeira do Almirante Nimitz foi içada no encouraçado na tarde de 28 de setembro.

Pós-guerra: 1946 - 1950[editar | editar código-fonte]

O Missouri no Canal do Panamá, em rota aos Estados Unidos em outubro de 1945.

Em 29 de setembro de 1945, o Missouri partiu de Pearl Harbor em direção à costa leste do Estados Unidos. O encouraçado alcançou a Cidade de Nova Iorque em 23 de outubro de 1945, onde então a bandeira do Almirante Jonas Ingram, comandante da Frota Naval do Atlântico, foi içada no Missouri. Quatro dias depois, o Missouri liberou uma salva de 21 tiros de canhão, uma vez que o presidente americano Truman embarcara no encouraçado para um dia de cerimônias em homenagem ao Dia da Marinha.

Após um vistoriamento no New York Naval Shipyard e uma viagem de treinamento para Cuba, o Missouri retornou para Nova Iorque. Na tarde de 21 de março de 1946, o encouraçado recebeu os restos mortais da embaixadora turco nos Estados Unidos, Mehmet Munir Ertegün. O Missouri então partiu em 22 de março para Gibraltar, e em 5 de abril, o encouraçado chegou em Istambul. Ertegün recebeu honras por parte do Missouri, através de uma salva de 19 tiros de canhão durante a transferência dos restos mortais, e outra salva de 19 tiros durante o funeral.

O Missouri partiu de Istambul em 9 de abril e chegou em Piraeus, na Grécia, em 10 de abril. Os tripulantes do encouraçado foram extremamente bem-recebidos por oficiais e cidadãos gregos. O Missouri havia chegado em um ano onde as atividades soviéticas nos Balcãs fizeram com que a Grécia tornasse-se o cenário de uma guerra civil liderada por comunistas, à medida que os soviéticos buscavam estender o poderio comunista, e assim, a área de influência soviética, em toda a região do Mediterrâneo.

A viagem do Missouri em direção ao leste do Mediterrâneo deram conforto à Grécia e à Turquia. Notícias proclamaram o encouraçado como um símbolo do interesse americano em preservar a independência de ambas as nações. O Missouri partiu de Piraneus em 26 de abril, em direção a Norfolk, fazendo escala em Argel e Tânger. O Missouri chegou em Norfolk em 9 de maio. O encouraçado então partiu rumo à Ilha Culebra em 12 de maio, para juntar-se à 8a Frota Naval americana, nas primeiras grades manobras de treinamento após o fim da guerra. O encouraçado retornou à Cidade de Nova Iorque em 27 de maio. Durante o próximo ano, o Missouri faria diversos exercícios de treinamento no Estreito de Davis e no Caribe.

O Missouri chegou em Rio de Janeiro em 30 de agosto de 1947, transportando consigo o presidenta americano Truman para a Conferência Inter-Americana para a Manutenção da Paz e Seguridade do Hemisfério.Truman desembarcou na cidade em 2 de setembro, para celebrar a assinatura do Tratado de Rio, que estipulava que um ataque em qualquer país integrante seria considerado um ataque contra todos os países-membros.

A família Truman embarcou a bordo do Missouri em 7 de setembro de 1947 para retornar aos Estados Unidos, onde chegou em Norfolk em 19 de setembro. Mais treinamento se seguiu na Baía de Guantánamo. No verão de 1948, outras viagens de treinamento foram feitas. O encouraçado partiu de Norfolk em 1 de novembro para um treinamento de três semanas no Estreito de Davis. Durante os próximos dois anos, o Missouri participu de diversos exercícios, desde a costa da Nova Inglaterra até o Caribe, alternado por dois treinamentos de verão. Em 23 de setembro de 1949, o Missouri âncorou no porto naval de Norfolk, onde ficou até 17 de janeiro.

O Missouri enroscado em um recife, janeiro de 1950.

