TECHO

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Um Teto para Meu País - Brasil
Fundação Santiago, Chile, (1997)
Tipo Organização Não Governamental
Sede São Paulo, Brasil
Sítio oficial TETO - Brasil

Um Teto para Meu País, no Brasil, TETO, é uma organização não-governamental latino-americana que atua em 19 países, na construção de casas emergenciais e programas de habilitação social. No Brasil, tem sede na cidade de São Paulo.

Visão[editar | editar código-fonte]

Uma América Latina sem extrema pobreza, com jovens comprometidos com os desafios próprios de seus países em que todas as famílias contem com uma moradia digna e possam ter acesso a mais oportunidades para melhorar sua qualidade de vida.

Missão[editar | editar código-fonte]

Melhorar a qualidade de vida das famílias que vivem em situação de pobreza por meio de construção de casas emergenciais e com a execução dos planos de habilitação social a partir do trabalho conjunto entre voluntários e a comunidade. Queremos denunciar a realidade dos assentamentos precários em que vivem milhões de pessoas na América Latina e envolver a toda a sociedade, fazendo com que e comprometam na tarefa de construir um continente mais solidário, justo e sem exclusão.

História[editar | editar código-fonte]

Um Teto para meu País é uma organização latino-americana que nasce no Chile, em 1997. Depois de concluir uma atividade social construindo uma capela, um grupo de jovens universitários, apoiados pelo sacerdote jesuíta Felipe Berríos, sentiu a necessidade de denunciar a situação de pobreza extrema em que vivem milhares de pessoas, a partir da construção de casas emergenciais e a realização de planos de habilitação social. Para a expansão do projeto iniciou-se a angariação de voluntários para tentar emponderar ou ao menos dar o primeiro impulso para na ajuda dos 200 milhões de latino-americanos que estão em situação de extrema pobreza.

Em 2001 começou a expansão da iniciativa pela América Latina. Hoje a organização já está presente em 19 países: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, El Salvador, Honduras, Guatemala, Haiti, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana, Uruguai e Venezuela se unem por meio do trabalho de milhares de jovens voluntários e comunidades que lutam por um continente mais justo.

UTPMP Brasil[editar | editar código-fonte]

Em novembro de 2006, UTPMP Brasil inicia suas atividades no maior país da América Latina. Em 5 anos de trabalho, a organização mobilizou voluntários e recursos para a construção de 679 moradias de emergência para famílias de baixa renda de favelas brasileiras.

Os voluntários mobilizados são de várias universidades de São Paulo e outros estados, como PUC, USP, Escola da Cidade, Mackenzie, ESPM, Cásper Líbero, Anhembi-Morumbi, Belas Artes, Unifesp,UnG, Uninove, FMU, Unifieo, Unicamp, Unesp, FAIT, UFPR e USCS.

Os recursos para a construção dessas moradias de emergência foram viabilizados mediante parcerias e apoios de diversas naturezas, estabelecidos com organizações não-governamentais, públicas e privadas.

As construções foram realizadas em 9 municípios do Estado de São PauloGuarulhos, São Paulo, Suzano, Itapeva, Taboão da Serra, São Vicente, Osasco, Santo André, Carapicuíba. Ao todo, foram 20 comunidades beneficiadas com moradias de emergência, construídas por mais de 4000 voluntários recrutados nas maiores universidades de São Paulo e do país.

Modelo de Intervenção[editar | editar código-fonte]

Etapa I: Construção de casas de emergência: Na primeira etapa, os esforços estão concentrados em satisfazer a necessidade de uma moradia digna, por meio da construção de uma casa de emergência. O processo de construção estabelece os primeiros vínculos de confiança entre os voluntários e os moradores e líderes da comunidade, validando uma relação que permite posteriormente um trabalho permanente entre eles.

A casa de emergência é uma casa pré-fabricada de madeira, de 18 metros quadrados com durabilidade de cerca de 5 anos (prazo em que esperamos incorporar toda a sociedade mobilizando os recursos necessários para uma solução definitiva), e pode ser armada em 2 dias por um grupo de 8 a 10 jovens voluntários em conjunto com a família beneficiada.

Essa primeira etapa constitui a “porta de entrada” para que muitos jovens voluntários, que não tem a oportunidade de aproximar-se da realidade das favelas, participem de una experiência social de alto impacto físico e emocional.

Etapa II: Habilitação Social Por meio de diferentes planos de trabalho procura-se gerar estratégias orientadas a diminuir a situação de vulnerabilidade que impede que muitas famílias possam sair da condição de extrema pobreza. Dessa forma, graças ao trabalho permanente de jovens voluntários, são desenvolvidos diferentes planos com o objetivo de fortalecer a comunidade, para que eles, a partir da sua própria realidade, possam seguir adiante:

  • Plano de educação: realização de programas de nivelamento escolar, para crianças e jovens, e planos de alfabetização para adultos.
  • Capacitação em ofício: Capacita os moradores da comunidade em distintos ofícios e ferramentas que aumentam sua produtividade incrementando suas possibilidades de geração de renda.
  • Plano de saúde: busca uma mudança nas famílias da comunidade atendida no sentido de que elas tenham um estilo de vida mais saudável. Além disso, pretende potencializar a prevenção e vinculá-los com redes de apoio.
  • Plano de fomento produtivo (microcrédito): procura contribuir com o desenvolvimento de empreendimentos por meio de microcrédito e capacitações na formação de novos negócios.

O objetivo final do projeto é que todos aqueles que vivem em situação de extrema pobreza, possam ter acesso a novas oportunidades que permitam a eles ter uma melhor qualidade de vida. Depois da construção das casas de emergência e do trabalho de habilitação social, passa a ser apoiado, quando as políticas habitacionais dos países permitem, o desenvolvimento de projetos de casa definitiva (até hoje essa etapa já foi alcançada pela organização no Chile). Essa terceira etapa busca gerar bairros sustentáveis de acordo com as necessidades da comunidade.

Fortalezas de UTPMP[editar | editar código-fonte]

400.000 jovens A força do trabalho composta por jovens voluntários universitários comprometidos com a realidade.

78.000 casas de emergência A ampla dimensão de um projeto continental que hoje já está presente em 19 países da América Latina.

Capacidade para envolver a diferentes atores da sociedade: como jovens universitários, empresas, meios de comunicação e toda a sociedade.

Promoção que faz com que a família beneficiada seja responsável por pagar aproximadamente 5% do valor da casa, organização não assistencialista.

Mudança que produz no formato típico de solidariedade por um trabalho concreto, em que os jovens são verdadeiros atores sociais.

Posicionamento de temas sociais no âmbito público de maneira positiva e otimista.

Inovação em nossos programas criados e liderados por jovens que trabalham junto à comunidade.

Sustentável ao fazer com que as famílias assumam o desafio de melhorar sua qualidade de vida.

Resultados[editar | editar código-fonte]

Até hoje, graças ao apoio de sócios e voluntários mais de 78 mil famílias foram beneficiadas e mais de 400 mil voluntários mobilizados em 19 países do continente: Chile, El Salvador, Uruguai, Colômbia, Peru, Argentina, Costa Rica, Bolívia, Brasil, México, Equador, Guatemala, Paraguai, República Dominicana, Nicarágua, Haiti, Panamá, Honduras e Venezuela.

O êxito do projeto é resultado do envolvimento de toda a sociedade - empresas, meios de comunicação, e universitários - com esse grande desafio de terminar com a pobreza extrema na América Latina.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Fonte: Um Teto para meu País - Brasil