Un chien andalou
| Un Chien Andalou | |
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| Um cão andaluz (PT/BR) | |
1929 • P&B • 16 min • |
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| Produção | |
| Direção | Luis Buñuel |
| Roteiro | Luis Buñuel Salvador Dalí |
| Elenco original | Pierre Batcheff Simone Mareuil Luis Buñuel Salvador Dalí Jaime Miravilles |
| Género | Experimental |
| Idioma original | Mudo |
IMDb: (inglês) (português) |
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Un chien andalou (Um cão andaluz) é um filme surrealista lançado em 1928 na França e dirigido/escrito por Luis Buñuel e Salvador Dalí. É considerado o maior representante do cinema experimental surrealista, embora existam outros filmes do gênero. Foi realizado em 1928, época ainda do ápice das vanguardas européias, o filme nasceu de uma colaboração de Luis Buñuel com o pintor Salvador Dalí.
[editar] Sinopse
O filme não possui uma história na ordem normal dos acontecimentos, e.g. passa de "era uma vez" direto para "oito anos depois". Utiliza a lógica dos sonhos, baseado em conceitos da psicanálise de Freud, como o inconsciente e as fantasias.
O filme representa uma reunião de imagens oníricas, encadeadas no vídeo como se fossem um pesadelo, repleto de cenas metafóricas.
A primeira cena mostra uma mulher que tem seu olho cortado por uma navalha por um homem. O homem com a navalha é interpretado pelo próprio Buñuel. Numa cena seguinte aparecem formigas saindo da mão do ator, uma possível alusão literária à expressão francesa fourmis dans les paumes (formigas nas mãos) que significa "um grande desejo de matar".
Alguns críticos resenham o filme indicando que seu enredo seria uma viagem à mente perturbada de um assassino e as suas confissões traduzidas em imagens, porém, tal interpretação é vaga, pois por se tratar de uma história surrealista, o senso e a ordem natural das coisas são ausentes.
Este filme é tratado como o ícone do cinema do descrito manifesto surrealista de André Breton, pois constitui uma importante tentativa de rompimento com toda a lógica e linearidade narrativa com forte apelo e referência à dimensão onírica. A idéia derivada dos próprios sonhos de Salvador Dali e Buñuel e complementada pela justaposição de imagens apontadas pelos dois, criou um curta cheio de imagens desconexas, e algumas até chocantes, como a do globo ocular sendo seccionado. O efeito causado nos espectadores foi a tentativa de achar uma lógica para imagens, criando uma série de interpretações, todas presas nos valores vigentes. A resposta estava no inconsciente.
Com fotografia em preto-e-branco e mudo, o filme colabora com a estética surrealista proposta pelo cineasta. Outra experiência de Buñuel com o cinema surrealista seria também a sua película posterior, "A Idade do Ouro" (L'Âge d'Or).