Então o único encouraçado comissionado, o que significava que o navio era o único do gênero ainda em funcionamento, o Missouri estava partindo rumo ao mar para mais uma missão de treinamento em 17 de janeiro quando o navio navegou ao longo de 3 quilômetros de um recife, o Thimble Shoals Light, tendo chocado-se eventualmente com o leito do recife. O choque com o leito do recife fez com que o Missouri ficasse enroscado no recife. Com a ajuda de diversas bóias e de uma maré, o Missouri reflutuou em 1 de fevereiro de 1950. O navio foi eventualmente reparado, mas a marinha tinha outros planos para o Missouri. Tais como a maioria dos navios da frota naval americana pós-segunda guerra, o Missouri era visto pela Marinha americana mais como um gasto extra não-necessário, e a Marinha americana então decidiu decomissionar o encouraçado. No último segundo o presidente Truman soube da decisão da Marinha. Truman - que foi anteriormente um senador do estado de Missouri - enviou uma ordem executiva dizendo que, ao longo que Truman fosse presidente do país, o encouraçado Missouri ficaria em serviço como uma parte ativa da frota americana. Ironicamente, esta ordem favoreceria posteriormente a Marinha americana.

Guerra da Coreia: 1950 - 1955[editar | editar código-fonte]

Em 1950, a Coreia do Norte invadiu a Coreia do Sul, em uma tentativa de unir o país. Temendo o pior, os Estados Unidos interveniram em nome da Organização das Nações Unidas, e enviou tropas, tanques e uma forte força naval à Coreia para suportar a Coreia do Sul contra as forças da Coreia do Norte. Como parte da mobilização naval, o Missouri foi enviado, tendo partido da frota do Atlântico, sediada em Norfolk, em direção à península coreana em 19 de agosto, para suportar as forças da Nações Unidas na região.

O Missouri juntou-se com as Nações Unidas a oeste de Kyushu, em 14 de setembro, onde o encouraçado tornou-se o navio-bandeira do Contra-Almirante A. E. Smith. O primeiro encouraçado a alcançar águas coreanas, o Missouri bombardeou Samchok em 15 de setembro de 1950, em uma tentativa de causar confusão entre as forças norte-coreanas durante a invasão de Inchon. Foi a primeira vez que os canhões do Missouri atiraram em raiva desde o final da Segunda Guerra Mundial. Jutamente com o cruzeiro Helena e outros dois contratorpedeiros, o Missouri ajudou a preparar o caminho para as ofensiva do oitavo regimento militar americano.

O Missouri chegou em Inchon em 19 de setembro, e em 10 de outubro, tornou-se o navio-bandeira do Contra-Almirante J. M. Higgins, comandante da quinta divisão de cruzeiros. Em 14 de outubro, o Missouri chegou em Sasebo, onde o encouraçado tornou-se o navio-bandeira do Vice Almirante A. D. Struble, comandante da sétima Frota Naval americana. Após proteger o porta-aviões Valley Forge, ao longo da costa da Coreia, o Missouri conduziu missões de bombardeio de 12 a 26 de outubro, nas regiões de Chonjin e Tanchon, bem como em Wonsan. Após isto, o Missouri novamente protegeria porta-aviões, a leste de Wonsan.

Em 15 de setembro de 1950, o General of the Army Douglas MacArthur lançou sua famosa invasão anfíbia da Coreia durante a Batalha de Inchon. Isto quebrou as linhas de suprimento norte-coreanas, resultando em na recuada das forças da Coreia do Norte em direção ao norte, com as forças das Nações Unidas seguindo as forças norte-coreanas em recuada. Até aqui, as forças das Nações Unidas somente atacaram forças norte-coreanas, mas havia rumores entre os comandantes das Nações Unidas, notavelmente o General MacArthur, sobre uma possível invasão da China. Um país comunista, a China esteve monitorando a recuada das forças norte-coreanas, cada vez mais perto da fronteira entre a Coreia do Norte e a China. Os chineses já haviam avisado explicitamente que a China estava disposta a defender a Coreia do Norte, e quando estava claro que a última não tinha nenhuma chance de vitória contra as forças das Nações Unidas, os chineses decidiram invadir a península coreana. Em 19 de outubro de 1950, cerca de 380 mil soldados do exército da República Popular da China, sob o comando do General Peng Dehuai, invadiram a Coreia do Norte e lançaram um ataque contra as forças ofensivas das Nações Unidas. Pegas de surpresa, as forças das Nações Unidas foram obrigadas a recuar emergencialmente. Como parte da recuada das forças das Nações Unidas navios e aviões foram enviados para providenciar cobertura ao longo da missão de recuada. O Missouri partiu rumo a Hungnam em 12 de dezembro e providenciou bombardeamentos de suporte ao longo do Perímetro de defesa de Hungnam, até que as últimas forças das Nações Unidas, a 3a divisão de infantaria americana, foram evacuados pelo mar em 24 de dezembro de 1950.

