União Democrática Popular
| União Democrática Popular | |
|---|---|
| Presidente | Joana Mortágua |
| Fundação | 16 de dezembro de 1974 |
| Sede | Rua de São Bento, 698 1250-223 Lisboa |
| Ideologia | marxista |
| Publicação | A Comuna |
| Dissolução | 3 de abril de 2005 |
| Cores | vermelho |
| Site | www.udp.pt |
| Em 2005 constituiu-se em associação política | |
A União Democrática Popular (UDP) foi um partido político comunista que nasceu em 1974 e, em 1999, juntamente com o PSR e a Política XXI, esteve na origem da criação do Bloco de Esquerda.
Índice |
Origens [editar]
A União Democrática Popular formou-se em 16 de Dezembro de 1974, a partir de 3 grupos marxistas-leninistas, o Comité de Apoio à Reconstrução do Partido Marxista-Leninista (CARP ML), surgido depois de 1974, os Comités Comunistas Revolucionários Marxistas-Leninistas (CCRML), criados em 1970 a partir de uma cisão do CM-LP e que se assumiam como seus verdadeiros sucessores, e a Unidade Revolucionária Marxista-Leninista (URML), surgida em 1971, e que teve uma breve aproximação aos trotskistas.
Teve o seu I Congresso em 9 de Março de 1975. A sua linha ideológica era genericamente tida por maoísta, elegendo como regime de eleição do Leste europeu a Albânia. Elegeu um deputado para a Assembleia Constituinte em 25 de Abril de 1975, Américo Duarte, após Pulido Valente, um dos fundadores do CM-LP em 1964, ter sido barrado do cargo por ter visitado um preso político de então que fora seu amigo de infância e que por sinal era banqueiro. Votou a favor da Constituição de 1976.
Em 1976, nas eleições para a 1ª Assembleia Legislativa foi eleito como deputado Acácio Barreiros, um ex-estudante de engenharia que vinha dos CCRM-L e que mais tarde aderiria ao Partido Socialista de que viria também a ser deputado, e nas eleições de 1979 Mário Tomé é eleito deputado à Assembleia da República. Em 1976 participa como principal força política num movimento revolucionário unitário de apoio à candidatura presidencial de Otelo Saraiva de Carvalho, que chega a obter 16,5% dos votos nacionais, movimento que tenta persistir depois das presidenciais concorrendo com os GDUP's às autárquicas de Dezembro de 1976 (apenas 2,49%).
Em 1983 apresenta-se às eleições legislativas coligada com o Partido Socialista Revolucionário, após profundas cisões no interior do PC(R) de que a UDP se pretendia a "frente de massas" e que levaram ao afastamento de Acácio Barreiros, João Carlos Espada, José Manuel Fernandes e outros, no rescaldo do fim da Revolução e dos GDUP. Só voltará a ter representação parlamentar no período 1991-95, fruto de um acordo com o PCP que leva Mário Tomé de novo à Assembleia da República.
Na Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira, o partido consegue em várias ocasiões eleger deputados, conquistando um pequeno eleitorado de agricultores e trabalhadores do sector do artesanato, tendo tido em Paulo Martins o seu principal dirigente regional.
Em 1998, o então secretário-geral da UDP Luís Fazenda entra em contacto com Fernando Rosas (independente), Francisco Louçã (PSR), Miguel Portas (Política XXI), iniciando o processo que levou à fusão daqueles três partidos de esquerda, todos eles defensores do socialismo em liberdade e "críticos das experiências soviéticas e outras" do socialismo real, e de muitos independentes de esquerda num novo partido: o Bloco de Esquerda, em 1999.1
Actualidade [editar]
O XVII Congresso da UDP, realizado a 2 e 3 de Abril de 2005, aprovou e formalizou a passagem do partido a associação política, tendo sido eleito Pedro Soares presidente da direcção da associação. A associação política UDP continua a editar a revista A Comuna, fundada pela UDP em 2003.
A actual presidente da direcção nacional é Joana Mortágua (2010), de 25 anos, que nas eleições Legislativas de 2009 foi cabeça lista do Bloco de Esquerda no círculo de Évora 2 e é membro da Comissão Política do Bloco de Esquerda 3 . No 36º aniversário da UDP, a 2010, num discurso chamado Desenvolver o Marxismo, Joana Mortágua sublinhou o papel desta associação política enquanto "corrente marxista de pensamento dentro do Bloco Esquerda": "O nosso partido é o Bloco de Esquerda. A única razão da UDP é o marxismo. (...) Tirem-lhe a Comuna e a formação ideológica e a UDP terá desaparecido."
Referências
- ↑ Documentário Nasceu uma estrela. Bloco.org (13 de h julho 2009). Página visitada em 2 de agosto de 2010.
- ↑ Órgãos dirigentes da UDP. UDP (10 de maio de 2010). Página visitada em 31 de dezembro de 2010.
- ↑ Resolução da Mesa Nacional do Bloco de Esquerda. Esquerda (18 de junho de 2011). Página visitada em 04 de agosto de 2011.
