Umanità Nova

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Reconstrução da primeira edição do Umanità Nova

Umanità Nova é um jornal anarquista italiano fundado em 1920. Foi publicado diariamente até 1922, quando foi fechado pelo regime fascista.[1] Em alguns lugares, a sua circulação superou a do jornal socialista Avanti!. Após a queda do regime, em 1945, começou a sua publicação de novo, desta vez como um semanal.

Contribuíram no Umanità Nova incluindo seus fundadores, Errico Malatesta e Antonio Cieri; Camillo Berneri e Armando Borghi.

Atualmente o Umanità Nova é o porta-voz da Federazione Anarchica Italiana.[2]

História[editar | editar código-fonte]

As primeiras publicações foram iniciadas em 1909, por Ettore Molinari e Nella Giacomelli, que pensaram em transformar o panfleto La Protesta Umana (O Protesto Humano) em um jornal diário. Durante a sua convenção nacional em 1911, o grupo il Fascio comunista-anarchico de Roma propôs um órgão nacional que pudesse ser o porta voz fora do movimento que estava crescendo na Itália.[3]

Em abril de 1919, um grande encontro de anarquistas italianos, tanto comunitários como individualistas, em sua convenção nacional em Florença, concordaram com a necessidade de cerrar fileiras e formar uma união entre si: criando a União Anarquista Comunista Italiana. Uma das principais resoluções foi imprimir um jornal,[4] e quando Molinari e Giacomelli se ofereceram de publicar um diário nacional, a eles e a Emilio Spinaci foi dada à responsabilidade de determinar se era possível realizar a proeza de unir todos os anarquistas, e de iniciar a recolher os fundos necessários.

Censura, perseguição e fechamento[editar | editar código-fonte]

Em 1922 a sede da polícia em Roma apresentou uma queixa contra vinte ex-editores, correspondentes, e os membros do conselho de administração da Umanità Nova. Uma grande pilha de correspondência, panfletos e propaganda foram aprendidos, e os ativos do jornal tomado: 5.700 liras, 300 marcos, 20 mil coroas e uma conta corrente no banco Credito Italiano com 71.328 lira disponíveis, além de todos os seus registros. Uma situação semelhante ocorreu em La Spezia, onde as Camisas negras] tinha destruído a imprensa e queimaram os escritórios do jornal Il Libertario, e em Pisa com o L'Avvenire Anarchico. Em 28 de outubro de 1922, o rei Vitor Emanuel III confiou Benito Mussolini a "tarefa de formar um novo governo". O Umanità Nova comentou sobre a decisão de dar poder executivo ao chefe das Camisas negras.[5]

Imediatamente após a ocupação fascista de Roma, em 30 de outubro de 1922, os escritórios na Via Santa Croce em Milão foram invadidos e destruídos. Depois de três semanas de silêncio forçado, em 22 de novembro eles encontraram uma impressora disposta a publicar o jornal, a edição número 196 da Umanità Nova foi publicada, mas seria a última.[6]

Referências

  1. Do livro Cronache Anarchiche, editora Zero In Condotta, Franco Schirone, (2010), pag 96
  2. www.umanitanova.org/ website do Umanità Nova, acessado em 11 janeiro 2013
  3. Schirone, p. 17
  4. Schirone, p. 19
  5. Schirone, p. 96
  6. Schirone, p. 96

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


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