Canhões do Missouri bombardeiam posições inimigas ao longo da Guerra da Coreia.

O Missouri fez outras operações adicionais com porta-aviões e missões de bombardeamento até 19 de março de 1951. Em 24 de março, o encouraçado chegou em Yokosuba, onde estava localizado um dos centros de operações da marinha americana durante a guerra. Quatro dias depois, o Missouri foi dispensado de suas tarefas no Extremo Oriente. O encouraçado partiu de Yokosuka em 28 de março, e quando o Missouri chegou na Estação Naval de Norfolk, em 27 de abril, o navio tornou-se o navio-bandeira do Contra-Almirante James L. Holloway, comandante das forças cruzeiras do Atlântico. Durante o verão de 1951, o Missouri fez duas missões de treinamento na Europa Setentrional. Em 18 de outubro, o encouraçado foi ancorado no Estaleiro Naval de Norfolkm para testes e reparos até 30 de janeiro de 1952.

Após ter treinado no inverno e na primavera na Baía de Guantánamo, o Missouri visitou a Cidade de Nova Iorque, e então o encouraçado partiu rumo a Norfolk em 9 de junho, para outra missão de treinamento. O Missouri então retornou a Norfolk em 4 de agosto, onde foi vistoriado novamente no Estaleiro Naval de Norfolk, para receber os preparativos de uma segunda viagem rumo à zona de combate nas Coreias.

O Missouri partiu de Hampton Roads em 11 de setembro de 1952 e chegou em Yokosuka em 17 de outubro. O encouraçado então tornou-se o navio-bandeira do Vice Almirante Joseph J. Clark, comandante da 7a Frota Naval, em 19 de outubro. Sua missão primária nas Coreias era bombardear alvos inimigos nas regiões de Chaho-Tanchon, Chongjin, Tanchon-Sonjin e em Chaho, Wonsan, Hamhung e Hungnam durante 25 de outubro até 2 de janeiro de 1953.

O Missouri partiu rumo a Inchon em 5 de janeiro de 1953 e então para Sasebo, Japão. O General Mark W. Clark, Comandante em Chefe das forças das Nações Unidas, e o Almirante Guy Russell, comandante das Forças britânicas na região, visitam o encouraçado em 23 de janeiro. Nas próximas semanas, o Missouri continuou a patrulhar as águas coreanas, ao longo da costa oriental da península coreana, fornecendo suporte em forças em terra. O encouraçado continuou a bombardear repetidamente Wonsan, Tanehon, Hungnam e Kojo, destruíndo assim linhas de suprimento primárias no litoral oriental. A última missão de bombardeamento do Missouri em 1952 foi contra Kojo, em 25 de março. Anteriormente, em 6 de março, o então capitão do Missouri, Warner R. Edsall, sofreu um ataque cardíaco que o matou. Em 6 de abril, seu irmão mais velho, o New Jersey, substituiu o Missouri como navio-bandeira da 7a Frota Naval.

O Missouri partiu de Yokosuka em 7 de abril de 1953, rumo a Norfolk, chegando ao seu destino em 4 de maio, para tornar-se o navio-bandeira do Contra Almirante E. T. Woolridge, comandante de uma frota naval americana de cruzeiros e encouraçados, em 14 de maio. Em 8 de junho, o Missouri partiu rumo a mais uma missão de treinamento, tendo retornado a Norfolk em 4 de agosto, e vistoriado no Estaleiro Naval de Norfolk de 20 de novembro até 2 de abril de 1954. Agora o navio-bandeira do Contra Almirante R. E. Kirby, que havia substituído o Almirante Woolridge, o Missouri partiu de Norfolk em 7 de junho para mais uma missão de treinamento, desta vez, em Lisboa e em Cherbourg. O encouraçado retornou a Norfolk em 3 de agosto, e em 23 de agosto, o Missouri partiu rumo à costa oeste dos Estados Unidos, para ser desativado. Após escalas em Long Beach e em San Francisco, o Missouri chegou em Seattle em 15 de setembro de 1954. Três dias depois, o Missouri entraria no Estaleiro Naval Pudget Sound, onde o encouraçado foi decomissionado em 26 de fevereiro de 1955, passando a fazer parte da Reserva Naval Americana do Pacífico, em Bremerton, Estado de Washington.

Quando o Missouri chegou em Bremerton, o Missouri foi ancorado no último pier, colocando o navio muito próximo à terra. Assim, o Missouri serviu nas próximas 3 décadas, até 1985, como uma atração turística popular na cidade, atraindo cerca de 180 mil visitantes por ano, que visitavam o navio para observar a "plataforma da rendição", local onde uma placa de bronze marca o lugar onde o Japão rendeu-se às forças Aliadas. Vários quioses foram criados na área urbana próxima ao encouraçado, que vendiam souveniers para os turistas.

Recomissionamento: 1985 - 1992[editar | editar código-fonte]

Como parte dos esforços do então Secretário da Marinha Americana, John F. Lehman, em construir uma Marinha de 600 navios, o Missouri foi reativado em 1984, e recomissionado em San Francisco, em 10 de maio de 1986. Como seus irmãos encouraçados da classe Iowa, o Missouri foi modernizado com o último armamento disponível, incluindo o sistema Armored Box Launcher que permitiu ao Missouri utilizar mísseis BGM-109 Tomahawk e 16 AGM-84 Harpon. O encouraçado também foi equipado com quatro metralhadoras Phalanx ICWS, que destroem mísseis anti-navios e aviões militares. "Este é um dia para celebrar o renascimento do poderio naval americano", disse o secretário de defesa dos Estados Unidos, Casper W. Weinberger, à uma audiência de 10 mil pessoas na cerimônia de recomissionamento, instruindo a tripulação a "ouvir os passos daqueles que partiram antes de vocês. Eles falam de vocês de hora e da importância das responsabilidades. Elas te lembram de suas próprias tradições."

Quatro meses depois, o mais bem-sucedido encouraçado americano partiu de sua nova base naval, em Long Beach, Califórnia, para uma viagem em volta do mundo, trazendo a mensagem de "Força pela Liberdade" para oito nações: Austrália, Diego Garcia (território do Reino Unido), Egito, Turquia, Itália, Espanha, Portugal e Panamá. O Missouri tornou-se o primeiro encouraçado a circunavegar a Terra desde que a Grande Frota Branca de 1909 - uma frota que incluía o USS Missouri (BB-11), o primeiro encouraçado com este nome.

Em 1987, o Missouri recebeu novo armamento de menor calibre, e foi enviado para tomar parte na Operação Earnest Will, de escoltar petroleiros partindo do Kuwait. Em 25 de julho de 1987, a tripulação do Missouri foi enviado às águas problemáticas do Golfo Pérsico e a 6 meses de patrulhamento no Oceano Índico e no Golfo Pérsico. O Missouri gastou mais de 100 dias contíguos no mar, em um ambiente quente e tenso - um contraste com a jornada em volta ao mundo de alguns meses atrás. O Missouri, durante os meses que atuou no Oriente Médio, ajudou a prevenir uma escalação da violência na região.

O Missouri retornou para Long Beach, Estados Unidos via Diego Garcia, Austrália e Havaí em 1988. Vários meses depois, a tripulação do Missouri novamente partiu para o Havaí, para participar em exercícios navais internacionais, o RimPac Exercice, que envolveram mais de 50 mil tropas e navios da Marinha da Austrália, Canadá e Estados Unidos. Em 1988, visitas incluíram Vancouver e Victoria, província de Colúmbia Britânica, Canadá, San Diego, Seattle e Bremerton.

1989 foi um ano héctico na vida do Missouri. Durante os primeiros meses do ano o encouraçado foi vistoriado no Estaleiro Naval de Long Beach, para manutenção de rotina. Durante o fim de semada do Dia da Independência, em julho, o Missouri lançou vários fogos de artifícios. Alguns meses, o navio partiu rumo a mais um exercício naval internacional, a RimPac Exercice, onde o Missouri e seu irmão New Jersey fizeram uma salva simultânea de tiros de canhões para os porta-aviões Enterprise e Nimitz. Um dos destaques do exercício internacional foi uma visita à Pusan, Coreia do Sul.

Em 1990, o Missouri novamente tomou parte da RimPac Exercice, onde participaram navios militares da Austrália, Canadá, Estados Unidos, Japão e Coreia. Em 2 de agosto do mesmo ano, o ditador iraquiano Saddam Hussein invadiu o Kuwait. No meio do mês, o então presidente americano George Hebert Walker Bush começou a enviar os primeiros soldados de um total de centenas de milhares, juntamente com uma forte força naval, à Arábia Saudita e à área do Golfo Pérsico, para suportar uma força multi-nacional contra o ditador iraquiano. Uma viagem de quatro meses planejada para o Missouri, ao longo de certos portos da costa oeste do Canadá e dos Estados Unidos, foi cancelada apenas alguns dias antes da data prevista desta dada viagem. O Missouri então começou a receber os preparativos para a guerra, e estar pronto a ser enviado rumo ao Oriente Médio quando recebesse ordens para fazê-lo.

O Missouri lançando um míssil Tomahawk.
Vista dos canhões de 16 polegadas do Missouri atirando durante a Guerra do Golfo de 1991. Tanto o Missouri quanto o Wisconsin fizeram uso de seus grandes canhões em suporte a forças terrestres.

A ordem veio. Em novembro, o Missouri partiu rumo às águas problemáticas do Golfo Pérsico, em meio à uma pesada cobertura da imprensa nacional. O encouraçado fez primeiramente escala no Havaí, onde a tripulação pôde comemorar a Ação de Graças, um feriado americano e canadense. Posteriormente, o Missouri fez escala em Pattaya Beach, Tailândia, onde a tripulação teve dois dias de descanso, entre os dias de treinamento pesado para o uso de armamentos e defesa contra armas químicas.

O Missouri chegou no Golfo Pérsico poucos dias depois do Ano Novo de 1991, e imediatamente atendeu a um pedido de emergência, de um navio em chamas nas águas do golfo. O Missouri enviou bombeiros e especialistas como auxílio, e então o encouraçado navegou rumo ao pequeno emirado de Bahrain.

Após alguns dias de descanso em Bahrain, o Missouri e sua tripulação navegaram em direção ao norte e iniciou suas operações. Alguns dias depois, na manhã de 17 de janeiro de 1991, o encouraçado lançou seus primeiros mísseis Tomahawk contra alvos iraquianos. Estes ataques foram um dos primeiros marcos do início da Guerra do Golfo. À medida que os Estados Unidos e outros países em torno do mundo ouviam as palavras "A liberação do Kuwait foi iniciada", o Missouri continuou a atirar mísseis Tomahawks. No total, foram lançados 28 mísseis.

No início de fevereiro de 1991, o Missouri começou a atirar munições cada um pesando cerca de 1,2 tonelada cada, contra um posto de comando iraquiano e um bunker. Este foi a primeira vez que o navio fez uso de seus canhões de 406 mm desde março de 1953, na Guerra da Coreia. Em 5 de fevereiro, o Missouri destruiu uma bateria de artilharia iraquiana com 10 tiros de canhão. Por cerca de um período de três dias, o Missouri bombardeou fortes iraquianos com suas munições de 406 mm. O Missouri dividia tarefas e responsabilidades bélicas com seu irmão, o encouraçado da classe Iowa Wisconsin, e os dois encouraçados continuaram a bombardear diversos alvos iraquianos com suas munições de 406 mm. Próximo ao fim do mês, o Missouri começou a bombardear a Ilha Faylaka, e a suportar a invasão terrestre Aliada da região. Sobre a Ilha Faylaka, os aviões não-tripulados de patrulha do Missouri observaram centenas de soldados iraquianos içando e balançando bandeiras brancas após um ataque contra suas trincheiras - foi a primeira vez que soldados renderam-se à um avião não-tripulado inimigo. Quando a guerra do Golfo terminou, tanto o Missouri quanto o Wisconsin haviam atirado mais de 450 toneladas de munição contra alvos iraquianos. Durante a guerra, os iraquianos lançaram dois mísseis Slikworm, um do qual caiu no mar sem causar maiores preocupações e outra passando muito próximo do Missouri, antes de ser destruído por um míssil anti-míssil atirado pelo contratorpedeiro britânico Gloucester.

O Iraque concordou em 28 de fevereiro de 1991 em assinar um tratado de cessar-fogo proposto pela União Soviética.

Em março, o Missouri fez a longa jornada rumo à costa oeste dos Estados Unidos, fazendo escala em Perth e em Hobart, cidades australianas. Seis meses depois de ter partido, o Missouri chegou novamente a Long Beach, onde a tripulação do navio pôde reencontrar-se com sua família e amigos.

Durante o último ano que o Missouri ficou ativo na marinha americana, o encouraçado visitou Seattle, Vancouver e San Francisco. O navio então partiu para uma última missão após a semana de Ação de Graças em 1991. O último ato de diplomacia do Missouri foi visitar Pearl Harbor em dezembro, para relebrar aqueles que morreram 50 anos antes, em 7 de dezembro de 1941, no ataque japonês contra Pearl Harbor. Foi uma rara vista ver o começo e o final do envolvimento americano na Segunda Guerra Mundial no mesmo porto.

Com o colapso da União Soviética em 1991 e a falta de uma ameaça contra os Estados Unidos vieram cortes drásticos no orçamento militar americano, e o alto custo de manutenção de encouraçados como parte da frota naval ativa foi vista como gastos ineficientes e desnecessários. O Missouri, veterano de três guerras, foi decomissionada pela última vez em 31 de março de 1992, em Long Beach, Califórnia. Seu último comandante, o Capitão Albert L. Kaiss, escreveu este seguinte comentário no último "Plano do Dia" do Missouri:

"Nosso dia final chegou. Hoje o último capítulo no encouraçado Missouri na história será escrito. Muitas vezes se diz que é a tripulação que faz o comando. Não há outra frase mais verdadeira… Pelo que é a tripulação deste grande navio que fez isto um grande comando. Vocês são uma espécie especial de marinheiros e fuzileiros navais, e eu estou orgulhoso de ter servido com cada um e todos vocês. Aos que tiveram a dolorosa tarefa de colocar este grande navio para dormir, eu os agradeço. Pelo que são vocês que tiveram o papel mais pesado. Pois colocar de fora um navio que têm tornado-se uma parte de mim como uma parte de vocês é um triste fim para uma grande jornada. Mas vamos nos consolar nisto - vocês fizeram parte da história do navio e parte daqueles que navegaram aqui antes de nós. Nós o levamos para a guerra, atuamos magnificamente, e adicionamos outro capítulo na história do navio, colocado ao lado de outros capítulos feitos pelos nossos antecedentes, em uma verdadeira tradição naval. Deus abençoe a todos.

Museu-navio: 1993 - Tempos atuais[editar | editar código-fonte]

O USS Missouri em Pearl Harbor, Havaí.

Em 4 de maio de 1998, o Secretário da Marinha americana, John H. Dalton, assinou o contrato de doação que transferiu oficialmente o encouraçado histórico para a organização não-governamental e sem lucrativos USS Missouri Memorial Association, sediada em Honolulu, Havaí. O navio partiu de Bremerton, Washington, em 23 de maio, fez a viagem de 3,7 mil quilômetros rumo ao Havaí, ancorando gentilmente em Ford Island, em Pearl Harbor, em 2 de junho, a apenas 900 metros distante do Memorial do Arizona. Menos de um ano depois, em 29 de janeiro de 1999, o Missouri foi aberto ao público como um navio-museu administrado pela USS Missouri Memorial Association.

O Missouri não é eligível à designação como um Monumento Histórico Americano, mesmo que seja o último encouraçado construído pelos Estados Unidos, e tenha sido adicionada ao Registro de Lugares Históricos Nacional em 1972, por ter sediado a assinatura do documento de rendição japonesa que terminou a Segunda Guerra Mundial. Isto é porque muito de seu equipamento original foi removido quando o Missouri foi reativado e modernizado em 1986, e sua configuração original foi mudada para acomodar os novos armamentos. Porém, o encouraçado já possui seu lugar na história, e seu papel como um museu em Pearl Harbor garantirá que gerações futuras não esquecerão as contribuições do Missouri à história.

O Missouri recebeu três Estrelas de serviço, três pelo serviço desempenhado pelo encouraçado durante a Segunda Guerra Mundial, e cinco pelo serviço desempenhado na Guerra da Coreia.

Comandantes do USS Missouri[editar | editar código-fonte]

William M. Callaghan, o primeiro comandante do Missouri.

O Missouri possuiu ao todo 23 grupos de combate, com 20 homens diferentes atuando como comandante do navio.

  1. Capitão William M. Callaghan11 de junho de 1944 a 14 de maio de 1945
    • Foi o primeiro capitão do encouraçado.
  2. Capitão Stuart S. Murray14 de maio de 1945 a 6 de novembro de 1945
    • Comandante do Missouri durante a cerimônia de rendição das forças japonesas
  3. Capitão Roscoe H. Hillenkoetter6 de novembro de 1945 a 31 de maio de 1946
    • Posteriomente tornaria-se diretor da CIA.
  4. Capitão Tom B. Hill — 31 de maio de 1946 a 2 de abril de 1947
  5. Capitão Robert L. Dennison2 de abril de 1947 a 23 de janeiro de 1948
    • Posteriomente seria chamado pelo presidente Truman para atuar no seu gabinete.
  6. Capitão John B. Colwell — 23 de janeiro de 1948 a 24 de fevereiro de 1948
  7. Capitão James H. Thach — 24 de fevereiro de 1948 a 5 de fevereiro de 1949
  8. Capitão Harold P. Smith — 5 de fevereiro de 1949 a 10 de dezembro de 1949
  9. Capitão William D. Brown — 10 de dezembro de 1949 a 3 de fevereiro de 1950
    • Conhecido como "Muddy" Brown, era o comandante do Missouri quando este acidentou-se em um recife. Por causa deste acidente, Brown foi dispensado do comando.
  10. Comandante George E. Peckham — 3 de fevereiro de 1950 a 7 de fevereiro de 1950
    • Primeiro comandante do Missouri não-capitão, assumiu o comando do encouraçado após o acidente no recife.
  11. Capitão Harold Smith — 7 de fevereiro de 1950 a 19 de abril de 1950
    • O principal objetivo do retorno do capitão Smith era restaurar confidência e moram entre os marinheiros do Missouri.
  12. Capitão Irving Duke — 19 de abril de 1950 a 2 de março de 1951
  13. Capitão George C. Wright — 2 de março de 1951 a 18 de outubro de 1951
  14. Capitão John Sylvester — 18 de outubro de 1951 a 4 de setembro de 1952
  15. Capitão Warner Edsall — 4 de setembro de 1952 a 26 de março de 1953
    • Sofreu um ataque cardíaco e morreu na ponte do Missouri quando este viajama para Sasebo, Japão.
  16. Capitão James North — 26 de março de 1953 a 4 de abril de 1953
    • Assumiu comando após a morte do capitão Edsall.
  17. Capitão Robert Brodie — 4 de abril de 1953 a 1 de abril de 1954
  18. Capitão Robert Keith — 1 de abril de 1954 a 18 de setembro de 1954
  19. Capitão James North — 18 de setembro de 1954 a 26 de fevereiro de 1955
    • Voltou a comandar o Missouri, desta vez com o ranking de capitão.
  20. Capitão Albert Lee Kaiss — 10 de maio de 1986 a 20 de junho de 1986
    • Primeiro capitão do Missouri após a recomissão desta. Foi dispensado por causa de problemas de saúde.
  21. Capitão James Carney — 20 de junho de 1986 a 6 de julho de 1988.
  22. Capitão John Chernesky — 6 de julho de 1988 a 13 de junho de 1990
  23. Capitão Albert Lee Kaiss — 13 de junho de 1990 a 31 de março de 1992
    • Com seus problemas de saúde resolvidos, Kaiss voltou para comandar o Missouri na Guerra do Golfo.

O USS Missouri na cultura popular[editar | editar código-fonte]

  • O Missouri, como um navio-museu, põe à mostra cópias dos documentos da rendição, bem como diversas fotos do evento.
  • Em 1977, o Missouri foi usado como cenário no filme MacArthur, estrelando Gregory Peck.
  • Em 1989, Cher gravou o videoclipe de "If I Could Turn Back Time" a bordo do Missouri, vestindo apenas um maiô decotado em "V" assinado pelo estilista Bob Mackie e cantando para uma multidão de marinheiros.
  • Segundo o guião do filme Under Siege (de 1992), com Steven Seagal, a ação desenrola-se a bordo do USS Missouri, embora o filme tenha de fato sido filmado no Alabama.
  • No Jogo Metal Gear Solid 4: Guns of the Patriots, o Missouri é comandado pela capitã Mei Ling. Ele é usado na última parte do jogo para destruir o Outer Haven.
  • Em 2012, no filme Battleship, o Missouri é utilizado para combater forças alienígenas.

Referências[editar | editar código-fonte]

  • Paul Chan, Ian and McAuley, Rob. The Battleships (Os Encouraçados). Channel 4 Books. ISBN 0752261886.
  • Naval Historical Foundation. The Navy. Barnes & Noble Inc. ISBN 0767076218X.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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